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	<title>Igreja Batista do Jequiezinho &#187; Pr. José Jorge</title>
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		<title>Resiliência e Esperança</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 14:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. José Jorge</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo da Física e da Engenharia emprestou às Ciências Humanas uma palavra notavelmente significante: Resiliência. Ela é a capacidade dos materiais de resistirem aos choques. Também “de absorver energia sem sofrer deformações permanentes” (TAVARES, 2001) e de resistir a situações adversas, sem perder o brilho. “Resilientes” são pessoas capazes de resistir as piores crises [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo da Física e da Engenharia emprestou às Ciências Humanas uma palavra notavelmente significante: Resiliência. Ela é a capacidade dos materiais de resistirem aos choques. Também “de absorver energia sem sofrer deformações permanentes” (TAVARES, 2001) e de resistir a situações adversas, sem perder o brilho. “Resilientes” são pessoas capazes de resistir as piores crises sem sucumbir.</p>
<p>A esperança do crente tem esta marca. Falamos muito da paciência de Jó, mas esquecemos que no contexto de suas piores crises, disse: “Eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19:25). Isto é resiliência com esperança e com adoração: “Bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21).</p>
<p>O médico e psiquiatra austríaco Viktor Frankl (1905 – 1997) decidiu atribuir sentido a tudo o que acontecia e a não perder o horizonte da esperança. Preso no campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial descobriu que não eram os mais fortes e saudáveis que viviam mais. Os mais “resilientes” eram aqueles capazes de conferir “sentido à vida”. É de bom alvitre que confessemos Cristo como aquele que dá sentido à nossa vida. Ele é a nossa Rocha, sólida e inabalável, e Supridor fiel de todas as nossas necessidades. Alguém diante de quem pode o crente, com confiança, afirmar: “Senhor, a minha esperança está em Ti” (Sal. 39:7).</p>
<p>A esperança do ímpio morre com ele, na sua morte (Prov. 11:7), mas o crente tem uma esperança que lhe é âncora, segura e firme, nos vendavais da vida (Heb. 619), e por isso não sucumbe. Nos momentos escuros e sombrios da vida, ele sabe para quem voltar o olhar, e é iluminado (Sal. 34:5). O Senhor é a sua luz, a Palavra é lâmpada para os seus pés (Sal. 119:05) e Ele pode despertar em sua memória “o que lhe dar esperança” (Lam. 3:21) e, assim, o seu caminho, como a luz da aurora, vai brilhando mais e mais (Prov. 4:18) para a glória de Deus.</p>
<p>Você já tentou medir o tamanho de sua força? Eis aqui uma medida segura e infalível: “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força é pequena” (Prov. 24:10).</p>
<p>As crises de nossa vida medem o tamanho de nossa força e a intensidade da esperança que há em nós!</p>
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		<title>O absurdo de crer</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Dec 2007 14:16:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. José Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[O exercício entusiástico da fé pode produzir nos incrédulos uma profunda e reverente admiração pelos crentes, levando os que não crêem ao despertamento e à busca das &#8220;coisas que são de cima&#8221; (Col. 3:1). Conta-se que David Hume, historiador, filosofo e cético da século XVIII, em certa ocasião foi interrompido por um amigo, numa rua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O exercício entusiástico da fé pode produzir nos incrédulos uma profunda e reverente admiração pelos crentes, levando os que não crêem ao despertamento e à busca das &#8220;coisas que são de cima&#8221; (Col. 3:1). Conta-se que David Hume, historiador, filosofo e cético da século XVIII, em certa ocasião foi interrompido por um amigo, numa rua de Londres, que lhe perguntou aonde ia com tanta pressa. &#8220;Vou, disse Hume, ouvir a pregação de Whitefield.&#8221; Tal notícia causou surpresa ao amigo, que perguntou de novo ao famoso cético: &#8220;Mas o senhor não crê no que Whitefield prega, não é verdade?&#8221; &#8220;Não, respondeu Hume, &#8220;porém ele crê.&#8221;Sim, pode entusiasmar, mas também pode escandalizar, quando o simples ato de crer lhes parecer &#8220;loucura&#8221; (II Cor. 2:14) e absurdo às suas mentes naturais e racionais. Se para Nietzsche (1844-1900), a confissão &#8220;credo quia absurdum est&#8221; (creio, porque é absurdo), era &#8220;a bandeira do fanatismo extremado,&#8221; para Tertuliano (155-220), apologista cristão fervoroso, representava sua fé e  expressão plena de sua confiança no poder e na sabedoria de Deus.</p>
<p>O que a mente racional chama de absurdo tem a ver com a sua incapacidade de entender e dá respostas lógicas e experimentalmente demonstráveis aos fatos e às questões intrínsecos à vida da fé. E o que deixa de perceber é que &#8220;a fé transcende a lógica. Ela não é irracional, mas não se sujeita à mera demonstração empírica ou ao simples esquema do raciocínio lógico. O ato de fé existe como algo que se situa além da capacidade lógica de demonstração experimental&#8221; (Dr. Merval Rosa, 1983). Tertuliano cria na superioridade da fé em relação à razão, e cria que a base da fé é o milagre, ou seja, o que contraria as leis da natureza,  da ciência e do racional.</p>
<p>Eis porque aprecio os ainda-quês da Bíblia (Sal. 23:4;27:3;46:2,3; Ecles. 8:12; Hab. 3:17 etc). Eles parecem traduzir a fé &#8220;escandalizante&#8221; e absurda, que honra, agrada e glorifica a Deus, a fé perfeita  nEle (Sal. 46), cujos efeitos e operação não estão à mercê da lógica humana, da dependência de nossas instáveis emoções e circunstâncias da vida e dos momentos, mas de Deus, tão somente, e firmada na imutabilidade de Seu caráter justo e santo, e na Sua fidelidade.</p>
<p>Martinho Lutero (séc. XVI) fez uma profunda confissão de fé, ao afirmar: &#8220;A nossa fé não está firmada na areia movediça dos nossos sentimentos, mas na eterna, fiel e infalível Palavra de Deus&#8221;. E ele guardou esta fé até o derradeiro momento de sua vida. No leito de enfermidade, e já às portas da morte, o Dr. Jones perguntou a seus ouvidos: &#8220;Reverendo, o senhor permanece com Cristo e com as doutrinas que tem pregado? Elas resistem à agonia da morte? Lutero respondeu: &#8220;Sim, mil vezes, sim!&#8221; e, virando-se, adormeceu. Este episódio ilustra as palavras de Hannah Moore: &#8220;Nenhum homem, no seu leito de morte, jamais se arrependeu de ser cristão.&#8221;</p>
<p>Mas é precisamente esta disposição de crer, persistente, não obstante às circunstâncias adversas da vida, revezes, e aparente descaso e indiferença de Deus, que vai caracterizar a fé vitoriosa, que ousa confiar, acreditar no inacreditável e, em resposta, recebe o impossível.</p>
<p>Em uma das paredes das catacumbas de Roma, onde cristãos eram confinados por causa da fé e do testemunho do evangelho, foi achada uma inscrição com a seguinte mensagem: &#8220;Creio no sol, ainda que não brilhe; creio no amor, ainda que não o sinta; creio em Deus, ainda que não O veja e tão distante se pareça.&#8221; Só a fé é capaz de absurdos assim, só ela rompe os limites do lógico e do racional, e afirma Deus, para além de todos os obstáculos e impossibilidades.</p>
<p>Para escândalo e perplexidade dos que fazem da razão a única explicação possível da realidade, em desprezo da fé, os absurdos de Deus estão aí, e permeiam toda a Bíblia. Ele é o &#8220;Deus dos absurdos,&#8221; que do caos faz surgir a ordem, o equilíbrio e a vida, conforme narra o Gênesis. Que chama Abraão, tira-o do conforto de sua terra e de sua parentela e, lá vai Abraão, &#8221; sem saber para onde ia&#8221; (Hb. 11:8). Já mais maduro em seu andar com Deus, recebe a ordem de sacrificar Isaque, filho seu amado e filho da promessa, e pode você imaginar o que havia na mente e no coração daquele amoroso pai, na medida que caminhava para o local do sacrifício? Duro, não?</p>
<p>Pensemos em Jó, &#8220;homem integro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal&#8221;(1:1), entregue a Satanás, que lhe arruína e arrasa a vida, família e os bens. Milênios depois, veja este mesmo Deus tornando grávida Maria, jovem pura, integra e santa, sem ter conhecido homem algum, e isto para espanto e desconforto de José, o noivo, que &#8220;secretamente intenta deixá-la&#8221; (Mat. 1:19). Também, porventura não sabia o Senhor que as águas daquele mar da Galileia, surpreendentemente tempestuoso,  não se levantariam e deixariam seus discípulos apavorados e desesperados? Mas, mesmo assim, Ele ordenou a travessia; aliás, não os deixou ir sozinhos, ordenou, e atravessou com eles (&#8220;Passemos à outra margem do lago&#8221;. Luc. 8:22b). E, em meio aos gritos de pavor e desespero daqueles homens, Ele dormia &#8220;sobre a almofada&#8221; (Mar. 4:38),  aparentemente indiferente, tendo que ser despertado.</p>
<p>Destes, e de tantos outros &#8220;absurdos&#8221; divinos, sabemos que eles são a manifestação de Sua onisciência, sabedoria e expressão de Sua vontade santa, perfeita e agradável. Sabemos também dos abençoados desfechos deste absurdos, e de como Deus foi maravilhosamente conhecido, glorificado e exaltado: &#8220;E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?&#8221; (Mat. 8:27).</p>
<p>Deus, todavia, não conhece absurdos. O homem é que precisa obedecer e crer, ainda que seja absurdo fazê-lo, e ainda que todas as dimensões do seu ser neguem essa possibilidade, se quer, de fato, ver Suas tremendas manifestações, pois, como está escrito: &#8220;Se creres, verás a glória de Deus&#8221; (Jo. 11:40), &#8220;crê somente&#8221; (Marcos 5:36).</p>
<p>Olhemos para as nossas condições atuais de escândalos, descrédito nos homens e nas instituições, ousado incremento do mal, e para o recuo tímido da igreja perante os Golias da atualidade, ameaçadores e assustadores, não são elas porventura um desafio ao exercício da fé que ousa agir, oriunda de um caráter cristão santo e justo, capaz de se colocar nas mãos de Deus e, na condução de Seu Espírito,  realizar prodígios no poder de Seu nome? E onde está uma fé assim? Podem os homens, nos absurdos de seus caminhos tortuosos contemplar, com entusiasmo e temor, o absurdo de uma fé que, a despeito e apesar de tudo, deposita em Deus total confiança e crer em Seu domínio absoluto sobre todas as coisas? E crer, também, que &#8220;não importando quão terrível ou incontrolável possam parecer as forças do mal na terra, elas não conseguem anular ou eclipsar o fato maior, segundo o qual, por trás do cenário, Deus está em seu trono, guardando o universo?&#8221; (George Hadd). Cremos assim?</p>
<p>Esta é a fé para hoje, como cremos,  e ao nosso alcance, que Deus certamente aguarda a manifestação para manifestar-Se como Senhor e Deus. &#8220;Oh, Senhor, acrescenta-nos a fé.&#8221; (Luc.17:5)</p>
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