Jubileu de diamante

75 anos da IBJ

Pensando em nosso jubileu de diamante, fui fisgado pelo livro do profeta Zacarias, especialmente pelo capítulo 7 versículo 11. Está escrito: “E fizeram de seus corações um DIAMANTE, para não escutarem os ensinamentos e as palavras que o Senhor enviara por seu Espírito, por intermédio dos antigos profetas (…)”.

Você pode estar se perguntando: porque o pastor escolheu um texto tão “duro” para a primeira pastoral do mês do nosso aniversário? Não é tempo de celebração? Penso que podemos celebrar perfeitamente todas as vitórias que o Senhor nos permitiu alcançar, sem deixar de fazer uma reflexão séria e profunda sobre a nossa caminhada. E nada melhor que a lúcida e honesta palavra profética (denúncia/anúncio) para nos ajudar no desafio permanente da autocrítica.

Em primeiro lugar, o profeta Zacarias denunciou que os interesses do povo não se compatibilizavam com os propósitos divinos. O pastor Eugene Peterson intitulou este capítulo da seguinte forma: “O povo estava interessado em religião e o Senhor Deus em pessoas”. Está em pauta a questão do jejum, disciplina espiritual extremante importante para os judeus. Acontece que não era tempo de jejuar, mas de observar as palavras do Senhor: “Sejam justos uns com os outros; Amem o próximo; Sejam misericordiosos uns para com os outros; Não tirem vantagens de viúvas, órfãos, estrangeiros e pobres; Não tramem maldades uns contra os outros. Isso é terrível” (Vv.9,10).

Em segundo lugar, Zacarias anunciou o amor fiel do Senhor apesar da dureza de coração do seu povo. O capítulo 8 abre com uma palavra de restauração. Iaweh promete reunir todo o povo e tornar Jerusalém, a Cidade da Verdade. A imagem que aparece no texto é digna de menção: “Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas e se encherão de meninos e meninas que nelas brincarão” (8:4,5).

Por conseguinte, somos desafiados pelo profeta Zacarias a: 1) Priorizar as pessoas e não a religiosidade vazia e fria. Nossa relação com o outro é mais importante pra Deus do que atividade religiosa; 2) Ser um sinal do Reino de Deus. Nossas relações devem manifestar com clareza o modelo de sociedade que Deus deseja. E como está o nosso coração? Que o passar dos anos não endureça o nosso coração como um diamante, mas que permitamos que o Senhor o amoleça diariamente com o óleo do seu Espírito e com o sangue do seu Filho.

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