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	<title>Igreja Batista do Jequiezinho &#187; Pastorais</title>
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		<title>“Cristo em vós é a esperança da glória” Cl. 1:27b</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Deus morando dentro de nós é ponto específico da fé cristã. Paulo considera isso um mistério que esteve oculto por séculos e gerações, mas que agora fora revelado. Quero apontar três esperanças que resultam da verdade de que Cristo habita em mim e em você. Em primeiro lugar, Cristo em mim é a esperança de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Deus morando dentro de nós é ponto específico da fé cristã. Paulo considera isso um mistério que esteve oculto por séculos e gerações, mas que agora fora revelado. Quero apontar três esperanças que resultam da verdade de que Cristo habita em mim e em você.</p>
<p style="text-align: left;">Em primeiro lugar, Cristo em mim é a esperança de uma nova vida. Paulo lembra aos irmãos colossenses como era a vida deles antes da esperança do evangelho. Conforme o texto “separados de Deus e inimigos dele” (v.21). Entretanto, por causa do sacrifício do cordeiro eterno eles foram apresentados a Deus “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (v.22). Cristo em mim é a esperança de um ser humano conforme a imagem daquele que o criou. Cristo em mim é a esperança de uma vida santa (<strong>aspecto espiritual</strong>. Uma vida que dê testemunho da transparência absoluta do Senhor. Nele não há treva alguma. Somos chamados para andar na luz, manifestando a transparência do Senhor.); Inculpável (<strong>aspecto psíquico. </strong>Uma vida livre do sentimento da culpa neurótica/superego exigente. Por mais que nos esforcemos jamais atingiremos a perfeição moral e da culpa existencial, isto é, da discrepância entre o eu real e o eu ideal. Eu queria ser melhor, mas não consigo! Deus em Cristo já me aceitou.); E Irrepreensível (<strong>aspecto ético-moral</strong>. Uma vida honesta, justa, responsável e pacífica.). Deus em Cristo me restaurou integralmente.</p>
<p style="text-align: left;">Em segundo lugar, toda esperança que eu preciso pra viver já está em mim. Logo, não preciso buscar essa esperança fora de mim (Quem procura razões para viver fora de si é o otimista. Com o esperançoso é diferente!). Nas palavras de Camus “e no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível”. Jesus é o verão que habita em mim. Ele é o sol da justiça que me aquece e ilumina. Cristo em mim é a esperança que eu preciso para encarar minhas fraquezas. Cristo em mim é a esperança que eu preciso para não desistir no dia da tribulação. Cristo em mim é a esperança que eu preciso para retomar diariamente o ânimo de viver.</p>
<p style="text-align: left;">Por conseguinte, nossa geração tem perdido gradativamente a esperança da glória. Estamos tão focados nas coisas periféricas, que temos nos esquecido das essenciais. Nossa esperança atravessa o tempo kronos e se projeta para a eternidade. Somos peregrinos neste mundo. Isso, por sua vez, não deve significar descompromisso histórico, social, político. Entretanto, nossa pátria é outra. “Se esperamos por Cristo apenas nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”, exorta Paulo.  Nossos pés estão fincados no chão da história, mas nossos olhos já devem estar voltados para a eternidade. Amém!  Maranata, ora vem Senhor Jesus!</p>
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		<title>Andar na Luz</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme a compreensão joanina, a genuína comunhão entre os irmãos só é possível se cada um estiver disposto a andar na luz (I Jo. 1:5-7). Isso também vale para nossa comunhão com Deus. Assim sendo, lendo a primeira epístola de João descobri que andar na luz significa: Andar na luz é ter a coragem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Conforme a compreensão joanina, a genuína comunhão entre os irmãos só é possível se cada um estiver disposto a andar na luz (I Jo. 1:5-7). Isso também vale para nossa comunhão com Deus. Assim sendo, lendo a primeira epístola de João descobri que andar na luz significa:</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é ter a coragem de trazer a vida todos os dias para a verdade, a fim de que toda dissimulação seja aniquilada.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é confessar diariamente os meus pecados na certeza de que o sangue do cordeiro me purifica de todos eles.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é manifestar, ainda que precariamente por causa da minha ambigüidade, a santidade e a transparência absoluta d’Aquele que é LUZ.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é fazer o caminho do amor na direção do outro como única possibilidade de amar a Deus.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é confiar somente na fidelidade e justiça d’Aquele que tem poder para perdoar e salvar.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é andar na contramão do mundo-sistema e suas concupiscências, porquanto carrega a semente de Deus dentro de si e vive pela fé.</p>
<p style="text-align: left;">Certamente se você ler o texto joanino descobrirá outros ensinamentos sobre o significado de andar na luz.  Todavia, o mais importante é que vivamos na luz para que a nossa comunhão com o outro e com o Pai seja uma realidade. Que a nossa igreja seja um espaço iluminado pela comunhão de pessoas que romperam com as trevas da indiferença porque deram adesão a luz do amor.</p>
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		<title>Carta de um velho apóstolo para uma Senhora</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 00:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A carta é a pequenina 2ª epístola do velho apóstolo João e a senhora é uma comunidade de fé muito amada, chamada assim simbolicamente. João tem muitas coisas a dizer a esta igreja, mas prefere fazê-lo pessoalmente. Adianta, porém, os temas que ele considerava mais necessários. Na sua carta um misto de saudade, alegria e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A carta é a pequenina 2ª epístola do velho apóstolo João e a senhora é uma comunidade de fé muito amada, chamada assim simbolicamente. João tem muitas coisas a dizer a esta igreja, mas prefere fazê-lo pessoalmente. Adianta, porém, os temas que ele considerava mais necessários. Na sua carta um misto de saudade, alegria e preocupação.</p>
<p>Se é verdade o adágio popular: “os melhores perfumes estão nos menores frascos”, a segunda epístola de João carrega na brevidade das suas palavras (treze versículos apenas) o aroma inconfundível da mensagem do evangelho. Trata-se de uma síntese de um homem amadurecido no amor de Deus. A síntese da consciência de alguém experimentado na vida em sua caminhada com o Filho do Pai e com o Pai do Filho.</p>
<p>Em primeiro lugar, o velho apóstolo diz estar alegre porque alguns filhos da senhora eleita estavam andando na verdade. O que significa andar na verdade? Não é seguir um conjunto de leis e/ou proposições. Antes é viver num relacionamento dinâmico e transformador com o Pai por intermédio do Filho.</p>
<p>Em segundo lugar, o apóstolo do amor ressalta que a sua carta não tem nenhuma novidade. Ele relembra um princípio básico, original que deveria orientar a jornada existencial daqueles irmãos: “amemos uns aos outros”. O chamado do evangelho não consiste em viver de novidades, mas viver em novidade de vida. O amor é o caminho da maturidade. É por ele que os irmãos deveriam andar.</p>
<p>Em terceiro lugar, o ancião também faz um alerta: os irmãos deveriam tomar cuidado com o espírito do anticristo.  No contexto de João, o anticristo era o gnosticismo que propagava a idéia de que Jesus não veio em forma humana. Tal espírito se apresenta de formas diversas ao longo da história. Entretanto, sua identidade é única, posto que sempre consiste numa negação do evangelho em sua essência.Quem crê em Cristo não está isento de assumir uma postura e pensamento que negue o nome dEle. Convivemos com esta possibilidade o tempo inteiro. O exercício do auto-exame aparece como um caminho viável para que a nossa vida continue sendo uma afirmação do evangelho. Nas palavras joaninas: “olhai por vós mesmos&#8230;” Quem deixa de olhar para si mesmo à luz da Palavra corre o sério risco de perder o que já ganhou.</p>
<p>Por fim, enquanto o encontro pessoal não chega, João enviou para a senhora a Palavra que nunca a deixaria desencontrada. Seja esta Palavra a mesma que orienta o nosso viver até o dia do encontro com o Senhor dos Senhores.</p>
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		<title>Jubileu de diamante</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 11:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[75 anos da IBJ Pensando em nosso jubileu de diamante, fui fisgado pelo livro do profeta Zacarias, especialmente pelo capítulo 7 versículo 11. Está escrito: “E fizeram de seus corações um DIAMANTE, para não escutarem os ensinamentos e as palavras que o Senhor enviara por seu Espírito, por intermédio dos antigos profetas (&#8230;)”. Você pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>75 anos da IBJ</strong></p>
<p>Pensando em nosso jubileu de diamante, fui fisgado pelo livro do profeta Zacarias, especialmente pelo capítulo 7 versículo 11. Está escrito: <strong>“E fizeram de seus corações um DIAMANTE, para não escutarem os ensinamentos e as palavras que o Senhor enviara por seu Espírito, por intermédio dos antigos profetas (&#8230;)”. </strong></p>
<p>Você pode estar se perguntando: porque o pastor escolheu um texto tão “duro” para a primeira pastoral do mês do nosso aniversário? Não é tempo de celebração? Penso que podemos celebrar perfeitamente todas as vitórias que o Senhor nos permitiu alcançar, sem deixar de fazer uma reflexão séria e profunda sobre a nossa caminhada. E nada melhor que a lúcida e honesta palavra profética (denúncia/anúncio) para nos ajudar no desafio permanente da autocrítica.</p>
<p>Em primeiro lugar, o profeta Zacarias denunciou que os interesses do povo não se compatibilizavam com os propósitos divinos. O pastor Eugene Peterson intitulou este capítulo da seguinte forma: “O povo estava interessado em religião e o Senhor Deus em pessoas”. Está em pauta a questão do jejum, disciplina espiritual extremante importante para os judeus. Acontece que não era tempo de jejuar, mas de observar as palavras do Senhor: <strong>“Sejam justos uns com os outros; Amem o próximo; Sejam misericordiosos uns para com os outros; Não tirem vantagens de viúvas, órfãos, estrangeiros e pobres; Não tramem maldades uns contra os outros. Isso é terrível” </strong>(Vv.9,10).</p>
<p>Em segundo lugar, Zacarias anunciou o amor fiel do Senhor apesar da dureza de coração do seu povo. O capítulo 8 abre com uma palavra de restauração. Iaweh promete reunir todo o povo e tornar Jerusalém, a Cidade da Verdade. A imagem que aparece no texto é digna de menção: <strong>“Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas e se encherão de meninos e meninas que nelas brincarão”</strong> (8:4,5).</p>
<p>Por conseguinte, somos desafiados pelo profeta Zacarias a: 1) Priorizar as pessoas e não a religiosidade vazia e fria. Nossa relação com o outro é mais importante pra Deus do que atividade religiosa; 2) Ser um sinal do Reino de Deus. Nossas relações devem manifestar com clareza o modelo de sociedade que Deus deseja. E como está o nosso coração? Que o passar dos anos não endureça o nosso coração como um diamante, mas que permitamos que o Senhor o amoleça diariamente com o óleo do seu Espírito e com o sangue do seu Filho.</p>
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		<title>A travessia</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[De thanatos (morte) para zôè (vida) Consoante F. W. Nietzsche, em seu livro Assim Falou Zaratustra, “o que é de grande valor no homem é ser ele uma ponte e não um fim. O que se pode amar no homem é ele ser uma passagem, um ocaso”. Por sermos seres inacabados estamos o tempo inteiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong><strong> </strong><strong> </strong></p>
<p><strong>De thanatos (morte) para zôè (vida)</strong></p>
<p>Consoante F. W. Nietzsche, em seu livro Assim Falou Zaratustra, <strong>“o que é de grande valor no homem é ser ele uma ponte e não um fim. O que se pode amar no homem é ele ser uma passagem, um ocaso”.</strong> Por sermos seres inacabados estamos o tempo inteiro fazendo travessias. A mais significativa de todas elas foi discernida pelo apóstolo João. Disse ele: <strong>“Quem ama já <span style="text-decoration: underline;">passou </span>da morte para a vida&#8230;” </strong>(I Jo. 3:14).</p>
<p>Quando olhamos para a vida de João, conforme as narrativas dos evangelhos sinóticos, nos deparamos com alguém que percorreu um longo caminho para chegar ao discernimento exposto nas palavras supracitadas. João teve que enfrentar os monstros que habitavam em seu interior: preconceito, intolerância e ambição pelo poder. Tais monstros são as forças da morte que criam obstáculos para que não façamos a passagem para a vida.</p>
<p>Em Lucas 9:49 aparece um João preconceituoso. João proibiu um homem de expulsar demônios em nome de Jesus, só porque o mesmo não pertencia ao grupo “oficial” dos discípulos. Jesus o repreendeu dizendo: <strong>“Não o impeça. Quem não é contra nós, é por nós” </strong>(v.50).</p>
<p>Em Lucas 9:51-56 aparece um João intolerante.  João sugere que Jesus autorize que desça fogo dos céus para dizimar todas as pessoas de uma cidade samaritana que não quiseram hospedar o mestre. Jesus retrucou: <strong>“O Filho do homem não veio para destruir a vida das pessoas, mas para salvá-las” </strong>(v.56).</p>
<p>Em Mateus 20:20-28 aparece um João ambicioso pelo poder. A mãe de João e Tiago acompanhada por seus filhos pede a Jesus um lugar especial para eles em seu reino: que um se assente à sua direita e o outro à esquerda. Jesus os chama a parte e diz: <strong>“Nas nações as pessoas importantes mandam nas outras. Entre vós não será assim. Quem quiser ser importante seja o servo. O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir”</strong> (Vv. 25-28).</p>
<p>Por conseguinte, fica claro que as respostas de Jesus ajudaram João a fazer a passagem da morte para a vida, isto é, do preconceito para o acolhimento, da intolerância para a paz, da ambição pelo poder para o serviço. O amor que ajudou João é o mesmo que está à nossa disposição nessa decisiva travessia. <strong> </strong></p>
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		<title>Projetos existenciais</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião da semana em foco dos Jovens Nessa pastoral gostaria de refletir sobre dois projetos existenciais que estão diante de nós e, especialmente, dentro de nós. Na primeira epístola joanina (Cap.3) encontramos o projeto do pecado (diabólico) e o projeto do amor (simbólico). Tanto o pecado como o amor são princípios que fazem parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por ocasião da semana em foco dos Jovens</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Nessa pastoral gostaria de refletir sobre dois projetos existenciais que estão diante de nós e, especialmente, dentro de nós. Na primeira epístola joanina (Cap.3) encontramos o projeto do pecado (diabólico) e o projeto do amor (simbólico). Tanto o pecado como o amor são princípios que fazem parte do nosso ser. Todavia, quem fez a experiência no amor de Deus, embora não possa negar a sua natureza pecaminosa, tornou-se livre do domínio do pecado.</p>
<p>Para nos ajudar na compreensão do projeto diabólico aparece no texto uma figura vetero-testamentária: Cain. Cain é um arquétipo das pessoas que encarnam o projeto desagregador do pecado (v.12). A história dele é marcada pelo ódio, inveja e homicídio. Quem tem o pecado como paradigma da sua ação sempre estará disposto a tirar a vida dos outros. No caso de Cain, a vida de Abel foi ceifada literalmente. Contudo, existem múltiplas formas de aniquilar a vida do outro. A indiferença, contrário do amor, é uma maneira violenta de assassinar alguém. Por outro lado, não amar é morar no inferno, é diabolizar a própria existência.</p>
<p>Por conseguinte, o apóstolo João nos apresenta o projeto do amor. (v.23). Amar é a identidade plena dos filhos e filhas de Deus. No projeto do amor não tiramos, mas doamos a vida. O nosso paradigma é o próprio Deus-Pai que nos amou sem limites doando o seu Filho (v.16). Nas palavras joaninas, “quem ama já passou da morte para a vida” (v.14). <strong>Só amando é que poderemos fazer a travessia da sepultura para a ressurreição. Viver em plenitude é fazer este percurso todos os dias confiando tão somente no poder do amor divino.</strong></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
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		<title>Ouvindo o coração de Deus</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 14:31:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir da parábola do Pai amoroso (mais conhecida como do Filho pródigo) gostaria de refletir sobre uma comunidade que ouve o coração de Deus.  O Filho mais velho representa as comunidades judaicas que não aceitavam que as comunidades gentílicas fossem inseridas no projeto do Reino de Deus. Jesus foi criticado duramente pelos judeus por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir da parábola do Pai amoroso (mais conhecida como do Filho pródigo) gostaria de refletir sobre uma comunidade que ouve o coração de Deus.  O Filho mais velho representa as comunidades judaicas que não aceitavam que as comunidades gentílicas fossem inseridas no projeto do Reino de Deus. Jesus foi criticado duramente pelos judeus por comer com publicanos e pecadores. Jesus contou a parábola supracitada para revelar o coração do Pai. O Filho mais velho, portanto, simboliza as comunidades que não ouvem o coração divino. O Pai, porém, insiste com elas para que discirnam as razões pela quais Ele aceita a todo filho que volta para casa, arrependido.</p>
<p>A comunidade do filho mais velho é marcada pelo <strong>RESSENTIMENTO.</strong> O filho mais velho ficou ressentido porque o Pai aceitou o filho esbanjador. Todavia, a comunidade que ouve o coração do Pai é marcada pelo <strong>PERDÃO</strong>. Alguém já disse que perdoar é lembrar sem dor. Em segundo lugar, a comunidade do filho mais velho é marcada pelo <strong>FINGIMENTO</strong>. O mais velho fingia que amava. Para tanto, ele trabalhava duro. Trabalho sem satisfação, sem realização. Já a comunidade que ouve o coração do Pai é lugar da <strong>AUTENTICIDADE.</strong> A verdade é bem-vinda! O trabalho flui da relação com o Pai. O trabalho produz gozo, alegria, satisfação plena. Como diz um hino do cantor cristão: “No serviço do meu Rei eu sou feliz, satisfeito e abençoado&#8230;”. Em último lugar, a comunidade do filho mais velho se afirma na <strong>COMPARAÇÃO.</strong> O filho diz: “há tanto tempo eu trabalho para o Senhor e nunca me deste um cabrito, mas vindo esse teu filho&#8230;”. Nessa comunidade prevalece o ego presunçoso, o orgulho, os méritos. A comunidade que ouve o coração do Pai é espaço da <strong>COMPAIXÃO.</strong> Disse o Pai: “Filho você está comigo o tempo inteiro, mas teu irmão estava morto e reviveu. Celebrar era necessário”. Quem tem compaixão não se compara ao outro, antes, coloca-se no lugar dele, sente em si a dor alheia.</p>
<p>A parábola não diz o que aconteceu depois da conversa do Pai com o filho mais velho. A estória não terminou e por isso aguarda uma resposta de todo aquele que dela se aproxima. O que a nossa igreja deseja ser: a comunidade do filho mais velho ou uma comunidade que ouve e age conforme o coração do Pai?</p>
<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Do eterno retorno à casa do Pai</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 14:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[(à luz da parábola do filho pródigo) Gostaria de fazer uso deste espaço para partilhar com os irmãos um pouco do que experienciamos em nossas andanças pelo Rio de Janeiro.  Estivemos durante três dias imersos numa atmosfera de investimento na espiritualidade cristã que foi mediado por um discernimento: o de que todo dia é dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(à luz da parábola do filho pródigo)</p>
<p>Gostaria de fazer uso deste espaço para partilhar com os irmãos um pouco do que experienciamos em nossas andanças pelo Rio de Janeiro.  Estivemos durante três dias imersos numa atmosfera de investimento na espiritualidade cristã que foi mediado por um discernimento: o de que <strong>todo dia é dia de retorno à casa do Pai.</strong></p>
<p>Assim como o filho pródigo, somos convidados pelas distrações diárias (ansiedades, temores, excesso de atividades) a achar que um contato íntimo e contínuo com o Pai só será possível na eternidade. Nesses dias que nos retiramos para cuidar da alma e, a partir do discernimento da palavra de Deus, fomos atraídos à compreensão de que o Pai deseja receber-nos, diariamente, em Sua casa.</p>
<p>É preciso que entendamos que não se trata de um retorno geográfico, ou de nos dirigirmos à igreja nos dias de culto. Antes somos desafiados a um retorno existencial, a uma rendição que põe a nossa alma de joelhos ante ao Pai que nos acolhe em seus braços vigorosos e, também, ternos. Seu abraço nos convida ainda a abrirmos mão da velha arrogância que supunha, erroneamente, conhecer todos os caminhos. Precisamos, portanto, ter o coração aberto para receber as novas sandálias do Pai que prenunciam a liberdade Nele e reconhecer a situação de escravos que nos impúnhamos em nossa incircuncisa humanidade.</p>
<p>A casa do Pai é uma realidade que aguarda a cada um de nós agora mesmo. Basta que nos voltemos para Ele com o coração de filho, contrito, deslumbrado com o Seu <strong>amor</strong> teimoso, com o Seu <strong>cuidado</strong> ininterrupto, com o Seu <strong>abraço</strong> que lança fora todo o nosso medo. Que seja nosso desejo o retorno diário a esse Abraço do Pai. Ao contrário do irmão mais velho, sigamos o exemplo de Jesus Cristo que ao se fazer irmão nosso, mostrou o caminho para que todos nós tivéssemos acesso à graciosa casa do Pai.</p>
<p><strong>Fannie Novais</strong></p>
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		<title>Liberdade em Cristo</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 20:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos nos aproximando dos festejos juninos e muitas igrejas ficam preocupadas com a possibilidade de seus membros apostatarem da fé. Por causa disso surge a necessidade de retiros espirituais para que todos fujam da aparência do mal. Quando penso nisso lembro-me imediatamente do texto de colossenses 2:20-23 que diz: “Se, pois, estais mortos com Cristo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos nos aproximando dos festejos juninos e muitas igrejas ficam preocupadas com a possibilidade de seus membros apostatarem da fé. Por causa disso surge a necessidade de retiros espirituais para que todos fujam da aparência do mal. Quando penso nisso lembro-me imediatamente do texto de colossenses 2:20-23 que diz: <strong>“</strong><strong>Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum contra os impulsos da carne”.</strong></p>
<p>O apóstolo Paulo escreve a comunidade de fé em colossos a fim de orientá-la quanto ao seu posicionamento numa sociedade ao mesmo tempo repressora e permissiva. Qual o caminho a seguir? É bom ressalatar que o jovem cristianismo (novas comunidades de Jesus), nesse contexto, estava tentanto afirmar a sua identidade frente a muitas religiões e sistemas filosóficos, inclusive o judaísmo. Alguns cristãos estavam querendo aliar a fé cristã aos preceitos judaicos ou tentanto introduzir elementos do gnosticismo, por exemplo.</p>
<p>A expressão “rudimentos do mundo” aponta para o sistema filosófico dos “iluminados” que estava sorrateiramente se infiltrando na comunidade de fé e sendo internalizado pelos irmãos colossenses. Os iluminados criam que o mundo era mau, a matéria é ruim, corpo é prisão da alma e tinham regras alimentares que segundo eles conduziam os praticantes ao caminho da iluminação. Por acharem que a matéria era má se entregavam a toda sorte de bacanais e orgias. Por outro lado, alguns irmãos não tinham coragem de fazer uma ruptura com os critérios rigorosos, os cerimoniais higienistas e a moral proibitiva judaica. Para esses, tais práticas e princípios deveriam ser preservados.</p>
<p>Portanto, Paulo é enfático no seu posicionamento: nem a permissividade dos iluminados nem a repressão do judaísmo tem algum efeito contra os impulsos da carne. O caminho apontado pelo apóstolo é o da liberdade em Cristo. Em suas cartas a ética dessa liberdade é exaltada. Em I tessalonicenses 5:21 está escrito: <strong>“Examinai tudo e  fiquem com o que é bom</strong>”. Em tito 1:15 encontramos: “<strong>Tudo é puro para os puros”</strong>. Retiros ou qualquer outra atividade é apenas placebo quando não fizemos uma experiência genuína de conversão. Quem está sepultado com Cristo não precisa temer o contato com nenhuma realidade, posto que foi liberto e está guardado no amor de Deus. Creio que nenhuma fuga é necessária quando a verdade do evangelho encontrou lugar em nós. Ser livre é discernir essa verdade. <strong> </strong><strong> </strong></p>
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		<title>A homoafetividade e a Bíblia: Um Posicionamento.</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 20:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Nestes últimos dias temos assistido a evocação dos textos bíblicos para refutar a decisão do TSJ em considerar estável a união entre os homoafetivos. Discursos religiosos inflamados! Por outro lado, a quem considere a Bíblia como livro preconceituoso por não admitir a vivência da sexualidade humana fora da relação homem e mulher (heterossexual). A bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestes últimos dias temos assistido a evocação dos textos bíblicos para refutar a decisão do TSJ em considerar estável a união entre os homoafetivos. Discursos religiosos inflamados! Por outro lado, a quem considere a Bíblia como livro preconceituoso por não admitir a vivência da sexualidade humana fora da relação homem e mulher (heterossexual). A bem da verdade, a pena que se aplicava no antigo Israel para os homossexuais da época é uma afronta irreparável e inconcebível a vida. O apedrejamento de outrora tem suas reverberações em nossos dias, o que também deve suscitar nossa indignação e repúdio. Textos bíblicos podem estar a serviço das pedras do preconceito. Entretanto, por razões teológicas considero a relação heterossexual, a união de um homem com uma mulher, como a que melhor manifesta a vontade de Deus para as relações humanas.</p>
<p>Encontramos tanto no AT como no NT uma reprovação clara a Homossexualidade. A homoafetividade é considerada como pecado, mudança do modo natural das relações íntimas e prática incompatível com os cidadãos do Reino de Deus. Entretanto, o contexto do NT, mais amplamente, nos remete a promiscuidade praticada e incentivada pelo Império Romano, o que incluía bacanais hetero e homossexuais. As comunidades de Jesus precisavam se posicionar eticamente, dar uma resposta teológica a situação. A contundência dos argumentos paulinos e de outros escritores neotestamentários é compatível com a perversão da sexualidade promovida por Roma. Pretendia-se apontar um caminho de equilíbrio e plenitude para a vivência da sexualidade.</p>
<p>No AT temos o livro de cantares que, para mim, trata o tema da sexualidade humana da forma mais bela possível. Nele a sexualidade tem cheiro, sabor, toque, fogo. Mas até o livro mais apaixonado e apaixonante da Bíblia, apresenta o modelo do amor entre homem e mulher como expressão do projeto de Deus para a humanidade. O corpo dele é para ela e vice-versa. Cada um é para o outro jardim de prazer e delícias.</p>
<p>Sinceramente não desejei que o postulado do TSJ fosse outro (estamos num estado laico), porém espero e oro pela revisão, no mínimo, do texto do projeto de lei 122 (PL 122) que confere aos homossexuais o status de intocáveis. Concordo com Arnaldo Jabor, não podemos rotular os heterossexuais de reacionários, nem os homoafetivos de revolucionários. A questão por seu alto grau de complexidade merece ser discutida com cuidado e amor.</p>
<p>Por conseguinte, confesso que meu discurso é ideológico, ele se assenta sobre as minhas convicções teológicas, sobre a minha educação familiar e visão de mundo. Todavia, em tempos de instabilidade e impermanências os argumentos apresentados acima têm me servido como ponto de apoio sem que eu perca a abertura para o diálogo.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Pastores do cuidado</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 02:21:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do dia do Pastor Creio que o cuidado é uma marca imprescindível a alguém que deseja pastorear vidas. Essa é a instrução que encontramos na primeira carta de Pedro. Está escrito: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo CUIDADO dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por ocasião do dia do Pastor</strong></p>
<p>Creio que o cuidado é uma marca imprescindível a alguém que deseja pastorear vidas. Essa é a instrução que encontramos na primeira carta de Pedro. Está escrito: <strong>“</strong><strong>Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo CUIDADO dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” </strong>I Pe. 5:2,3. Nas palavras do teólogo Leonardo Boff, <strong>“cuidar é mais que um ato, é uma atitude de ocupação e envolvimento afetivo com o outro”.</strong></p>
<p>Os versículos supracitados apresentam as características de um pastor/líder que faz do cuidado a sua principal atitude ministerial. O autor as apresenta contrastando com as características que são incompatíveis com um autêntico ministro do evangelho. Assim sendo, o ministério pastoral pode produzir vida ou morte, libertação ou opressão, conscientização ou alienação, esperança ou desespero.</p>
<p>Os pastores do cuidado lideram voluntariamente e não por força. Existem lideres que encaram seus ministérios como obrigação. Tais pastores deveriam fazer a oração de Davi registrada no versículo 12 do salmo 51 que diz: <strong>“dá-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário”. </strong>O rei Davi, arrependido pelo adultério com Bate-Seba, pediu a Deus o mesmo espírito que habitava o jovem que enfrentou Golias. O jovem pastor Davi não tinha as habilidades de um soldado ou general de guerra, mas tinha uma confiança inabalável no seu Deus. Ele não foi forçado a lutar com o gigante filisteu. Ele voluntariamente se disponibilizou para ser um instrumento de libertação do seu povo.</p>
<p>Em segundo lugar, os pastores do cuidado lideram de boa vontade e não com ganância. À semelhança do profeta Elizeu, que recusou a oferta de Naamã como pagamento pela cura da lepra, os pastores deveriam ver a possibilidade de servir a Deus como o maior pagamento que eles podem receber. O obreiro é digno do seu salário, mas o que se espera dele é que não faça da lógica do acúmulo e da vantagem a motivação do seu labor. Não estamos autorizados a barganhar as bênçãos divinas. Fomos chamados para ministrar a palavra que diz: <strong>“Ó vós, todos os que têm sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei! Vinde, comprai sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” </strong>Is. 55:1.</p>
<p>Em terceiro lugar, os pastores do cuidado são autoridades de vida e não dominadores.  Estamos num tempo de falência das referências. Tem faltado integridade, sinceridade, transparência, honestidade&#8230; Os dominadores se apóiam em sua função, mas os lideres do cuidado inspiram e desafiam o povo de Deus através do seu exemplo de vida. Do bom pastor se dizia: <strong>“e as multidões se maravilhavam da sua doutrina, porque ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas</strong>” Mc. 1:22.</p>
<p>Por conseguinte, no versículo quatro do mesmo texto encontramos uma promessa para os pastores do cuidado. Está escrito: <strong>“E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa de glória”.</strong> Que esta palavra nos incentive a continuar cuidando das vidas que o Senhor nos confiou!</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Uma MÃE amada</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 13:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quero chamar sua atenção para a cena registrada no evangelho de João cap. 19: 25-27 (Pretendo fazer uma leitura devocional do referido texto a fim de homenagear nossas mamães). Maria estava junto à cruz do seu filho, acompanhada de outras mulheres. Ali também estava o discípulo a quem Jesus amava, João. Ele olha para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero chamar sua atenção para a cena registrada no evangelho de João cap. 19: 25-27 (Pretendo fazer uma leitura devocional do referido texto a fim de homenagear nossas mamães). Maria estava junto à cruz do seu filho, acompanhada de outras mulheres. Ali também estava o discípulo a quem Jesus amava, João. Ele olha para a sua mãe e diz: <strong>“Mulher, eis aí o teu filho”. </strong>Depois olha para João e o responsabiliza dizendo: <strong>“Eis a tua mãe”. </strong>Deveríamos ler esse texto diariamente para sabermos como tratar a nossa mãe. Até no ápice da sua agonia, Jesus não se esqueceu daquela que lhe carregou no ventre.</p>
<p>Jesus entregou sua mãe aos cuidados do discípulo amado. Jesus não poderia oferecer-lhe outra realidade que não fosse de amor. Quantos filhos entregam as suas mães às realidades mais cruéis. Não são capazes de providenciar espaços de amor para elas. Maria não tinha mais seu marido, José. Jesus, sabendo que a morte se aproximava, não podia deixar sua mãe sem o devido amparo.</p>
<p>João prontamente a recebeu em sua casa, pois quem recebe amor (ele era o discípulo amado) é impelido a amar. Não podemos nos esquecer que fomos amados e somos amados por nossa mãe. Somos filhos e filhas do cuidado amoroso dela. Fomos gerados em seu ventre, amamentados em seus seios, higienizados por suas mãos, observados por seus olhos, aquecidos por seus braços. O homem de trinta e três anos que estava na cruz se lembrou de todos esses detalhes. Ele não poderia ser egoísta e pensar apenas em sua dor. Uma espada estava trespassando a alma dela. Ela também não poderia evitar aquele momento. Ela sabia, mesmo que isso lhe pesasse o coração, que seu filho primogênito foi gerado para que o mundo fosse salvo pelo amor do Pai manifestado nele.</p>
<p>Que todos nós, filhos e filhas, biológicos ou adotivos, sigamos o exemplo de Jesus e de João. Cuidar das nossas mães significa possibilitar espaços de amor para elas. Seja este espaço nosso coração e/ou nossa casa, seja o coração e/ou casa de quem pode igualmente acolhê-las em nosso lugar.</p>
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		<title>Vida Plena VIII</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 13:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Vida plena em minha casa, eu quero! No capítulo 12:1-11 do evangelho de João temos o registro de uma família amada por Jesus. Ela era composta por três irmãos: Maria, Marta e Lázaro. Somos informados pelo texto que Jesus foi convidado para um jantar naquela residência. A refeição é mais que um momento para comer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Vida plena em minha casa, eu quero!</em></strong></p>
<p>No capítulo 12:1-11 do evangelho de João temos o registro de uma família amada por Jesus. Ela era composta por três irmãos: Maria, Marta e Lázaro. Somos informados pelo texto que Jesus foi convidado para um jantar naquela residência. A refeição é mais que um momento para comer e beber. Sentados à mesa somos desafiados a resignificar as nossas relações com o outro. Somos convocados à uma vida fraterna, amorosa, solidária. A comensalidade é a possibilidade de um novo mundo, de novas arrumações sociais.</p>
<p>O texto não se reporta ao pai nem a mãe desses irmãos. Não sabemos se já haviam morrido ou se o autor da narrativa os omitiu propositalmente. Suspeitamos que a narrativa deseja realçar a fraternidade como traço maior de todas as famílias, inclusive da família humana da qual todos fazemos parte. Não queremos com isso desmerecer ou ofuscar a figura paterna e/ou materna. Desejamos apenas afirmar que até autoridade dos pais deve ser fraternalmente amorosa.</p>
<p>Naquela casa em Betânia os irmãos desempenhavam funções diferentes, embora interligadas. Marta servia, Maria adorava e lázaro testemunhava. A vida plena que tanto desejamos para nossas famílias pode se manifestar se a nossa casa for um espaço de serviço, adoração e testemunho.</p>
<p>O serviço realizado por Marta desafia aos maridos da nossa igreja a servirem as suas esposas, vice-versa. Isso também vale para os filhos e filhas que devem servir amorosamente a seus pais. Nossas famílias não precisam de opressores ou opressoras, de mandões ou mandonas e sim de gente disposta a servir motivada pelo amor. No capítulo seguinte (13) Jesus apresenta a toalha como símbolo do serviço. Agora numa refeição com seus discípulos, a última ceia, ele inverte a lógica do poder. No seu reino até o senhor, serve.</p>
<p>Maria adorava sem fazer contas. A gratidão de Maria pode ser atribuída a ressurreição do seu irmão (Cap. 11). Adoração é uma resposta de gratidão àquele cujo amor liquidou todas as nossas dívidas. O nosso nardo puro por mais caro que seja não pode ser comparado ao valor do amor que recebemos diariamente do Senhor. Sigamos o exemplo de Maria, gente que sabe que aos pés de Jesus existe um tesouro bem maior.</p>
<p>Uma multidão ficou à porta daquela casa. Diz o texto que não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro. A vida de Lázaro era um testemunho suficiente do amor poderoso de Jesus. Os judeus a partir de então pensavam em matar não só a Jesus, mas também a Lázaro, pois muitas pessoas passaram a crer no Filho de Deus por causa dele. O texto não menciona uma palavra pronunciada por Lázaro acerca da sua fé em Jesus, o milagre que acontecera em sua vida era o bastante.</p>
<p>Que as nossas famílias manifestem a vida plena em Cristo a partir do serviço amoroso, da adoração grata e do testemunho vivencial.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Vida Plena VII</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 20:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A pedagogia da Vida Plena Por ocasião do mês da EBD “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim” (João 6:45). Citando os profetas (Isaías 54:13/Jeremias 31:33), Jesus apresenta uma nova interpretação causando uma ruptura com o ensino da Torah na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A pedagogia da Vida Plena</strong></p>
<p><strong><em>Por ocasião do mês da EBD</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong>“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”</strong> (João 6:45). Citando os profetas (Isaías 54:13/Jeremias 31:33), Jesus apresenta uma nova interpretação causando uma ruptura com o ensino da Torah na sinagoga (v.59). A pedagogia de Jesus produz libertação e gera vida, enquanto a pedagogia da sinagoga produz alienação gerando morte.</p>
<p><strong>Em primeiro lugar, o texto se reporta a questão da abrangência do ensino.</strong> Ao citar o texto do profeta Isaías, Jesus faz uma supressão. O texto não é citado literalmente. A promessa foi feita a Jerusalém e a seus filhos. Todos os israelitas seriam discípulos do Senhor. A expressão “teus filhos” referindo-se somente aos judeus é suprimida. Para Jesus todos seriam ensinados por Deus. O que era particular, isto é, de um povo, agora é uma proposta universal, uma realidade possível a todas as pessoas, em todos os lugares. Com tal interpretação Jesus desbanca o pernicioso nacionalismo e exclusivismo judaico quanto ao conhecimento de Deus.</p>
<p><strong>Em segundo lugar, o Deus que ensina é Pai</strong>. O Pai não ensina a observar leis, mas a se comprometer com o verbo que se fez carne. Para aprender é preciso ouvi-lo. Para ouvir o som do céu é necessário abrir os ouvidos internos. È com os pés no chão da vida e no secreto do coração que a voz do Pai ecoa. Os catedráticos da religião judaica ensinam leis que produzem culpa, o Pai ensina por intermédio do Filho o amor que produz vida abundante.</p>
<p><strong>Em terceiro lugar, quem ouve o Pai e aprende dele necessariamente dá adesão ao Filho.</strong> Os judeus não ouvem o Pai porque pensam que Jesus, filho de José, não poderia ser a expressão exata do ser de Deus (Vv. 41, 42). Eles consideram o divino como uma dimensão distante e inconciliável com o humano. Os judeus por conhecerem seu pai e sua mãe não poderiam considerá-lo como o pão da vida, superior ao maná do deserto. Por outro lado, muitos dos seus seguidores foram embora (Vv. 60-66), porque não desejavam um compromisso com o conteúdo do evangelho e as implicações que traria pra suas vidas (Vv. 51-58). É nesse contexto que Pedro representando o grupo dos doze discípulos declara: <strong><em>“Para quem iremos nós? Só tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos e conhecemos que tu és o Cristo, o santo de Deus”</em></strong> (Vv.68,69). Quem ouve e aprende do Pai não conhece outro caminho que não seja Jesus. Todavia, no grupo dos doze existe um adversário (Vv. 70, 71). Judas representa àqueles que rejeitam O Caminho por causa dos seus atalhos e estradas suicidas.</p>
<p>Por conseguinte, a pedagogia da vida plena é inclusiva porquanto possível a todas as pessoas; é afetiva porquanto quem ensina é um Deus-Pai e engajada porquanto se compromete com Jesus, único e exclusivo caminho que possibilita uma humanidade reconciliada com Deus.  <strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vida Plena VI</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2011/04/04/vida-plena-vi/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 12:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A Palavra nas palavras Antes do kosmos, da escrita e do relógio (Jo. 1.1a) A Palavra, dabar, logos Coisa que acontece, sabedoria “E disse Deus: haja luz” Força criadora (Jo. 1.3) Palavra divina na carne humana (Jo. 1.14a) Tendas armadas, Deus acampado (Jo. 1.14b) Palavra, símbolo: água, pão, videira (Jo. 4.10; 6.33; 15.1) Palavra, poder: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Palavra nas palavras</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Antes do kosmos, da escrita e do relógio (Jo. 1.1a)</p>
<p>A Palavra, dabar, logos</p>
<p>Coisa que acontece, sabedoria</p>
<p>“E disse Deus: haja luz”</p>
<p>Força criadora (Jo. 1.3)</p>
<p>Palavra divina na carne humana (Jo. 1.14a)</p>
<p>Tendas armadas, Deus acampado (Jo. 1.14b)</p>
<p>Palavra, símbolo: água, pão, videira</p>
<p>(Jo. 4.10; 6.33; 15.1)</p>
<p>Palavra, poder: bacia nas mãos, toalha na cintura (Jo. 13:1)</p>
<p>Palavra, pessoa, verdade: conhecer, conviver (Jo. 17:3, 17)</p>
<p>Palavra, sinais: vida plena (Jo. 20.30,31)</p>
<p>Casamento, alegria (Jo. 2.11)</p>
<p>Funeral, ressurreição (Jo. 11.25)</p>
<p>Palavra, cruz: amor sem limites (Jo. 19.34)</p>
<p>Palavra e palavras</p>
<p>palavras insuficientes, teologias (21.25)</p>
<p>Palavra pra sempre, Jesus</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vida Plena V</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 20:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecer, o verbo da vida plena Na chamada oração sacerdotal (Jo. Cap. 17) que está embutida nos discursos de despedida (Caps. 13-17), Jesus definiu a vida eterna nestas palavras: “a vida eterna é esta: que a conheçam a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo. 17:3). A vida plena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Conhecer, o verbo da vida plena</strong></p>
<p>Na chamada oração sacerdotal (Jo. Cap. 17) que está embutida nos discursos de despedida (Caps. 13-17), Jesus definiu a vida eterna nestas palavras: <strong>“a vida eterna é esta: que a <span style="text-decoration: underline;">conheçam</span> a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” </strong>(Jo. 17:3). A vida plena consiste em conhecer o Deus que se revelou por meio do Filho (Jo. 1:18). Há uma relação indissociável entre o que envia e o que fora enviado. Em Jesus revela-se a humanidade do divino. Fazer a experiência desse conhecimento é provar da vida em sua plenitude.</p>
<p>O primeiro a desconfiar desse paradoxo (humanidade do divino), segundo o evangelho joanino, foi Natanael (Jo. 1:43-51). As informações de Felipe sobre o messias (Jesus de Nazaré, filho de José), não condiziam com o estereótipo cristalizado na cabeça de Natanael. Daí a pergunta: <strong>“pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”</strong>. Todavia, quando Jesus o viu, declarou: <strong>“Aqui está um verdadeiro israelita, em quem não há nada de falso”</strong>. A declaração vai tão profundamente ao coração que Natanael, estupefato, pergunta: <strong>“de onde me conheces?”</strong> E Jesus responde: <strong>“Antes que Felipe te chamasse te vi quando estavas debaixo da figueira”. </strong>Natanael com a alma desnudada exclama: <strong>“Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!”</strong>. Num primeiro momento, por causa dos seus preconceitos, Natanael não concebe a idéia do Deus de Israel se revelar a partir de um filho de carpinteiro, oriundo de uma aldeia desprezível. Jesus, por sua vez, toca nas esperanças mais profundas da alma de Natanael. A figueira é uma das árvores que simbolizam o povo de Deus. Natanael era o representante de todo um povo que aguardava o messias-redentor. As esperanças escondidas em Natanael já eram conhecidas por Ele (Jesus) e Nele elas se concretizariam. Num segundo momento, Natanael (dom de Deus) conhece e reconhece que em Jesus de Nazaré, Deus se fez gente como a gente e com a gente. Felipe, que já o havia conhecido, tinha toda razão!</p>
<p>A palavra-chave do versículo 3 do capítulo 17 de João é o verbo ‘Conhecer’. No Antigo Testamento encontramos esse verbo especialmente no livro do profeta Oséias. O conhecimento de Deus é o tema-central do referido profeta. Disse Ele: <strong>“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”</strong> (Os. 6:3a). O verbo hebraico conhecer (yada) significa conviver intimamente, experimentar. O sentido do verbo no evangelho de João é o mesmo (termo correspondente em grego, ginóskosin). Conhecer a Deus não é uma atividade intelectual, mas fundamentalmente experiencial.</p>
<p>Por conseguinte, creio que uma estória haverá de elucidar o que significa conhecer na perspectiva teológica em questão. Havia certo professor de geografia na cidade de Salvador que amava estudar os rios. Ele conhecia os maiores rios do mundo. Conhecia até mesmo o rio de contas. Sabia sua profundidade, sua extensão, quais cidades eram cortadas por ele, onde desembocava, enfim. Por outro lado, D. Maria da cidade de Jequié, morava às margens do rio de contas, tomava banho nele, retirava dele o sustento da família, dormia e acordava ouvindo o som de suas águas. Quem conhece mais o rio: Aquele que estuda sobre ele ou aquela que convive, que depende dele para viver? No prisma do texto bíblico supracitado, conhecer a Deus está mais para o conhecimento de D. Maria do que o do erudito docente. Concordo plenamente com a assertiva:<strong> “estudar sobre Deus é fascinante, mas conhecê-lo pessoalmente transforma a vida”. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Vida Plena IV</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 16:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amor, o fruto da vida plena No evangelho de João (Cap. 15) somos chamados a permanecer e a produzir (essa é a disposição correta dos verbos, o que implica na assimilação legitima da espiritualidade cristã). Permanecer na videira para produzir o fruto que o agricultor deseja. Nós somos os ramos que recebem da mesma seiva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Amor, o fruto da vida plena</strong></p>
<p>No evangelho de João (Cap. 15) somos chamados a permanecer e a produzir (essa é a disposição correta dos verbos, o que implica na assimilação legitima da espiritualidade cristã). Permanecer na videira para produzir o fruto que o agricultor deseja. Nós somos os ramos que recebem da mesma seiva da videira verdadeira. Alguns ramos, entretanto, não colaboram com a videira e assim não produzem o fruto esperado pelo agricultor da vida. O fruto que se espera de nós é o amor. O amor é o fruto que revela a nossa conexão à videira. Os ramos que não produzem tal fruto são cortados e queimados no fogo. O ramo que não manifesta o fruto do amor da videira por intermédio da sua existência atesta a sua desvinculação da vinha do Pai.</p>
<p>Cada ramo deve buscar na videira e apenas nela a satisfação plena. Nenhum ramo pode alimentar o outro com a seiva. A seiva que possibilita a produção do fruto vem exclusivamente da videira. Sem ela somos incapazes de produzir o fruto do amor. Nos alimentamos mutuamente da videira e cooperamos com ela para que o amor de Deus seja visível em nós. A insatisfação e improdutividade de muitos ramos reside no fato de que a fonte de satisfação não está na videira, mas em outros iguais e frágeis ramos. Assim sendo, teremos uma vida mais satisfeita e produtiva de amor se discernirmos que a videira verdadeira é a única fonte inesgotável da seiva que tanto necessitamos.</p>
<p>O fruto que se pede dos ramos aparece em forma de mandamento (instrução pra vida). Disse a videira: <strong><em>“O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como amei vocês. Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos”</em></strong> (Vv. 12, 13). Um só mandamento, posto que um só fruto é necessário. Nas palavras de Agostinho: “ama e faze o que quiseres”. Todas as coisas que edificam, embelezam, fortalecem, amadurecem a vida decorrem do fruto pedido. Observem que o paradigma do fruto é sempre a videira. A medida agora não é “a si mesmo”, mas “como eu vos amei”. Se a videira pede o fruto de amor é porque ela mesma é capaz de colocar a seiva necessária nos ramos para que eles o produzam. Deus não pede nada de nós sem que ele tenha nos dado o poder para realizar. O amor que tanto se espera dos ramos já está dentro deles. Fiel é a palavra que diz: “E amor de Deus está sendo derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi outorgado” (Rm. 5:5). Sejamos, pois, ramos que produzem o fruto amor sem parar para que o nome do Agricultor seja glorificado em nosso viver. Amém!</p>
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		<title>Vida Plena III</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 17:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os sinais da vida plena O evangelho de João pode ser considerado o evangelho dos sinais. Ele começa e termina falando dos sinais realizados por Jesus. Em João 2:11, lemos: “Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele”. Já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os sinais da vida plena</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O evangelho de João pode ser considerado o evangelho dos sinais. Ele começa e termina falando dos sinais realizados por Jesus. Em João 2:11, lemos: <strong><em>“Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele”. </em></strong>Já em João 20:30,31, lemos: <strong>“<em>Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome”</em>. </strong>Os sinais apontam para a ação contínua de Deus em favor da vida. Os sinais também objetivam o despertamento da fé em relação à vida proposta por Deus em Jesus. Todavia, muitos rejeitaram estes sinais por estarem enraizados em projetos de morte. Segue abaixo os sinais da vida plena, conforme o evangelho supracitado.</p>
<p><strong>O primeiro sinal</strong> acontece num casamento em Caná da Galiléia. O milagre da água transformada em vinho apontava para um novo povo que surgiria pela fé em Jesus (2:11).</p>
<p><strong>No segundo sinal</strong> (4:54), o oficial do rei (representando os pagãos), após a cura do seu filho que estava à beira da morte, crê em Jesus juntamente com toda a sua casa (4:53).</p>
<p><strong>O</strong> <strong>terceiro sinal</strong> é a cura do paralítico (5:1-14). Enquanto o paralitico crê sem saber quem o curara (5:13), vindo mais tarde a conhecer Jesus no templo e a testemunhar d’Ele aos judeus (5:14,15), as autoridades religiosas procuram matar Jesus. Para Jesus, porém, o trabalho em favor da vida não podia parar (5:16), apesar dos riscos.</p>
<p><strong>O</strong> <strong>quarto sinal</strong> é a multiplicação dos pães (6:1-15). A multidão queria aclamá-lo rei. Jesus foge para uma montanha, posto que a sua missão não era oferecer pão e circo para a  alienação do povo. A proposta era de libertação e vida comprometida com Ele.</p>
<p><strong>O</strong> <strong>quinto sinal</strong> mostra Jesus andando sobre as águas (6:16-21). Os discípulos entram no barco e deixam Jesus sozinho na montanha. O mar estava bravo. Eles tinham navegado cerca de 5 a 6 km. Jesus andando sobre o mar se aproxima da embarcação. Imediatamente o barco chegou à praia para onde iam. O mar (símbolo do mal) só pode ser vencido com a companhia de Jesus.</p>
<p><strong>O sexto sinal</strong> é a cura do cego de nascença (9:1-41). O cego crê em Jesus indo se lavar no tanque de siloé. O cego obedece à voz do Bom Pastor e passa a ver, entretanto, os religiosos continuam cegos em suas tradições.</p>
<p><strong>O sétimo sinal</strong> é a ressurreição de Lázaro (11:1-44). O que parecia irreversível reverteu-se perante o chamado da voz da vida: <em>“Lázaro, vem para fora”</em> (11:43). Alguns judeus creram, outros decretaram a morte de Jesus (11:45-50).</p>
<p>Por conseguinte, Deus continua dando sinais de que a luta em favor da vida não pode parar. Todos os sinais de Deus testificam a vitória da vida sobre o mal, sobre a morte, sobre a opressão. Que a nossa igreja, inspirada nas palavras de Jesus <strong><em>“aquele que crê em mim fará as obras que eu faço” </em></strong>(14:12), realize sinais de vida e seja um sinal histórico da vida eterna.</p>
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		<title>Vida Plena II</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 17:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Luz e trevas Gosto da tese que considera o primeiro capítulo do evangelho de João (prólogo) uma releitura do primeiro capítulo do gênesis. Em Gênesis, encontramos: “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia. E havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luz e trevas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Gosto da tese que considera o primeiro capítulo do evangelho de João (prólogo) uma releitura do primeiro capítulo do gênesis. Em Gênesis, encontramos: <em>“No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia. E havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: haja luz e houve luz”</em> (Gn. 1:1-3). Já no evangelho de João, lemos: <em>“No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a extinguiram”</em> (Jo. 1:1-4). Se em gênesis temos a narrativa da criação do mundo, em João temos a nova criação que se estabelece na vida daquele que crê no verbo eterno.</p>
<p>Na perspectiva da releitura do gênesis no evangelho de João, gostaria de destacar o binômio luz/trevas. Em gênesis, a treva é um dado primordial e a criação da luz acontece para constituir ciclo com ela. Entretanto, em João a treva só é mencionada depois da afirmação da existência da vida com luz do homem. Luz e treva são dois projetos antagônicos, a saber: vida plena (luz) e o da morte em vida (trevas). Ao rejeitar a luz o ser humano estabelece as trevas em si mesmo. Em Jesus é dada ao ser humano a possibilidade de sair das trevas e passar à zona da luz. Sair da esfera da ira e entrar no âmbito do amor divino.</p>
<p>O tema vida-luz/morte-treva é desenvolvido durante todo o evangelho joanino. A postura de vida das pessoas diante dos sinais realizados por Jesus aponta para o estado delas, se de luz ou de trevas. Nicodemos, por exemplo, vai procurar Jesus à noite (Jo. 3:1,2). Ele tinha medo de romper com a escuridão do seu sistema religioso. Viver na luz, por sua vez, é dar adesão a vida plena que Jesus comunica!</p>
<p>O ponto alto do tema vida-luz no evangelho de João se dá no momento em que Jesus se apresenta como a luz do mundo. Disse Ele: <em>“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida</em>” (Jo. 8:12). Jesus disse isso em plena festa das tendas que tinha a luz como um dos seus símbolos mais importantes. Antes dessa afirmação, Jesus disse à mulher que seria apedrejada: <em>“Nem eu te condeno. Vai e não peques mais”</em> (Jo. 8:11). Jesus é a luz que desnuda a hipocrisia dos religiosos apedrejadores, mas, é também, a luz que oferece condições de vida nova e plena para quem deseja reconstruir a sua história.</p>
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		<title>Vida Plena I</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 13:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poço, piscina e os rios de água viva. Ficamos sabendo por meio do evangelho de João que Deus em Cristo estava propondo vida plena a toda humanidade. O projeto de vida apresentado no gênesis, ganha seu sentido pleno e absoluto em Jesus. Concretamente Jesus propôs vida plena a diversas pessoas, conforme as narrativas joaninas. Propôs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Poço, piscina e os rios de água viva.</em></strong></p>
<p>Ficamos sabendo por meio do evangelho de João que Deus em Cristo estava propondo vida plena a toda humanidade. O projeto de vida apresentado no gênesis, ganha seu sentido pleno e absoluto em Jesus. Concretamente Jesus propôs vida plena a diversas pessoas, conforme as narrativas joaninas. Propôs vida a um religioso (Nicodemos), propôs a gente “poderosa” (oficial do império), propôs a uma mulher “sedenta de amor” (Samaritana), propôs a uma mulher de conduta moral questionável (a adúltera), propôs a uma família enlutada (Maria, Marta e Lázaro), propôs a um doente desesperançoso (paralítico do tanque de betesda), propôs a um homem considerado amaldiçoado de nascença (cego), enfim. Tais narrativas nos aproximam dessa mesma vida, lembrando-nos que essa proposta também é feita a gente como a mim e a você.</p>
<p>O evangelho de João também é cheio de símbolos. Os símbolos apontam para realidades que lhe transcendem. Um desses símbolos que me chamam a atenção é a água. Destaco aqui duas narrativas que estão ligadas a esse símbolo, a saber: a da mulher samaritana (4:1-45) e a do paralitico do tanque de betesda (5:1-18). A samaritana estava perto de um poço e o paralitico perto de uma piscina (tanque). A samaritana buscava água para matar a sede. O paralítico esperava o anjo que agitava as águas para a sua cura, de acordo com a crendice popular. O fato é que tanto no poço, quanto na piscina as águas ficam paradas. Em águas assim não se pode saciar a sede da vida, nem caminhar em plenitude. As águas do poço de Jacó não poderiam satisfazer as sedes da alma da samaritana, nem as águas do tanque de betesda poderiam firmar os passos do paralítico. Essas são as águas da religião. Todavia, Jesus faz brotar dentro daqueles que nele crêem rios de água viva. Essas águas que jorram do nosso interior apaziguam os nossos mais profundos desejos e nos mantém no caminho da liberdade em Deus. Quem crê no Bom Pastor não precisa de poços nem de piscinas, posto que a realidade da vida com Deus é água que jorra para a vida eterna. Essas águas só confirmam no meu coração a certeza de que Deus não sabe propor outra coisa que não seja vida por intermédio do Filho do seu amor.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Igreja: Proclamadora da Vida Plena</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 15:24:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A noção de vida ficou muito mais complexa depois da descoberta de um microorganismo (bactéria) capaz de se desenvolver e se reproduzir utilizando arsênio, um elemento químico tóxico para a maioria dos seres vivos em nosso planeta. Na verdade a recente descoberta só fez confirmar o tamanho da nossa ignorância diante dos mistérios da vida. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A noção de vida ficou muito mais complexa depois da descoberta de um microorganismo (bactéria) capaz de se desenvolver e se reproduzir utilizando arsênio, um elemento químico tóxico para a maioria dos seres vivos em nosso planeta. Na verdade a recente descoberta só fez confirmar o tamanho da nossa ignorância diante dos mistérios da vida. Parafraseando Lao Tsé, “quando mais falamos da ‘vida’, menos a compreendemos. O melhor é auscultá-la em silêncio”.</p>
<p>A Bíblia desde as suas primeiras páginas nos diz que o Senhor Deus é aquele que cria, sustenta e comunica a vida. A vida é um tema familiar nas Escrituras Sagradas. A vida por sua vez, não é apenas uma palavra recorrente na Palavra de Deus (livro), mas a ênfase da mesma. A Bíblia é uma interpretação da vida à luz da fé. Nas palavras do Pr. Ágabo Borges, a Bíblia conta, celebra, defende, ora, curte, abre as fronteiras da vida. Entretanto, foi a Palavra de Deus feita gente (Jesus) que nos trouxe o sentido pleno da vida.</p>
<p>No Novo Testamento temos três palavras significando ‘vida’. A primeira é Bios (bioV), vida, vida diária (Lc. 8:24; II Tm. 2:4; etc.). A segunda é psiqué (yuch), alma, vida em seus aspectos físicos, vida terrena em si, alma enquanto centro da vida interior (Lc. 12:20; Mt. 2:20;  Jo. 12:27; etc.).  A terceira é dzoê, vida espiritual, eterna, incriada, plena. Em português, utilizamos apenas um vocábulo para designar toda forma de vida, o que muitas vezes nos distancia da riqueza das palavras bíblicas. O distanciamento lingüístico (as palavras mencionadas são gregas) desfavorece um mergulho mais profundo nos textos. Todavia, o que desconhecemos linguisticamente, conhecemos como verdade divina aplicada na vida pelo Espírito (Jo. 14:26).</p>
<p>Nos evangelhos, especialmente em João, o vocábulo grego zwh (dzoê) aparece com freqüência. Ora se diz que Jesus é esta vida, ora Ele mesmo a utiliza para definir sua missão e a si mesmo. Alguns textos joaninos onde ocorre a referida palavra: “A <span style="text-decoration: underline;">vida</span> estava nele e a <span style="text-decoration: underline;">vida </span>era a luz dos homens” (1:4); “(&#8230;) Eu vim para que tenham <span style="text-decoration: underline;">vida</span> e a tenham em abundância” (10:10b);  “Eu sou o caminho, a verdade e a <span style="text-decoration: underline;">vida</span>” (14:6); etc. Dzoê é a vida criada em nós pela fé em Jesus! Dzoê é a vida de Deus em nossa vida!</p>
<p>Essa vida plena (“nascer de novo”) é a que Jesus propôs a Nicodemos (3:3). Nicodemos pensou em termos biológicos, por isso retrucou: “Como pode um homem nascer sendo velho?” (3:4). Ele não a discerne, pois estava fixo ao conceito. Rigidez de pensamento é próprio da alma religiosa. Jesus contrapõe a ignorância do religioso de alma petrificada propondo vida: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a <span style="text-decoration: underline;">vida</span> (zwh) eterna” (3:16). Jesus convidou Nicodemos a provar da vida de Deus que se manifesta na existência daquele que crê no seu amor sem limites. É essa vida plena que nossa igreja está sendo desafiada a proclamar.</p>
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		<title>Pensando em Gratidão</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 04:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta pastoral nasceu numa viagem que fiz com Fannie para Vitória da Conquista. Ouvíamos Moana quando um trecho de uma canção nos chamou a atenção.  A referida cantora se reportava ao salmo 116, mas, precisamente, ao questionamento do salmista: “que darei eu por todos os benefícios que o Senhor me tem feito?” (v.12). No mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta pastoral nasceu numa viagem que fiz com Fannie para Vitória da Conquista. Ouvíamos Moana quando um trecho de uma canção nos chamou a atenção.  A referida cantora se reportava ao salmo 116, mas, precisamente, ao questionamento do salmista: <strong>“que darei eu por todos os benefícios que o Senhor me tem feito?” (v.12).</strong> No mesmo instante Fannie leu o salmo inteiro e começamos a louvar a Deus por todas as vitórias alcançadas neste ano.</p>
<p>Aproveitando o ensejo do penúltimo domingo de 2010 gostaria de refletir sobre gratidão, considerando o versículo mencionado no contexto do salmo a que pertence.</p>
<p>O Salmo 116 está rodeado de salmos que convidam a todos a louvarem a Deus (115 e 117, por exemplo). Entretanto, ele é um testemunho pessoal/individual (“Eu amo o Senhor”), porquanto começa na primeira pessoa, diferenciando-se dos salmos a sua volta. Nele, o salmista declara as razões do seu amor.</p>
<p>O salmista aprendeu a amar o seu Deus na “terra dos viventes”, cujos perigos são constantes e inevitáveis. No salmo 116 aparecem 13 (treze) referências a elementos que ameaçam a vida, tais como: cordéis da morte, angústias do inferno, aflição etc. Todavia, o salmista anda na presença do Senhor (“Andarei na presença do Senhor na terra dos viventes”). Quem anda a partir da consciência da presença de Deus consigo, jamais temerá qualquer território por pior que ela seja. O salmista que anda na presença divina, também ama seu Senhor porque embora não mereça foi alvo do livramento dos céus. Foi ouvido quando clamou, foi liberto quando as cordas da morte o envolveram, foi salvo quando tudo parecia perdido, encontrou descanso quando já estava sem energias.</p>
<p>Apesar de ser um homem de fé, momentaneamente o salmista se vê tomado por uma descrença no humano (v. 10/11). Contudo, o seu desencanto é pequeno diante da grandiosidade da bondade do seu Deus. Ao invés de focar demasiadamente o seu olhar na maldade que o cercava, o salmista resolveu direcioná-lo para as manifestações do amor que o envolvia. As lutas foram grandes, o inferno apostou tudo para derrotá-lo, as forças da morte se levantaram para destruí-lo, mas o Senhor cuidou de sua alma. Com base nessas memórias é que ele indaga: que posso fazer para retribuir tanto bem?</p>
<p>A resposta a indagação vai do versículo 13 até o versículo 19.  Neles, o salmista se derrama em adoração, em louvor, em gratidão. Na perspectiva do salmo, se há alguma coisa a ser dada como sinal pelos incontáveis benefícios divinos, que seja esta: oferecer a existência como culto, como celebração ao Deus eterno. Deus não exige retribuição ou qualquer espécie de pagamento pelas bênçãos recebidas, porém, o que se espera de nós é gratidão.</p>
<p>Por conseguinte, no ano que se finda muitas algemas foram quebradas, laços de morte foram desfeitos, crises foram superadas. Portanto, que a gratidão não se aparte dos nossos corações, que o louvor não suma dos nossos lábios e que toda nossa vida seja um culto amoroso ao Deus que continuamente cuida de nós. <strong> </strong></p>
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		<title>Soldado de Cristo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 13:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do óbito do ir. Zé Galdino No dia 29/11 (segunda-feira) às 17:21h, por intermédio do Ir. Rovenate, fui informado do falecimento do ir. Zé Galdino. Ao chegar a sua casa encontrei um soldado sobre a cama. Do ponto-de-vista secular, sargento aposentado da polícia militar da Bahia. Pela fé, soldado de Jesus Cristo. Após [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por ocasião do óbito do ir. Zé Galdino</em></strong></p>
<p>No dia 29/11 (segunda-feira) às 17:21h, por intermédio do Ir. Rovenate, fui informado do falecimento do ir. Zé Galdino. Ao chegar a sua casa encontrei um soldado sobre a cama. Do ponto-de-vista secular, sargento aposentado da polícia militar da Bahia. Pela fé, soldado de Jesus Cristo. Após muito tempo de batalha contra as enfermidades, celebra-se, paradoxalmente, uma vitória a despeito da dor pungente da morte: Galdino partiu para unir-se ao exército dos remidos na glória celestial.   Uma de suas filhas disse-me que havia pensado no pai no dia anterior ao ler as palavras do apóstolo Paulo à Timóteo, a saber: <strong><em>“Combati o bom combati, acabei a carreira, guardei a fé” (II Tm. 4:7).</em></strong> Estas palavras foram escritas numa masmorra romana, fétida e lúgubre, onde Paulo aguardava a sua sentença de morte. À porta da cela, um soldado romano à serviço do império sanguinário e opressor. Dentro dela, um íntegro combatente do evangelho, um missionário apaixonado, um escritor magistral, um exímio plantador de igrejas, um pastor que ofereceu a sua vida a serviço do Reino de Deus. Nesta mesma carta, o experiente soldado Paulo exorta o jovem soldado Timóteo a perseverar na fé em Jesus e a cumprir a missão para o qual fora incumbido. Disse Paulo: <strong><em>“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Jesus (&#8230;)Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (II Tm. 2: 1,3, 4). </em></strong></p>
<p>O que há de se dizer do soldado de Jesus Cristo, Zé Galdino? Em primeiro lugar, da sua força e resistência física, sobretudo, espiritual. O apóstolo Paulo tinha um espinho na carne, provavelmente uma enfermidade da qual não podia se livrar. Mas o seu Senhor o confortava dizendo: <strong><em>“a minha graça te basta porque o meu poder se aperfeiçoa na tua fraqueza” (II Co. 12:9). </em></strong>A força do soldado Galdino tinha como fonte a maravilhosa graça do seu Senhor. Foi pelo poder da graça divina que ele resistiu os dias maus. Se para o filósofo Nietzsche <strong><em>“quem tem porque viver suporta qualquer como”. </em></strong>Na perspectiva do evangelho, que tem a graça de Deus suporta peste, fome, nudez, perigo, espada, perseguição, posto que está guardado no amor do Pai. Vale ressaltar, a força de sua família e, especialmente de sua esposa, a ir. Lita. Força com a suavidade do cuidado amoroso!</p>
<p>Destaca-se também no soldado Galdino a força do seu caráter. Esposo apaixonado que colhia rosas/flores no caminho para sua amada. Um soldado que compreendia e vivenciava as recomendações do soldado Paulo: <strong><em>“amai as vossas mulheres como Cristo amou a igreja” (Ef. 5:25)</em></strong>. Desse imperativo fez o seu lema conjugal. Um Pai querido, admirado. Filhos e filhas reverenciam sua existência digna e seu caminhar decente. Netos e bisnetos o definem como avô incomparável! Um vizinho gentil, daqueles que nos faz sentir que Deus mora ao lado. Registro aqui tudo o que ouvi a respeito desse admirável soldado de Jesus. Não tive o privilégio de conhecê-lo em pleno gozo da sua saúde. Não esquecerei as vezes que celebrei a ceia com ele. E da lembrança do meu rosto e nome quando a ir. Lita perguntava: “Zé, você reconhece essa pessoa?”. Ao que ele respondia muitas vezes balbuciando: “Pr. Josias”.</p>
<p>Galdino, o combate já findou, a carreira também, mas o que mais importa é que a fé ficou guardada. Quem guardou a fé como você e Paulo, pode afirmar destemidamente: <strong><em>“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o senhor, Justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (II Tm. 4:8). </em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
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		<title>Um novo País, Uma nova Igreja</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 11:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é um dia duplamente significativo para nós. Explico-me. Primeiro, porque iremos às urnas para escolher um projeto político que favoreça a construção de um novo país.  Segundo, porque se comemora 493 anos da publicação das 95 teses do monge agostiniano Martinho Lutero na Alemanha, que marcou o movimento chamado reforma protestante. Somos histórica e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é um dia duplamente significativo para nós. Explico-me. Primeiro, porque iremos às urnas para escolher um projeto político que favoreça a construção de um novo país.  Segundo, porque se comemora 493 anos da publicação das 95 teses do monge agostiniano Martinho Lutero na Alemanha, que marcou o movimento chamado reforma protestante. Somos histórica e teologicamente, filhos e filhas deste grande evento que trouxe profundas mudanças para a vida da igreja cristã, em particular e do ocidente, em geral.</p>
<p>O que pretendemos dizer com um projeto político para um novo país? Em primeira instância, um projeto que não gestione a vida do povo, mas que cuide dela. Que não corteje os poderosos, mas que olhe para os proscritos e marginalizados da sociedade. Que não faça vistas grossas à corrupção, mas que valorize a honestidade no lidar com o dinheiro público. Que ofereça educação e saúde pública de qualidade, para que o povo não fique preso nas gaiolas da ignorância nem jogado nas masmorras das enfermidades. Que não venda a nação, mas que fortaleça a soberania nacional. Que encare a violência não apenas com repressão policial, mas, sobretudo, com políticas públicas que contemplem especialmente os nossos jovens. Enfim, que faça da justiça social o eixo estruturador do seu jeito de governar.</p>
<p>Queremos também uma nova igreja. A reforma sinalizou algumas mudanças que são necessárias para que ela surja. Para o teólogo protestante Paul Tillich <strong>“o que a reforma apresentou não foi uma nova doutrina, mas uma nova forma de relacionamento com Deus”. </strong>Entretanto, por mais significativas que tenham sido as rupturas no século XVI, na perspectiva do evangelho ainda é vinho novo em odres velhos. Concentremo-nos agora nos aspectos positivos da reforma que estão intimamente ligados ao Evangelho. Conforme Tillich, Lutero criticou o caráter objetivo, quantitativo e relativo de Roma, a saber:<strong> 1)</strong> A relação do homem com Deus é pessoal, sem a necessidade da mediação de pessoas, coisas ou até mesmo da igreja. <strong>2) </strong>Ninguém se aproxima de Deus trabalhando mais pela igreja ou se auto-flagelando, mas apenas e unicamente ao se unir com Ele. <strong>3) </strong>O perdão dos pecados não depende das penitências ou sacramentos, mas do arrependimento constante como manifestação da fé em Jesus.</p>
<p>Que votemos com consciência crítica e cristã para que um novo país possa nascer. Que a nossa novidade de vida sinalize cada vez mais para a presença do Reino de Deus que ainda virá, mas que já está entre nós. Amém!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para que o Sol não deixe de nascer</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 15:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do aniversário de Jequié-Ba “Para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça trazendo cura nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria”. Malaquias 4:2 A cidade-sol (Jequié) completará amanhã (25/10) 113 anos de emancipação político-administrativa. Apelidada de sol por causa dos seus verões demasiadamente calorosos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por ocasião do aniversário de Jequié-Ba</em></strong></p>
<p><strong><em>“Para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça trazendo cura nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria”. Malaquias 4:2</em></strong></p>
<p>A cidade-sol (Jequié) completará amanhã (25/10) 113 anos de emancipação político-administrativa. Apelidada de sol por causa dos seus verões demasiadamente calorosos (parece que aqui é verão o ano inteiro!). O sol, estrela de quinta grandeza, tem nascido radiante nesta terra durante todos esses anos. Todavia, conforme os especialistas, daqui há 5.000 milhões de anos o sol irá morrer, tornando-se um astro sem energia e provocando a extinção de vida na terra. Se o desaparecimento do sol, a posteriore, implicará na morte do planeta, por outro lado o não-nascimento do “sol da justiça” provoca atualmente o óbito de muitas pessoas, comunidades e da terra e seus ecossistemas.</p>
<p>A previsão da morte do sol é longínqua, mas os seus efeitos podem ser considerados hoje. Sem o sol nossa alimentação estaria comprometida, posto que é através da luz solar que as plantas desenvolvem seus frutos; Sem o sol a luz natural incidente desapareceria, e dentro de poucos dias a terra ficaria congelada. Os efeitos desastrosos da falta do “sol da justiça” também podem ser pontuados. Quando falta o “sol da justiça” pessoas morrem de fome. Quando falta o “sol da justiça” o coração fica congelado pela maldade e impiedade. Quando falta justiça há dor e opressão. Quando falta justiça o povo geme.</p>
<p>A cidade sol já padece com as conseqüências da falta de energia e luz da justiça. É verdade que Jequié tem despontado como um pólo promissor na educação, porém, muitos jequieenses ainda não sabem ler nem escrever. É verdade que Jequié foi contemplada com obras federais no setor de habitação, mas o déficit habitacional ainda é gigantesco. É verdade que Jequié está entre as maiores economias do nosso estado, mas a pobreza desumanizante é visível nas suas periferias e morros.</p>
<p>Teimosamente o sol continua nascendo, aquecendo nossas esperanças coletivas. Apesar das aporias da injustiça, ainda existem saídas viáveis. Apesar dos descaminhos, ainda existem caminhos possíveis. Certamente que o sol não deixará de brilhar no nosso céu, pelo menos a curto prazo. Na verdade, esse sol nasce sem a nossa interferência. Outrossim, desejamos que o “sol da justiça” ilumine a nossa terra. Este “sol”, por sua vez, só pode nascer por intermédio da luta e resistência daqueles que não se curvam aos sistemas da injustiça. Nasce o “sol da justiça” todas as vezes que a vida humana e planetária é defendida, preservada e cuidada. Portanto, que não nos falte o sol-estrela no céu, mas que não deixe de nascer o “sol da justiça” no horizonte da nossa história.</p>
<p>Parabéns, Jequié! Que o “sol da justiça” ilumine a vida e o caminho de cada um dos teus filhos e filhas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gente que edifica ou destrói, quem é você?</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 17:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião da semana em foco da MCA Todo ser humano carrega consigo o potencial para edificar ou para destruir. Nas palavras de Pascal: “o homem não é nem fera nem anjo”. Gostaria de situar essa reflexão no primeiro capítulo do livro do Gênesis, sublinhando os binômios: Caos x kosmos, determinação x possibilidades, trevas x [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por ocasião da semana em foco da MCA</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Todo ser humano carrega consigo o potencial para edificar ou para destruir. Nas palavras de Pascal: <strong><em>“o homem não é nem fera nem anjo”. </em></strong>Gostaria de situar essa reflexão no primeiro capítulo do livro do Gênesis, sublinhando os binômios: Caos x kosmos, determinação x possibilidades, trevas x luz.</p>
<p>A primeira narrativa do gênesis foi escrita pelos judeus exilados na Babilônia, datada do VI século a.C. A opressão babilônica determinava o caos social, econômico e religioso do povo. Assim sendo, mais que um relato de como era o mundo antes do haja de Deus, o texto é uma resposta teológica à situação vivenciada pelas vítimas da violência babilônica.</p>
<p>No v. 1 do referido capítulo, lemos: <strong><em>“No princípio criou Deus os céus e a terra”.</em></strong> Para os exilados, por maior que fosse a força destruidora do império opressor, bem maior era a ação criadora e criativa de Deus. Tal afirmação questionava o quadro caótico estabelecido pela Babilônia. Por mais que existam forças diabólicas e desagregadoras que desejam fazer com que a nossa vida seja apenas caos, ancorados na mesma esperança daqueles irmãos, podemos crer que a nossa vida também pode ser kosmos, criação e beleza de Deus. Neste prisma, a partir da ação divina somos desafiados a colocar todo o potencial criador e criativo que há em nós à serviço da vida e da humanidade.</p>
<p><strong><em>“E o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”.</em></strong> As águas nesse contexto (v.2) representam o caos, afirmando a identidade do império babilônico. Porém, a grandeza do caos estava debaixo da ação transformadora do Espírito. O vocábulo português ‘espírito’ cuja tradução vem do latim, em hebraico é Huah, substantivo feminino que significa sopro, vento etc. Já o verbo pairava aponta para a idéia de uma ave chocando os seus ovos. Sobre a situação caótica estava o Espírito de Deus gerando uma nova ordem, posto que a Huah divina estava e está acima e antes de qualquer situação. Não somos uma determinação, somos possibilidades. Todavia, somente a ação da graça de Deus em nós pode repreender a força destruidora das obras da carne, possibilitando-nos a vivência edificadora do fruto do Espírito.</p>
<p><strong><em>“E disse Deus: haja Luz” (v.3). </em></strong>A luz de Deus chegou dissipando as trevas e seus abismos. Para os exilados, escuridão significava viver debaixo do domínio opressor dos babilônicos. A luz de Deus chegaria através de Ciro (imperador persa) promovendo a libertação do povo (Is. 45).  Por maiores que sejam as trevas do nosso viver, a Palavra de Deus (Jesus) é poderosa para edificar a nossa vida, tornando-a iluminada.</p>
<p>Por conseguinte, meu desejo e esperança é que a nossa ação no mundo e na vida não seja destruidora como dos babilônicos, mas que seja edificadora, inspirada no Deus criador dos céus e da terra.</p>
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		<title>Igreja com alma de criança</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 16:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos maiores presentes que recebi no ministério pastoral foi o título de pastor das crianças da IBJ (por ocasião do dia do pastor e aniversário de 3 anos em Jequiezinho/2010). A manifestação gratuita de amor e carinho delas desafia-me diariamente a desenvolver um pastoreio intencional no que concerne a criança. Nas palavras do Pr. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos maiores presentes que recebi no ministério pastoral foi o título de pastor das crianças da IBJ (por ocasião do dia do pastor e aniversário de 3 anos em Jequiezinho/2010). A manifestação gratuita de amor e carinho delas desafia-me diariamente a desenvolver um pastoreio intencional no que concerne a criança. Nas palavras do Pr. Carlos Queiroz: <strong>“Somos filhos e filhas do reino de Deus e temos por vocação proteger e servir a todas as crianças. É direito delas o acesso a todos os ministérios e serviços do povo de Deus. Precisamos lhes propiciar espaços onde sejam mais percebidas como atores da revelação de Deus e não como objetos dos desejos desumanos e interesses comerciais”. </strong></p>
<p>O título desta pastoral encontra seu esteio nas palavras de Jesus: <strong><em>“Se não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”</em></strong><em> (Mt. 18:3)</em>. Jesus não disse que deveríamos infantilizar a vida, mas desenvolver as virtudes da criança. Nesta perspectiva, a criança é aqui tomada como uma condição de ser. Gostaria, portanto, de lançar mão dos textos de Mateus 21:12-16 e Mateus 18:1-5,  a fim de considerar alguns desafios que as crianças nos apresentam, enquanto igreja.</p>
<p>O texto de Mateus 21:12-16 reporta-se a purificação do templo, quando Jesus expulsa os que ali negociavam. Ainda no templo, Ele cura cegos e coxos. Logo em seguida, aparecem as crianças cantando e adorando: <strong><em>“Hosana ao filho de Davi”.</em></strong><em> </em>Os religiosos ficam enfurecidos, mas Jesus aprova e exalta a expressão legítima e genuína dos pequeninos.</p>
<p>A alegria das crianças estava intimamente ligada às maravilhas que Jesus estava realizando no templo. Os velhos religiosos estavam indignados porque para eles o templo e suas negociações espúrias, eram mais importantes do que a ação restauradora do Filho de Deus. Nossa igreja precisa, a semelhança das crianças, se alegrar com o que Deus está fazendo, isto é, curando e consertando o mundo com o poder do seu amor.</p>
<p>Precisamos também aprender com elas a adorar espontaneamente, posto que estamos no tempo da adoração induzida e mecânica.  Na verdade, essa adoração vazia, sem significado para Deus, já havia sido denunciada através do profeta Isaías: <strong>“Esse povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Is. 29:13). </strong>Da boca dos meninos e criancinhas de peito, porém, é tirado o perfeito louvor, disse o salmista (Sl. 8:2) e o evangelho, respalda (Mt. 21:16). Que a adoração dos nossos lábios tenha coerência com a verdade do nosso coração.</p>
<p>Por conseguinte, o texto de Mateus 18:1-5 alude à questão do poder. Os discípulos estavam ocupados com o mérito:<strong> “quem é o maior no Reino dos céus?”. </strong>Na senda dos discípulos, nossas igrejas querem ser grandes numericamente, ricas economicamente e reconhecidas politicamente. Jesus, todavia, propôs o caminho da criança, o caminho da humildade. Nas palavras de Rubem Alves: <strong>“As crianças não desejam se aposentar de serem crianças”. </strong>É com humildade que devemos nos colocar diante de Deus, diante do outro e diante da vida. Façamos, pois, a oração da poetisa, Adélia Prado: <strong>“Deus, me cura de ser grande”.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Criança Campestre &#8211; Também Criança!</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 13:49:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[O mês de outubro chega com toda graça! Neste mês todos os olhares se volvem para os encantos da infância e para a magia da inocência. Recebo este espaço como uma oportunidade de dizer a palavra que, por vezes, tem paralisado meus movimentos; a palavra que mesmo em alto tom ainda é silenciosa porque é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mês de outubro chega com toda graça! Neste mês todos os olhares se volvem para os encantos da infância e para a magia da inocência.</p>
<p>Recebo este espaço como uma oportunidade de dizer a palavra que, por vezes, tem paralisado meus movimentos; a palavra que mesmo em alto tom ainda é silenciosa porque é a palavra do excluído e do excluído infantil, inocente.</p>
<p>Minha palavra é no sentido de dar visibilidade a <strong>um ser criança</strong> que acontece no cotidiano rural. <strong>Um ser criança</strong> que, livre do peso e das ordens capitalistas, está ávido por abraço, beijo, cafuné, confiança, cumplicidade e colo.</p>
<p>É este ser criança que a Escola Estadual Rural Taylor-Egídio, em Jaguaquara, reconhece como o “pequenino” que Jesus Cristo chamou de MEU quando disse: <strong>“O que você fizer a um dos meus pequeninos, a MIM o fez” </strong>(Mateus 25:40).</p>
<p>Nesta perspectiva, animo seu coração a pensar um <strong>outro ser criança</strong> que você pode (e deve) convidar para ser seu próximo – a criança campestre.</p>
<p>Testemunho que, mesmo enfrentando as limitações de minha humanidade tenho, durante dez anos, convidado meninas e meninos da zona rural para serem meus próximos. Grandes companheiros de viagem! Honestos amigos que têm tornado meus dias calorosos no frio jaguaquarense.</p>
<p>Que, para tão grande salto qualitativo, o PAI nos ajude!</p>
<p style="text-align: right;"><strong> Sonilda Sampaio</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Umbuzeiro Profético</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 17:02:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a tradição profética, a Palavra de Deus é aquela que acontece na história. É recorrente nos profetas a expressão: “E aconteceu (veio) a Palavra do Senhor (Javé)&#8230;”. Nesta perspectiva, o profeta olha para a história e vê nela a ação de Deus. No caso de Jeremias, no primeiro momento da sua vocação, ele viu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong>Segundo a tradição profética, a Palavra de Deus é aquela que acontece na história. É recorrente nos profetas a expressão: <strong><em>“E aconteceu (veio) a Palavra do Senhor (Javé)&#8230;”</em></strong>. Nesta perspectiva, o profeta olha para a história e vê nela a ação de Deus. No caso de Jeremias, no primeiro momento da sua vocação, ele viu uma amendoeira <strong>(Jr. 1:11). </strong>Em seguida, disse o Senhor: <strong>“porque eu estou vigiando para cumprir a minha Palavra” (Jr. 1:12).</strong> Jeremias pode assumir a sua vocação profética porque a Palavra do Senhor que sair dos seus lábios se cumprirá. Assim, a Palavra de Javé e a existência do profeta se misturam. Mais que uma atividade, o envolvimento do profeta com a Palavra do seu Deus torna-se inevitavelmente um compromisso de vida.</p>
<p>Quando estive no nosso novo terreno pela primeira vez, não avistei um pé de Umbu que ali existia. Depois que o trator limpou o terreno, perguntei ao tratorista porque ele não havia derrubado aquela árvore desfolhada, aparentemente morta. Não sabia, porém, que tratava-se de um umbuzeiro. Ao tomar conhecimento disto, pedi que o preservassem. Pude observar, agora com mais atenção, que ele já estava começando a florescer discretamente. Descobri mais tarde que a palavra umbu é de origem indígena cujo significado é: <strong>“árvore que dá de beber”.</strong> Por causa das suas raízes que conservam água em grandes períodos de estiagem, foi batizada por Euclides da Cunha com o título: <strong>“a árvore sagrada do sertão”. </strong>Outra característica marcante é que o umbuzeiro chega a viver em média 100 anos, o que o torna um símbolo de resistência.</p>
<p>Assim como Deus falou a Jeremias através da amendoeira, a sua palavra aconteceu a mim através de um pé de umbu. Com o projeto social que vamos desenvolver saciaremos a sede de muitas famílias. Muitas são as sedes da comunidade onde funcionará a nossa ONG. Entretanto, aprenderemos com o bairro a ser, efetivamente, uma “comunidade refrescante”, que a partir de iniciativas concretas de justiça e solidariedade apresenta a água que sacia para a vida eterna. Por outro lado, sei que não será fácil a concretização desse sonho. Precisaremos aprender da resistência do umbuzeiro. Creio que a esperança renovará o nosso fôlego quando o cansaço nos alcançar. Creio também que o Senhor fortalecerá e fará prosperar o trabalho das nossas mãos!</p>
<p>Por conseguinte, veio a PALAVRA DO SENHOR a Igreja Batista de Jequiezinho, dizendo: <strong><em>“Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:37-40). </em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Palavra e Autoridade</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 03:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[“E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas” (Mc. 1:22). Consoante o referido versículo, a AUTORIDADE era o elemento que diferenciava o ensinamento de Jesus do discurso religioso dos escribas. Um princípio nos conduz ao discernimento desta questão: não podemos dissociar o conteúdo da pessoa que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas”</em> (Mc. 1:22). </strong>Consoante o referido versículo, a AUTORIDADE era o elemento que diferenciava o ensinamento de Jesus do discurso religioso dos escribas. Um princípio nos conduz ao discernimento desta questão: não podemos dissociar o conteúdo da pessoa que o comunica. Logo, quem é Jesus? Quem são os escribas?</p>
<p>Os escribas eram mestres da Torah, especialistas da lei judaica. Seus discursos estavam sempre apoiados na autoridade da tradição rabínica.  Usavam roupas especiais, formavam sua escola, tinham discípulos que os serviam como criados, ocupavam os lugares de honra nas funções religiosas e banquetes e eram saudados com grande respeito pelas ruas. No entanto, para eles, o culto a Deus autorizava o esquecimento das obrigações mais sagradas com o próximo. Concebiam a relação com Deus em termos de culpa e/ou mérito, ou seja, Deus é o grande juiz que premia ou castiga as pessoas de acordo com a fidelidade ou infidelidade as suas leis.</p>
<p>Por outro lado, se quisermos saber quem é Jesus e discernir porque o seu “discurso de autoridade” causava admiração no povo, basta que olhemos para o restante da narrativa da qual o versículo supracitado faz parte.  O texto <strong>(Mc. 1:21-28)</strong> localiza Jesus em Carfanaum, num dia de sábado, ensinando na sinagoga e libertando um homem que estava possuído por um espírito imundo. O “discurso de autoridade” de Jesus visa a libertação de tudo aquilo que aliena, desagrega e destrói a vida humana. O discurso de Jesus é a sua ação em favor da vida. A sua autoridade era o seu jeito livre e libertador de ser Deus. O seu ensinamento era uma comunicação que transbordava da abundância do coração. Era um testemunho do que ele mesmo vivia.</p>
<p>A autoridade dos escribas era imposta pela titulação (mestres da lei). Eram “respeitados” pela indumentária (traje especial) que os diferenciava dos “mortais iletrados”. Assentavam-se nos lugares de prestígio dos eventos religiosos e sociais.  No evangelho de Marcos, o “título” de Jesus é: Filho de Deus. A sua postura de vida confirmava tal “titulação” como verdadeira. Não vestia roupa especial, posto que sua missão era “costurar a vida” das pessoas com o tecido novo do evangelho. Ensinou que no Reino de Deus o que se considera o primeiro é o último e vice-versa, que é melhor servir que ser servido. Portanto, uma coisa é TER autoridade, outra coisa é SER AUTORIDADE.</p>
<p>Meus amados <strong>JOVENS</strong>, na perspectiva desta reflexão, apresento-lhes o desafio de uma vida radicalmente comprometida com os valores do Evangelho de Jesus, que se configure numa autoridade mais vivencial, menos retórica. Lembremo-nos: <strong>“O discurso convence, mas é o exemplo que arrasta”. </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
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		<title>Mais que palavras</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 11:52:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos numa sociedade de discursos. São discursos políticos, discursos religiosos etc. Vários estudiosos têm se debruçado sobre esse tema, que se tornou objeto de investigação de uma disciplina chamada análise do discurso. A proposta de um novo objeto chamado &#8220;discurso&#8221; surgiu com Michel Pêcheux na França, em sua tese &#8220;Analyse Automatique du Discours&#8221; em 1969. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa sociedade de discursos. São discursos políticos, discursos religiosos etc. Vários estudiosos têm se debruçado sobre esse tema, que se tornou objeto de investigação de uma disciplina chamada <em>análise do discurso</em>. A proposta de um novo objeto chamado &#8220;<strong>discurso</strong>&#8221; surgiu com <a title="Michel Pêcheux" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_P%C3%AAcheux">Michel Pêcheux</a> na França, em sua tese &#8220;<em>Analyse Automatique du Discours</em>&#8221; em 1969.</p>
<p>Esta breve contextualização a título de introdução, tem como objetivo chamar a atenção para a palavra “discurso” que se encontra imbricada no tema escolhido pelos jovens de  nossa igreja para nortear as discussões desta semana. O termo “palavras” presente no tema em questão não deve ser e não o é, de fato, tomado em seu sentido literal, antes nos remonta ao cançaso experimentado por muitos de nós em relação aos muitos discursos que ouvimos cotidianamente e que encontram pouca ou nenhuma implicação em nossas práticas diárias.</p>
<p>Frequentemente nos deparamos com verdadeiras enxurradas de palavras que não mais nos comunicam, devido a já tão conhecida dicotomia <em>“teoria X prática”.</em> É muito comum ouvir no meio evangélico o clichê: <em>“Ele se diz cristão, mas&#8230;”</em> Essa afirmação aponta para, pelo menos, duas possibilidades de interpretação: ou a expectativa do falante é exarcerbada e desumanizadora em relação a nós cristãos, ou, de fato, nossa conduta tem se distanciado daquilo que foi proposto e vivenciado pelo Cristo de Deus.</p>
<p>Acreditamos que essa conduta, fruto de uma experiência de conversão e fé, precisa desembocar no compromentimento de cuidado com o outro, no zelar da criação  de Deus, no desafio constante de uma vida mais amorosa, mais bondosa, menos malediscente, menos egoísta, mais engajada com o que se diz crer, mais encorajadora das práticas que estão a serviço dos valores do evangelho que pretendemos anunciar.</p>
<p>Como jovens cristãos comprometidos com o plano salvífico de Jesus Cristo, precisamos nos angustiar diante das palavras vazias, sem interferência nas vivências em sociedade. Precisamos nos comprometer com uma indissociável conexão entre a verdade do nosso coração e o que sai da nossa boca. Precisamos ainda aprender a nos calar quando não houver em nós essa verdade, visto que as muitas palavras poderão convencer o ouvido do homem, mas não tocarão o coração d’Aquele que é O Todo – Sabedor. Com isso não estamos dizendo que tudo o que considerarmos verdade deveremos proferir, afinal, o convite do evangelho é para uma prudência no dizer.</p>
<p>Prossigamos pois, amparados por Aquele que fez do que anunciava a mais pura verdade de Sua existencia. Não nos conformemos, até que olhemos para nós mesmos, e testificados pelo Espirito Santo, possamos dizer: vivo o que creio e o que anuncio, na minha vida é possível que outros sejam testemunhas de “<strong><em>mais que palavras.”</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em> </em><strong>Fannie S. P. Novais</strong></p>
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		<title>Cegueira e Visão</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 03:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[O saudoso escritor português José Saramago, em seu livro, “Ensaio sobre a cegueira” apontou, a meu ver, algumas cegueiras que acometem o mundo ocidental. O consumismo, o individualismo, a competição são algumas das cegueiras que afetam o nosso olhar. O referido livro que serviu de base para um filme que leva o mesmo título, mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O saudoso escritor português José Saramago, em seu livro, “Ensaio sobre a cegueira” apontou, a meu ver, algumas cegueiras que acometem o mundo ocidental. O consumismo, o individualismo, a competição são algumas das cegueiras que afetam o nosso olhar. O referido livro que serviu de base para um filme que leva o mesmo título, mostra com nitidez o grau de desumanização a que podemos chegar. A cegueira física só fez acentuar a cegueira que já estava nos corações. Logo, a pior cegueira não é aquela que atinge os olhos, mas a que desensibiliza e desumaniza o ser.</p>
<p>Pensando nisso, lembrei-me da narrativa do cego de nascença no evangelho de João (Cap. 9). Os discípulos fazem uma pergunta sobre o cego, mas que na verdade revelou a cegueira deles: <strong>“Mestre, quem pecou este ou seus pais para que nascesse cego?”</strong>. Para o judaísmo, nenhum castigo que viesse de Deus poderia impossibilitar o homem ao estudo da lei. Contudo, o que para os discípulos era desgraça, para Jesus era a possibilidade da manifestação da Graça de Deus. Disse Ele: <strong>“Nem ele nem os seus pais, mas para que nele se manifeste as obras de Deus”</strong>.</p>
<p>Lembrei-me também de narrativas atuais, que estão bem próximas de nós. O ir. Adenor de saudosa memória e recentemente a ir. Maria (mãe de Aidê) ensinaram-me profundas lições a esse respeito, digo, ver além do que os olhos físicos podem apreender. Ver a vida com mais esperança. Ver o melhor da vida! <strong>1)</strong> Adenor morava numa casa muito modesta, havia perdido uma perna e por causa da diabetes também estava com a visão muito afetada. Entretanto, as poucas vezes que estive com ele, fui impactado com a visão que tinha do agir de Deus em sua vida. Sua visão da bondade do Senhor era capaz de converter qualquer um, inclusive o pastor dele. Disse-me certa feita: <strong>“Pastor, não posso mais ler a Bíblia, mas a Palavra de Deus está em meu coração”.</strong> <strong>2)</strong> A pedido de Aidê fui visitar sua mamãe que tem 96 aninhos. Ao chegar em sua casa, fiquei sabendo que ela havia feito uma cirurgia nos olhos sem muito êxito. O que faltava aos olhos sobrava em serenidade e simpatia. Ao perguntar sobre a sua fé, ela disse prontamente: <strong>“Eu já entreguei o meu coração ao Senhor”</strong>. Fez, porém, uma ressalva: <strong>“O problema é que eu não posso ir à igreja”.</strong> A declaração da sua fé em Jesus abriu os meus olhos e respondi: <strong>“a Sra. não pode ver o caminho que leva a igreja, mas seu coração já viu o caminho que leva ao Pai”. </strong></p>
<p>Portanto, assim como o cego de nascença desejo lavar os meus olhos nas águas do enviado de Deus para ver diariamente as manifestações do seu amor. Desejo ver a vida como Adenor, na perspectiva da gratidão. Desejo ver a vida como Maria, com mais lucidez e alegria. Senhor, abre os olhos do meu coração!</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Banquete e Descanso</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 17:59:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As palavras do Eclesiastes: “é melhor ir a casa onde há luto do que onde há festa, porque ali se vê o fim de todos os homens e os vivos aplicam ao seu coração” (7:2) ressoaram mais uma vez em minha consciência como sabedoria e verdade divinas. O óbito da irmã Carmem Cerqueira despertou-me para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As palavras do Eclesiastes: <strong><em>“é melhor ir a casa onde há luto do que onde há festa, porque ali se vê o fim de todos os homens e os vivos aplicam ao seu coração” (7:2)</em></strong> ressoaram mais uma vez em minha consciência como sabedoria e verdade divinas. O óbito da irmã Carmem Cerqueira despertou-me para algumas reflexões necessárias à vida. As duas palavras que formam o título serão os fios condutores desta meditação.</p>
<p>Há aproximadamente um mês e meio estive na casa de Carmem, Laura “Lau” e Ester para uma visita. Passei praticamente a tarde inteira com elas e no finalzinho da tarde estávamos assentados a mesa diante de um verdadeiro banquete. Na terça (20/07) ao ficar sabendo do falecimento de Carmem fui a sua casa e ao chegar lá, reportei-me a última vez que a vi com vida e ao delicioso café já referido, quando repentinamente fui interceptado por “Lau”. Disse ela: <strong><em>“Pastor, o banquete foi preparado por Carmem</em></strong><em>”</em>. Carmem providenciou um banquete pra mim, mas não sabia que estava tão próxima do banquete do Cordeiro de Deus. Entretanto, nosso banquete, regado com diálogo amoroso, comunhão sincera, oração fervorosa e comida farta era uma pequena amostra desse banquete maior, já preparado, que aguarda, pessoas como Carmem, lavadas e remidas no sangue de Jesus.</p>
<p>O texto que li no ofício fúnebre (Quarta, 21/07) foi Hebreus 4 que, em síntese, apresenta a possibilidade do descanso em Deus. Geralmente associamos a morte ao descanso e a vida ao cansaço. Mas é possível viver em descanso apesar do cansaço próprios desse mundo e dessa existência. Em Jesus, o descanso é uma realidade que pode ser experienciada nesta vida. Em Jesus, o descanso não está vinculado a um dia da semana, mas é uma realidade diária. A irmã Carmem apesar do cansaço promovido pela enfermidade sabia muito bem o que significava descansar no amor e na graça de Deus. Seu coração sempre esteve em descanso!</p>
<p>Por conseguinte, desejo participar de mais banquetes como o da casa de Carmem para desfrutar da companhia do outro, preparando-me para o banquete eternal na companhia do Cordeiro Santo e dos remidos. Desejo ser diariamente conduzido pelo Bom Pastor às águas tranqüilas, posto que, quem por Ele é conduzido já sabe como verdade no coração o que significa descanso real e vida em plenitude.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Cristo, paz para as cidades</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 17:56:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As cidades e a Missão da Igreja Recentemente foi exibido pela rede globo (Fantástico) um documentário sobre “As Mega-Cidades”. Dentre as cidades apresentadas, minha atenção foi fisgada por Mumbai, Índia (19 milhões de habitantes), e particularmente, pela entrevista concedida por um escritor nativo (Suketo Mehta) que tem se debruçado em reflexão sobre os limites da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As cidades e a Missão da Igreja</strong></p>
<p>Recentemente foi exibido pela rede globo (Fantástico) um documentário sobre “As Mega-Cidades”. Dentre as cidades apresentadas, minha atenção foi fisgada por Mumbai, Índia (19 milhões de habitantes), e particularmente, pela entrevista concedida por um escritor nativo (Suketo Mehta) que tem se debruçado em reflexão sobre os limites da experiência urbana. Em concordância com o escritor francês, Vitor Hugo, Ele afirma que as grandes cidades são esquizofrênicas. E no caso específico de Mumbai, essa síndrome de múltipla personalidade já começa pelo nome, posto que seu antigo nome era Bombaim. Outro indicador dessa patologia urbana, é que em Mumbai existe uma das maiores favelas da Ásia (Dharavi) com 1 milhão e 400 mil pessoas, mas também existe a residência particular mais cara do mundo, avaliada em 4 bilhões de dólares.  Assim sendo, as cidades, com suas contradições e belezas, têm se tornado o símbolo do desafio que a evangelização e o discipulado impõem à igreja contemporânea.</p>
<p>O olhar da igreja cristã para as cidades foi fortemente influenciado pela obra clássica de Santo Agostinho, “A cidade de Deus”. A referida obra é considerada o primeiro livro de filosofia da história que conhecemos. Nele, o autor, tenta explicar a história humana através da metáfora de duas cidades. A totalidade da história seria o resultado da tensão entre a cidade de Deus e a cidade dos homens. A cidade que prevalece, por sua vez, determina os rumos da história.</p>
<p>Do chão dessa leitura da história brotou um modelo de Igreja distante da proposta de Jesus, conforme o evangelho. Primeiro, porque construiu uma pirâmide hierárquica, que havia sido cancelada no lava-pés <strong>(João 13:13-15)</strong>. Ao invés de serva da cidade, em particular e da vida, em geral a igreja se colocou como senhora, régia. Em segundo lugar, porque cavou um fosso que já havia sido tampado e eliminado na encarnação. Em Jesus, vemos Deus e o ser humano numa proposta de reconciliação <strong>(João 1:14)</strong>, mas a igreja preferiu a dicotomia entre o céu e a terra, entre Deus e o homem.</p>
<p>Por conseguinte, em Ezequiel 38, o profeta da esperança faz uma severa crítica à cidade de Jerusalém que havia renunciado a missão que recebeu de Deus tornando-se uma cidade imprestável, um espaço de derramamento de sangue, especialmente de inocentes. Entretanto, o último versículo do capítulo 48 nos diz: <strong>“e o nome da cidade será: o Senhor está ali”. </strong>O novo nome apontava para o início de uma nova cidade (utopia profética). Apesar das contradições, desigualdades e injustiças das nossas cidades, é possível visualizar a presença de Deus na alegria, na comunhão, na esperança, na solidariedade que acontece em seus becos, favelas, guetos, praças e vielas.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Violência e Mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 17:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Defesas incríveis no campo versus ataques violentos na vida O goleiro do time da maior torcida do país, ao que tudo indica, cometeu a pior de todas as jogadas de sua vida. No futebol, Bruno sempre teve a árdua função de defender o gol, e o fazia com muita competência, mas, fora dos gramados, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Defesas incríveis no campo versus ataques violentos na vida</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O goleiro do time da maior torcida do país, ao que tudo indica, cometeu a pior de todas as jogadas de sua vida. No futebol, Bruno sempre teve a árdua função de defender o gol, e o fazia com muita competência, mas, fora dos gramados, o camisa número 1 do Flamengo atacou ferozmente a vida da sua ex-namorada, autorizando e/ou consentindo com a sua morte. Bruno já havia dado pistas da sua personalidade violenta quando se reportou a um ato de agressão de seu ex-colega de clube (Adriano), dizendo:<strong> “quem nunca ‘entrou na mão’ com sua mulher que atire a primeira pedra”</strong>. A frieza de seus comentários e comportamentos, inclusive, preocupando-se com a impossibilidade de sua participação na copa de 2014, seria um “prato cheio” para uma análise psicanalítica da sua personalidade. Nesta pastoral, porém, quero me ater ligeiramente às possíveis causas da violência contra a mulher e apontar a graça de Deus como caminho para a restauração e superação da opressão nas relações humanas.</p>
<p>O caso Eliza Samudio chama a atenção por causa da crueldade do crime, mas, também, por causa da fama de quem ordenou o assassinato. Entretanto, Bruno é, por assim dizer, um protótipo de tantas outras pessoas que cometem diariamente violência contra mulheres, cujas histórias são olvidadas por ene motivos.</p>
<p>A questão da violência contra a mulher é patrocinada em primeira instância por causa das bases machistas/patriarcais sobre as quais o mundo ocidental se assenta. Nesta perspectiva, a teóloga feminista Ivone Gebara diz: <strong>“Dentro da análise do gênero numa visão ocidental, a figura masculina representada pelo Pai se torna o princípio, a “arché” da organização e da compreensão do mundo”.</strong> Na senda dessa visão a tradição cristã no que tange a questão do mal e no seu esforço para compreendê-lo, produziu uma teologia metafísica caracterizada por um dualismo hierárquico e masculino. Assim sendo, o mal relacionado ao homem é adquirido pela sua liberdade, mas quando se trata da mulher este mal se refere ao seu próprio ser, como elemento intrínseco da sua própria natureza.</p>
<p>Por conseguinte, o apóstolo Paulo na sua carta aos gálatas nos apresenta a possibilidade de superação das barreiras étnicas, hierárquicas, biológicas (também da construção social de gênero) através do discernimento da Graça de Deus. Disse ele: <strong>“Todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Desta forma não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há macho nem fêmea, pois todos vós sois um em Cristo </strong>(3: 26-28). Apesar das construções desiguais e opressoras que fizemos ao longo da história, a Graça de Deus alimenta as nossas utopias e a nossa esperança de ver a totalidade das relações humanas restauradas e resignificadas.</p>
<p><strong> </strong></p>
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