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	<title>Igreja Batista de Jequiezinho &#187; Pastorais</title>
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			<title>Igreja Batista de Jequiezinho</title>
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		<title>Palavra e Autoridade</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 03:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas” (Mc. 1:22). Consoante o referido versículo, a AUTORIDADE era o elemento que diferenciava o ensinamento de Jesus do discurso religioso dos escribas. Um princípio nos conduz ao discernimento desta questão: não podemos dissociar o conteúdo da pessoa que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas”</em> (Mc. 1:22). </strong>Consoante o referido versículo, a AUTORIDADE era o elemento que diferenciava o ensinamento de Jesus do discurso religioso dos escribas. Um princípio nos conduz ao discernimento desta questão: não podemos dissociar o conteúdo da pessoa que o comunica. Logo, quem é Jesus? Quem são os escribas?</p>
<p>Os escribas eram mestres da Torah, especialistas da lei judaica. Seus discursos estavam sempre apoiados na autoridade da tradição rabínica.  Usavam roupas especiais, formavam sua escola, tinham discípulos que os serviam como criados, ocupavam os lugares de honra nas funções religiosas e banquetes e eram saudados com grande respeito pelas ruas. No entanto, para eles, o culto a Deus autorizava o esquecimento das obrigações mais sagradas com o próximo. Concebiam a relação com Deus em termos de culpa e/ou mérito, ou seja, Deus é o grande juiz que premia ou castiga as pessoas de acordo com a fidelidade ou infidelidade as suas leis.</p>
<p>Por outro lado, se quisermos saber quem é Jesus e discernir porque o seu “discurso de autoridade” causava admiração no povo, basta que olhemos para o restante da narrativa da qual o versículo supracitado faz parte.  O texto <strong>(Mc. 1:21-28)</strong> localiza Jesus em Carfanaum, num dia de sábado, ensinando na sinagoga e libertando um homem que estava possuído por um espírito imundo. O “discurso de autoridade” de Jesus visa a libertação de tudo aquilo que aliena, desagrega e destrói a vida humana. O discurso de Jesus é a sua ação em favor da vida. A sua autoridade era o seu jeito livre e libertador de ser Deus. O seu ensinamento era uma comunicação que transbordava da abundância do coração. Era um testemunho do que ele mesmo vivia.</p>
<p>A autoridade dos escribas era imposta pela titulação (mestres da lei). Eram “respeitados” pela indumentária (traje especial) que os diferenciava dos “mortais iletrados”. Assentavam-se nos lugares de prestígio dos eventos religiosos e sociais.  No evangelho de Marcos, o “título” de Jesus é: Filho de Deus. A sua postura de vida confirmava tal “titulação” como verdadeira. Não vestia roupa especial, posto que sua missão era “costurar a vida” das pessoas com o tecido novo do evangelho. Ensinou que no Reino de Deus o que se considera o primeiro é o último e vice-versa, que é melhor servir que ser servido. Portanto, uma coisa é TER autoridade, outra coisa é SER AUTORIDADE.</p>
<p>Meus amados <strong>JOVENS</strong>, na perspectiva desta reflexão, apresento-lhes o desafio de uma vida radicalmente comprometida com os valores do Evangelho de Jesus, que se configure numa autoridade mais vivencial, menos retórica. Lembremo-nos: <strong>“O discurso convence, mas é o exemplo que arrasta”. </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
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		<title>Mais que palavras</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 11:52:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos numa sociedade de discursos. São discursos políticos, discursos religiosos etc. Vários estudiosos têm se debruçado sobre esse tema, que se tornou objeto de investigação de uma disciplina chamada análise do discurso. A proposta de um novo objeto chamado &#8220;discurso&#8221; surgiu com Michel Pêcheux na França, em sua tese &#8220;Analyse Automatique du Discours&#8221; em 1969.
Esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa sociedade de discursos. São discursos políticos, discursos religiosos etc. Vários estudiosos têm se debruçado sobre esse tema, que se tornou objeto de investigação de uma disciplina chamada <em>análise do discurso</em>. A proposta de um novo objeto chamado &#8220;<strong>discurso</strong>&#8221; surgiu com <a title="Michel Pêcheux" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_P%C3%AAcheux">Michel Pêcheux</a> na França, em sua tese &#8220;<em>Analyse Automatique du Discours</em>&#8221; em 1969.</p>
<p>Esta breve contextualização a título de introdução, tem como objetivo chamar a atenção para a palavra “discurso” que se encontra imbricada no tema escolhido pelos jovens de  nossa igreja para nortear as discussões desta semana. O termo “palavras” presente no tema em questão não deve ser e não o é, de fato, tomado em seu sentido literal, antes nos remonta ao cançaso experimentado por muitos de nós em relação aos muitos discursos que ouvimos cotidianamente e que encontram pouca ou nenhuma implicação em nossas práticas diárias.</p>
<p>Frequentemente nos deparamos com verdadeiras enxurradas de palavras que não mais nos comunicam, devido a já tão conhecida dicotomia <em>“teoria X prática”.</em> É muito comum ouvir no meio evangélico o clichê: <em>“Ele se diz cristão, mas&#8230;”</em> Essa afirmação aponta para, pelo menos, duas possibilidades de interpretação: ou a expectativa do falante é exarcerbada e desumanizadora em relação a nós cristãos, ou, de fato, nossa conduta tem se distanciado daquilo que foi proposto e vivenciado pelo Cristo de Deus.</p>
<p>Acreditamos que essa conduta, fruto de uma experiência de conversão e fé, precisa desembocar no compromentimento de cuidado com o outro, no zelar da criação  de Deus, no desafio constante de uma vida mais amorosa, mais bondosa, menos malediscente, menos egoísta, mais engajada com o que se diz crer, mais encorajadora das práticas que estão a serviço dos valores do evangelho que pretendemos anunciar.</p>
<p>Como jovens cristãos comprometidos com o plano salvífico de Jesus Cristo, precisamos nos angustiar diante das palavras vazias, sem interferência nas vivências em sociedade. Precisamos nos comprometer com uma indissociável conexão entre a verdade do nosso coração e o que sai da nossa boca. Precisamos ainda aprender a nos calar quando não houver em nós essa verdade, visto que as muitas palavras poderão convencer o ouvido do homem, mas não tocarão o coração d’Aquele que é O Todo – Sabedor. Com isso não estamos dizendo que tudo o que considerarmos verdade deveremos proferir, afinal, o convite do evangelho é para uma prudência no dizer.</p>
<p>Prossigamos pois, amparados por Aquele que fez do que anunciava a mais pura verdade de Sua existencia. Não nos conformemos, até que olhemos para nós mesmos, e testificados pelo Espirito Santo, possamos dizer: vivo o que creio e o que anuncio, na minha vida é possível que outros sejam testemunhas de “<strong><em>mais que palavras.”</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em> </em><strong>Fannie S. P. Novais</strong></p>
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		<title>Cegueira e Visão</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 03:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[O saudoso escritor português José Saramago, em seu livro, “Ensaio sobre a cegueira” apontou, a meu ver, algumas cegueiras que acometem o mundo ocidental. O consumismo, o individualismo, a competição são algumas das cegueiras que afetam o nosso olhar. O referido livro que serviu de base para um filme que leva o mesmo título, mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O saudoso escritor português José Saramago, em seu livro, “Ensaio sobre a cegueira” apontou, a meu ver, algumas cegueiras que acometem o mundo ocidental. O consumismo, o individualismo, a competição são algumas das cegueiras que afetam o nosso olhar. O referido livro que serviu de base para um filme que leva o mesmo título, mostra com nitidez o grau de desumanização a que podemos chegar. A cegueira física só fez acentuar a cegueira que já estava nos corações. Logo, a pior cegueira não é aquela que atinge os olhos, mas a que desensibiliza e desumaniza o ser.</p>
<p>Pensando nisso, lembrei-me da narrativa do cego de nascença no evangelho de João (Cap. 9). Os discípulos fazem uma pergunta sobre o cego, mas que na verdade revelou a cegueira deles: <strong>“Mestre, quem pecou este ou seus pais para que nascesse cego?”</strong>. Para o judaísmo, nenhum castigo que viesse de Deus poderia impossibilitar o homem ao estudo da lei. Contudo, o que para os discípulos era desgraça, para Jesus era a possibilidade da manifestação da Graça de Deus. Disse Ele: <strong>“Nem ele nem os seus pais, mas para que nele se manifeste as obras de Deus”</strong>.</p>
<p>Lembrei-me também de narrativas atuais, que estão bem próximas de nós. O ir. Adenor de saudosa memória e recentemente a ir. Maria (mãe de Aidê) ensinaram-me profundas lições a esse respeito, digo, ver além do que os olhos físicos podem apreender. Ver a vida com mais esperança. Ver o melhor da vida! <strong>1)</strong> Adenor morava numa casa muito modesta, havia perdido uma perna e por causa da diabetes também estava com a visão muito afetada. Entretanto, as poucas vezes que estive com ele, fui impactado com a visão que tinha do agir de Deus em sua vida. Sua visão da bondade do Senhor era capaz de converter qualquer um, inclusive o pastor dele. Disse-me certa feita: <strong>“Pastor, não posso mais ler a Bíblia, mas a Palavra de Deus está em meu coração”.</strong> <strong>2)</strong> A pedido de Aidê fui visitar sua mamãe que tem 96 aninhos. Ao chegar em sua casa, fiquei sabendo que ela havia feito uma cirurgia nos olhos sem muito êxito. O que faltava aos olhos sobrava em serenidade e simpatia. Ao perguntar sobre a sua fé, ela disse prontamente: <strong>“Eu já entreguei o meu coração ao Senhor”</strong>. Fez, porém, uma ressalva: <strong>“O problema é que eu não posso ir à igreja”.</strong> A declaração da sua fé em Jesus abriu os meus olhos e respondi: <strong>“a Sra. não pode ver o caminho que leva a igreja, mas seu coração já viu o caminho que leva ao Pai”. </strong></p>
<p>Portanto, assim como o cego de nascença desejo lavar os meus olhos nas águas do enviado de Deus para ver diariamente as manifestações do seu amor. Desejo ver a vida como Adenor, na perspectiva da gratidão. Desejo ver a vida como Maria, com mais lucidez e alegria. Senhor, abre os olhos do meu coração!</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Banquete e Descanso</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 17:59:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[As palavras do Eclesiastes: “é melhor ir a casa onde há luto do que onde há festa, porque ali se vê o fim de todos os homens e os vivos aplicam ao seu coração” (7:2) ressoaram mais uma vez em minha consciência como sabedoria e verdade divinas. O óbito da irmã Carmem Cerqueira despertou-me para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As palavras do Eclesiastes: <strong><em>“é melhor ir a casa onde há luto do que onde há festa, porque ali se vê o fim de todos os homens e os vivos aplicam ao seu coração” (7:2)</em></strong> ressoaram mais uma vez em minha consciência como sabedoria e verdade divinas. O óbito da irmã Carmem Cerqueira despertou-me para algumas reflexões necessárias à vida. As duas palavras que formam o título serão os fios condutores desta meditação.</p>
<p>Há aproximadamente um mês e meio estive na casa de Carmem, Laura “Lau” e Ester para uma visita. Passei praticamente a tarde inteira com elas e no finalzinho da tarde estávamos assentados a mesa diante de um verdadeiro banquete. Na terça (20/07) ao ficar sabendo do falecimento de Carmem fui a sua casa e ao chegar lá, reportei-me a última vez que a vi com vida e ao delicioso café já referido, quando repentinamente fui interceptado por “Lau”. Disse ela: <strong><em>“Pastor, o banquete foi preparado por Carmem</em></strong><em>”</em>. Carmem providenciou um banquete pra mim, mas não sabia que estava tão próxima do banquete do Cordeiro de Deus. Entretanto, nosso banquete, regado com diálogo amoroso, comunhão sincera, oração fervorosa e comida farta era uma pequena amostra desse banquete maior, já preparado, que aguarda, pessoas como Carmem, lavadas e remidas no sangue de Jesus.</p>
<p>O texto que li no ofício fúnebre (Quarta, 21/07) foi Hebreus 4 que, em síntese, apresenta a possibilidade do descanso em Deus. Geralmente associamos a morte ao descanso e a vida ao cansaço. Mas é possível viver em descanso apesar do cansaço próprios desse mundo e dessa existência. Em Jesus, o descanso é uma realidade que pode ser experienciada nesta vida. Em Jesus, o descanso não está vinculado a um dia da semana, mas é uma realidade diária. A irmã Carmem apesar do cansaço promovido pela enfermidade sabia muito bem o que significava descansar no amor e na graça de Deus. Seu coração sempre esteve em descanso!</p>
<p>Por conseguinte, desejo participar de mais banquetes como o da casa de Carmem para desfrutar da companhia do outro, preparando-me para o banquete eternal na companhia do Cordeiro Santo e dos remidos. Desejo ser diariamente conduzido pelo Bom Pastor às águas tranqüilas, posto que, quem por Ele é conduzido já sabe como verdade no coração o que significa descanso real e vida em plenitude.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Cristo, paz para as cidades</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 17:56:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[As cidades e a Missão da Igreja
Recentemente foi exibido pela rede globo (Fantástico) um documentário sobre “As Mega-Cidades”. Dentre as cidades apresentadas, minha atenção foi fisgada por Mumbai, Índia (19 milhões de habitantes), e particularmente, pela entrevista concedida por um escritor nativo (Suketo Mehta) que tem se debruçado em reflexão sobre os limites da experiência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As cidades e a Missão da Igreja</strong></p>
<p>Recentemente foi exibido pela rede globo (Fantástico) um documentário sobre “As Mega-Cidades”. Dentre as cidades apresentadas, minha atenção foi fisgada por Mumbai, Índia (19 milhões de habitantes), e particularmente, pela entrevista concedida por um escritor nativo (Suketo Mehta) que tem se debruçado em reflexão sobre os limites da experiência urbana. Em concordância com o escritor francês, Vitor Hugo, Ele afirma que as grandes cidades são esquizofrênicas. E no caso específico de Mumbai, essa síndrome de múltipla personalidade já começa pelo nome, posto que seu antigo nome era Bombaim. Outro indicador dessa patologia urbana, é que em Mumbai existe uma das maiores favelas da Ásia (Dharavi) com 1 milhão e 400 mil pessoas, mas também existe a residência particular mais cara do mundo, avaliada em 4 bilhões de dólares.  Assim sendo, as cidades, com suas contradições e belezas, têm se tornado o símbolo do desafio que a evangelização e o discipulado impõem à igreja contemporânea.</p>
<p>O olhar da igreja cristã para as cidades foi fortemente influenciado pela obra clássica de Santo Agostinho, “A cidade de Deus”. A referida obra é considerada o primeiro livro de filosofia da história que conhecemos. Nele, o autor, tenta explicar a história humana através da metáfora de duas cidades. A totalidade da história seria o resultado da tensão entre a cidade de Deus e a cidade dos homens. A cidade que prevalece, por sua vez, determina os rumos da história.</p>
<p>Do chão dessa leitura da história brotou um modelo de Igreja distante da proposta de Jesus, conforme o evangelho. Primeiro, porque construiu uma pirâmide hierárquica, que havia sido cancelada no lava-pés <strong>(João 13:13-15)</strong>. Ao invés de serva da cidade, em particular e da vida, em geral a igreja se colocou como senhora, régia. Em segundo lugar, porque cavou um fosso que já havia sido tampado e eliminado na encarnação. Em Jesus, vemos Deus e o ser humano numa proposta de reconciliação <strong>(João 1:14)</strong>, mas a igreja preferiu a dicotomia entre o céu e a terra, entre Deus e o homem.</p>
<p>Por conseguinte, em Ezequiel 38, o profeta da esperança faz uma severa crítica à cidade de Jerusalém que havia renunciado a missão que recebeu de Deus tornando-se uma cidade imprestável, um espaço de derramamento de sangue, especialmente de inocentes. Entretanto, o último versículo do capítulo 48 nos diz: <strong>“e o nome da cidade será: o Senhor está ali”. </strong>O novo nome apontava para o início de uma nova cidade (utopia profética). Apesar das contradições, desigualdades e injustiças das nossas cidades, é possível visualizar a presença de Deus na alegria, na comunhão, na esperança, na solidariedade que acontece em seus becos, favelas, guetos, praças e vielas.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Violência e Mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 17:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[ Defesas incríveis no campo versus ataques violentos na vida
 
O goleiro do time da maior torcida do país, ao que tudo indica, cometeu a pior de todas as jogadas de sua vida. No futebol, Bruno sempre teve a árdua função de defender o gol, e o fazia com muita competência, mas, fora dos gramados, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Defesas incríveis no campo versus ataques violentos na vida</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O goleiro do time da maior torcida do país, ao que tudo indica, cometeu a pior de todas as jogadas de sua vida. No futebol, Bruno sempre teve a árdua função de defender o gol, e o fazia com muita competência, mas, fora dos gramados, o camisa número 1 do Flamengo atacou ferozmente a vida da sua ex-namorada, autorizando e/ou consentindo com a sua morte. Bruno já havia dado pistas da sua personalidade violenta quando se reportou a um ato de agressão de seu ex-colega de clube (Adriano), dizendo:<strong> “quem nunca ‘entrou na mão’ com sua mulher que atire a primeira pedra”</strong>. A frieza de seus comentários e comportamentos, inclusive, preocupando-se com a impossibilidade de sua participação na copa de 2014, seria um “prato cheio” para uma análise psicanalítica da sua personalidade. Nesta pastoral, porém, quero me ater ligeiramente às possíveis causas da violência contra a mulher e apontar a graça de Deus como caminho para a restauração e superação da opressão nas relações humanas.</p>
<p>O caso Eliza Samudio chama a atenção por causa da crueldade do crime, mas, também, por causa da fama de quem ordenou o assassinato. Entretanto, Bruno é, por assim dizer, um protótipo de tantas outras pessoas que cometem diariamente violência contra mulheres, cujas histórias são olvidadas por ene motivos.</p>
<p>A questão da violência contra a mulher é patrocinada em primeira instância por causa das bases machistas/patriarcais sobre as quais o mundo ocidental se assenta. Nesta perspectiva, a teóloga feminista Ivone Gebara diz: <strong>“Dentro da análise do gênero numa visão ocidental, a figura masculina representada pelo Pai se torna o princípio, a “arché” da organização e da compreensão do mundo”.</strong> Na senda dessa visão a tradição cristã no que tange a questão do mal e no seu esforço para compreendê-lo, produziu uma teologia metafísica caracterizada por um dualismo hierárquico e masculino. Assim sendo, o mal relacionado ao homem é adquirido pela sua liberdade, mas quando se trata da mulher este mal se refere ao seu próprio ser, como elemento intrínseco da sua própria natureza.</p>
<p>Por conseguinte, o apóstolo Paulo na sua carta aos gálatas nos apresenta a possibilidade de superação das barreiras étnicas, hierárquicas, biológicas (também da construção social de gênero) através do discernimento da Graça de Deus. Disse ele: <strong>“Todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Desta forma não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há macho nem fêmea, pois todos vós sois um em Cristo </strong>(3: 26-28). Apesar das construções desiguais e opressoras que fizemos ao longo da história, a Graça de Deus alimenta as nossas utopias e a nossa esperança de ver a totalidade das relações humanas restauradas e resignificadas.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Dilúvio e Política</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 17:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[As enchentes em Alagoas/Pernambuco e as eleições
 
A narrativa do dilúvio que está em nossa Bíblia teve como fonte originária uma narrativa mais antiga sobre o mesmo evento, a saber: a mesopotâmica. Vale ressaltar, porém, que a narrativa tal qual conhecemos é um contra-conto produzido pelos exilados palestinos por volta do VI século a.C em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>As enchentes em Alagoas/Pernambuco e as eleições</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>A narrativa do dilúvio que está em nossa Bíblia teve como fonte originária uma narrativa mais antiga sobre o mesmo evento, a saber: a mesopotâmica. Vale ressaltar, porém, que a narrativa tal qual conhecemos é um contra-conto produzido pelos exilados palestinos por volta do VI século a.C em território babilônico. É um contra-conto porque foi gestado pelo povo simples contrastando com o relato mesopotâmico produzido pela elite dominante e usado pela elite babilônica, em especial pelo imperador, para dominar e violentar os escravos do seu sistema opressor e espoliador. Por outro lado, a história do dilúvio não é produto palestinense, pois a destruição com água não faz parte da cultura da Palestina (Cf. Gn.19). Desse modo, os exilados palestinenses apropriaram-se de elementos da narrativa do dilúvio mesopotâmico, recontando-a, a fim de contrapor a dominação opressora dos babilônicos.</p>
<p>Consoante a cosmovisão mesopotâmica, abaixo da terra há água, de sorte que esta flutua sobre abismos de mares. O império opressor se autodenominava como o sustentador do firmamento. O requisito para tal sustentação era cultuar o imperador, pois só assim o perigo do dilúvio estaria afastado. Assim sendo, a narrativa mitológica era usada para fins de dominação política e religiosa.</p>
<p>O dilúvio concreto em Alagoas e Pernambuco apesar dos seus óbvios distanciamentos possui algumas aproximações da narrativa mitológica do dilúvio. Fazemos aqui um recorte para enfatizar sumariadamente o discurso político-ideológico construído sobre os escombros das tragédias. Para o Pr. Wellington Santos (Igreja Batista do Pinheiro-AL), a tragédia em seu estado <em>“não é natural, mas política”</em>. Nesta perspectiva, o Pr. Paulo Nascimento (Igreja Batista Forene-AL) que visitou algumas cidades com o Pr. Wellington assinalou em seu blog: <em>“E o nojo nos invadia só de pensar que provavelmente, nesse ano eleitoral, as enchentes vieram preparar um terreno hiper-fértil para candidatos que utilizarão sem dó as necessidades da população para comprar votos”.</em></p>
<p>Destarte, em concordância com Paulo e Wellington, minhas entranhas reviram ao também pensar na possibilidade de que os políticos utilizarão inescrupulosamente este incidente para os propósitos político-eleitoreiros mais sujos possíveis. O imperador babilônico utilizava o mito diluviano como ferramenta ideológica para manter o controle sobre as vítimas da sua opressão. A ameaça da destruição pelas águas (violência simbólica) era, por assim dizer, pequena, diante da prática cotidiana da violência real. Os imperadores da política nacional, em perversidade compatível ou maior, utilizam a desgraça que sob algum aspecto provocam, para continuar dominando o país e as mentes. A desgraça do povo é perversamente utilizada como outdoor das suas campanhas. Nossa esperança, porém, é que o encantamento seja quebrado e que o nosso povo escreva, apesar da dor e das perdas, uma nova narrativa da política brasileira.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Sobre a Felicidade</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 15:42:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 29/05/10 assisti no ‘Jornal Hoje’ uma reportagem sobre um pequeno país monárquico localizado no Himalaia, entre a China e a Índia, chamado Butão. O curioso neste país é que além do PIB (Produto Interno Bruto), isto é, as riquezas produzidas pela nação, eles medem a felicidade, cuja sigla é FIB (Felicidade Interna Bruta). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 29/05/10 assisti no ‘Jornal Hoje’ uma reportagem sobre um pequeno país monárquico localizado no Himalaia, entre a China e a Índia, chamado Butão. O curioso neste país é que além do PIB <strong>(Produto Interno Bruto)</strong>, isto é, as riquezas produzidas pela nação, eles medem a felicidade, cuja sigla é <strong>FIB (Felicidade Interna Bruta)</strong>. O rei de Butão, interpelado sobre o pálido crescimento econômico do seu país, afirmou que em sua terra o bem-estar da população, sua qualidade de vida é mais importante do que a soma dos bens e serviços finais produzidos. No Brasil, está em trâmite no senado federal uma emenda constitucional que prevê a garantia e o direito a busca da felicidade. Tal emenda encontra respaldo num movimento (‘Mais Feliz’) articulado por artistas e intelectuais brasileiros, destacou o repórter Evaristo Costa.</p>
<p>A partir da referida reportagem fiquei pensando sobre um possível significado da iniciativa Butanesa. Num tempo onde a economia domina, onde o dinheiro é o escopo fundamental do mundo, a FIB de Butão aparece como uma ponta de esperança, alertando-nos que a vida humana é mais valiosa que produção, acúmulo, enriquecimento e consumo, conforme a ideologia do sistema capitalista selvagem que nos circunda. E que, no mínimo, toda riqueza produzida deve ter reflexos concretos e positivos na vida das pessoas. Mas será que a felicidade pode ser medida? No caso do Brasil, será que uma lei garantirá efetivamente que o nosso povo seja feliz? O espaço aqui é insuficiente para aprofundarmos nossa reflexão sobre o tema em questão. Não contive, porém, a vontade de partilhar algumas idéias.</p>
<p>Concordo com o Pr. Ed René Kivitz quando afirma no seu livro ‘Vivendo com propósitos’: <strong><em>“A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas sim um jeito como se vai”</em></strong>. Kivitz ainda propõe a troca do termo felicidade por contentamento. A palavra contentamento deriva do latim ‘contentu’ (contido), que nos remete a idéia de conteúdo. Logo, contente ou feliz é a pessoa que sabe extrair o conteúdo de cada situação, inclusive que sabe explorar as riquezas que há em si mesmo. Que sabe emprestar significado aos pequenos momentos da vida. Que apesar dos percalços do caminho teima em continuar caminhando fortalecido pela fé no seu Senhor (Leia: Fp. 4:10-13).</p>
<p>Concluo com a sábia sugestão do poeta brasileiro, Olavo Bilac: <strong>“Que fazer para ser como os felizes? AMA”. </strong></p>
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		<title>Futebol e fé</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 19:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre o pragmatismo de Dunga e a fé corajosa de Abrão
 
Todo o país estava apreensivo até o anúncio dos nomes dos jogadores que comporiam a seleção brasileira para a copa na África do Sul. O técnico Dunga foi sigiloso até a última hora, mas, como esperado, foi pragmático em sua escolha. Não levou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entre o pragmatismo de Dunga e a fé corajosa de Abrão</strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Todo o país estava apreensivo até o anúncio dos nomes dos jogadores que comporiam a seleção brasileira para a copa na África do Sul. O técnico Dunga foi sigiloso até a última hora, mas, como esperado, foi pragmático em sua escolha. Não levou em consideração o clamor dos torcedores pela convocação de Neimar e “Ganso”, ambos do Santos-SP, por exemplo. Optou pelos jogadores que já havia convocado e testado em outras oportunidades. Na órbita do futebol o pragmatismo de Dunga é aceitável, mas o mesmo não acontece na órbita da fé, posto que a fé está para o risco, para a coragem.</p>
<p>Na fé, a vitória já se estabelece quando o convocado aceita o desafio de caminhar com Deus sem uma agenda a priore, sem conhecer o itinerário, sem mapa nas mãos, sem preocupar-se com os resultados. Em Gênesis 12:1-4a, o registro da convocação de Abrão: <strong><em>“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito (&#8230;)”.</em> </strong></p>
<p>A fé é um dinamismo que provoca mudanças radicais na vida. O paradoxo da fé consiste em abandonarmos seguranças e certezas para caminhar com Deus no deserto da promessa. Deste modo, quanto menores forem às certezas, maior será a dependência do convocado. A promessa por sua vez, era ser uma grande nação abençoadora. Entretanto, a fé não fita seus olhos no “troféu da promessa”, mas n’Aquele que prometeu. O que jamais se cogita é caminhar sem Ele.</p>
<p>Por conseguinte, em hebreus 11 temos a lista dos vencedores/heróis da fé. Abrão e tantos outros não seriam considerados campões ou bem-sucedidos pelos critérios hodiernos, mas sem sombra de dúvida são pessoas das quais o mundo não foi digno de conhecer. Assim, o time de Deus é composto por gente extraordinariamente simples, que espera e vê realizado o que fora prometido por Deus, sem precisar de certezas nem de provas. Aceite hoje a convocação da parte de Deus de viver simplesmente pela fé n’Ele. Este é o melhor de todos os caminhos e a maior de todas as vitórias!</p>
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		<title>Família: não desista desse projeto II</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 14:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Descobrindo A GRAÇA nos relacionamentos¹
 
Uma vez que o casamento é a união de duas pessoas inerentemente “destituídas da glória de Deus”, a relação conjugal pode ser o contexto de conflitos graves entre os cônjuges, que acabam sendo transmitidos para o restante da família. Mas não se trata de um caso perdido. Pelo contrário, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Descobrindo A GRAÇA nos relacionamentos¹</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Uma vez que o casamento é a união de duas pessoas inerentemente “destituídas da glória de Deus”, a relação conjugal pode ser o contexto de conflitos graves entre os cônjuges, que acabam sendo transmitidos para o restante da família. Mas não se trata de um caso perdido. Pelo contrário, a graça é o recurso de socorro para a manutenção da solidez na estrutura desse relacionamento. Há três princípios fundamentais na aplicação da graça de Deus para o êxito de um casamento.</p>
<p>Em primeiro lugar está o princípio do desligamento emocional. Para um bom relacionamento conjugal, é importante para cada pessoa que forma o casal ter clara definição quanto ao que é seu e o que é do outro.</p>
<p>Grandes dificuldades emocionais acontecem quando um dos indivíduos da relação perde a identidade pessoal no outro. A Bíblia indica que o dom da graça é individual e que cada um recebe um novo nome, torna-se nova criatura. Nenhuma pessoa é igual a outra, e nisto está a preciosidade de cada vida. A redenção em Cristo resgata esta individualidade (não é individualismo). Assim, a graça de Deus atua no oferecimento da individualidade de cada pessoa atingida por ela.</p>
<p>O segundo princípio é que, embora na relação conjugal possamos preencher algumas carências afetivas originadas na infância, não podemos sustentar uma dependência infantil em relação ao cônjuge. O sentimento de pertencimento, necessário desde cedo, e que, muitas vezes, não é atendido, pode ser preenchido no casamento. Mas, ao mesmo tempo, os cônjuges devem ser adultos plenos, ou seja, precisam ter a capacidade de auto-suprimento das necessidades emocionais.</p>
<p>A relação entre Jesus e o Pai foi assim. Dependia em tudo de Deus, mas tinha uma obra que só ele poderia realizar. Esta dinâmica paradoxal entre pertencimento e individuação tem seu ápice no Calvário, quando Jesus exclama: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. Jesus clama a Deus, a quem pertence, mas lamenta profundamente ser abandonado, o sentimento típico de todo processo emocional de individuação.</p>
<p>O terceiro princípio refere-se ao equilíbrio resultante do sentimento de amor-próprio. A relação ideal é a que oferece aos parceiros um equilíbrio de igualdade de valor. A graça de Deus oferece tal equilíbrio. (Leiam Gálatas 3:26-29)</p>
<p>O casal e a família são os contextos nos quais a graça de Deus pode ser experimentada em toda a plenitude. Os conflitos conjugais e familiares podem ser redefinidos como um pedido de todos para todos de atendimento de carências afetivas profundas. Como a carência básica é a da graça de Deus, a espiritualidade é que a atenderá.</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>¹(Reflexão extraída do capítulo IX “A espiritualidade e a família” escrito pelo Pr. Carlos Roberto Barcelos. O referido capítulo encontra-se no livro “O melhor da Espiritualidade Brasileira” cujo organizador é o pastor e músico Nelson Bomilcar.) </em></p>
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		<title>FAMÍLIA: Não desista desse projeto I</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 14:51:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciamos o mês de maio com a esperança de que será um período de profunda edificação para nossas famílias. Digo isto, especialmente, por causa do CONFAM que está sendo preparado com muito carinho e dedicação. Entretanto, congressos, estudos e pequenos grupos servem para orientação e não para solução dos problemas das nossas famílias. A vivência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciamos o mês de maio com a esperança de que será um período de profunda edificação para nossas famílias. Digo isto, especialmente, por causa do CONFAM que está sendo preparado com muito carinho e dedicação. Entretanto, congressos, estudos e pequenos grupos servem para orientação e não para solução dos problemas das nossas famílias. A vivência diária do evangelho é, a meu ver, a possibilidade singular de transformação e equilíbrio da realidade familiar. Quem assenta sua casa nos ensinamentos de Jesus estará apto a enfrentar toda sorte de adversidade (conclusão-síntese do sermão da montanha).</p>
<p>Sendo hoje dia de celebração da ceia e considerando maio como mês da família, gostaria de me apropriar da máxima paulina <strong>“examine-se, pois o homem a si mesmo” </strong>correlacionado-a com a realidade da família (nuclear).<strong> </strong>Sócrates, considerado pai da filosofia grega, muitos anos antes de Paulo, afirmou: <strong>“uma vida que não se examina não vale a pena ser vivida”. </strong>Diante da mesa do Senhor que nos amou sem limites, somos desafiados a examinar a nossa vida e os nossos relacionamentos (Horizontal, Vertical e em Profundidade).</p>
<p>No Gênesis (livro dos inícios e princípios) não temos a solidão do um, mas a comunhão dos três/trindade (“façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança). Segundo o filósofo judeu Martin Buber, “no princípio era a relação”. Sendo Deus, essencialmente relacional, nós que fomos criados a sua imagem e semelhança, somos também seres de relação, de comunhão e de amor.</p>
<p>E como estão os nossos relacionamentos? <strong>1- Examinemos nossos casamentos:</strong> Muitos casamentos seriam diferentes se os cônjuges compreendessem seus papéis e responsabilidades. Um relacionamento não pode produzir vida se não há fidelidade, cuidado, respeito, compreensão, diálogo. Na perspectiva bíblica, nosso casamento não é um contrato jurídico, mas uma aliança de amor. <strong>2) Filhos, examinai-vos: </strong>Compete aos filhos re-significar a existência dos pais em sua própria existência. É sendo um ser humano melhor que honro os meus pais. <strong>3) Pais, examinem-se: </strong>Os pais devem instruir seus filhos com a sua coerência de vida e com o Conselho do Senhor, palavra que ensina a viver plenamente.</p>
<p>Destarte, no poder da comunhão trinitária, no Deus que é essencialmente relação, reside a esperança de resignificarmos nossos relacionamentos familiares. Meu desejo é que o amor, a graça e a comunhão da trindade seja o alicerce da sua família.</p>
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		<title>EBD: Interpretando a vida a luz da bíblia</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 10:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Desde a tenra idade ouço dizer que a Escola Bíblica Dominical (EBD) é a maior e melhor escola do mundo. Afinal de contas, nela se ensina a Palavra de Deus (Bíblia). Essa Pastoral pretende ser uma singela homenagem (por ocasião do mês da EBD), mas, sobretudo, uma ligeira reflexão sobre o micro-contexto da EBD, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong></strong>Desde a tenra idade ouço dizer que a Escola Bíblica Dominical (EBD) é a maior e melhor escola do mundo. Afinal de contas, nela se ensina a Palavra de Deus (Bíblia). Essa Pastoral pretende ser uma singela homenagem (por ocasião do mês da EBD), mas, sobretudo, uma ligeira reflexão sobre o micro-contexto da EBD, suas aproximações e distanciamentos do macro-contexto da vida.  Pois bem, penso que a vida em sua complexidade seja a maior escola de todas. A ebd, a universidade, as escolas enfim, todas as instâncias que trabalham com o conhecimento (ensino e aprendizagem) estão imersas nos rios caudalosos da grande escola chamada vida. A bíblia, por exemplo, é resultado da vivência da fé de um povo. Nas palavras do teólogo Carlos Mesters: <strong><em>“O único livro que Deus escreveu foi a vida. Como não entendemos a vida, Ele permitiu que escrevêssemos a bíblia para podermos interpretar a vida”. </em></strong>Esquecemo-nos de uma obviedade: o nosso livro de fé foi vivido antes de ser escrito!</p>
<p>A partir das considerações assinaladas acima, gostaria de partilhar algumas proposições: <strong>1)</strong> Na escola bíblica temos a oportunidade de refletir sobre a vida à luz da bíblia. A experiência de fé do povo de Israel e dos primeiros cristãos podem nos auxiliar no discernimento das nossas experiências. Plugar a bíblia na vida é um dos grandes desafios da nossa escola. Se lermos bem a vida leremos melhor a bíblia!</p>
<p><strong>2)</strong> O púlpito, usado numa perspectiva libertadora, é um excelente espaço de ensino. Entretanto, a fala unívoca não permite que dúvidas sejam dirimidas, contribuições sejam partilhadas e intervenções sejam feitas. Deste modo, considero a discussão em grupos pequenos, espaço mais que salutar para uma efetiva assimilação dos princípios da vida cristã. Assim, temos a possibilidade de discutir, enriquecendo o debate. A vida pede diálogo, interação, partilha entre iguais.</p>
<p><strong>3)</strong> A EBD é um dos muitos espaços para a consolidação do princípio do ensino. Nossa escola não pode ser sacralizada, ou seja, vista como uma estrutura divina e imutável. A experiência das igrejas norte-americanas- pioneiras desse modelo- precisa ser revisada constantemente à luz da dinâmica da história, das singularidades de cada contexto e cultura e da realidade de cada igreja. A rigidez das nossas estruturas não se compatibiliza com a flexibilidade da vida.</p>
<p>Minha esperança é que a EBD da nossa igreja seja um espaço de reflexão responsável, contextualizada e libertadora sobre o Deus que nos ensina do seu amor na escola da vida.</p>
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		<title>Onde está Deus?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 18:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[O recente desastre no Rio de Janeiro (e todos os outros desde o início do ano) vem me impondo o desafio de repensar o meu fazer teológico. À Luz da minha fé sou impelido, diariamente, a buscar sentido ou significado para minha existência. Afinal de contas, a busca pelo significado último (qual o fundamento maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O recente desastre no Rio de Janeiro (e todos os outros desde o início do ano) vem me impondo o desafio de repensar o meu fazer teológico. À Luz da minha fé sou impelido, diariamente, a buscar sentido ou significado para minha existência. Afinal de contas, a busca pelo significado último (qual o fundamento maior da vida) caracteriza a todo ser humano, especialmente quando o caos parece ter a última palavra.</p>
<p>A pergunta que me persegue intitula esta pastoral: onde está Deus? A resposta da fé ortodoxa aponta para a soberania de Deus ou para a fim dos tempos. Soberania divinamente indiferente ou escatologia fatalista são as respostas clássicas de um fazer teológico que não conhece o Deus revelado em Jesus de Nazaré, nem a esperança, a palavra que melhor caracteriza e fundamenta a escatologia cristã.</p>
<p>Onde está Deus? Perguntam os desabrigados e desolados do Rio de janeiro e nós fazemos coro. Entretanto, tentaremos remediar o irremediável. Esse é o dilema das nossas teologias. Sugiro que consideremos algumas perspectivas: Primeiro, se quisermos saber onde Deus está precisamos olhar para Jesus. Em Jesus podemos localizar Deus na história. Em Jesus, céu e terra se aproximam. Em Jesus, Deus se identifica com a nossa humanidade, suas potencialidades e fragilidades. Em Jesus, Deus tem uma cruz, uma identificação com as dores do mundo inteiro. Em Jesus, passamos a perceber que Deus está bem próximo quando mais o suspeitamos distante. No sofrimento, Ele é a nossa ajuda; Na guerra, Ele é a nossa paz; Na morte, Ele é a nossa vida!</p>
<p>O Deus que se revelou em Jesus, também pode ser achado no coração daquele que tão somente crê. Estamos no mundo da espada, da peste, da fome, das guerras, da morte, do desastre. Logo, só é possível existir com esperança nele se tivermos a coragem de olhar para além das fatalidades e se, paradoxalmente, caminharmos olhando e sendo carregados pelo Invisível que nunca deixa de nos acompanhar. Assim sendo, o outrora angustiadamente procurado, encontra-se esperançosamente nos caminhos da humanidade.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>A Ética do Temor a Deus</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 14:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando ouvimos a expressão ‘temor do Senhor’ pensamos imediatamente em medo de Deus. Essa é uma compreensão equivocada. Primeiro, porque Deus é amor e este amor lança fora todo medo. Segundo, porque se desenvolvemos uma relação de medo com Deus nos tornaremos, inevitavelmente, cínicos e dispostos a qualquer tipo de barganha.
Temer a Deus significa reverenciá-lo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando ouvimos a expressão ‘temor do Senhor’ pensamos imediatamente em medo de Deus. Essa é uma compreensão equivocada. Primeiro, porque Deus é amor e este amor lança fora todo medo. Segundo, porque se desenvolvemos uma relação de medo com Deus nos tornaremos, inevitavelmente, cínicos e dispostos a qualquer tipo de barganha.</p>
<p>Temer a Deus significa reverenciá-lo por causa de quem Ele é. Temor é um estado da alma diante d’Aquele cujos céus não podem conter. Temor é um saudável assombro diante desse mistério que habita em tudo e em todos, mas que ao mesmo tempo nos ultrapassa.</p>
<p>Comecei a pensar nessa questão enquanto lia o capítulo 5 do livro de Neemias. O texto em destaque narra as injustiças que estavam sendo cometidas enquanto o povo reconstruía as muralhas de Jerusalém. Algumas pessoas estavam se aproveitando do momento caótico para lucrar. Desta forma, famílias estavam contraindo dividas, hipotecando seus bens e até filhos e filhas estavam sendo vendidos para quitação dos débitos com os credores. Neemias incisivamente discorda dessa situação. Para ele, o povo que fora escravo não deve escravizar. O povo de Israel não poderia cometer o mesmo pecado, inclusive consigo mesmo. O que me chama a atenção, por sua vez, é o discernimento de Neemias. Atinemos para suas palavras: <strong><em>“&#8230; até os moços dominavam sobre o povo, porém eu assim não fiz, por causa do temor do Senhor”</em></strong> (v.15). Por reverenciar o Deus libertador, Neemias percebe-se desautorizado a oprimir seus conterrâneos. Quem teme a Deus não oprime o seu irmão!</p>
<p>Assim sendo, quando montamos uma armadilha, quando levantamos falsas acusações, quando ferimos o outro com palavras e atitudes, revelamos a nossa falta de temor a Deus. Quando tememos a Deus, porém, brota em nosso coração um profundo respeito pela vida, um denso compromisso com a justiça e um amor sagrado pelo outro, imagem e semelhando do Criador.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>O Cordeiro e o Leão</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 14:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[No capítulo 5 do livro do apocalipse temos a menção das duas figuras supracitadas. Diz o texto: “E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos. Nisto vi, entre o trono e os quatro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No capítulo 5 do livro do apocalipse temos a menção das duas figuras supracitadas. Diz o texto: <strong><em>“E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o <span style="text-decoration: underline;">Leão</span> da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos. Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, u<span style="text-decoration: underline;">m Cordeiro</span> em pé, como havendo sido morto&#8230;” (Ap. 5:5, 6).</em></strong> As comunidades cristãs do primeiro século viam no simbolismo desses dois animais a realidade do senhorio e da soberania de Jesus Cristo. Entretanto, cordeiro e leão nos reportam em primeira instância a tradição do Antigo Testamento.</p>
<p>Na primeira páscoa registrada no capítulo 12 do livro de êxodo, cada família deveria sacrificar um animal (cordeiro ou cabrito) com um ano de vida, sem defeitos, manchas, macho e o seu sangue deveria ser aspergido nos umbrais das portas das casas dos israelitas a fim de evitar o alcance da décima praga (morte dos primogênitos) que seria lançada sobre o Egito. A primitividade da fé ilustrada nesse ato apontava simbolicamente para o <strong><em>‘Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’</em></strong>. Os animais oferecidos pelos sacerdotes judaicos para expiação do pecado do povo, o servo sofredor de Isaías comparado a uma ovelha muda perante seus tosquiadores, o cordeiro manso em Jeremias, eram sinais e profecias do sacrifício eterno que se historicizou na cruz de Jesus.</p>
<p>Já o leão remonta a benção de Jacó ministrada sobre seus filhos, mas especificamente, sobre Judá. Está escrito: <strong><em>“Judá é um leãozinho. Subsiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita como um leão, e como uma leoa; quem o despertará?”</em></strong> <strong><em>(Gen. 49:9)</em></strong>. O leão é símbolo de poder, força, coragem. As comunidades do primeiro século fizeram a releitura dessa tradição. Para elas, Jesus é o leão todo-poderoso capaz de desbancar o império romano violento e opressor com as garras da sua justiça.</p>
<p>Na morte do Cordeiro (Jesus) temos o sacrifício que agradou a Deus definitivamente. Não há possibilidade de barganha, pois já está consumado! O sangue desse sacrifício nos cobre e nos purifica de toda a injustiça. O cordeiro foi a cruz e durante dois dias ficou em silêncio. Nas primeiras horas do terceiro dia, porém, bradou o rugido do Leão de Deus: <strong><em>‘Ele não está mais aqui, Ressuscitou!’</em></strong> Na morte silenciosa do cordeiro e no rugido da ressurreição do Leão, nossos eternos motivos de salvação, vida, esperança, paz e celebração.</p>
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		<title>A falência das nossas babéis</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 00:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Babel não era apenas uma torre, era um projeto de sociedade com cultura, economia, religião e ideologia bem definidas. A narrativa bíblica é, portanto, um telescópio através do qual podemos olhar e interpretar as sociedades de todos os tempos e culturas. A partir do capítulo 11:1-9 de Gênesis, gostaria de refletir sobre a falência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Babel não era apenas uma torre, era um projeto de sociedade com cultura, economia, religião e ideologia bem definidas. A narrativa bíblica é, portanto, um telescópio através do qual podemos olhar e interpretar as sociedades de todos os tempos e culturas. A partir do capítulo 11:1-9 de Gênesis, gostaria de refletir sobre a falência de duas babéis que construímos em solo ocidental.</p>
<p><strong>A primeira babel tem fundamentos religiosos.</strong> O cristianismo tem seus últimos dias de vida contados. Não confunda cristianismo enquanto religião institucionalizada, com Reino de Deus ou com a igreja enquanto sinal deste Reino e corpo de Cristo na história. O cristianismo assinou seu atestado de óbito quando deixou de ser conhecido como povo do caminho e passou a ser religião oficial de um império. A fé tornou-se instrumento de manipulação de interesses econômicos, políticos, territoriais. Trocaram a constância da fé em Cristo pelas inconstâncias políticas de Constantino. Preferiram a glória humana em detrimento da divina. Os edificadores da torre religiosa chamada cristianismo embora falem de Deus o negam em nome da manutenção dessa estrutura. Babéis religiosas por mais fortes que parecem ser, também estão condenadas a ruínas!</p>
<p><strong>A segunda babel tem fundamentos sócio-econômicos. </strong>O capitalismo neoliberal tem se revelado como uma forma inviável de economia, posto que a sobrevivência dele implica necessariamente na morte de muitas pessoas e do planeta em que vivemos. A fraternidade ecumênica tem encabeçado uma campanha chamada “economia e vida”. Um protesto contra esse modelo de economia centrado no lucro, na ganância e na destruição sem precedentes de todas as formas de vida existentes em nosso planeta. Uma economia que respeite a vida em todas as suas dimensões e que favoreça a sustentabilidade do planeta terra constitui-se uma das necessidades mais importantes do nosso tempo.</p>
<p>Em babel, o desejo era se igualar a Deus, chegar aos céus. Pessoas e estruturas tornam-se diabólicas quando desejam ser divinas. Em babel, a proposta é de uniformização, isto é, uma só língua, uma só cultura. Homogeneidade cultural facilita o domínio sobre aqueles a quem se pretende oprimir. Contudo, a babel divinizada e uniformizadora não resistiu à intervenção divina. Nenhuma babel ficará de pé diante d’Aquele que conserta o mundo através do poder do seu amor!</p>
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		<title>Paulo, Apóstolo da Edificação</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 23:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A palavra edificação é recorrente nos escritos paulinos. Poderia citar inúmeros textos, mas me servirei de um apenas como base desta pastoral. Refiro-me ao capítulo 3 da primeira carta de Paulo aos Coríntios. Em linhas gerais, o texto mencionado trata das divisões em questão de liderança que existiam naquela comunidade de fé e o desafio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong></p>
<p>A palavra edificação é recorrente nos escritos paulinos. Poderia citar inúmeros textos, mas me servirei de um apenas como base desta pastoral. Refiro-me ao capítulo 3 da primeira carta de Paulo aos Coríntios. Em linhas gerais, o texto mencionado trata das divisões em questão de liderança que existiam naquela comunidade de fé e o desafio de reconhecer, Jesus Cristo, como único e insubstituível fundamento da igreja.</p>
<p>Em Corinto estava existindo, por assim dizer, uma disputa de Egos <strong><em>(“Eu sou de Paulo. Eu sou de Apolo&#8230;”v. 4)</em></strong>. Na linguagem paulina, aqueles irmãos ainda eram carnais. Por carnal, entenda-se o homem sem a plenitude do Espírito, que confia na força do seu braço, que tenta estabelecer com Deus um relacionamento a partir da justiça própria, que se apóia na lei e seus derivados, que tenta fazer do Corpo de Cristo uma vinha particular. A interpelação de Paulo: <strong><em>“Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos&#8230;” (v. 5)</em></strong>, denuncia a postura equivocada daqueles irmãos e ao mesmo tempo revela o profundo discernimento de Paulo acerca da sua atuação no Reino de Deus. Nosso privilégio e recompensa sempre será a possibilidade de servir a Deus servindo as pessoas!</p>
<p>Na contramão desse clube de egos inflamados brigando por poder e notoriedade, Paulo, servo e cooperador, define a igreja como lavoura e edifício de Deus (v. 9). Ser lavoura é estar sob os cuidados do agricultor da vida. Diariamente Ele a rega com as águas do seu amor, aduba com as suas eternas misericórdias e acompanha pacientemente cada etapa do nosso crescimento. Ser edifício, por sua vez, significa ser morada- espaço finito da presença infinita do Espírito de Deus. Santuário de carne e osso onde o Construtor da vida vai edificando os seus propósitos!</p>
<p>Destarte, a palavra fundamento nos remete aos primórdios da filosofia grega, mas, especificamente, aos filósofos chamados pré-socráticos. Eles buscavam na phýsis (a partir de um elemento natural) o fundamento ou o princípio sobre o qual tudo o mais está assentado. Para Tales de Mileto, por exemplo, o fundamento de todas as coisas era a água. Para o apóstolo da edificação, Jesus não é apenas o fundamento da igreja e da nossa fé, Ele é o fundamento da totalidade da vida.  Fiquemos, conclusivamente, com suas edificantes palavras: <strong><em>“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” Cl. 1:15-18.</em></strong></p>
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		<title>Quando o demolir é necessário ao edificar</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 22:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em algumas situações torna-se impossível edificar se não estivermos dispostos a demolir. Não conseguiremos edificar uma nova realidade na nossa igreja se não tivermos a coragem de demolir velhos conceitos, posicionamentos e atitudes. O “Eu, porém vos digo” de Jesus como contraponto à espiritualidade dos fariseus e saduceus tinha como seu fundamento “o que foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong>Em algumas situações torna-se impossível edificar se não estivermos dispostos a demolir. Não conseguiremos edificar uma nova realidade na nossa igreja se não tivermos a coragem de demolir velhos conceitos, posicionamentos e atitudes. O “Eu, porém vos digo” de Jesus como contraponto à espiritualidade dos fariseus e saduceus tinha como seu fundamento “o que foi dito pelos antigos” ou Moisés como sinônimo da torah (lei) nos remete inevitavelmente a essa idéia.</p>
<p>Assim sendo, temos de um lado a interpretação farisaicamente hipócrita da Lei, sua rigorosidade, seu literalismo, seu zelo pela exterioridade. Do outro, Jesus e sua ética centrada na vida, sua proposta libertadora, sua compreensão do ‘espírito’ da lei, a verdade que liberta. Os antigos disseram: <strong>“não cometerás adultério”</strong>, Jesus, porém diz: <strong>“Se você olhar para uma mulher com intenção impura no coração já cometeu adultério”</strong>. A interpretação de Jesus do sétimo mandamento é, por assim dizer, demolidora. Desmascara a hipocrisia daqueles que não necessariamente levavam uma mulher, que não a sua, para a cama, mas cujo coração era um prostíbulo de malícias e perversidades. Neste prisma, a verdade do evangelho só é edificada em nós, quando demolimos a presunção de viver a partir da lei. O nosso apego ao “que foi dito pelos antigos”, não permite que ocorra em nós uma legítima experiência com o “Eu, porém vos digo” que liberta para a vida plena.</p>
<p>O apóstolo Paulo escrevendo aos gálatas parece concordar com a minha tese. Ao longo da sua carta, Paulo exorta a igreja da Galácia a demolir o ‘prédio’ da circuncisão (Gl. 6:15), a ‘torre’ da dissimulação que tinha em Pedro sua referência, posto que ele se ‘comportava como camaleão’, mudando de ‘cor’ a depender da situação e ambiente (Gl. 2:7-16). O apelo paulino é enfático, não podemos caminhar na Graça, se estivermos apoiados nas muletas da lei e seus derivados. O fruto do Espírito (Amor) só pode ser edificado na vida daquele que confia que pela Graça de Deus é possível demolir as obras da carne (Gl. 6:16-26). Na perspectiva de Paulo, o que somos, somos pela Graça!</p>
<p>Pensando na nossa realidade, o que precisamos demolir para edificarmos uma nova realidade em nossa igreja? Vamos demolir a indiferença com o amor, vamos demolir o ódio com o perdão, vamos demolir o individualismo com a comunhão, vamos demolir o egoísmo com a generosidade&#8230; Acrescente a lista o que precisa ser demolido e edificado! A edificação de uma nova comunidade de fé depende também de você! E então? Qual a sua resposta?</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Tristeza que edifica</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 22:43:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo que provém de Deus é tão benéfico à nossa vida que até a tristeza segundo Ele nos é saudável e necessária. Pelo menos é o que foi dito pelo apóstolo Paulo na segunda carta dirigida a igreja de Corinto. Diz ele: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo que provém de Deus é tão benéfico à nossa vida que até a tristeza segundo Ele nos é saudável e necessária. Pelo menos é o que foi dito pelo apóstolo Paulo na segunda carta dirigida a igreja de Corinto. Diz ele: <strong><em>“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte” (2 Co. 7:10). </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>A lembrança deste texto me ocorreu quando lia o segundo capítulo do livro de Neemias para meditação do culto de terça (16/02/10). Neemias estava muito triste por causa da situação caótica de Jerusalém e do seu povo. Neemias (copeiro), que sempre se apresentava ao Rei Artaxerxes com a alegria no rosto, não pôde disfarçar a tristeza que tomava conta do seu coração.</p>
<p>Depois desta leitura fiquei a pensar num tipo de tristeza que faz bem a nossa alma, que nos devolve a sobriedade, que não permite que fiquemos alienados ante ao caos que está a nossa volta. Tristeza semelhante a de Neemias que se instala em nós como fruto da compaixão, capacidade de sentir a dor do outro como se fosse nossa. Tristeza divina na perspectiva de Paulo que produz arrependimento, isto é, expansão da consciência, coragem para refazer a vida e repensar valores.</p>
<p>Prosseguindo na leitura do capítulo dois de Neemias cheguei ao versículo dez que registra a revolta e o descontentamento (tristeza diabólica<em>) </em>de Tobias e Sambalate por causa dos planos de Neemias que objetivavam a reconstrução das muralhas de Jerusalém, bem como a reconstrução da vida do povo de Israel. A tristeza dos opositores de Neemias é o ápice da maldade e perversidade humana, posto que pior do que não ter compaixão de ninguém, é se entristecer com a compaixão dos outros.</p>
<p>Assim como o rei viu a tristeza do rosto de Neemias por causa do seu povo, que se veja no nosso rosto a tristeza pela destruição do planeta; que se veja no nosso rosto a tristeza pela vida humana que tornou-se descartável; que se veja no nosso rosto a tristeza pelos jovens destruídos pelo crack; que se veja no nosso rosto a tristeza pela espiritualidade consumista e individualista que ganha notoriedade em nossas igrejas&#8230; Que se veja tristeza em nós, posto que a tristeza como sinônimo de lucidez e como convite ao arrependimento faz um bem imensurável à nossa vida!</p>
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		<title>Palavras que Edificam</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 13:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[“Nada é onde falta a palavra” essa assertiva aponta para a importância da  palavra. A Bíblia também confirma isso quando relata que o mundo veio a existir a partir da palavra criadora e criativa de Deus (“E disse Deus: haja luz. E houve Luz” Gn. 1:3) ou quando Deus dá ordem ao homem para criar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“Nada é onde falta a palavra”</em></strong> essa assertiva aponta para a importância da  palavra. A Bíblia também confirma isso quando relata que o mundo veio a existir a partir da palavra criadora e criativa de Deus (<strong><em>“E disse Deus: haja luz. E houve Luz” Gn. 1:3</em></strong>) ou quando Deus dá ordem ao homem para criar o mundo conceitual, dando nome às coisas (<strong><em>“&#8230;e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo&#8230;” </em></strong>Gn. 2:19,20).</p>
<p>Nesta pastoral, entretanto, quero sublinhar uma palavra que não deve fazer parte da nossa vida. O apóstolo Paulo escrevendo aos efésios nos diz qual é: “<strong><em>Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”</em></strong> (Ef. 4:29). Numa leitura imediata pensamos que palavra torpe refere-se a palavras de baixo calão, palavrão ou de cunho chulo. A palavra grega para torpe é <em>saprós</em> que significa ‘podre’. Neste versículo o apóstolo destaca o uso formativo da palavra já que no versículo 25 do mesmo capítulo ele havia apresentado o caráter informativo da mesma. Nesta perspectiva, as nossas palavras podem formar ou deformar, podem ser canal da graça ou instrumento da desgraça, podem ser caminho do crescimento ou porta da corrupção.</p>
<p>A palavra torpe está num contexto de relacionamento. Logo, a palavra podre pode destruir a vida do outro, estraçalhar seus sonhos, esmagar seus sentimentos. O que me espanta é que muita gente, supostamente piedosa, é incapaz de pronunciar um palavrão, mas é capaz de proferir contra o seu irmão palavras tão duras e impiedosas a ponto de arrasar uma vida por muito tempo. Não seria a palavra que destrói o outro o pior de todos os palavrões?</p>
<p>Destarte, somos desafiados pelo apóstolo Paulo a pronunciar palavras graciosas, palavras que edificam, que constroem no outro realidades de paz, de esperança, de justiça e de amor.</p>
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		<title>Encontros e Despedidas</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 18:24:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[ Esta semana tive uma experiência que marcou profundamente a minha vida ministerial. As experiências, quando discernidas, nos ajudam na edificação da nossa história, nos permitem revisar e repensar a nossa vida e nossa postura diante dela, promovem maturidade e inevitavelmente se desdobra em riqueza de aprendizados.
Estive quarta-feira (03/02/10) na casa do Pr. Júlio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong>Esta semana tive uma experiência que marcou profundamente a minha vida ministerial. As experiências, quando discernidas, nos ajudam na edificação da nossa história, nos permitem revisar e repensar a nossa vida e nossa postura diante dela, promovem maturidade e inevitavelmente se desdobra em riqueza de aprendizados.</p>
<p>Estive quarta-feira (03/02/10) na casa do Pr. Júlio de Santana e Enildes a fim de revê-los depois do mês de férias. Ocasionalmente apareceu Wilma que também passou a comungar do nosso diálogo. Depois de horas de conversa tive que retornar para casa a fim de levar Fannie ao trabalho. Deixei programada para o dia seguinte uma visita a ir. Maria Marcelo, sogra de Wilma, que estava enferma e muito debilitada. No outro dia pela manhã (04/02/10), ao chegar ao gabinete pastoral, recebi a notícia do seu falecimento. Confesso que se eu soubesse que o dia da despedida estava tão perto, não teria adiado o nosso encontro. Na quinta-feira a tarde despedimo-nos da irmã Maria. Ela, por sua vez, foi ao encontro do seu Senhor. A imprevisibilidade da despedida nos desafia a valorizar cada possibilidade de encontro com o outro. A partir dessa experiência, sinto-me desafiado por Deus a valorizar nesta vida cada possibilidade de encontro.</p>
<p>A vivência na igreja e também fora dela nos possibilita muitos encontros. Na igreja, em destaque, encontramos pessoas com suas debilidades e potencialidades (como é próprio de todo ser humano). A peculiaridade de cada irmão enriquece a nossa capacidade de estabelecer relações fraternas. Sendo assim, crescemos a cada encontro, pois recebemos um pouco de alguém e damos um pouco de nós; é como se nos multiplicássemos nas pessoas e elas em nós. A Bíblia, em geral e os Evangelhos, em particular nos apresentam essa idéia quando narra os encontros de Deus com o seu povo e de Jesus com diversas pessoas (Samaritana, Zaqueu, Bartimeu etc.), especialmente com indivíduos rejeitados pela religião oficial e pela sociedade de então.</p>
<p>Destarte, cada encontro trás consigo também a possibilidade de desencontros. Oremos ao Senhor para que pelo poder da Sua graça e do Seu amor possamos construir uma igreja que saiba lidar com os desencontros e que não perca a oportunidade de ser espaço de encontro com Deus e de encontro com o outro.</p>
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		<title>Entre Esperança e Edificação</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2009/12/23/entre-esperanca-e-edificacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 16:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o ano que finda, dedicamo-nos a examinar os mais diversos assuntos relacionados ao nosso tema gerador: a ESPERANÇA. Pensamos sobre os fundamentos da Esperança que há em nós, nas formas em que o nosso Deus a alimenta cotidianamente e também na necessidade de nos retroalimentarmos enquanto corpo de Cristo. Certamente são inúmeros os desafios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o ano que finda, dedicamo-nos a examinar os mais diversos assuntos relacionados ao nosso tema gerador: <strong>a ESPERANÇA</strong>. Pensamos sobre os fundamentos da Esperança que há em nós, nas formas em que o nosso Deus a alimenta cotidianamente e também na necessidade de nos retroalimentarmos enquanto corpo de Cristo. Certamente são inúmeros os desafios que trazemos no peito e é pulsante o nosso desejo de sermos presença esperançosa num mundo de tanto desalento.</p>
<p>Entretanto os nossos desafios enquanto Igreja de Cristo não findam por aí. O tema proposto para a nossa reflexão durante o ano que se inicia traz consigo o desafio da <strong>EDIFICAÇÃO.</strong> Este termo traz para nós, pelo menos, duas vertentes do edificar (poderíamos ainda utilizar os sinônimos: erguer, levantar, construir):</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>1)Edificação do espaço, sentido físico</strong>: sabemos que, à luz do novo testamento, o ser humano é o templo do Espirito Santo. O Espírito de Deus, portanto, não habita mais em templos feitos por mãos humanas (mentalidade que vigorava no antigo testamento). Entretanto, essa consciência não nos habilita a descuidarmos do nosso espaço físico, da nossa casa de oração, espaço no qual o povo de Deus se reúne para a adoração em comunhão. <strong><em>&#8220;Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me deleitarei, e serei glorificado, diz o Senhor&#8221;. Ageu 8:1</em></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>2)Edificação do corpo de Cristo, sentido existencial</strong>: a nossa natureza caída tende ao movimento oposto àquele sugerido pelo verbo &#8211; levantar, erguer – constantemente nos pegamos em atitudes pertencentes ao velho homem, àquele que não teve um profundo e real encontro com o Cristo de Deus. Assim, levantamos falsos contra os nossos irmãos, somos egoístas em nossas atitudes e não nutrimos um coração puro. Muitos de nós imaginamos que, por estarmos constantemente na igreja, já estamos com a nossa alma plenamente edificada. Edificação é um projeto que levaremos conosco enquanto durar a nossa existência. Aqueles que andam com o Senhor precisam revelar a imagem d’Ele, para que o Seu nome seja glorificado em nós!</p>
<p>Para que possamos prosseguir com o projeto de edificação ao qual estamos nos propondo na orientação do Espírito de Deus, não poderemos abrir mão dos preciosos ensinamentos sobre a Esperança que tivemos neste ano, visto que precisaremos ser diariamente revisitados pela esperança em Cristo, em nosso próximo e em nós mesmos. Precisamos crer que juntos somos capazes de construir uma realidade física e existencial melhor do que esta que hoje temos. Precisamos ainda pedir discernimento do Espírito de Deus para percebermos o papel que podemos desempenhar em nossa igreja, a fim de colaborarmos em amor para que os planos de Deus se efetivem entre nós, e para que se cumpra o que o apóstolo Paulo sugere em Efésios 3:17-19 “&#8230; <strong><em>que Cristo habite pela fé em vossos corações, a fim de que, arraigados e fundados em amor, sejais plenamente capazes de compreender com todos os santos qual seja a largura, o comprimento, a profundidade e a altura, e de conhecer o amor de Cristo, que excede a todo conhecimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus&#8221;.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p align="right">
<p align="right"><strong>Fannie S. Novais<em> </em></strong></p>
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		<title>Esperança Cósmica</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 17:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A igreja e as mudanças climáticas
Temos assistido e ouvido nos noticiários televisivos o drama do nosso planeta com relação às mudanças climáticas. Mais do que nunca a questão ambiental deve ser inserida na agenda da igreja protestante contemporânea.  Infelizmente, a semelhança do ex-presidente dos EUA, George W. Bush, muitas pessoas (cristãos até) acreditam que “o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>A igreja e as mudanças climáticas</strong></p>
<p>Temos assistido e ouvido nos noticiários televisivos o drama do nosso planeta com relação às mudanças climáticas. Mais do que nunca a questão ambiental deve ser inserida na agenda da igreja protestante contemporânea.  Infelizmente, a semelhança do ex-presidente dos EUA, George W. Bush, muitas pessoas (cristãos até) acreditam que <em>“o efeito estufa é conversa de cientistas que não acreditam em Deus”<strong>.</strong></em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>A conferência em Copenhaga/Dinamarca (07/12/09) aponta para o fato que <em>“devemos reconhecer que as mudanças climáticas podem causar sofrimentos e danos indizíveis, podem cortar o desenvolvimento humano integral e prejudicar a criação. Devemos apoiar, portanto, o desenvolvimento de novos instrumentos financeiros, que permitam enfrentar estes problemas. Precisamos de compromisso na oração comum, na solidariedade com quem sofre os efeitos negativos das mudanças climáticas, numa busca comum de sabedoria e perseverança para mudar os nossos estilos de vida desadequados”.</em></p>
<p>Diante de tudo isso, indago-me: É possível sonhar com um mundo melhor? Creio que sim!  Entretanto, precisamos resgatar alguns valores, a saber:<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>1) </strong><strong>PRECISAMOS RESGATAR A ESPIRITUALIDADE DO CUIDADO.</strong> Cuidado com o nosso semelhante e também com o mundo que Deus nos deu. Segundo Boff,<em> “o cuidado é mais fundamental que a razão e a vontade. Se não colocamos cuidado naquilo que fazemos, as coisas se desmantelam e desaparecem”.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>2) </strong><strong>PRECISAMOS RESGATAR O SENTIMENTO DA COMPAIXÃO.</strong> Compaixão pelo planeta, pois na nossa estrutura consta o barro da ‘mãe-terra’! Conforme o apóstolo Paulo: <em>“a criação aguarda a manifestação dos filhos de Deus”</em>. Até quando ficaremos parados ante aos gemidos da criação?</p>
<p><strong>3) </strong><strong>PRECISAMOS RESGATAR A ARTE DE AMAR. </strong>No mundo do interesse pelo lucro, precisamos de pessoas que sejam cultivadoras da arte quase extinta de amar. Afinal de contas, <em>“Deus amou o mundo” e </em>isso significa que Ele não amou apenas o ser humano, mas toda a realidade criacional.</p>
<p><strong>4) </strong><strong>PRECISAMOS RESGATAR A LUZ  DA ESPERANÇA. </strong>A esperança pode vencer o medo, mobilizando-nos pela transformação do nosso mundo. Mas de onde ela virá? Virá de Deus que é o Senhor da história e a governa segundo seu projeto. Atinemos para as palavras de Rubem Alves: <em>“Não lutamos para ter esperança, temos esperança por isso lutamos”. </em>Saíamos, pois, da nossa postura passiva e indiferente à realidade circulante e façamos a diferença hoje, transformando o planeta em que vivemos e, sobretudo, mudando radicalmente o nosso jeito consumista e egoísta de viver neste mundo.</p>
<p>Por conseguinte, a nossa teimosa esperança nos impulsiona a lutar pelas transformações do nosso mundo mesmo sabendo que o fim é inevitável! Esse é o nosso apocalipse!</p>
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		<title>Esperança e Apocalipse</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 17:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o mês de dezembro nos debruçaremos em reflexão sobre o livro do apocalipse na perspectiva da esperança. O autor das lições é o Pr. Marcos Monteiro. Deste modo, cumpriremos a nossa agenda no que diz respeito ao estudo do tema proposto para este ano. Esperança ficará como a palavra-chave de 2009 e como desafio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o mês de dezembro nos debruçaremos em reflexão sobre o livro do apocalipse na perspectiva da esperança. O autor das lições é o Pr. Marcos Monteiro. Deste modo, cumpriremos a nossa agenda no que diz respeito ao estudo do tema proposto para este ano. Esperança ficará como a palavra-chave de 2009 e como desafio permanente para todos os anos de existência da nossa igreja.</p>
<p>O apocalipse dos livros do NT, quiçá, de toda a Bíblia, é o que mais instiga os leitores, talvez por causa da sua linguagem simbólica, bem como por conta das interpretações equivocadas que fizeram dele ao longo da história do cristianismo.</p>
<p><em> </em></p>
<p>Consoante o teólogo José Bortolini, para abrirmos as portas de compreensão deste livro aparentemente difícil, faz-se necessário usar as chaves certas. No seu livro <strong><em>‘Como ler o apocalipse’</em></strong> ele apresenta sete chaves-interpretativas. A saber:</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> 1) Resistência.</span></strong> Era tempo de perseguição religiosa, opressão política e exploração econômica.  Confiando no Deus da liberdade e da vida, o povo explorado se organizou a fim de resistir o Império violento e tirânico.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> 2) Denúncia.</span></strong> Na força da palavra profética as comunidades de Jesus denunciavam o arranjo social proposto por Roma, bem como as diversas formas de idolatria que sedimentavam uma sociedade injusta e perversa.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">3) Celebração.</span></strong> Apesar da perseguição, as comunidades iluminadas pelo poder do ressurreto não deixaram de celebrar a vitória do cordeiro de Deus.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">4) Testemunho. </span></strong>Os primeiros cristãos não abriram mão da sua fé em Jesus mesmo que isso implicasse na perda da própria vida.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">5) Felicidade. </span></strong>A felicidade manifestava-se na possibilidade de participar do banquete do cordeiro de Deus, ou seja, criando uma sociedade justa e fraterna.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">6) Urgência</span></strong><span style="text-decoration: underline;">.</span> O tempo está próximo. Enquanto a Nova Jerusalém não chega é necessário resistir, denunciar, celebrar&#8230;<strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">7) Esperança</span></strong>. O apocalipse não é o livro do medo, mas da esperança. Por quê? Em primeiro lugar, Deus é o Senhor da história e a governa segundo o seu projeto. Em segundo lugar, o cordeiro venceu para sempre a morte. Em terceiro lugar, a Nova Jerusalém desceu do céu para a terra. É possível viver em esperança neste mundo, pois a cidade de Deus está logo ali, no horizonte da nossa história!</p>
<p>Agora é só abrir as portas e vê na casa do apocalipse o que se parece com a nossa vida hoje!</p>
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		<title>O Mandamento do Senhor</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 17:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Encontramos em Deuteronômio 30:11-20 um dos mais belos textos do Antigo Testamento. Esta porção bíblica nos apresenta um projeto de vida fascinante e inigualável, bem como uma convocação para todos aqueles que desejam provar deste manancial de vida plena.
No verso 11 o texto diz: “Ora, este mandamento que hoje te ordeno, não te é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p>Encontramos em Deuteronômio 30:11-20 um dos mais belos textos do Antigo Testamento. Esta porção bíblica nos apresenta um projeto de vida fascinante e inigualável, bem como uma convocação para todos aqueles que desejam provar deste manancial de vida plena.</p>
<p>No verso 11 o texto diz: <strong><em>“Ora, este mandamento que hoje te ordeno, não te é difícil demais, nem está longe de ti”.</em></strong> A palavra que na versão em português é traduzida por ‘hoje’, no hebraico é dia (Olam). Assim sendo, o mandamento do Senhor é para hoje, é para o dia. O mandamento é sempre atual, sempre novo. Outrossim, se o mandamento permanecer preso ao passado e não for correlacionado às necessidades e aspirações do homem contemporâneo, ele perde inevitavelmente a sua relevância e significação. A Bíblia é Palavra de Deus porque nos fala existencialmente, porque alcança o homem e a mulher no seu tempo, no seu dia, no seu hoje.</p>
<p>A segunda perspectiva que encontramos no texto supracitado é a proximidade do mandamento. Além de ser sempre atual, ele é também próximo da vida. Atinemos para as palavras dos versículos 12 e 13: <strong><em>“Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem está do outro lado do mar, para dizeres: Quem atravessará por nós o mar para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?”. </em></strong>O mandamento do Senhor não se separa da realidade concreta, isto é, o mandamento não está divorciado da vida, nem distante de nós. O mandamento não é uma palavra do além, mas, instrução para um viver pleno e livre.</p>
<p>A terceira perspectiva do mandamento do Senhor é o seu caráter existencial. No versículo 14 o texto nos apresenta a seguinte verdade:<strong><em> “Pois esta palavra está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires”.</em></strong> Boca e coração fazem parte da simbologia do corpo. Corpo que é também lugar da Palavra. A palavra de Deus tornou-se corpo, nos diz o evangelho joanino. Corpo e palavra fazem parte da mística divina. Jesus, o Cristo, Palavra que se fez gente! O mandamento do Senhor não precisa mais de tábuas de pedra, posto que, definitivamente, a sua palavra está gravada em nossos corações (Jr. 31:33/II Co.3:3)!</p>
<p>Portanto, o mandamento do Senhor é para instruir o ser humano a uma vivência contínua da liberdade e não para burocratizar a vida com leis opressoras e preceitos alienadores.</p>
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		<title>Resiliência e Esperança</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 14:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. José Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo da Física e da Engenharia emprestou às Ciências Humanas uma palavra notavelmente significante: Resiliência. Ela é a capacidade dos materiais de resistirem aos choques. Também “de absorver energia sem sofrer deformações permanentes” (TAVARES, 2001) e de resistir a situações adversas, sem perder o brilho. “Resilientes” são pessoas capazes de resistir as piores crises [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo da Física e da Engenharia emprestou às Ciências Humanas uma palavra notavelmente significante: Resiliência. Ela é a capacidade dos materiais de resistirem aos choques. Também “de absorver energia sem sofrer deformações permanentes” (TAVARES, 2001) e de resistir a situações adversas, sem perder o brilho. “Resilientes” são pessoas capazes de resistir as piores crises sem sucumbir.</p>
<p>A esperança do crente tem esta marca. Falamos muito da paciência de Jó, mas esquecemos que no contexto de suas piores crises, disse: “Eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19:25). Isto é resiliência com esperança e com adoração: “Bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21).</p>
<p>O médico e psiquiatra austríaco Viktor Frankl (1905 – 1997) decidiu atribuir sentido a tudo o que acontecia e a não perder o horizonte da esperança. Preso no campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial descobriu que não eram os mais fortes e saudáveis que viviam mais. Os mais “resilientes” eram aqueles capazes de conferir “sentido à vida”. É de bom alvitre que confessemos Cristo como aquele que dá sentido à nossa vida. Ele é a nossa Rocha, sólida e inabalável, e Supridor fiel de todas as nossas necessidades. Alguém diante de quem pode o crente, com confiança, afirmar: “Senhor, a minha esperança está em Ti” (Sal. 39:7).</p>
<p>A esperança do ímpio morre com ele, na sua morte (Prov. 11:7), mas o crente tem uma esperança que lhe é âncora, segura e firme, nos vendavais da vida (Heb. 619), e por isso não sucumbe. Nos momentos escuros e sombrios da vida, ele sabe para quem voltar o olhar, e é iluminado (Sal. 34:5). O Senhor é a sua luz, a Palavra é lâmpada para os seus pés (Sal. 119:05) e Ele pode despertar em sua memória “o que lhe dar esperança” (Lam. 3:21) e, assim, o seu caminho, como a luz da aurora, vai brilhando mais e mais (Prov. 4:18) para a glória de Deus.</p>
<p>Você já tentou medir o tamanho de sua força? Eis aqui uma medida segura e infalível: “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força é pequena” (Prov. 24:10).</p>
<p>As crises de nossa vida medem o tamanho de nossa força e a intensidade da esperança que há em nós!</p>
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		<title>A batalha pela fé</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 14:03:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ataíde Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[“Amados, procurando eu escrever-vos, com toda a diligência, acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1:3)
Para que Jesus cumprisse o plano da salvação, foi preciso morrer. Cristo teve que sofrer como homem, injustamente, a fim de proporcionar a vida abundante, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“<strong>Amados, procurando eu escrever-vos, com toda a diligência, acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos</strong>” (Judas 1:3)</p>
<p>Para que Jesus cumprisse o plano da salvação, foi preciso morrer. Cristo teve que sofrer como homem, injustamente, a fim de proporcionar a vida abundante, esse foi o seu preço. Ninguém poderia pagá-lo a não ser o Messias, por isso podemos dizer que temos o Pai Eterno e não padroeiro! Quando você sentiu-se chamado para fazer parte da Igreja de Jesus, esse exército convocado para vencer, Deus colocou em seu coração uma arma capaz de vencer os adversários e derrubar os obstáculos: A NOSSA FÉ!</p>
<p>A vida é uma grande batalha, desigual e alguns estão enfrentando o perigo iminente de frente; pois se temerem, serão abatidos. Outros estão no meio do grupo, compondo o número, integrando as equipes que atuarão em diversas áreas. Outros, porém estão lá atrás, apenas esperando o que irá acontecer, sentindo-se protegidos por todos os companheiros que estão à frente. Foi entregue aos santos, a fé necessária para a vida eterna. Aquela que possibilita confiar em Jesus como caminho para Deus Pai, que acredita no Senhor como resgatador da sua alma, para estar com o Senhor para sempre. O Espírito Santo trouxe para você a fé capaz de manter a alegria, a paz, o poder que Jesus outorgou para que Deus te use, faça a diferença neste mundo.</p>
<p>Mas é preciso batalhar para que sejas rico para com Deus e um instrumento iluminado na terra. Há uma batalha na tua mente, onde o ego tenta resistir à vontade de Deus. Há uma batalha diante dos incrédulos, que procuram desanimar-te e colocar a dúvida em você. Há uma batalha contra as situações duras da vida, para que elas diminuam a sua alegria. Há uma batalha dura contra o adversário espiritual e seus comandados, pois que eles não dormirão na tarefa de intentar roubar-te a paz; a perseguição será grande para que o inferno não seja saqueado e eles estudarão até encontrar o ponto-fraco de cada um.</p>
<p>Porém, a nossa fé é o poder de Deus em nós, para vencermos toda e qualquer potestade. Em Cristo Jesus somos mais do que vencedores!</p>
<p align="right"><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Darei eu, por Ti, a minha vida?</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 13:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[O questionamento que intitula esta pastoral inspira-se no tema da campanha de missões nacionais deste ano (POR TI DAREI MINHA VIDA). Confesso não poder assumir esta pergunta como afirmação na minha vida. Não sou corajoso a ponto de dar a vida por minha nação. E será necessário?
Quando vi este tema, lembrei-me de Pedro e suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O questionamento que intitula esta pastoral inspira-se no tema da campanha de missões nacionais deste ano <strong>(POR TI DAREI MINHA VIDA)</strong>. Confesso não poder assumir esta pergunta como afirmação na minha vida. Não sou corajoso a ponto de dar a vida por minha nação. E será necessário?</p>
<p>Quando vi este tema, lembrei-me de Pedro e suas afirmações auto-suficientes, quiçá, bem-intencionadas, mas sem uma boa dose de humildade e discernimento. Foi ele quem disse a Jesus: <strong><em>“Se for preciso darei a minha vida por ti”</em></strong> Àquele que conhecia o coração de Pedro retrucou alertando: <strong><em>“Antes que o galo cante, três vezes tu me negarás”</em></strong>. Deus conhece os limites das minhas declarações entusiasmadas!</p>
<p>Acho-me mais parecido com o pai do menino que vivia possesso por um espírito imundo e que diante da afirmação de Jesus: Tudo é possível ao que crê, respondeu com espantosa honestidade: Eu Creio. Ajuda-me na minha falta de fé (Marcos 9:17-27).</p>
<p>O pastor luterano e teólogo alemão, Dietrich Bonhoeffer- prisioneiro de Hitler na Alemanha nazista e morto a mando do próprio ditador sanguinário- pregando aos candidatos ao batismo (09 de abril de 1938) e tomando como base o texto do evangelho de Marcos acima citado, disse: <strong><em>“Eu creio. Ajuda-me na minha falta de fé. Essa é uma palavra muito sóbria. É bom que nos acostumemos desde o início a não usar grandes palavras para falar da nossa fé. Se cremos ou não, será revelado no dia-a-dia; com declarações solenes e juras nada se alcançará. Grandes promessas, ainda que sejam honestas e absolutamente sérias, são as que estão mais próximas da negação. Deus proteja a vocês e a todos nós de tal situação.”</em></strong></p>
<p>O meu questionamento inicial: “será necessário?” parte do princípio de que Deus já se antecipou nessa tarefa. Ainda que nos animemos a morrer por alguém, jamais atingiremos o nível de profundidade do amor divino que nos alcançou quando ainda éramos pecadores, como nos diz o apóstolo Paulo (Romanos 5:6-8).</p>
<p>Por conseguinte, talvez exista alguém disposto a dar sua vida pelo Brasil. Desejo, todavia, reconhecendo os limites do meu compromisso com o Reino de Deus e assumindo honestamente o andar cambaleante do meu discipulado, com a ajuda do Espírito Santo, anunciar Àquele que espontaneamente deu a sua vida por mim, por nós, pelo Brasil, por todas as nações! Amém!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Marco inicial dos Batistas no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Não é todo dia que uma denominação cristã completa 400 anos de história! Foi o Deus eterno que nos conduziu até aqui e continuará dirigindo a história da sua igreja! Nesta pastoral, apresento de forma sumariada, uma discussão sobre o marco inicial dos batistas no Brasil. Apropriei-me do livro de Marcelo Santos: O Marco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Não é todo dia que uma denominação cristã completa 400 anos de história! Foi o Deus eterno que nos conduziu até aqui e continuará dirigindo a história da sua igreja! Nesta pastoral, apresento de forma sumariada, uma discussão sobre o marco inicial dos batistas no Brasil. Apropriei-me do livro de Marcelo Santos: O Marco Inicial Batista: História e Religião na América Latina à partir de Michel de Certeau, para partilhar com os irmãos e irmãs as raízes históricas dos batistas em solo tupiniquim.</p>
<p>A problemática do marco inicial dos batistas gira em torno das argumentações de José Reis Pereira e Betty Antunes de Oliveira. O Primeiro advoga que o marco inicial dos Batistas no Brasil tem como sede a cidade de Salvador-Ba em 1882. Pois, um trabalho religioso deve estar ligado a uma atividade missionária e com objetivos explicitamente conversionistas. Logo, o marco dos batistas não pode ser em Santa Bárbara, já que tal igreja surgiu com o intuito de atender as necessidades sentidas pelos batistas imigrantes. Em contraposição, Betty Antunes afirma que o marco do início do trabalho batista no Brasil encontra-se em  Santa Bárbara em 10 de setembro de 1871, visto que os próprios missionários que fundaram o trabalho em Salvador trouxeram cartas de transferência de Santa Bárbara. Assim sendo, notifica-se na escrita de Reis Pereira o lugar hermenêutico que busca a afirmação de uma ideologia de missão que está ligada ao protestantismo de missão. Já na escrita de Betty Antunes identifica-se o lugar hermenêutico interessado no resgate histórico-religioso ligado ao protestantismo de imigração, o que representa uma ameaça à afirmação de ideologia de missão proposta por Reis Pereira.  Mesmo tentando ser imparcial na definição do marco inicial batista, o autor Marcelo Santos deixa transparecer no seu texto, uma valorização maior a tese de Betty Antunes, levando em consideração desde seu lugar hermenêutico até a produção final do texto, passando por uma seleção mais abrangente de documentos e outras fontes históricas.   Entretanto, a perspectiva ideológica de missão proposta por José Reis tendo como marco inicial a cidade de Salvador -Ba, continua sendo a versão oficial para o marco do início do trabalho batista no Brasil.</p>
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		<title>VIVER: entre a crise e a esperança</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 16:54:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui impelido a pensar neste tema a partir do congresso da família promovido pela MCA da nossa associação. É exatamente nesta brecha, neste hiato que existimos. A nossa localização existencial se dá entre esses dois pólos que constituem a nossa estrutura antropo-psico-social.
Sim, somos ao mesmo tempo, crise e esperança. Somos crise porque a vida é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui impelido a pensar neste tema a partir do congresso da família promovido pela MCA da nossa associação. É exatamente nesta brecha, neste hiato que existimos. A nossa localização existencial se dá entre esses dois pólos que constituem a nossa estrutura antropo-psico-social.</p>
<p>Sim, somos ao mesmo tempo, crise e esperança. Somos crise porque a vida é uma crise permanente.  Somos esperança, porque somos um projeto voltado para o infinito, para o futuro. Somos crise porque imanência. Somos esperança porque transcendência. Somos crise porque carregamos a história nos pés, somos esperança porque transportamos a eternidade no coração.  Sirvo-me de exemplos bíblicos para fundamentar minha tese. Em suas histórias encontramos um misto incontestável de crise e esperança!</p>
<p>Somos crise porque ante ao caos social dizemos como Habacuque: <strong><em>“Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?”</em></strong> Nas catástrofes pessoais declaramos como Jó: <strong><em>“Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: foi concebido um homem”</em>.</strong> À semelhança de Jeremias nos revoltamos com os efeitos colaterais da nossa vocação: <strong><em>“Sempre que falo, grito proclamando violência e destruição. Pelo que se tornou a palavra do senhor um opróbrio para mim, e ludíbrio o dia todo&#8230;Porque não me matou na madre?”</em>.</strong> Identificamo-nos com Tomé que, embora crente, duvidou: <strong><em>“Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, de maneira nenhuma crerei”. </em></strong></p>
<p>Somos esperança porque como Habacuque, ousamos confiar:<strong> <em>“Ainda que a figueira não floresça e não haja fruto na vide, o produto da oliveira minta e não haja gado nos currais, todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”.</em></strong> Porque como Jó, descobrimos que até na nossa desgraça Ele continua Senhor da história: <strong><em>“Eu te conhecia de ouvir falar, mas hoje meus olhos te vêem”</em></strong><em>.</em> Porque como Jeremias, apesar das dores da missão, somos profundamente abençoados: <strong><em>“Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”</em>.</strong> Porque como Tomé, nossa dúvida esconde em si um paradoxal desejo de crer e adorar: <strong><em>“Senhor meu e Deus meu”. </em></strong></p>
<p>Nos abismos das crises somos desafiados pela vida a caminhar no fio da esperança. À guisa de João Bosco, uma tal de <strong>“esperança equilibrista”</strong>. Nessa esperança continuamos a celebrar o show da vida, a despeito dos choros, das dores pungentes e dos machucados a que estamos sujeitos nessa existência. Afinal de contas, a esperança não nos promete vida ilesa, mas uma teimosa coragem para caminhar e um fôlego misterioso para viver!</p>
<p>Portanto, se é próprio da vida as crises, é próprio do ser a esperança. Não deixaremos de vivenciar crises, mas teremos força suficiente para prosseguir se resolvermos viver com esperança!</p>
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		<title>Volta de Jesus: vencendo o cansaço através da esperança</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 20:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Os capítulos 24 e 25 do evangelho de Mateus fazem parte de um discurso de Jesus totalmente voltado para o futuro, tanto próximo como remoto, indicando o fim dos tempos. Nestes capítulos temos uma saudável tensão. Em Mateus 24, Jesus conta como o mundo vai acabar, entretanto, não apresenta detalhes quanto a ordem dos acontecimentos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os capítulos 24 e 25 do evangelho de Mateus fazem parte de um discurso de Jesus totalmente voltado para o futuro, tanto próximo como remoto, indicando o fim dos tempos. Nestes capítulos temos uma saudável tensão. Em Mateus 24, Jesus conta como o mundo vai acabar, entretanto, não apresenta detalhes quanto a ordem dos acontecimentos. Já no capítulo 25, Ele pede que a nossa esperança se traduza em pão, telhado, abrigo, solidariedade, a fim de que o mundo não se acabe. Nesta perspectiva, ser uma igreja da esperança significa lutar por um mundo melhor mesmo sabendo que o fim deste sistema vigente é inevitável.</p>
<p>Neste discurso Jesus conta uma parábola muito significativa para o discernimento escatológico da história e a vinda futura (embora já presente) do Reino de Deus. Estou me referindo a parábola das virgens prudentes e insensatas (Mateus 25:1-13).  Jesus recorreu a um costume bem conhecido na sua época: algumas jovens eram convidadas a acompanhar o noivo em sua chegada para a festa de casamento. Por não conhecerem com exatidão o tamanho do percurso era necessário levar mais azeite para abastecer as lâmpadas. Eis algumas considerações:</p>
<p><strong>1) A esperança não anula a possibilidade de cansaço enquanto aguardamos o noivo.</strong> O texto nos diz que todas as virgens dormiram. Cansar na espera é normal. Diante do atraso quem não se cansa? Anormal seria ficar acordado. Deus nunca nos pedirá algo sobre-humano. Ele respeita os limites da nossa humanidade. A questão da parábola não é o sono, mas a falta de azeite.</p>
<p><strong>2) Esperança: cansados, mas mantendo viva a chama do amor. </strong>A única coisa que se pede das virgens é que elas estejam preparadas, pois a demora do noivo já havia sido anunciada.  A ênfase da parábola é a vigilância. Quando vivemos como se o noivo não fosse voltar, corremos o risco de nos esfriar no amor. É por isso que devemos aguardar com mais azeite, isto é, alimentar o fogo da esperança com o azeite do amor!</p>
<p>Uma comunidade da esperança diante desses fatos deve fazer desta oração a sua maneira de viver: Senhor, não sei quando voltarás, nem preciso sabê-lo, sob pena de focar-me mais no quando, do que na certeza da tua volta. O que eu quero a partir de hoje enquanto te espero, é abastecer a minha vida com azeite para que não se apague em mim a chama do teu amor!</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>&#8220;Esperar contra a Esperança&#8221;</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2009/08/19/esperar-contra-a-esperanca/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 19:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Com quase meio século de vida aprendemos algumas coisas significativas que sustentam o restante da vida que teremos.
Estou me aproximando do meio século de minha vida. São muitas e preciosas as aprendizagens. Dentre as mais importantes destaco: A FELICIDADE NÃO SE FAZ PELO QUE CONQUISTAMOS, MAS PELO QUE ESPERAMOS. 
 
Sim! É a esperança que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com quase meio século de vida aprendemos algumas coisas significativas que sustentam o restante da vida que teremos.</p>
<p>Estou me aproximando do meio século de minha vida. São muitas e preciosas as aprendizagens. Dentre as mais importantes destaco: <strong>A FELICIDADE NÃO SE FAZ PELO QUE CONQUISTAMOS, MAS PELO QUE ESPERAMOS. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sim! É a esperança que nos move e que faz feliz o movimento. É a esperança que nos motiva a fazer da cotidianidade uma experiência emocionante;</p>
<p>É a esperança que nos faz perdoar e acreditar novamente nas pessoas que teimam em minimizar nossa criatividade;</p>
<p>É a esperança que nos tira da cama a cada manhã e nos conduz aos mais variados espaços de serviço;</p>
<p>É a esperança que nos faz repetir os mesmos ensinamentos às mesmas pessoas, nos mesmos espaços;</p>
<p>É a esperança que nos faz investir na vida e no sonho de seres humanos pequeninos;</p>
<p>É a esperança que nos faz enfrentar <strong><em>um leão por dia</em></strong> para não desistirmos dos ideais divinos fixados e enrijecido em nosso coração;</p>
<p>É a esperança que segura nossos impulsos quando a opção humana, mais coerente com o desencantamento, é a desistência;</p>
<p>É a esperança que nos dá força de gigante quando, parecendo sozinhos, temos que fazer frente ao rolo compressor dos sistemas;</p>
<p>É a esperança que nos faz sorrir quando tudo nos falta e, paradoxalmente, de tudo estamos fartos;</p>
<p>É a esperança que nos possibilita a experiência da felicidade, não pelo que temos ou conquistamos, mas pelo que esperamos.</p>
<p>“Esperando contra a esperança”, na contramão dos caminhos, fazendo dos descaminhos possibilidades, esperemos. Esperemos em nós mesmos, na melhora do nosso interior, esperemos o crescimento do irmão e, sobretudo, esperemos no Deus que pode todas as coisas, inclusive, renovar em nós a esperança.</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: right;">Profª. Sonilda Sampaio</p>
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		<title>Jovens: Semeadores de Esperança</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 12:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Semeadores de esperança é a proposta de reflexão da semana dos nossos jovens e o desafio permanente de cada um de nós. Pensando neste tema ocorreu-me a lembrança de algumas pessoas/projetos. Elas são inspiração constante pra minha vida e ministério. Por outro lado, pretendo através da minha vida e ministério plantar as esperanças do Reino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semeadores de esperança é a proposta de reflexão da semana dos nossos jovens e o desafio permanente de cada um de nós. Pensando neste tema ocorreu-me a lembrança de algumas pessoas/projetos. Elas são inspiração constante pra minha vida e ministério. Por outro lado, pretendo através da minha vida e ministério plantar as esperanças do Reino de Deus no coração daqueles a quem tem encontrado no caminho da existência.</p>
<p>Começo com um pastor batista, negro, norte-americano, chamado Martin Luther King Jr. que lutou contra a segregação racial no seu país. O seu discurso ‘I have a dream’ (Eu tenho um sonho) pronunciado em 28 de agosto de 1963 continua a ecoar na história. É impossível não transcrever as suas palavras. Disse ele: <strong><em>“Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos irão um dia viver em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter&#8230; Esta é a nossa esperança! Com esta fé seremos capazes de transformar a dissonante discórdia de nossa nação em uma bonita sinfonia de fraternidade. Com esta fé, nós seremos capazes de trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, sermos encarcerados juntos, defendermos a liberdade juntos, sabendo que um dia nós estaremos livres&#8230;”</em></strong>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Não poderíamos deixar de mencionar o educador, latino-americano, brasileiro, nordestino, exilado político no período da ditadura militar, Paulo Freire A sua pedagogia é uma abundante sementeira de esperança. Pedagogia da esperança é o título de uma das suas obras, que é fundamentalmente da esperança não por ter sido batizada com esse nome, <strong><em>“mas porque tem o oprimido como o seu sujeito; bem como por constituir-se uma denúncia das injustiças sociais e das opressões que se perpetuam ao longo da história. Ao mesmo tempo em que anuncia a possibilidade de um futuro eticamente mais justo, politicamente mais democrático, esteticamente mais irradiante e espiritualmente mais humanizador”</em></strong>, como prefacia Leonardo Boff no livro acima referido.</p>
<p>Bem próximo a nós temos um projeto de esperança chamado ERTE (Escola Rural Taylor Egidio) em Jaguaquara. Nas palavras do Pr. Marcos Monteiro <strong><em>“A Erte é uma fonte contínua de esperança”</em></strong>. E acrescenta: <strong><em>“Cada contato com a Erte, a certeza de que já existe um mundo melhor e que é em Jaguaquara&#8230;”. </em></strong></p>
<p>À luz destes exemplos que nos arrastam para um compromisso mais efetivo com a vida em sua plenitude/complexidade, sejamos, pois,<strong> SEMEADORES DE ESPERANÇA. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Minha Homenagem aos Pais</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 19:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto escrevia esta pastoral, fiquei a pensar no rostinho dos meus filhos/filhas que ainda não nasceram. Eles ainda não estão na nossa casa, mas oro como se já estivessem.  Espero que sejam parecidos com a mãe! Que Deus os presenteie com a beleza e inteligência dela! Nesta data tão especial para muitos homens da nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto escrevia esta pastoral, fiquei a pensar no rostinho dos meus filhos/filhas que ainda não nasceram. Eles ainda não estão na nossa casa, mas oro como se já estivessem.  Espero que sejam parecidos com a mãe! Que Deus os presenteie com a beleza e inteligência dela! Nesta data tão especial para muitos homens da nossa igreja, gostaria de apropriar-me da figura de José, como protótipo/exemplo de pai, de esposo e de cristão (Mt. 1:18-25). Essa reflexão será o pão nosso deste dia!</p>
<p><strong>1- Exemplo de Pai:</strong> É impossível falar de paternidade na Bíblia sem citarmos José, pai adotivo de Jesus. Mais que pai adotivo, José contraria a concepção tradicional de paternidade. Em José, a paternidade transcende os vínculos sanguíneos, biológicos. Pai é aquele que gera no coração, que acolhe uma criança como dádiva de Deus. Conheço muitos pais biológicos que não acolheram seus filhos no coração. Pensam que são pais, simplesmente porque participaram da concepção dos filhos, mas não fazem nenhuma diferença na vida deles.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>2- Exemplo de Esposo:</strong><span style="text-decoration: underline;"> </span>José era Justo, isto é, pessoa ajustada, equilibrada, na medida certa. José foi incapaz de difamar Maria. José tomou esta decisão antes do aparecimento do anjo, ratificando claramente a integridade do seu caráter (Mt.1:19). José era cuidadoso, fugiu para o Egito salvando sua família das mãos do sanguinário Herodes. Jesus, certamente foi influenciado, pelo amor que José dedicou a Maria, sua mãe. Um homem que ama e cuida da sua mulher está ensinando seus filhos e suas filhas a amar e cuidar dos seus futuros cônjuges.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>3-Exemplo de Cristão:</strong><strong> </strong>José se mostrou sensível a ação misteriosa de Deus na história. José também era obediente. Não hesitou em cumprir a vontade de Deus, ainda que esta colocasse em risco a sua reputação/vida. Pais que vivem o evangelho marcam a vida de seus filhos. Conduzir os filhos à igreja não significa necessariamente conduzi-los à Cristo. Nossa maior mensagem é o nosso exemplo de fé, e que esta seja não fingida!</p>
<p>O nome José significa ‘Deus acrescentará’. O Meu desejo e esperança é que o nosso Pai acrescente mais amor ao coração dos pais da nossa igreja, a fim de que amem seus filhos e filhas, amem suas esposas, amem o Senhor e seu projeto para a história humana! Feliz dia dos Pais!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A igreja que queremos SER II</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 16:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[O desafio da mudança
O desejo de sermos mais passa inevitavelmente pelo caminho desafiador da mudança.  Quem não muda corre o risco de ficar obsoleto, anacronizado, isto é, perdido/atrasado no tempo e na história. Afirmo que é possível mudar sem abrirmos mão dos princípios e valores que norteiam a nossa identidade cristã, protestante, batista. Um exemplo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O desafio da mudança</strong></p>
<p>O desejo de sermos mais passa inevitavelmente pelo caminho desafiador da mudança.  Quem não muda corre o risco de ficar obsoleto, anacronizado, isto é, perdido/atrasado no tempo e na história. Afirmo que é possível mudar sem abrirmos mão dos princípios e valores que norteiam a nossa identidade cristã, protestante, batista. Um exemplo para nos ajudar na elucidação desta afirmação: a EBD é um programa. O princípio bíblico é o ENSINO. Podemos mudar os nossos programas, o que não devemos fazer jamais é negligenciar o princípio. Todavia, é muito comum confundirmos uma coisa com a outra.</p>
<p>Pensando no desafio das mudanças, lembrei-me de uma estória intitulada “A fábula dos porcos assados”. Conta-se que, num belo dia, um bosque incendiou matando todos os porcos que havia ali. Após o incêndio as pessoas daquela região experimentaram a carne assada. Ficaram maravilhados! Eles estavam acostumados a comer carne crua. A partir de então todas as vezes que queriam comer carne assada incendiavam um bosque inteiro. Chegou um momento, porém, em que as coisas não estavam andando bem com esse sistema. Nem sempre a carne ficava assada a contento. Existiam especialistas para todas as áreas, da preparação dos bosques até técnicos em ventos. Até que um dia um dos incendiadores apresentou uma alternativa que resolveria todos os problemas. Bastava colocar a carne do animal numa chapa metálica sobre brasas até que o calor da chapa- e não as chamas- assasse a carne. O nome dele era João BOM SENSO. Quando o diretor geral soube das idéias de João, mandou chamá-lo ao seu gabinete. Segundo o diretor, a idéia de João colocava em risco todo o sistema. O que eles fariam com todos os técnicos, especialistas em bosques, em sementes, em ventos, com os incendiadores, com os engenheiros de porcopirotecnia?! João saiu de fininho e nunca mais ninguém o viu. Quando há reuniões para melhoramentos e reformas o que se diz é que falta o BOM SENSO.</p>
<p>Nossas igrejas, em nome de um sistema rígido e engessado, não se abrem para as mudanças que são necessárias. Falta-nos bom senso para percebemos que estamos em um novo momento histórico que requer de nós contextualização, discernimento e flexibilidade. Que sejamos sensíveis as mudanças que o Espírito Santo deseja realizar em nós!</p>
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