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	<title>Igreja Batista de Jequiezinho &#187; Reflexões</title>
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			<title>Igreja Batista de Jequiezinho</title>
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		<title>O Desafio de ser cristão numa cultura evangélica alienadora</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 19:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostaria de introduzir esta reflexão, recuperando a conclusão (inconclusa) da minha fala no pré-conjubaja que ocorreu dia 10/02/2007 na Igreja Batista do jequiezinho. Aproveito o ensejo para pedir permissão a vocês, para que, quando necessário, eu me reporte ao que foi assinalado naquele dia. Tal necessidade se impõe pelo fato de muitos dos que aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de introduzir esta reflexão, recuperando a conclusão (inconclusa) da minha fala no pré-conjubaja que ocorreu dia 10/02/2007 na Igreja Batista do jequiezinho. Aproveito o ensejo para pedir permissão a vocês, para que, quando necessário, eu me reporte ao que foi assinalado naquele dia. Tal necessidade se impõe pelo fato de muitos dos que aqui estão não puderam participar daquele encontro.</p>
<p>Naquela ocasião refletimos sobre a incongruência que existe entre prática e discurso na nossa espiritualidade, ou seja, temos uma juventude religiosa no discurso, mas incrédula na prática, como sinaliza o Pastor Marcelo Gualberto (BOMILCAR, Nelson org. O melhor da espiritualidade Brasileira. Art. XII A espiritualidade e a juventude. P. 227-238).</p>
<p>Passo agora a citar sumariadamente os desafios que foram apontados naquela conclusão. Na verdade, tentei sinalizar apenas alguns desafios que se nos apresentam neste éon &#8211; momento histórico da juventude cristã brasileira.</p>
<p><strong>Primeiro, temos um desafio ideológico.</strong><strong> </strong>De não nos curvamos a ideologia neoliberal. Mesmo porque não anunciamos uma ideologia, mas uma utopia possível: O Reino de Deus. O Reino é um milagre histórico que Deus faz brotar das nossas mãos!</p>
<p>O protestantismo histórico por conta do seu espírito anti-católico tem preservado uma compreensão paupérrima quanto ao fenômeno da idolatria reduzindo-o as imagens dos santos adotados na religião católica. Não estou fazendo apologia as imagens, é idolatria também! Mas devemos abrir os nossos olhos para outros ídolos deste nosso tempo: A riqueza, o poder, o estado, o mercado, o sexo e a ideologia neoliberal.</p>
<p>Estamos inseridos numa sociedade pós-moderna que tem o neoliberalismo como ideologia norteadora. Essa ideologia neoliberal selvagem e sem regras, se impõe como um modelo de desenvolvimento radicalmente centrado sobre o secularismo, sobre a indiferença de Deus. Sendo assim, o neoliberalismo é a ideologia imperante neste momento no mundo e não é exagerado qualifica-la como uma nova religião: seu deus é o dinheiro, como único escopo de vida e de organização social. Uma nova religião que se autodoou seus mandamentos, em cujo vértice se põe a lei absoluta do mercado: “sem mercado não há salvação”. Ao querer constituir-se na realização plena das relações sociais, transformou-se numa ideologia tirana, ceifando a liberdade de bilhões de seres humanos, ao negar-lhes a possibilidade daquela vida em abundância de que falam os evangelhos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>Carlinhos Brown</strong>: “Quem trouxe a fome foi a geladeira”.</p>
<p>O eletrodoméstico impôs as famílias à necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvete etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos.</p>
<p><strong>Sócrates</strong>: filosofo grego que viveu séculos antes de Cristo, gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E assediado pelos vendedores respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que eu não preciso para ser Feliz”. Sugiro a vocês: façam passeios socráticos!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Segundo, temos um desafio identitário</strong><strong>. </strong>Devemos recuperar a beleza e o significado da palavra Cristão. O termo evangélico sofreu um desgaste semântico e prático. Ser evangélico hoje, é sinônimo de estar na moda, ser chique, estar na mídia, ser celebridade. Deveríamos desejar apenas o título de servo inútil. Não porque não prestamos, mas como uma confissão da nossa incapacidade em retribuir a graça que recebemos. Embora não precisamos, pois quem pagou a nossa dívida fez por amor! Não podemos esquecer que somos cristãos protestantes. Que não aceitamos que nenhuma realidade ou estrutura histórica condicional arrogue para si as prerrogativas da incondicionalidade.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Por conseguinte, temos um desafio ético.</strong><strong> </strong>De não barganharmos a nossa fé em troca de poder ou privilégios. Poder para nós deveria significar Servir e privilégio deveria significar a possibilidade de caminhar com Deus construindo a história!</p>
<p>Ainda a guisa de introdução, faz-se necessário examinar ligeiramente a pericope bíblica que pretendemos utilizar como fundamento objetivando a construção de uma reflexão lúcida e profunda.</p>
<p>A palavra mundo/século que aparece no versículo lido é palavra grega <span style="text-decoration: underline;">aioni</span>, que designa uma época, um tempo. O apostolo não está falando do mundo enquanto estrutura criacional <span style="text-decoration: underline;">(</span><span style="text-decoration: underline;">Kosmos</span><span style="text-decoration: underline;">), </span>mas de uma era, bem como tudo o que a envolve e caracteriza.</p>
<p><strong>Daí</strong> o alerta do aposto Paulo (Tércio) aos Irmãos de Roma. Eles não deveriam se conformar com a secularização e influências que afetavam Roma, devido a inserção de diversas culturas na mesma.</p>
<p>Qual é a nossa época? Uns caracterizam como pós-modernidade. E o que é isso? Segundo Leonardo Boff, a pós-modernidade é o último e mais refinado travestimento da cultura capitalista com sua ideologia consumista.  Para ele, há no projeto pós-moderno, uma pobreza humanística e espiritual clamorosa, caracterizada no auge do consumismo individualístico e autofinalizado.</p>
<p>Essa é uma radiografia sumariada da nossa época, pois não mencionamos todas as características deste momento conturbado que vivemos.</p>
<p>A pergunta que urge neste momento é: qual a radiografia da nossa igreja e juventude neste aioni?</p>
<p>Qual a radiografia da nossa juventude neste aioni? Conforme o Pr. Wanderley Rangel Filho, Vivemos numa época relativista jovens sem convicções; pluralista sem referencial; superficialista jovens sem raízes; imediatista jovens sem estrutura; individualista jovens ensimesmados; cientificista jovens racionalistas; materialista jovens sem o ser só com o ter; pragmatista jovens sem moral; hedonista jovens sem liberdade; reducionista jovens sem respeito; alienada jovens sem reflexão.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>1- Temos uma juventude religiosa no discurso, mas incrédula na prática.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A igreja evangélica brasileira é eminentemente jovem. O que nos espanta é que a igreja evangélica cresce, mas o Brasil não melhora! <strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>2- Juventude conectada, mas imatura; </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Embora sejamos uma juventude conectada e bem-informada, já que o mundo está a distância de uma tecla, também se trata, sob a ótica espiritual, de uma geração sem conhecimento bíblico, imatura e vulnerável a qualquer “novo vento de doutrina”. E doutrina nova é o que não falta! Parte desse desinteresse pelo estudo sistemático da palavra deve-se ao surgimento da geração gospel e do culto-show.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>3- Juventude sarada e talentosa, mas cansada e indisponível. </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Mesmo sendo uma geração-saúde, que adora corpos bem cuidados, a juventude exibe um cansaço crônico. Poucos são os que se envolvem efetivamente, com determinação e garra, no serviço a Deus. A maioria prefere um evangelho light!</p>
<p>E qual é a fotografia (a nossa igreja está mal na foto) da nossa igreja neste aioni (momento histórico)? Segundo, Carlos Caldas no seu Livro o último missionário, a igreja evangélica brasileira possui o seguinte perfil:</p>
<p><em>Teologicamente é conservadora e fundamentalista, no conceito de missão é reducionista, no direcionamento político é direitista, no comprometimento social é alienada, na sua identidade cultural é refratária.</em></p>
<p>Consoante o Pr. Carlos Queiroz, a igreja brasileira também tem se distanciado da sua verdadeira missão no âmbito social e para ser mais especifico ela tem se esquecido do seu compromisso com os pobres. Nesta perspectiva ele lista alguns destes fatores que sorrateiramente tem contribuído para tamanho afastamento, são eles:</p>
<p><em>Mantemos atitudes egoístas e cômodas; sacralizamos a riqueza e profanamos o pobre; utilizamos mecanismos de seleção por exclusão; dicotomizamos devoção versus responsabilidade social; trocamos os desafios das boas novas do reino de Deus pela ameaçadora “evangelização pé-na-cova”; usamos uma escatologia escapista e alienante; temos uma visão distorcida da criação da queda e da redenção; reduzimos a proclamação comunitária a um apelo individualista. </em></p>
<p>Apresentei até aqui muitos descaminhos da nossa igreja, mas agora tentarei apresentar sugestivamente alguns caminhos segundo a nossa divisa bíblica:</p>
<p>I- Assumir uma postura radical, notoriamente inconformada com os valores desta época;</p>
<p>O texto diz não vos conformeis, ou seja, não permitam que esta época, este sistema, modele a vida de vocês. Conformados, são aqueles que se deixam manipular, formatar, domesticar pelos valores desta época.</p>
<p>João, o Batista e Daniel. Exemplos de que o avesso é o lado certo. Quem quer caminhar com Cristo deve andar na contramão do sistema. João a semelhança de Daniel não se contamina com os manjares do Rei.  Precisamos de Jovens com compromisso radical e espiritualidade total. Você deve influenciar e não ser influenciado. Você deve contagiar os demais com a ética do evangelho.</p>
<p>Ser radical não é ser vândalo, pelo contrario é ir às raízes das coisas. Num mundo onde reina a superficialidade nas relações humanas etc, precisamos de Jovens com um compromisso profundo com Deus.</p>
<p>Nesta perspectiva é apropriado citar uma bela frase de F. Nietzsche:</p>
<p>&#8220;Verdadeiro eu chamo aquele que entra nos desertos vazios de deuses&#8230; Nas areias amarelas queimadas de sol, sedento, ele vê as ilhas cheias de fontes, onde coisas vivas descansam debaixo de árvores. Não obstante, a sua sede não o convence a tornar-se como um destes, habitantes do conforto, pois onde há oásis aí também se encontram os ídolos”.</p>
<p><strong>II- </strong><strong>Uma revolução mental, Isto é, nossa racionalidade rendida à proposta exuberante e inigualável do evangelho. </strong></p>
<p>ü Não estou falando de ideologias (capitalista, marxista, nacionalista, neoliberal, a última por sinal, a imperante neste momento no mundo); mas de nossa racionalidade rendida, encantada, fascinada e comprometida com a ética do evangelho de Cristo;</p>
<p>ü  A palavra grega traduzida por transformação, é (metamorfouste), ou seja, metamorfose. Metamorfose é transformação. Ser mudado a semelhança e a imagem de outrem, neste caso, a imagem de Deus revelado em Cristo. Cristo é o EXEMPLO de filho ideal que Deus quer.</p>
<p>ü Ter a mente transformada, é ter modo de pensar e agir diferentes. (NOÓS)</p>
<p>ü Transformação também está ligada à idéia de conversão. Conversão (não é entrar no evangelho-igreja, mas acontece quando o evangelho de Jesus, entra em mim) é decorrência lógica de um fascínio. Conversão, a Cristo, é assimilação, é aceitação do projeto de Deus para a humanidade.</p>
<p>ü  Não podemos tomar a forma desta época (exterior), mas devemos a todo o momento ser transformados interiormente pelo Senhor. Temos que abrir as nossas vidas para que a graça de Deus a encharque, a inunde.</p>
<p>ü Em<strong> co 3:18 </strong>encontramos respaldo para nossa assertiva anterior: “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo espírito do Senhor”.</p>
<p>ü “Precisamos contemplar o mundo com olhos de profeta, pensar o mundo com mente de filosofo e senti-lo com coração de poeta”. A idéia do texto é a seguinte: <strong>Em lugar de ficarmos satisfeitos, permitindo a si próprio, ser marcado e remodelado pelos valores desta época, devemos agora, através da mudança do nosso entendimento manifestar indícios e sinais da ordem futura de Deus, aquela ordem que já chegou no Cristo. </strong></p>
<p><strong>III- </strong><strong>Postura radical (intrinsecamente comprometida com o evangelho) e mente transformada experimentam a vontade plena de Deus. </strong></p>
<p>ü A nossa inconformação com a realidade circulante é a prova incontestável de que já estamos experimentando a vontade de Deus.</p>
<p>ü Para que&#8230;a preposição grega (trás a idéia de resultado, finalidade, propósito). A vontade de Deus é decorrência lógica de uma vida inconformada e transformada.</p>
<p>Neste aioni não podemos perder o Kairos de Deus (Oportunidade, momento imperdível)!</p>
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		<title>Fundamentos do discipulado cristão &#8211; João 6:53 -71</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 13:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto que lemos nos convida a uma séria reflexão, que nos remete a algumas perguntas: porque eu sigo a Jesus? O que é que me impulsiona a servi-lo? O que me atrai nele?
Após o milagre da multiplicação, grande multidão vai à procura de Jesus, a fim de eliminar as suas dúvidas e encontrar respostas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto que lemos nos convida a uma séria reflexão, que nos remete a algumas perguntas: porque eu sigo a Jesus? O que é que me impulsiona a servi-lo? O que me atrai nele?</p>
<p>Após o milagre da multiplicação, grande multidão vai à procura de Jesus, a fim de eliminar as suas dúvidas e encontrar respostas para as suas mais intrigantes perguntas. Eles perguntam: que sinais miraculosos tu operas para que creiamos em ti? A multidão não entendia qual o real significado do discipulado cristão.  O interesse da multidão estava intimamente atrelado a conveniências pessoais. As pessoas buscam a Deus não por aquilo que Ele é, mas de uma forma utilitarista e barganhadoura, sem nenhum compromisso efetivo com o Senhor e seu reino. (Sl. 23 A benção de Deus acompanha o crente. Não precisamos correr atrás dela).</p>
<p>Jesus era o milagre de Deus personificado, encarnado, mas a multidão estava com os olhos tapados pela ignorância do interesse. Consciente da sua missão e tendo conhecimento pleno do real interesse da multidão, Jesus começa a explanar os fundamentos do discipulado, os desafios e as implicações que teriam sobre os seus seguidores. Era preciso crer que Ele era o pão que desceu do céu. Não era o maná de Moises, mas o pão que dá vida ao mundo!</p>
<p>Conforme Jesus, para ter vida era necessário comer da sua carne e beber do seu sangue. A multidão não entende a mensagem do messias e pensam até que Ele estava propondo uma espécie de prática antropofágica. Contudo, a proposta do Cristo não consistia num ato canibalistico, mas numa total imersão n’Ele. Ou seja, para ser discípulo era necessário internalizar misticamente a presença do Cristo.</p>
<p>Essa mensagem se faz urgente em nossos dias onde experimentamos uma busca crescente por Jesus, não pelos riscos da missão, mas de uma forma utilitarista, barganhadoura, cômoda e imparcial com a realidade circulante. Seguir a Jesus é caminhar na contramão do modo-vivendus do sistema. É Assumir um compromisso com o evangelho da cruz, do batismo da angustia, da dor, da perseguição e, nunca da transitoriedade de uma experiência mística que não está comprometida com uma mudança de vida genuína.</p>
<p>Após a apresentação da mensagem desafiadora feita por Jesus, a multidão começa a ir embora, pois diziam que o discurso do mestre era DURO DEMAIS.  Os discípulos não vão embora, mas murmuram, interrogam-se e Jesus lhes interpela: e Vocês não vão embora? Esta pergunta tem uma conotação existencial muito profunda, pois remete imediatamente os discípulos a uma postura transparente e decisiva frente a opção que eles estavam fazendo.  Chegou a hora da verdade! Seguir ou abandonar?</p>
<p>É a resposta de Pedro que vai preencher as lacunas da indecisão e da ignorância. Hoje as pessoas seguem a Jesus, mas não sabem quem ele é. E quando se deparam com os desafios da caminhada rejeitam-no de imediato, alegando que a proposta de vida de Jesus não se coaduna as suas expectativas e interesses. Quem é Jesus?<br />
<strong><br />
1)    Jesus é o objeto intransferível da nossa fé</strong></p>
<p>Pedro não fala para onde. A questão não é tanto para onde vamos, mas com quem vamos. Quem tem Jesus não precisa de bússola, posto que já está no caminho da vida. Quem vai com Jesus, não tem duvidas do itinerário. Jesus não indica estradas ou atalhos, Ele é o caminho perfeito de Deus.</p>
<p>Pedro estava afirmando que sem Jesus a caminhada não teria sentido. Sem Jesus, eles estariam perdidos, desamparados. Fora de Jesus não existia esperança. A pergunta de Pedro (Para quem iremos?) é uma confissão, uma declaração de dependência.</p>
<p>Sem Jesus a nova Jerusalém com todo o seu resplendor não teria beleza alguma. Sem Jesus, a vida não teria graça. Sem Jesus, Deus não teria cara, não teria humanidade. Sem Jesus, não teria salvação, não teria amor de Deus revelado em forma de sacrifício e doação. Sem Jesus, não teria justificação, nossa condenação estaria declarada. Sem Jesus não existiria a igreja. Sem Jesus, não teríamos o Espírito Santo. Sem Jesus, seriamos escravos do pecado. Sem Jesus, a morte triunfaria. Sem Jesus, não haveria esperança da ressurreição. Sem Jesus, não haveria novos céus e nova terra. Sem Jesus, não seriamos novas criaturas. Sem Jesus, não seriamos filhos amados de Deus.</p>
<p>Vamos declarar nesta manhã que não temos pra quem ir senão para o Senhor! O salmista olhava para os montes e perguntava: de onde virá o meu socorro (?). Tem momentos que olhamos para todos os lados, não vislumbramos possibilidades de mudança com relação aos cenários caóticos de nossa existência.  Entretanto, o nosso socorro vem de quem criou os céus e a terra.</p>
<p>EM MARCOS CAPÍTULO 7:24-30 temos a narrativa do encontro de Jesus com a mulher siro-fenícia. Na verdade, foi aquela mulher que encontrou o messias. No v.24 o texto nos informa que Jesus não queria ser encontrado por ninguém. Mas aquela mãe desesperada o encontrou. A fé o levou até o Cristo de Deus. Ao encontrá-lo ela foi tratada severamente. Para Jesus, a sua missão estava voltada exclusivamente para os judeus-filhos (perspectiva do evangelho de Mateus). Ela era uma estrangeira-pagã. Contudo, a declaração de fé daquela mãe, sensibilizou o messias. Ela queria apenas uma migalha do seu pão, de sua vida. Ela não tinha outra fonte para alimentar a sua esperança. Ela não tinha para quem ir. Ele a acolheu, curando a sua filha. Quando não soubermos para onde ir nem o que fazer, vamos pra Jesus!!!</p>
<p><strong>2)    Só Jesus tem as palavras quem preenchem o vazio existencial do ser humano dando real sentido a vida</strong></p>
<p>Para a multidão o discurso de Jesus era duro demais. As palavras de Jesus serão sempre duras para quem não quer doar a sua vida motivado pelo amor. As palavras de Jesus sempre serão desagradáveis para quem opta pelo orgulho, pelo egoísmo, pela pretensão de ser a partir de si mesmo.</p>
<p>Todavia, para os discípulos as suas palavras eram de vida eterna. As palavras de Jesus não são uma mera mensagem oral, não é um conjunto de doutrinas teológicas. Suas palavras estão ligadas a sua pessoa. A palavra de Jesus e a pessoa dele são realidades inseparáveis. Suas palavras não podem ser divorciadas da sua vida.</p>
<p>EM MATEUS 8:5-13, TEMOS A NARRATIVA DO CENTURIÃO que implora a Jesus pela cura do seu empregado. O que me chama a atenção no texto, não é a cura que Jesus promove. O que me fascina e desafia é a fé do centurião. ELE DIZ: “SENHOR BASTA UMA PALAVRA TUA, E O MEU RAPAZ SERÁ CURADO”. O cenário do texto é de morte. Todavia, a palavra de Jesus, na perspectiva do centurião, era de vida. A palavra de Jesus poderia mudar a situação. Ela transforma impossibilidades em realizações.</p>
<p>NO EVANGELHO LUCANO 5: 1-11 TEMOS A NARRATIVA DA PESCA MARAVILHOSA. Pedro e outros pescadores haviam ficado no mar durante toda a noite sem apanhar nada. Pela manhã, Jesus o encontra lavando as redes e pede que Ele regresse ao mar. Pedro como pescador experiente explica que o melhor horário para pescar é a noite, e eles havendo feito isso não tiveram sucesso, como poderiam pescar naquele horário. Mas da boca de Pedro sai as seguintes palavras: “SOBRE A TUA PALAVRA LANÇAREI AS REDES”. O texto que inicia com falta termina com abundância. A palavra de Jesus mudou o cenário. A sua palavra gera abundância de vida!!!</p>
<p><strong>3)    Jesus é a revelação plena e absoluta de Deus. </strong></p>
<p>Pedro Diz: Nós cremos e conhecemos que tu és o santo de Deus. Eles criam porque conheciam e conheciam porque criam. A fé deles envolvia relacionamento. Não apenas criam! Ter fé não é o bastante; Deus nos convida para um relacionamento com Ele.<br />
A fé está para transcendência e o relacionamento para imanência. A fé está para o supra-histórico, o relacionamento para o histórico.<br />
A fé relacional dos discípulos os levara a descobrir que aquele carpinteiro de Nazaré, era o santo de Deus. Meu relacionamento com Deus me permite saber quem ele é. Jesus é a expressão de quem Deus é e de quem eu devo ser. Ele totalmente Deus e totalmente ser humano. Na pessoa de Jesus divindade e humanidade estão interligadas. Eterno e histórico se reconciliam.</p>
<p>Diante de tudo que Jesus é, só nos resta uma alternativa: reconhecer que o seu projeto de vida é o mais fascinante e convidativo. Nos render a Ele!!!.</p>
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		<title>Conhecendo ao que tudo conhece</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 00:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há nada mais desejável e ao mesmo tempo mais rejeitado do que se relacionar com alguém que nos conhece totalmente. Ter um relacionamento pessoal com Deus é se relacionar com alguém para quem não há segredos. Não há nada que Ele não saiba, não há gestos, palavras, sentimentos, desejos que Deus não conheça completamente.Às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há nada mais desejável e ao mesmo tempo mais rejeitado do que se relacionar com alguém que nos conhece totalmente. Ter um relacionamento pessoal com Deus é se relacionar com alguém para quem não há segredos. Não há nada que Ele não saiba, não há gestos, palavras, sentimentos, desejos que Deus não conheça completamente.Às vezes fico me perguntando como é que se dá um relacionamento com alguém para quem eu não tenha nenhum segredo. Com quem eu não precise vestir minhas fantasias, nem tentar impressionar com minhas conquistas. Onde não tenha que me afirmar com minhas realizações, alguém que não é seduzido com minhas conversas vazias&#8230;</p>
<p>Geralmente nossos relacionamentos são com pessoas que nos conhecem, não pelo que somos e sim pelo que fazemos; que nos amam não necessariamente porque nos conhecem, mas porque nos julgam úteis; de quem procuramos esconder aquilo que sabemos e fazemos para não prejudicar a imagem que queremos que tenham de nós.</p>
<p>O Salmo 139, fala-nos da descoberta de um Deus para quem não há segredos, que nos conhece e ama exatamente como somos. O salmista diz que o Senhor nos sonda e nos conhece. No original hebraico, estes vocábulos indicam às &#8220;operações de minério&#8221;. Deus é aquele que conhece as minhas perolas e as minhas pedras. Meus diamantes e meus tijolos.</p>
<p>À guisa do salmista, para conhecer o Deus que tudo conhece é necessário:</p>
<p><strong>1-   <u>B</u>uscar Nele a verdadeira dimensão do meu ser</strong></p>
<p>1.1 O salmista diz: &#8220;Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim, tão alto que não posso atingir&#8221;. A nossa finitude leva-nos a consciência de quem somos. Somente Deus tem a dimensão exata do meu ser; Só ele pode nos firmar dando-nos a consciência exata da complexidade que somos. Só Deus me conhece na totalidade.</p>
<p>1.2 O Salmista confessa a sua incapacidade de abstrair o mistério, de entendê-lo. Deus está no campo do mistério; E o mistério não é para ser compreendido, mas crido.</p>
<p>1.3 Certo autor brasileiro afirmou: &#8220;Não adianta pedir explicações sobre Deus; Você pode escutar palavras muito bonitas, mas no fundo são palavras vazias&#8230; Ninguém vai conseguir provar que Deus existe ou não existe. Certas coisas na vida foram feitas para serem experienciadas, nunca explicadas. O amor é uma destas coisas; Deus que é a essência do amor, também o é. Deus nunca vai entrar por sua cabeça; a porta que ele usa é o seu coração&#8221;.</p>
<p>1.4 O poeta Walter Eccles, admitindo a finitude humana declarou:</p>
<p align="center">Não compreendendo,</p>
<p align="center">Avançamos alquebrados,</p>
<p align="center">Nossa vereda vai-se alargando,</p>
<p align="center">Conforme avançamos nos anos.</p>
<p align="center">Maravilhamo-nos e admiramo-nos</p>
<p align="center">Porque a vida é vida</p>
<p align="center">E então caímos no sono.</p>
<p align="center">Sem nada compreendermos.</p>
<p>1.5 Parafraseando Agostinho, um dos pais da igreja Cristã: &#8220;O vazio coração do homem é do tamanho de Deus. Só Ele pode preencher (&#8230;)&#8221; E ora: &#8220;Senhor, tu nos incita ao teu louvor, nele encontramos deleite, porque nos fizeste para ti mesmo, e inquieto bate o nosso coração finito, até que possa repousar em tua infinitude&#8221;.</p>
<p><strong>2-  Devo Reconhecer a infinitude do seu SER</strong></p>
<p>Para que tenhamos ciência de Deus, não é necessário ser formado em teologia. Ele não está preso aos compêndios teológicos. Segundo o teólogo Claudio Carvalhaes, &#8220;Deus é a interrupção de nossas palavras. Estamos sempre diante de uma aporia (lugar de indeterminação), um lugar onde o falar de Deus torna-se impossível e nada podemos fazer, nem falar, nem ficar em silêncio; um lugar estranho onde o Espírito revolve para além de nossa capacidade de entendimento e, muito menos, de definição&#8221;.</p>
<p>Para que tenhamos ciência de Deus, é necessário, na perspectiva do salmista, conhecer seus atributos básicos. Saber quem Ele é, qual a sua natureza e seu caráter. Sem isso será impossível desenvolver outras relações com Ele.2.1 Ele é onisciente- Ele nos avalia incessantemente. Ele diz que nos sonda. Deus está sempre desfrutando, mergulhando, se misturando com a minha vida, dando a minha cura, avaliando a minha alma, a minha mente, minhas motivações, meus pensamentos.</p>
<p>Ele conhece a minha existência diária e minhas expressões corriqueiras. Conhece os detalhes, as minúcias, as insignificâncias da minha vida. Ele penetra o impenetrável, sonda o insondável, decifra o indecifrável. Ele está para além da linguagem (ainda palavra não me chegou à boca e tu conheces toda). Ele sabe onde moro, o que faço, a quem amo, quem odeio, meus sonhos, meus projetos, minhas vitórias, meus fracassos, meus medos&#8230; Você não sabe muitas coisas da sua vida, mas Ele sabe tudo.</p>
<p>Nos EUA todas as casas têm porões (BEIZEMENT). Lá as pessoas guardam móveis semi-novos, suas quinquilharias, seus badulaques; É uma parte da casa que não é apresentada aos visitantes.  Entretanto, não existe espaço na casa da minha vida que Deus não tenha visitando! Ele conhece o meu BEIZEMENT! O Senhor conhece os porões da minha alma, meus quartos escuros, a bagunça da minha vida.</p>
<p>2.2 Ele é onipresente- Ainda que eu tente me esconder Dele Concluirei que é impossível. Ele faz parte de mim! O universo está cheio da presença Dele. Como disse o salmista: &#8220;Os Céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos&#8221;.Todas as coisas refletem a sua beleza, a sua glória, o seu encanto, a sua santidade. Ele permeia todas as coisas por que delas é criador e Senhor!</p>
<p>Adão tentou se esconder Do Senhor. Jonas tentou fugir. Tentativas frustradas! Conforme a narrativa do Gênesis, após o pecado de Adão e Eva, Deus faz uma pergunta: &#8220;Adão, onde estás?&#8221;. A pergunta não é geográfica, mas existencial. Adão se perdeu por conta do pecado. Estava perdido dentro de si mesmo, mas foi achado pelo Senhor onipresente.</p>
<p>2.3 Ele é onipotente- É interessante destacar que o salmista não associa o poder de Deus aos palácios de sua época, aos muros de sua nação, a uma montanha&#8230; O Salmista atrela o poder de Deus à própria realidade da existência humana. O salmista fica estupefato ante o poder de Deus, que tece a complexidade da vida interior.&#8221;Ele nos formou de modo terrível e maravilhoso&#8221;. O seu poder é capaz de dar forma a algo informe, vida a algo morto, sentido a algo sem sentido. EU SOU O AUT DOOR DO PODER DE DEUS!</p>
<p><strong>3-  Devo compreender que só Ele tem o poder de mudar a minha vida.</strong></p>
<p>Após o reconhecimento da sua finitude e da infinitude de Deus, o salmista chega a uma conclusão: Somente o Senhor, poderia transformar radicalmente a sua vida. O salmista expõe a sua vida à onisciência de Deus.</p>
<p>Nesta perspectiva, vale a pena citar uma oração de santo Anselmo: &#8221; Ó Senhor, nosso Deus, dá-nos a graça de te desejar com todo o nosso coração. E que o nosso desejo nos leve a buscar-te e a encontrar-te. E que encontrando-te, possamos amar-te. E que amando-te, possamos odiar os pecados de que nos redimiste&#8221;.</p>
<p>O salmista não queria ser como as pessoas que ele descreve VV. 19 -22; que embora saibam da sua finitude e fragilidade jamais se rendem ao infinito. Embora reconheçam quem Deus é jamais se comprometem com Ele. O caminho mau ao qual o salmista se refere, é um caminho de dor, por ser inerentemente errado. Entretanto, Ele prefere o caminho eterno!</p>
<p>O salmista deseja ser um adorador. Posto que, quem compreende quem Deus é, é induzido a adorá-lo. Essa compreensão de Deus me conduz a uma santidade de vida. Eu passo a me perceber, a perceber a história e toda a criação como manifestação da santidade de Deus.</p>
<p>Que neste dia façamos a oração do salmista &#8220;sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece meus pensamentos, vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno&#8221;.</p>
<p>À Deus, por Cristo, Toda glória e Louvor!</p>
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		<title>Gideão: sua vocação, sua ambigüidade, seus desafios&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 18:46:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto: Juízes cap. 6 e 7
Para compreendermos o capítulo 7 do nosso texto faz-se necessário pontuar algumas nuances do capítulo 6. Portanto, gostaria de recuperar algumas lições que partilhei com a igreja há poucos dias atrás.
1. A vocação de Gideão se dá numa experiência teofânica e num contexto de opressão, posto que Israel estava há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Texto: Juízes cap. 6 e 7</strong></p>
<p>Para compreendermos o capítulo 7 do nosso texto faz-se necessário pontuar algumas nuances do capítulo 6. Portanto, gostaria de recuperar algumas lições que partilhei com a igreja há poucos dias atrás.</p>
<p>1. A vocação de Gideão se dá numa experiência teofânica e num contexto de opressão, posto que Israel estava há 7 anos debaixo do jugo dos midianitas. Deus fala a Gideão na sua história concreta, em meio às turbulências da vida! Entretanto, Gideão questiona a Deus a respeito do sofrimento do seu povo. Gideão coloca em xeque o envolvimento de Deus na história do seu povo, mas se esquece dos pecados de sua nação.</p>
<p>2. O Senhor é contigo homem valente! A saudação do mensageiro de Javé não era um elogio a Gideão, mas uma confrontação misturada com desafio.  Gideão era a negação de sua própria identidade. Tinha nome de valente, mas agia como um medroso. Para enfrentar os midianitas ele precisava enfrentar a si mesmo.</p>
<p>3. Gideão estava malhando trigo no lugar onde deveriam ser espremidas as uvas. Isso era um artifício para esconder a produção agrícola da sua tribo, que constantemente era roubada pelos inimigos. Assim sendo, a saudação que fora direcionada a Gideão objetivava o nascimento de uma nova postura ante o sofrimento do seu povo.</p>
<p>Gideão não entende o porquê de tanto sofrimento se o Senhor era com ele. Para Gideão essa saudação era irônica, ilógica. Gideão começa a levantar alguns questionamentos com base na tradição do seu povo. Que Deus era esse que salvou o povo do Egito, mas não o salvava das garras dos midianitas? A tradição não encontrava respaldo com o seu momento histórico.  Gideão colocara em xeque o envolvimento de Deus na história. E agora??? A resposta de Deus a Gideão foi: “Vai nesta tua força, e livra a Israel da mão dos  Midianitas; porventura não te envio eu?” O envolvimento de Deus na história se confirma quando eu me envolvo com ela.</p>
<p>4. Ao ser interpelado por Deus Gideão objeta. Como vimos, Gideão não concebia a presença de Deus em meio aos sofrimentos (PERIGO DE UMA LEITURA TRIUNFALISTA DA VIDA). Vejamos outros aspectos da objeção de Gideão: 1) Relacionada à força econômica. Ele era de família pobre. Como poderia ser usado por Deus para tão grande missão?! 2) Relacionada a sua incapacidade pessoal. Ele era o menor na casa de seus pais.  Tinha uma imagem negativa de si mesmo.</p>
<p>A grande discussão aqui é sobre a força. Gideão salienta que não é forte nem economicamente, nem pessoalmente. Como vencerá seus inimigos? A antítese a esta declaração de Gideão é a promessa do próprio Deus: “Eu serei contigo”. O pressuposto fundamental para a vitória em meio aos sofrimentos da vida é a presença de Deus. A PRESENÇA DE DEUS É O BASTANTE QUANDO NOS FALTAM OS ELEMENTOS APARENTEMENTE INDISPENSÁVEIS.</p>
<p>5. Gideão ainda está inquieto, cheio de dúvidas. Para ele, o desafio apresentado por Deus é grande demais. A inquietação de Gideão revela a nossa estrutura. Deste modo, Gideão pede alguns sinais. O primeiro sinal era a aceitação do seu presente, da sua oferta&#8230; Deus aceita a oferta e diz: Paz seja contigo! Gideão teria um exercito para enfrentar. A guerra por fora estava prestes a se iniciar, mas por dentro a paz de Deus estava reinando.</p>
<p>Depois destas observações preliminares, passo a fazer algumas considerações a partir do capítulo 7.</p>
<p>Os israelitas se acamparam em Harode. O nome desta fonte é muito sugestivo. Harode significa “temor”. Todavia, mais do que armar tendas em Harode; Harode estava acampado neles. Muitas vezes Deus nos conduz para as nossas zonas de temores para que vençamos nossos medos mais profundos.  Quem não encara os seus temores de frente, jamais poderá vencê-los. A experiência de Gideão e seu exército em Harode nos convida e desafia a discernir:</p>
<p><strong>1.    A participação ativamente estranha de Deus em nossa história. </strong></p>
<p>O agir de Deus está mais para o inusitado do que para o previsível. Está mais para o misterioso do que para o desvendável. Está mais para o paradoxo do que para o linear.</p>
<p>No texto a ação estranha de Deus se estabelece a partir de uma ordem que contraria toda lógica das estratégias bélicas. Qualquer general de guerra condenaria o pedido de subtração feito por Deus. Entretanto, muitas vezes Deus precisa subtrair as nossas forças para adicionar em nós a necessidade de dependência d’Ele.</p>
<p>O apóstolo Paulo experimentou a suficiência do poder da graça de Deus em sua própria vida. A subtração de suas forças, ocasionado pelo espinho na carne que lhe fora dado, era um elemento necessário para que o poder da graça se efetivasse nele.</p>
<p>Em Sansão temos um exemplo diametralmente oposto. Sansão confiou na força que lhe fora dada por Deus e disto fez um estratagema para conseguir o amor de Dalila. Esqueceu que sua força vinha de Deus. Que seu poder estava intimamente ligado a uma vida de obediência e submissão ao Espírito do Senhor. A novela da vida de Sansão encerra de forma drástica: sem o Espírito do Senhor, Sansão se torna vitima dos seus opressores; morre de forma vergonhosa.</p>
<p>A nossa salvação decorre de uma estranheza. Quem nos salvou foi um crucificado. Fomos amados quando deveríamos ser odiados. Fomos perdoados quando deveríamos ser julgados. Fomos aceitos quando deveríamos ser excluídos.</p>
<p>A estranheza do agir de Deus está por toda a Bíblia. Precisamos nos familiarizar com ela. Precisamos tratar o nosso cansaço com a estranheza do descanso divino; precisamos tratar a nossa pressa com a estranheza da paciência divina; tratar as nossas indiferenças com a estranheza do amor; tratar os nossos ódios com a estranheza do perdão. Que Deus cure as certezas do nosso conhecimento, com as incertezas do seu jeito estranho de agir.</p>
<p><strong>2.    A presença poderosa de Deus é a instância que legitima a nossa força frente aos desafios da vida. </strong></p>
<p>Está circunscrito no texto a discussão sobre o poder. Para Israel o poder consistia em uma afalange de 32 mil homens. O poder era o número, era a quantidade. Todavia, Deus reduz o exercito israelita para 300 homens. O Senhor relativiza o poder dos números.</p>
<p>Estamos numa sociedade que tenta nos numerificar. Na sociedade do consumo e do capital nossa identidade se reduz a números. Somos RG, CPF, Senhas&#8230; A maldição dos números alcançou também a igreja, que mede a sua capacidade pela quantidade de membros que possui ou pela arrecadação mensal. Tomemos cuidado: O bezerro de ouro que tem seduzido a igreja hodierna tem a forma de números.</p>
<p>Na narrativa da multiplicação dos pães (Jo. 6:1-15), temos a discussão sobre a mística da partilha. Para os discípulos a solução do problema da fome da multidão consistia em despedi-la. O que fazer? No texto, aparece uma criança que carregava em sua bolsa um lanche: cinco pães e dois peixes. André, um dos discípulos, cujo nome significa humano, é quem leva a Jesus aquele menino com sua parca alimentação. Jesus agradece ao Pai e após a partilha todos comem fartamente. O milagre não está na quantidade dos recursos, mas na nossa confiança em entregar ao Senhor o pouco que temos. Numa sentença: O milagre está na partilha!</p>
<p>Com a redução da força bélica, Deus queria ensinar uma lição ao seu povo, a saber: QUANTO MENORES FOSSEM OS RECURSOS, MAIOR SERIA A EXPRESSÃO DO PODER DELE. Quanto maior for a escassez dos nossos recursos, tanto maior será a manifestação gloriosa da providência divina. Conforme, o terapeuta Jean Yves Leloup: “a maior vitória de um homem é deixar-se ser vencido por Deus”.</p>
<p><strong>3.    A tensão entre crer e duvidar </strong></p>
<p>Se olharmos atentamente para a história de Gideão perceberemos que ele se caracteriza como um ser de fortes ambigüidades. Ora crê, ora duvida. Ora está cheio de coragem, ora está possuído pelo medo. Por isso sempre pede sinais a Deus.</p>
<p>Nesta perspectiva, as palavras de Ricardo Gondim são alentadoras: “minha fé não nasceu de certezas, mas de dúvidas. Só quem não consegue provar necessita crer. Sei sobre o imponderado divino por um tênue testemunho do meu coração (&#8230;) reconheço a fragilidade da minha fé que só ouve o inaudível, só percebe o imperceptível, e só toca o intangível. Quando afirmo que não sei, meu coração aposta no que verdadeiramente nada sabe (&#8230;). Sou um homem de fé; eis a razão de tanta insegurança”.</p>
<p>Segundo Paul Tillich, fé é estar possuído por aquilo que nos toca incondicionalmente. No entanto, todo ato de fé vem acompanhado de dúvida, pois o infinito é experimentado por um ser finito. Fé e dúvida não são antagônicas. Fé não é vida de certezas. Fé é vida de coragem!</p>
<p>Em algumas versões do versículo 1 do capítulo 11 da carta aos hebreus, encontramos a seguinte tradução: “a fé é a certeza das coisas que se esperam (&#8230;)”. Há um erro nesta tradução. A palavra grega que aparece traduzida como certeza é hipóstases, que significa natureza substancial, realidade ou essência. A fé, portanto, é a natureza substancial de tudo o que se espera, e não uma bússola de certezas.</p>
<p>Na sua obra “Os irmãos Karamazov”, Dostoiévski tece um comentário sobre a experiência de dúvida e fé do discípulo Tomé com o Cristo ressurreto, diz ele: “O apóstolo Tomé declarou que não acreditaria antes que visse, e depois disse: ’Meu Senhor e Meu Deus!’ Seria o milagre o que o obrigara a crer? Provavelmente não. Ele adquiriu essa fé simplesmente porque a desejava e é possível que, bem no intimo, já fosse um crente, mesmo quando afirmou:’Não acreditarei enquanto não vir’”.</p>
<p>A semelhança de Tomé, após o salto da dúvida para fé, Gideão adorou. Tomé precisava tocar nas chagas do Cristo, Gideão precisava de mais um sinal, e este veio em forma de sonho. O Sonho é uma linguagem do inconsciente. Foi necessário que o inconsciente dos inimigos trabalhasse, para que a consciência de que Deus estava com Gideão fosse despertada. A nossa dúvida deve ser o prelúdio de uma experiência de fé que nos conduza a um relacionamento de confiança no Deus vivo.<br />
<strong><br />
4.    Humildade, coragem e dedicação: elementos necessários para os enfrentamentos da vida. </strong></p>
<p>Gideão e seus trezentos homens foram humildes, corajosos e dedicados.</p>
<p>Humildade na bíblia não é um eufemismo para pobre, mas se refere a nossa postura diante de Deus, dos outros e de nós mesmos. Gideão foi humilde ao aceitar o pedido aparentemente insano de Deus. Gideão e seus homens romperam com a camisa de força da razão, da lógica das estratégias bélicas e abraçaram humildemente a instrução ilógica de Deus.</p>
<p>O senhor disse: “quem for medroso e tímido que volte”. Quem vive tomado pela ignorância do medo e desespero jamais irá avançar. A coragem de Gideão e seus homens estava alicerçada sobre um inabalável fundamento: a promessa da companhia divina (“Eu serei contigo”).  Se Deus é conosco não precisamos temer!</p>
<p>No vestibular feito por Deus às margens das águas, o que pesou foi a dedicação. Os 300 homens que foram selecionados estavam atentos, pois a guerra era eminente e o ataque dos inimigos poderia vir inesperadamente. O sucesso está mais para a dedicação do que para o talento. Nas palavras de Bernardinho, técnico da seleção masculina de vôlei: “Sucesso é 1% de inspiração e 99% de transpiração”.</p>
<p>O meu desejo e esperança é que estas considerações se transformem em palavra encarnada. Os meus votos é que neste novo ano a nossa igreja cresça em discernimento espiritual. A Deus toda glória!</p>
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		<title>A sós com Jesus</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 14:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[“Ficaram só, Jesus e a mulher” Jo. 8:9c
Todos nós precisamos de um momento a sós com Jesus. Está a sós é estar a vontade para falar abertamente. Quando ficamos a sós com Jesus temos a oportunidade de derramar diante dele todos os nossos complexos, frustrações, traumas, pecados, desejos&#8230; EX: Em Gênesis 32:22-32- A experiência do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Ficaram só, Jesus e a mulher” Jo. 8:9c</strong></p>
<p>Todos nós precisamos de um momento a sós com Jesus. Está a sós é estar a vontade para falar abertamente. Quando ficamos a sós com Jesus temos a oportunidade de derramar diante dele todos os nossos complexos, frustrações, traumas, pecados, desejos&#8230; EX: Em Gênesis 32:22-32- A experiência do a sós com Deus, possibilitou mudanças estruturais na vida de Jacó.</p>
<p>A expressão “ficaram só” é importantíssima no texto. Havia ali muitos acusadores, muitas pessoas e muitas vozes motivadas pelo falso moralismo religioso, uma motivação que estrangulava a graça de Deus. Após a sentença de Jesus que remeteu os acusadores daquela mulher para o tribunal de suas consciências, Jesus pode ficar a sós com aquela mulher para colocá-la no divã da graça e da misericórdia divina.</p>
<p>Gostaria de examinar o diálogo de Jesus com aquela mulher. O que acontece quando ficamos a sós com Jesus?<br />
<strong><br />
1-ACEITAÇÃO EMPÁTICA “Então Jesus endireitou o corpo”</strong></p>
<p>Esta expressão aparece duas vezes no texto. Na Primeira ocorrência, Jesus endireita o seu corpo para emitir a sua sentença de Juízo sobre aqueles que tentavam estrangular e sufocar a graça de Deus e para tanto utilizam até mesmo textos bíblicos com interpretações deturpadas para se fazerem juizes dos demais. O texto aponta para uma batalha hermenêutica. Os fariseus preparam uma armadilha teológica para Jesus, mas ela foi desbarata com o discernimento da espírito/verdade da palavra. Deste modo, quem não sabe discernir o espírito da lei só poderá carregar pedras nas mãos. Eles queriam apedrejá-la, pois a condenação dela seria o alivio deles (a mulher adultera assumiria o papel de bode expiatório- ela precisava morrer para expiar a culpa deles). A retirada deles após a sentença de Jesus é vergonhosa e cômica. A graça exorciza a falsa moralidade, a auto-justificação. O sistema que declarava a morte dela desapareceu.</p>
<p>Na segunda ocorrência, ele se endireita, ou seja, muda de postura para dialogar com aquela mulher. Dialogar é incluir o outro no nosso universo significativo de relações. A mulher naquela sociedade não tinha voz, nem vez. Mas, a sós com Jesus ela pode falar, desabafar, confessar&#8230; Jesus afirma a dignidade dela. Jesus se endireita para falar com ela. Isto sinaliza que Jesus se preocupa com as nossas questões, decepções, problemas, traumas. Ele não se relaciona conosco de qualquer jeito, Ele não é indiferente à nós. O olhar e postura de Jesus são sinais de aceitação. Jesus a inclui no projeto da graça, no Reino do Pai.</p>
<p><strong>2- PERDÃO LIBERTADOR “nem eu te condeno”</strong></p>
<p>Este episódio se dá no contexto da festa das tendas, ou, como era popularmente conhecida, festa da luz. Por ocasião da festa os judeus acediam os candelabros nas primeiras horas da manhã. Entretanto, Jesus chega antes do pôr-do-sol. Jesus, a luz verdadeira, chega antes da pseudo-luz, e iluminará a todos através do seu ensino de vida.  É digno de nota o deslocamento espacial de Jesus. Jesus passou a noite no monte das oliveiras antes de ir para o templo. O monte das oliveiras representa um lugar de adesão ao projeto de Deus. Já o templo representa um lugar de denuncia.</p>
<p>A palavra de Jesus relativizou as sentenças religiosas, opressoras, condenatórias e excludentes. Aquela mulher estava aprisionada nas suas culpas. Ela era um objeto do prazer masculino, era vitima de uma sociedade patriarcal e androcêntrica. Aquela sempre encontrara homens interessados no seu corpo, mas ali estava alguém interessado em sua vida.</p>
<p>O perdão de Jesus instaura naquela que era objeto, a consciência de um ser aceito e amado por Deus. Toda condenação aprisiona, enclausura, entretanto, o perdão liberta, clareia os caminhos da vida.  Na perspectiva de Jesus, não se destrói o mal eliminando quem cometeu e sim oferecendo a quem pecou, condições de vida nova e plena.</p>
<p><strong>3-REDIMENSIONAMENTO DE VIDA “Vai e não peques mais”</strong></p>
<p>Redimensionar é desenhar a vida a partir de novas dimensões, perspectivas etc. A sós com Jesus temos a oportunidade de trazer um novo colorido para as nossas vidas. Jesus mesmo faz isso (transforma o ser, trazendo o colorido da graça), mas não exclui a nossa participação na (re) construção do nosso Ser.</p>
<p>“Vai”, Jesus não sufoca a liberdade humana, pelo contrário ele a afirma. “Não peques mais”, viver pecando é negar a liberdade que alcançamos na graça. O pecado escraviza vitimiza, aliena. A liberdade é afirmação do SER que em Cristo se tornou FILHO DA GRAÇA.</p>
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		<title>A experiência do caos na reconstrução da vida</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 19:37:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[À primeira vista a visão é extremamente assustadora. Estamos num vale. Contudo, não há sinal de vida, não há sinal do verde das plantas, do canto dos pássaros nem dos coloridos das flores. A paisagem é sombria. O ambiente parece reduzido à ausência de vida. Há silêncio e morte! Essas são as características do vale [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À primeira vista a visão é extremamente assustadora. Estamos num vale. Contudo, não há sinal de vida, não há sinal do verde das plantas, do canto dos pássaros nem dos coloridos das flores. A paisagem é sombria. O ambiente parece reduzido à ausência de vida. Há silêncio e morte! Essas são as características do vale da morte.</p>
<p>Esse vale cheio de ossos em um estado totalmente deplorável é aplicado exclusivamente aos exilados da Babilônia (VI a. C). O povo de Israel é comparado a cadáveres em sepulcros. Uma situação que não permitia vislumbrar nenhuma possibilidade de esperança. É, portanto, diante de um ambiente de extermínio, morte, desfalecimento e completo caos que Deus propõe um projeto de restauração, ou seja, a re-construção do povo de Israel a partir de uma experiência do povo com o poder restaurador e vivificante do seu Deus.</p>
<p>Quantas vezes a nossa vida assemelha-se a esse vale: arruinado, destruído e isento de qualquer possibilidade de vida. Muitas vezes, tomados pelo desespero, pela depressão, pelo estresse, pelo pessimismo, pelo ostracismo, pela autocomiseração no sentimos anulados e nos rendemos frouxamente a nossa situação, aparentemente instransformável. Todavia, é diante das nossas situações de completo caos e desordem que Deus se revela como aquele que detém o poder de reconstruir as nossas vidas a partir do nada. Hoje é um excelente dia para provarmos a eficácia do poder transformador do Senhor!</p>
<p><strong>I-    Deus tem o poder de reconstruir as nossas vidas a partir do nada (Vv. 1-4).</strong></p>
<p>A situação que o povo se encontrava era de completo caos e desordem, entretanto, era a partir do nada que Deus desejava reconstruir o seu povo. Não existe nenhuma situação difícil que Deus não possa reconstruir ou dar vida. Deus quer te reconstruir a partir do seu nada. Ele tem os recursos, Basta apenas que você entregue o seu caos pra Ele! Ezequiel conhecia a história do seu povo e sabia que Deus sempre o reconstruiu a partir do resto.</p>
<p>Isto nos faz entender que as situações impossíveis aos nossos olhos são possíveis para Deus (Mc. 10:27). Exilado na Babilônia, com o templo destruído, o povo de Israel sentia-se abandonado por seu Deus. Assim sendo, o Deus do Templo se apresentará a eles, especialmente a Ezequiel que era de linhagem sacerdotal, como aquele que se revela em meio às experiências da vida, em meio à história do seu povo (inclusive na minha e na tua).</p>
<p>Os versículos de 1-4 descrevem perfeitamente a situação do povo. O estado dos ossos não é simplório, mas, de total ruína e degradação. Eles estavam sequíssimos, sinalizando que a possibilidade de vida era praticamente nula. Contudo, maior que a situação do povo era o poder de Deus que age restaurando e resignificando tudo aquilo que é tocado por ele.</p>
<p>Todos nós, de vez em quando, nos encontramos em armadilhas, como aquele pequeno remanescente cativo da Babilônia. A semelhança de Ezequiel olhamos para o vale da nossa vida e o que contemplamos é morte e destruição, inumeráveis ossos ressecados e branqueados pelo sol. Não avistamos nenhum potencial de vida! É um casamento que está se deteriorando pela infidelidade conjugal, é um filho no submundo das drogas, é uma divida impagável, é o desemprego aterrorizante, enfim. Neste estágio nos deparamos com a face da nossa finitude e impotência. Às vezes, nos vemos em circunstâncias totalmente além do nosso potencial de modificação. Sim, entramos no vale de ossos secos, um limbo de desolação, sem nenhum raio de luz. Então, ADONAI-YAHWEH (o soberano Eterno Deus) entra em cena e opera um milagre que nos surpreende. O título Adonai-Yahweh é usado 217 vezes neste livro, apontado nitidamente que há um Soberano que age neste mundo modificando as coisas que, supostamente, não podem ser mudadas. Realizar obras inesperadas é a especialidade do nosso Deus!</p>
<p><strong>II-    Deus trás vida abundante através da ação criadora e restauradora do seu Espírito (Vv. 5-9)  </strong></p>
<p>Nos versículos de 5-9 do nosso texto, notificamos que é o Espírito a instância que cria a mediação via profecia. A palavra profética e o Espírito estão juntos nesse projeto de reconstrução do seu povo.</p>
<p>Yahweh mandou Ezequiel profetizar sobre os ossos. Profetizar, num sentido literal, nesta ocorrência, significa dizer “o que vai acontecer com eles”. A palavra profética aqui, não é de denúncia, mas de esperança.</p>
<p>O Espírito, ou seja, a Ruah de Deus assume papel importante no antigo testamente. A Ruah é a dimensão feminina de Javé. Segundo a primeira narrativa do livro do Gênesis, é o Espírito do Senhor que dá a luz ao universo. O verbo hebraico que no português foi traduzido por “pairava”, dá a idéia de uma ave chocando os seus ovos. É o Espírito de Deus que coloca constrói uma ordem a partir do caos. Conforme Ezequiel é esse mesmo Espírito que propiciará a reconstrução do povo de Israel. Nova vida é o trabalho do Espírito!</p>
<p>O Espírito de Deus virá dos quatro ventos, esses ventos falam da restauração dos israelitas de todos os lugares onde foram exilados. A restauração seria completa e total. Deus deseja fazer uma restauração completa e total em sua vida!</p>
<p><strong>III-    Deus revitaliza a esperança adormecida em nossos corações (v.11).</strong></p>
<p>A temática da esperança é significativa em nosso texto. Ezequiel afirma que a esperança já havia se esvaído do coração do seu povo. A esperança adormecida leva o povo à compreensão da nulidade: “estamos cortados”. O povo de Israel nega a esperança, por isso o sentimento de derrotismo era eminente. Não se esqueça: “Nunca devemos negar a esperança, pois quando negamos a esperança somos vencidos pela ignorância do desespero”. A palavra de esperança que Ezequiel anuncia ao seu povo é: Nada é tão difícil que Deus não possa resolver.</p>
<p>O texto inicia falando de um vale com inúmeros ossos em estado de degradação total. No versículo 10 temos outra imagem, diametralmente oposta. A palavra profética e a ação do espírito fazem surgir um forte exército. A profecia que dá vida se mostrou efetiva!</p>
<p>Como está a sua esperança? Não sei! Mas Deus continua esperançoso a nosso respeito. Esperança é olhar para um monte de lixo e ver ali alguma coisa que preste! Deus olha para o nosso imprestável vale de ossos secos e o transforma em um exército. Deus opera na história transformando realidades. Deus sempre faz com que uma coisa sirva para aquilo que jamais esperávamos que servisse.</p>
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		<title>A parábola do Deus que dança</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 18:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Este parábola do cap. 15:11-32 do evangelho Lucano é mais conhecida como a parábola do filho pródigo (que gasta em excesso, esbanjador). Entretanto, gostaria de sugerir dois inovadores nomes para essa parábola. O primeiro é o do Pai Amoroso, a outra é a parábola do Deus que dança. Esta segunda sugestão me chama mais a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este parábola do cap. 15:11-32 do evangelho Lucano é mais conhecida como a parábola do filho pródigo (que gasta em excesso, esbanjador). Entretanto, gostaria de sugerir dois inovadores nomes para essa parábola. O primeiro é o do Pai Amoroso, a outra é a parábola do Deus que dança. Esta segunda sugestão me chama mais a atenção, pois me faz recordar duma célebre frase do filósofo alemão F. Nietzsche, na boca do seu personagem Zaratustra. Assim diz Ele: &#8220;Eu só poderia crer num Deus que soubesse dançar&#8221;. <strong><em>&#8220;Dançar é não ter o espírito de peso; é com leveza, pôr-se incessantemente no devir das coisas, nesse eterno destruir e criar de tudo que existe</em>&#8220;. </strong>Segundo a compreensão Aristotélica Deus não passa de um motor imóvel. Portanto, crer num Deus que dança é deixar de acreditar num Deus estático, imóvel, deísta, para confiar num Deus teísta, que se mobiliza, que caminha conosco, que se movimenta, que vem ao nosso encontro à procura de um relacionamento de amor. Relacionamento de amor com a humanidade, sempre foi o desejo de Deus, Ele mesmo que queria caminhar, passear com o ser humano, foi trocado pela prepotência humana de querer para si todo saber, quebrando assim os limites que o Senhor Deus estabelecera para o  próprio beneficio de toda criação.Um grande problema em torno dessa parábola é a nossa compreensão quanto o personagem central do texto. Comumente, pensamos que o personagem principal dessa novela é o filho que chamamos pródigo mas a pessoa notável do texto é o Pai ( figura alusiva à Deus).</p>
<p>Contudo, antes de viajarmos nessa novela faz-se necessário algumas informações preliminares, para então pontuarmos as lições principais desse texto, elas que serão o pão nosso de hoje.</p>
<p>O que é que motiva Jesus a contar esta parábola? A parábola do filho pródigo faz parte de uma série de parábolas do capítulo 15 do evangelho de Lucas que geralmente denominamos de as parábolas dos perdidos e achados, no entanto, parece-me que todo o capítulo 15 pretende instaurar uma nova compreensão sobre Deus. Aqui, Jesus re-inventa, re-imagina Deus. E dessa experiência pedagógica de Jesus, nasce uma figura linda, apaixonante. Sendo assim, ao invés de um Deus sisudo e distante (apresentado pelos fariseus), aparece um Deus alegre e achegado. Jesus revela a face oculta de Deus, ofuscada pelas Leis opressoras e excludentes dos fariseus, mas revelada reluzentemente pelo Filho, a saber: Jesus de Nazaré.</p>
<p><strong>&#8220;A parábola é uma história que nunca aconteceu para que aconteça sempre&#8221; (Rubem Alves). A parábola, assim como todo texto, não pertence a si mesmo. O texto é uma janela sempre aberta a um novo olhar.  </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>1-      </strong><strong>Fora de Deus não há liberdade, tudo é opressão.</strong></p>
<p>Essa afirmativa encontra evidência e respaldo na vida do filho mais novo. Comumente, confundimos liberdade com autonomia. Autonomia é pretender viver sem Deus. Liberdade é assumir com Deus um compromisso de caminhada.Ser livre não é fazer tudo o que eu quero, ser livre é ter a coragem de viver a vontade de Deus. Liberdade é caminhar no deserto confiando irrestritamente no Senhor. Com o filho pródigo aprendemos: a) as amizades podem ser convenientes; b) os prazeres são passageiros; c) a sociedade animaliza.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>2-      </strong><strong>Precisamos re-inventar a imagem de Deus.</strong></p>
<p>A compreensão que temos de Deus determinará os rumos da nossa espiritualidade. Cada filho na parábola tinha uma imagem do seu Pai. Para o mais velho o Pai era um ingrato, para o mais novo apesar da desobediência o Pai era amoroso (o receberia de volta, em nenhum momento ele duvidou disso) e justo (tratava bem seus empregados). Muitas pessoas não se relacionam bem com Deus pois tem uma compreensão deformada d&#8217;Ele. Muitos filhos projetam a imagem do seu Pai em Deus. Um Pai truculento, déspota um Deus de igual forma. Se quisermos saber quem Deus é, é só olhar para Jesus. Jesus é a imagem exata, perfeita do SER de Deus.<strong> &#8220;Jesus é a imagem de quem Deus é, e a imagem daquilo que os homens deveriam ser&#8221; Leonardo Boff.</strong></p>
<p><strong>3-      </strong><strong>Tem gente perdida na casa do Pai.</strong></p>
<p>O Filho mais velho está perdido em sua própria casa. A casa do Pai é espaço de perdão, misericórdia, amor, graça (alegria), celebração, mas o filho mais velho ainda não havia sido alcançado por nenhuma dessas realidades. Eu só me encontro em Deus quando amo. O amor nos possibilita um encontro com Deus e em Deus. O filho mais novo acabara de se encontrar com o amor do Pai enquanto o mais velho estava perdido em sua ira, desencanto e desafeto.</p>
<p><strong>CONCLUSÃO: </strong>ILUSÃO: Pensar que há liberdade fora de Deus; Pensar que Deus se reduz a imagem que a religião pinta d&#8217;Ele; achar que servimos a Deus quando não amamos! Que o Senhor tenha misericórdia de nós!</p>
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		<title>Problemas da vida versus Bondade de Deus</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 18:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Ilustração: A bondade de Deus não anula as dificuldades e problemas da vida. (O rei e o súdito)
Aquela família estava diante de um problema terrível: a morte do seu querido irmão. A morte de Lazaro representa, simbolicamente, os problemas que fogem ao nosso controle, que ultrapassam a nossa capacidade de resolução (Os problemas da vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ilustração: A bondade de Deus não anula as dificuldades e problemas da vida. (O rei e o súdito)</strong></p>
<p>Aquela família estava diante de um problema terrível: a morte do seu querido irmão. A morte de Lazaro representa, simbolicamente, os problemas que fogem ao nosso controle, que ultrapassam a nossa capacidade de resolução (Os problemas da vida são inesperados, inadministravéis e surpreendentes).<br />
O texto em apreço nos diz que Jesus amava aquela família. Contudo, o amor de Deus não passa uma borracha nas intempéries da vida, mas nos fortalece para enfrentá-las.</p>
<p><strong>I-    Diante dos problemas da vida enfrentamos alguns conflitos:</strong></p>
<p><strong>1.1    Como conciliar os problemas da vida com a aparente indiferença de Jesus</strong></p>
<p>Marta e Maria mandaram avisar a Jesus que o seu irmão estava enfermo. Entretanto, o texto nos diz v.6 que Jesus permaneceu no lugar em que ele estava por mais dois dias (Peréia). Às vezes temos a sensação de que Deus está indiferente as nossas lutas e dores. Parece que ele está dormindo enquanto as tempestades da vida assolam o nosso Barco. Mas é só aparência! Precisamos aprender que Deus vê os problemas da vida de um outro modo. Ele não se inquieta, nem se perturba porque Ele sempre está no controle, mesmo quando tudo vai de mal a pior. “Aquietai-vos e sabei que EU SOU DEUS!”.</p>
<p><strong>1.2    Como conciliar os problemas da vida com o aparente atrazo de Jesus </strong></p>
<p>Quando Jesus chegou a Betânia, lazaro já tinha quatro dias de sepultado. No versículo 21 Marta expressa a sua tristeza pelo atrazo de Jesus. Marta representa, eu e você, diante do aparente atrazo do Senhor. Precisamos aprender que Deus não se atraza. Ele não está preso as nossas categorias de tempo. Ele é Senhor do tempo. Ele tem propósitos em tudo.  “Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que ama a Deus, aqueles que são chamados segundo o seu decreto”. Deus é quem decide o momento, a hora da sua ação. Resta-nos esperar!</p>
<p><strong>II &#8211; O que podemos aprender com os problemas da vida: </strong></p>
<p><strong>2.1 Jesus permite que passemos por dificuldades para curar as áreas enfermas da vida. </strong></p>
<p>Para Maria bem como para Marta a morte era o fim definitivo. A morte que simboliza os problemas insuperáveis da vida. Maria e Marta tinham uma visão pessimista dos acontecimentos da vida. Deus permite que passemos dificuldades pra nos tratar, nos melhorar, para burilar a nossa vida. A maior cura que Deus quer efetuar em nós, é a cura da nossa visão acerca dele. Jesus não é apenas um amigo, um achegado. Ele é O Senhor, todo-poderoso&#8230; Para Deus os problemas não são sofrimentos, mas tratamento.</p>
<p><strong>2.2 Jesus não nos deixa sozinhos </strong></p>
<p>Os discípulos tentam dissuadir Jesus com o pretexto de que voltar para Betânia seria arriscado, pois os judeus intentavam matá-lo. Entretanto, a ameaça dos judeus não era suficiente para intimidar ou frustrar o projeto de Jesus, O texto insistentemente repete: “Jesus amava a Lazaro&#8230;”. Nada pode impedir a ação do amor de Jesus. Ele sabia que sua vida estava correndo risco, mas o que era isso diante do seu amor por Lazaro? Essa postura de Jesus nos revela o quanto ele nos ama. Ele entregou a sua vida por nós. O amor gera coragem. Quem ama se entrega, se compromete, dá a vida!</p>
<p><strong>2.3 Nenhum problema é grande demais, diante do Poder de Jesus</strong></p>
<p>Ao chegar perto do Tumulo, Jesus pede que a pedra seja removida. Ao que Marta responde: “Senhor, já cheira mal, pois já é o quarto dia”.  A fala de Marta vem molhada com uma compreensão circulante da época sobre a morte. Para os judeus o quarto dia depois da morte representa o fim de todas as esperanças da vida, pois o cadáver iniciava a decomposição. Quem sabe os seus problemas estão no quarto dia, e você já perdeu a esperança. Saiba, Creia, Confie: até mesmo no quarto dia o Filho de Deus pode realizar o milagre.</p>
<p><strong>III &#8211; O que devemos fazer diante dos problemas da vida: </strong></p>
<p>3.1 Tirai a Pedra&#8230; A pedra, aqui, representa, tudo aquilo que nos impede de crer plenamente em Jesus. A pedra, nesse texto, era a incredulidade de Marta quanto a possibilidade da ressurreição de seu irmão. Para ela, a ressurreição era um evento apenas reservado para o último e grande dia. Entretanto, para Jesus ressurreição é uma realidade para hoje, para agora. Ele mesmo está aqui na pessoa do seu santo espírito para ressuscitar sonhos, projetos, vida espiritual, emocional, familiar etc. Mas é preciso tirar a pedra, pois Deus não faz aquilo que podemos fazer. Ressurreição para hoje e para o futuro é que Deus tem pra você. A morte foi vencida. Foi tragada. A morte morreu. Porque com Cristo e em Cristo a vitória é da Vida! Deus sabe que dentro de nós existe um desejo de crer, de confiar, é por este motivo que ele pede insistentemente: “Tirai a pedra”.</p>
<p>3.2 Vem para fora&#8230; O tumulo é um lugar de morte, de limitação. O convite de Jesus é o da liberdade. Ou seja, sair do lugar de morte para a realidade da vida eterna e abundante que ele oferece. Troque o nome de lazaro pelo seu. O bom pastor continua clamando: Vem para fora. Saia do tumulo da morte! ATENDA A VOZ DA VIDA! Os problemas tendem a nos paralisar, Mas em Cristo encontramos a força da vida para continuarmos a caminhada.</p>
<p>Conclusão: Não importa se hoje é o quarto dia, hoje é dia de ressurreição, hoje é dia de vida!  Quando Jesus está presente o funeral da morte se transforma em festa da vida!<br />
•    É milagre crer em Deus quando tudo vai de mal a pior;<br />
•    É milagre confiar em Deus mesmo quando aparentemente ele está indiferente e atrazado;<br />
•    É milagre tirar a pedra da incredulidade, a fim de vir para fora, para a festa da liberdade e do amor de Deus.</p>
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		<title>Endireitados pela Graça &#8211; Lucas 13:10-17</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 18:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa perícope, nas entrelinhas, nos apresenta os pesos que estavam sobre as suas costas, motivo pela qual ela andava encurvada. Todavia, mais do que uma encurvatura física, aquela mulher estava encurvada existencialmente.
1-    Peso da religião: Sem vida, sem graça, sem misericórdia. Religião do politicamente correto, mas não da verdade que liberta. Para os religiosos o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa perícope, nas entrelinhas, nos apresenta os pesos que estavam sobre as suas costas, motivo pela qual ela andava encurvada. Todavia, mais do que uma encurvatura física, aquela mulher estava encurvada existencialmente.</p>
<p>1-    Peso da religião: Sem vida, sem graça, sem misericórdia. Religião do politicamente correto, mas não da verdade que liberta. Para os religiosos o mais importante era a guarnição de um mandamento, para Jesus, o mais importante era a vida humana.</p>
<p>2-    Peso da opressão satânica: Toda estrutura que encurva a vida humana é satânica. (A sinagoga judaica é denunciada nesse texto como uma estrutura satânica).  Aquela mulher estava aprisionada pelo diabo. Muitas pessoas estão acorrentadas no calabouço de Satanás.</p>
<p>3-    Peso da exclusão social: Estava numa sociedade que valorizava mais os animais do que a vida humana. Jesus desmascara a hipocrisia dos seus conterrâneos.</p>
<p>O texto nos apresenta um contraponto (um contraste) entre a opressão da religião, de satanás e da sociedade e a invasão da graça de Deus na vida de uma pessoa.</p>
<p><strong>1-    A graça de Jesus não pesa a vida. Endireita a existência. </strong></p>
<p>Jesus retirou o pesado fardo da religião e de satanás e presenteou-lhe com o leve fardo da graça. O Jesus do livro de Mateus afirmou: “pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” Mt. 11:30. As mãos de Jesus retiram todo o peso da opressão que estava sobre ela.</p>
<p>Ouço as pessoas dizerem: “Pastor, preciso concertar algumas coisas na minha vida para seguir a Cristo”. Ao que eu respondo: “Não é concertar a vida para seguir a Cristo, mas seguir a Cristo para concertar a vida”.</p>
<p>É seguindo a Jesus que a nossa vida é endireitada, mudada, transformada, clareada&#8230; Na graça a vida não se torna pesada, mas responsável. Na graça, somos concertados para um novo estilo de vida. Na graça, a vida se torna livre e leve.</p>
<p>O texto faz questão de frisar a situação calamitosa (O quadro era aparentemente irreversível) daquela mulher. “E não podia de modo algum endireitar-se” V. 11c Contudo, se o texto apresenta a situação drástica e irreversível daquela mulher; enfaticamente o texto também apresenta o resultado da ação da graça de Deus na vida dela.</p>
<p>No versículo 13 temos a expressão “e imediatamente ela se endireitou”. Isto é, nas palavras do apostolo Paulo: “pois aonde abundou o pecado superabundou a graça” Rm. 5:20b. Se o efeito do peso do pecado é a destruição, a ruína, tanto maior é ação da graça de Deus que reconstrói, refaz.</p>
<p>O que é, pois, o abalo destruidor do pecado, diante do terremoto restaurador da graça? Assim sendo, aquilo que o pecado encurva pesando, a graça endireita libertando.</p>
<p><strong>2-    A graça não nos identifica negativamente. Ela nos valoriza e dignifica. </strong></p>
<p>Para os representantes da religião ela era apenas uma velha encurvada, mas para Jesus ela era uma “filha de Abraão”.  Jesus a identifica como uma filha da nação judaica, digna de respeito. Qual a sua identidade? Como você é conhecido pelas pessoas?</p>
<p>Abrão, mentiroso, tornou-se Abraão “pai de muitas nações”.<br />
Jacó, o enganador, tornou-se Israel “príncipe com Deus”.<br />
Moisés, o assassino, tornou-se “o libertador de Israel”.<br />
Davi, aparentemente desprezível, tornou-se “o Rei de Israel” (porque os homens olham o exterior, porém Deus o coração).<br />
Jabez, aquele que causa dor, tornou-se “mais notável do que os seus irmãos”.<br />
Saulo, o perseguidor dos cristãos, tornou-se Paulo “O apostolo dos gentios”.<br />
Eu e você, filhos da desobediência, tornamo-nos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo.</p>
<p>Na graça somos dignificados. Somos feitos herdeiros. A graça de Deus em nós nos torna melhores. Porque através das lentes da graça Deus não nos vê apenas como somos, mas como poderemos ser. Deus tem um olhar esperançoso a nosso respeito!!!!! Jesus viu aquela mulher. O olhar do Senhor não passa desapercebido em nós.</p>
<p>A ação da graça de Deus em nosso favor não tem dia marcado. Aquela mulher freqüentava a sinagoga. Entretanto, ali há dezoito anos ela não recebera cura porque aquele lugar estava enfermo. Faltava ali a graça. Quando falta a graça de Deus, qualquer lugar se torna enfermo e excludente.</p>
<p>Para os religiosos, aquela mulher tinha seis dias durante a semana para ser curada. Porque curá-la exatamente num dia em que a lei prescrevia descanso até mesmo para os animais? A graça de Deus nunca descansa. Ela é sempre atuante, ela está sempre disponível. A graça de Deus quer curar, restaurar hoje!</p>
<p><strong>3-    A graça não prende. Liberta para uma vida completa e abundante. </strong></p>
<p>Aquela mulher estava com um espírito de enfermidade há 18 anos. Há quanto tempo você está carregando o seu peso? Além do tempo, aquela mulher era vítima da ação escravizadora do diabo. Jesus afirma que ela estava presa. Prender é privar, é acorrentar, é cercear a liberdade. Entretanto, a graça de Deus despedaça a ação do inimigo.</p>
<p>Não fomos criados para uma vida de escravidão. Na graça a nossa vocação é a liberdade. Como disse Paulo aos Gálatas: “foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Estai, pois, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da escravidão”. Gl. 5:1</p>
<p>Hoje é o dia da sua liberdade! A sua liberdade foi comprada. Está tudo pago. Não precisamos fazer barganhas. A acusação do diabo é inválida, o pecado não pode te escravizar, a morte não pode te atormentar. A graça venceu tudo para nos tornar livres!</p>
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		<title>Igreja Relevante</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2007/10/05/igreja-relevante/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 22:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Indicadores de uma igreja relevante
Texto: Marcos 2: 1-11
Qual o melhor método para uma igreja que pretende ser relevante em seu tempo? G5, G12, igrejas com própositos&#8230; No atual supermercado da fé, as opções de métodos eclesiológicos para o crescimento da igreja são vastissimos. Entretanto, quando estes métodos são submetidos a uma ánalise criteriosa evidenciam muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Indicadores de uma igreja relevante</strong></p>
<p><strong>Texto: <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/2/1-11+">Marcos 2: 1-11</a></strong></p>
<p>Qual o melhor método para uma igreja que pretende ser relevante em seu tempo? G5, G12, igrejas com própositos&#8230; No atual supermercado da fé, as opções de métodos eclesiológicos para o crescimento da igreja são vastissimos. Entretanto, quando estes métodos são submetidos a uma ánalise criteriosa evidenciam muitas vezes, grandes fragilidade, deturpações teológicas, bem como intenções puramente mercadólogicas. Não pretendo, todavia, desvalórizá-los totalmente, posto que alguns elementos desses métodos são viavéis, salvo se forem feitas as devidas correções teológicas e se aplicados levando em consideração a realidade histórica e cultural da igreja. O afã obssesivo das igrejas e pastores por esses métodos muitas vezes enlatados e importados, denuncia a nossa incapacidade de ser simplesmente igreja de Jesus orientada e guiada pelo Espirito Santo. Advogo que toda igreja tem uma vocação. Devemos indentificar a nossa vocação para melhor servirmos a Deus servindo a nossa comunidade.</p>
<p>O texto nos apresenta as características de uma igreja relevante. Portanto, a partir da ação altruísta de quatro homens em levar um excluído companheiro até a presença de Jesus, faremos uma analogia com a ação de uma igreja relevante.</p>
<p>Jesus cura o paralítico na sua própria casa (<a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/2/1+">v. 1</a>). Estendendo a idéia, podemos entender que a igreja como casa do Senhor, deve ser <u>espaço de restauração</u> (cura) a fim de inserir os indivíduos na sociedade. A igreja deve ser hospital para os doentes desse mundo.</p>
<p>Igreja deve ser também <u>espaço de perdão</u>, pois ali Jesus perdoa pecados, e, por fim, a igreja deve ser <u>espaço da verdade</u>, pois é assim é que ela desmascara os hipócritas. A igreja de Jesus deve incomodar os doutores da lei e atrair os pecadores. (IGREJA: RESTAURAÇÃO, PERDÃO E VERDADE).</p>
<p><strong><u>INDICADORES:</u></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>I-             </strong><strong><u>É movida por atos de fé. &#8220;vendo a fé que eles tinham&#8221; <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/2/5+">V. 5</a></u></strong></p>
<p>O que motivou a ação altruísta e solidária daqueles homens foi a fé. &#8220;Fé é aquilo que nos toca incondicionalmente&#8221; disse um renomado Teologo cristão do século XIX. Nessas palavras ele queria dizer que fé é uma confiança tão grande em Deus que vai da planta do pé ao fio de cabelo.</p>
<p>Fé é quando somos possuídos pela presença de Deus. Portanto, ao invés de possuirmos a fé, é ela que deve nos possuir, nos invadir completamente. Fé é o motor que operacionaliza o agir de Deus em nossa vida. A fé é o escudo que nos defende das forças opressoras da vida (<a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/ef/6/16+">Efésios 6:16</a>). A fé nos faz caminhar ao outro e em direção a Deus. A fé é uma abertura para a realidade do divino em nós.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>II-           </strong><strong><u>É  marcada pelo espírito de cooperação. &#8220;vieram alguns homens, trazendo-lhe um paralítico&#8221; <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/2/3+">V. 3</a></u></strong></p>
<p>No século da competitividade, do ativismo, da individualidade, perdemos quase por completo o &#8220;espírito cristão&#8221; do cooperativismo. Cooperar é demonstrar para o outro a amplitude da graça de Deus (<a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/2co/8/9+">II Co. 8 e 9</a>). Cooperar também é operar com Deus. Aqui cabe citar o adágio (ditado) popular que diz: <strong>&#8220;uma andorinha só não faz verão&#8221;. </strong>A cooperação traz fluidez para os projetos e ações da Igreja. A cooperação é como o óleo na engrenagem do motor. Sem o óleo só há ruído. Sem cooperação a igreja não caminha, não funciona direito.</p>
<p><strong>III-         </strong><strong><u>Possui propósitos em comum. </u></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Uma igreja que não tem propósitos não chega à lugar nenhum. Para quem não sabe aonde quer chegar qualquer caminho é válido. Uma igreja não pode viver de cultos sucessivos&#8230;Uma igreja relevante sabe aonde quer chegar! E o propósito precípuo, consoante o nosso texto, é conduzir pessoas quebradas à presença de Jesus.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IV-        </strong><strong><u>Tem a capacidade de superar as dificuldades. &#8220;&#8230;removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava&#8221; <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/2/4+">V. 4</a></u></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Eles poderiam ter desistido, pois havia ali uma multidão. Tal multidão representa o obstáculo que eles encontraram para a realização do seu objetivo (colocar o homem diante de Jesus). Mas eles não desistem, não era momento para o desânimo, mas um convite à superação. Para eles os obstáculos transformaram-se em estímulos. A criatividade é um excelente ingrediente na superação das crises! Na crise seja criativo! Não podemos permitir que os obstáculos da vida matem a nossa criatividade e o nosso desejo de conduzir as pessoas à presença de Jesus. Como igreja devemos carregar pessoas quebradas. Para ministrar cura ao paralitico eu preciso lembrar que eu sou um paralitico curado. Você só pode amar o pecador se você se sentir um também. Do mesmo modo, carante da graça de Deus!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>V-          </strong><strong><u>Promove  serviço que gera comunhão. &#8221; todos ficaram espantados e glorificavam a Deus&#8221; <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/2/12+">V.12</a></u></strong></p>
<p>O poder do espírito é o poder para servir (<a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/atos/1/8+">Atos 1:8</a>). O método evangelístico de Jesus é a comunhão (<a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/17">Jo 17</a>). Quem não vive para servir não serve para viver. Uma missão importante da igreja é servir a comunidade aonde ela está inserida. Temos servido a nossa comunidade? Quando servimos conduzimos as pessoas a glorificarem ao Senhor! O serviço é o útero que gesta e faz nascer a Comunhão. Quando servimos fortalecemos os relacionamentos, promovemos a unidade. Serviço é o amor com trajes de trabalho.</p>
<p><strong><u> </u></strong></p>
<p><strong><u>Conclusão</u></strong><u>:</u> no <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/2/11+">versículo 11</a> encontramos a seguinte expressão: &#8220;Nunca vimos tal coisa&#8221;. Quando estamos possuídos pela fé; Quando cooperamos, quando criativamente superamos as dificuldades e quando provemos o serviço que gera a comunhão experimentamos o <strong>NOVO DE DEUS.</strong> Que sejamos uma Igreja aberta a realidade do novo de Deus. &#8220;Eis que faço nova todas as coisas&#8221;!</p>
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		<title>Como Restaurar a Esperança</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 21:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos numa época marcada e carimbada pela ausência de esperança! Uma época em que as pessoas estão frustradas e achando que não tem mais jeito! Vivemos numa crise de esperança, porque o nosso mundo, em geral, e o nosso país, em particular, estão mergulhados num lamaçal de desordens. No campo da política prevalece o nepotismo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa época marcada e carimbada pela ausência de esperança! Uma época em que as pessoas estão frustradas e achando que não tem mais jeito! Vivemos numa crise de esperança, porque o nosso mundo, em geral, e o nosso país, em particular, estão mergulhados num lamaçal de desordens. <u>No campo da política</u> prevalece o nepotismo, lavagem de dinheiro, corrupção desenfreada etc. <u>Ecologicamente</u> falando, estamos na era do aquecimento global, do derretimento das geleiras polares, resultados, fundamentalmente, da economia de mercado notadamente centrada no lucro. <u>Do ponto-de-vista social</u>, estamos num país tão rico em recursos naturais, mas, paradoxalmente, tão pobre em valorização da dignidade da vida do ser humano. <u>No arraial da religião</u>, prevalece a violência entre facções, que inclusive matam em nome do seu Deus (xiitas, ramas, sunitas etc.) Aqui no Brasil, especificamente falando, firma-se a cada dia, o misticismo, a religião da barganha, do dente-de-ouro, em suma, uma espiritualidade alienada e alienante. Por conta desses e de outros motivos é que perdemos paulatinamente a esperança!</p>
<p><u>Exemplo:</u> No documentário <em><u>&#8220;Falcão e os meninos do tráfico&#8221;</u></em> aparece a entrevista de um menino, que ao ser perguntado sobre o que ele queria ser quando crescesse, respondeu: &#8220;Quero ser um bandido!&#8221;. E o repórter estupefato indagou: &#8220;E se você morrer?&#8221; Numa frieza espantosa o menino declarou: &#8220;Irá nascer outro igual a mim&#8221;.  Então questionaram ao Presidente da República sobre essa situação, Ele disse: &#8220;PARA ESSAS CRIANÇAS NÃO HÁ MAIS ESPERANÇA!&#8221;.  (Talvez alguém já tenha falado isso a respeito dos teus problemas).</p>
<p>Conta-se que certo sábio acordou com uma inquietante pergunta: O que é a esperança? E ele procurou em todos os seus livros uma definição que satisfizesse a sua inquietante questão. Não encontrando, ele saiu para passear na expectativa de encontrar alguma resposta. Ao passar por uma montanha de lixo viu um homem que revirava aqueles dejetos. Então, o sábio se aproximou daquele homem e perguntou: O que você está fazendo? O homem respondeu: Estou procurando alguma coisa que preste. Da resposta do homem, o sábio extraiu a sua definição do que seja esperança: Esperança é olhar pra um monte de lixo e ver ali alguma coisa que preste (alguma coisa boa)! <u>DEUS TEM UM OLHAR ESPERANÇOSO A NOSSO RESPEITO. EM CRISTO, DEUS NÃO ME VÊ APENAS COMO SOU, MAS COMO PODEREI SER. DEUS SE INTERESSA NESSE MONTE DE LIXO QUE EU SOU! E É NESSA ACEITAÇÃO INCONDICIONAL DE DEUS,  QUE EU ME DEPARO COM O ESCÂNDALO DA GRAÇA. A GRAÇA TRANSFORMA UMA VIDA CHEIA DE LIXO, EM UMA VIDA TOTALMENTE E COMPLETAMENTE NOVA!</u><br />
O texto nos conta a história de um homem que se sentia assim. Um monte de lixo que não provocava o interesse de ninguém. Sua esperança já havia acabado. Observe que Jesus faz uma pergunta (queres ser curado?) e ele responde com uma decepção. Talvez ele tenha pensado naquele momento que a promessa de Jesus era mais uma que entraria no rol das suas decepções. Quando uma pessoa chega nesse estágio de desesperança o que fazer? Talvez você também esteja se sentindo assim&#8230; É um casamento de anos que está se deteriorando pela infidelidade conjugal, é um filho que está mergulhado no mundo das drogas, são tantas desesperanças&#8230; Quem sabe você tem até falado como o povo de Israel no cativeiro da Babilônia: &#8220;Pereceu a nossa (minha) esperança e nós estamos arruinados?&#8221;.</p>
<p align="center"><u>Como Restaurar a Esperança?</u></p>
<p>I &#8211; A esperança pode ser restaurada por que o Senhor das causas impossíveis e perdidas está interessado nas nossas vidas. Vv 5, 6</p>
<p>1.1  Aquele homem estava excluído da festa do seu povo. Enquanto os sacerdotes e a nata da sociedade se alegrava, ele estava na porta das ovelhas. A porta das ovelhas era o lugar por onde as ovelhas que seriam sacrificadas passavam. Aquele homem era uma ovelha sacrificada por uma sociedade e por uma religião sem misericórdia!  Aquele homem era vitima de uma sociedade excludente, violenta e individualista. Ele também era vitima da solidão e da falta de solidariedade. Era vitima do tempo, ou seja, a trinta e oito anos ele estava ali, sofrendo com as suas dores, complexos e lástimas.</p>
<p>1.2  O texto faz questão de contar que aquele homem também estava preso a uma crendice popular. Aquela multidão de coxos, paralíticos e doentes era <u>VITIMA DAS FALSAS ESPERANÇAS REPRESENTADAS PELO AGITO DAQUELA ÁGUA. </u>Tem muita gente presa a crendices! Crendice não é fé! Tem gente que precisa de anjo para crer em Deus! Deus não precisa de intermediários, pois o mediador é seu próprio filho! O texto é claro, Jesus é o portador exclusivo e único da vida verdadeira! Assim sendo, não podemos canalizar a nossa fé para outra pessoa ou realidade.</p>
<p>1.3  Foi Jesus quem procurou aquele homem. O filho de Deus estava interessado nele! Ele foi &#8220;caçado&#8221; pela graça. Jesus tomou a iniciativa. O apostolo Paulo escrevendo aos romanos disse: &#8220;E Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores&#8221;. Nas palavras do apostolo João: &#8220;e ele nos amou primeiro&#8221;. Deus sempre toma a iniciativa! <u>NÃO HÁ NADA QUE EU FAÇA QUE DEUS ME AME MAIS, NEM NADA QUE EU DEIXE DE FAZER PARA QUE ELE ME AME MENOS. DEUS AMA E PRONTO!</u></p>
<p>1.4  Jesus se interessa por todo aquele que não causa interesse em  ninguém. Jesus se interessa por todo aquele cujos recursos já acabaram, pois <u>QUANDO OS NOSSOS RECURSOS ACABAM SOMOS FORTES CANDIDATOS A UM MILAGRE DE DEUS (Ex: mulher do fluxo de sangue/ PARA SER CURADO DAS MINHAS HEMORRAGIAS EXISTENCIAIS EU SÓ PRECISO TOCAR NA GRAÇA, E, OU SER TOCADO POR ELA).</u><br />
II &#8211; A esperança pode ser restaurada por que Jesus diagnostica meticulosa e detalhadamente a nossa doença.</p>
<p>2.1 Tem sentido perguntar para um doente se ele quer ser curado. Parece malvadeza. Todavia, ao fazer esta pergunta, Jesus objetivava extrair uma confissão daquele homem. <u>PRECISAMOS RECONHECER QUE ESTAMOS DOENTES! Nós gostamos de jogar debaixo dos tapetes as nossas deficiências! Todos somos membros da família de Adão! Temos medo de mexer com as nossas gavetas escuras! Ilustração: &#8220;criança que esconde a ferida para não colocar merthiolate&#8221; </u></p>
<p><u>SEM CONFISSÃO DE PECADOS NÃO HÁ CURA PRA NOSSA VIDA. EU PRECISO APRENDER A DIZER QUEM SOU. E É EXATAMENTE QUANDO EU FAÇO ISTO QUE ENCONTRO CURA, AO PERCEBER QUE NÃO SOU REJEITADO POR MEU PAI E QUE SEU AMOR NÃO DEPENDE DO QUE FAÇO NEM DO QUE SOU, MAS ELE É INCONDICIONAL. AO CONTRÁRIO, AO QUE MOSTRAR MEU LADO MAIS FEIO E SUJO, É QUE RECEBO GRAÇA E MISERICÓRDIA!</u></p>
<p><u>A pergunta feita por Jesus a esse homem se parece muito com a que o mestre fez a Bartimeu, o cego. &#8220;Que queres que eu te faça?&#8221;. Bartimeu confessa o fundamento do seu grito, da sua dor, da sua exclusão. &#8220;Senhor, quero ver!&#8221; TEMOS VERGONHA DE GRITAR, DE REVELAR AQUILO QUE NOS MACHUCA, NOS FERE, QUE NOS ENVERGONHA. E ENTÃO, ESCONDEMOS, GUARDAMOS. E POR CONTA DISSO, NOS TORNAMOS ENFERMOS, PERMANECEMOS DOENTES. QUERES SER CURADO? PERGUNTA O MÉDICO DOS MÉDICOS!</u></p>
<p><u>Qual é a tua ferida: na área familiar, no casamento, uma perda significativa, traumas do passado, auto-comiseração, etc. Jesus pergunta pra você: Queres ser curado?  &#8220;SE CONFESSARMOS OS NOSSOS PECADOS ELE É FIEL E JUSTO PARA NOS PERDOAR E NOS PURIFICAR DE TODA A INJUSTIÇA&#8221;</u></p>
<p><u>III &#8211; A esperança pode ser restaurada por que Jesus tem o remédio certo para a nossa doença! V. 8 </u></p>
<p><u>3.1</u> Uma ordem maravilhosa (Levanta-te!). Aquele homem vivia colecionando decepções a 38 anos. Era um colecionador de derrotas! Mas a ordem do mestre é: Levanta-te!  Aquele homem era escravo de uma cama, vivia a 38 anos deitado sobre as suas dores, decepções e desesperança.</p>
<p>3.2 Existem pessoas aqui que já desistiram da vida, e vivem restos de amores, cemitérios de sonhos, enclausuradas nos seus medos e traumas, paralisadas, deitadas, inertes. Jesus hoje te diz: Levanta-te! Hoje é tempo de se levantar para uma nova vida, para construir uma nova história, para construir um novo casamento, para construir uma nova família. E não se preocupe como isso acontecerá, porque quem dá a ordem dá o poder!</p>
<p>3.3 A paralisia deste homem transcende a realidade física. Outras áreas da vida dele estavam paralisadas. Qual a área da sua vida que está paralisada? A ordem de Jesus é: ANDA! Ficar parado não vai resolver a situação, então decida continuar caminhando, vivendo, sobretudo, caminhando com Deus e fazendo da vida um eterno passeio na presença dele.</p>
<p><u>CONCLUSÃO:</u> Esperança não é otimismo! Esperança é a vivência antecipada da Graça! Hoje Deus diz: Há esperança pra você!!!!</p>
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		<title>Aprendendo com os desertos da vida!</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 21:45:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Geograficamente o deserto é um lugar de difícil sobrevivência (inóspito, feras, temperaturas extremadas), por conta das suas características peculiares. Entretanto, do ponto-de-vista existencial, o deserto é um lugar necessário para a nossa sobrevivência espiritual. É no deserto que o povo de Deus sofre, mas é nele que o povo aprende a amar a Deus!
A guisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Geograficamente o deserto é um lugar de difícil sobrevivência (inóspito, feras, temperaturas extremadas), por conta das suas características peculiares. Entretanto, do ponto-de-vista existencial, o deserto é um lugar necessário para a nossa sobrevivência espiritual. É no deserto que o povo de Deus sofre, mas é nele que o povo aprende a amar a Deus!</p>
<p>A guisa de introdução gostaria de citar algumas características dos desertos existenciais:</p>
<p>1-   <u>O deserto é uma experiência comum a todos nós.</u> Até mesmo o Filho de Deus experimentou. Você e eu também experimentaremos os nossos desertos, pois ninguém fica sem um.</p>
<p>2-   <u>O Deserto não tem hora marcada.</u> Isto é, ele pode aparecer a qualquer momento. Ele não vem coma aviso prévio. Pode, inclusive, aparecer após momentos de vitória e de experiências profundas com Deus! Foi assim com Jesus: após o batismo e todas as manifestações extraordinárias de Deus e do Espírito Santo, veio o deserto para Jesus.</p>
<p>3-   <u>O deserto é por tempo determinado.</u> Pode parecer que não tem fim, mas é por tempo determinado. Mesmo porque Deus não permite que sejamos provados além das nossas forças.</p>
<p>4-   <u>Nosso deserto tem um propósito divino.</u> Há um propósito no teu deserto. A provação vem para o nosso crescimento. O sofrimento vem para nos ensinar a sermos perseverantes. Como disse o apostolo Paulo aos Romanos: &#8220;a tribulação<u> produz</u> perseverança&#8221; (<a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/5/3+">Rm 5:3</a>).</p>
<p>O evento das águas amargas de Mara vem logo após a passagem pelo mar vermelho. O que respalda a nossa afirmação anterior, de que o deserto é imprevisível. Depois de grande euforia vem o deserto das águas amargas.</p>
<p>As águas amargas de Mara traziam no seu bojo doloridas recordações do Egito, a saber: quando Deus transformou a água em sangue. Assim, a impossibilidade do uso da água já fora realidade no Egito o que causava grandes sofrimentos: psicológicos e físicos, principalmente.</p>
<p>Todavia, Deus sabia o que estava fazendo. Mara não era um erro de trajetória, não era punição de Deus, Mara era momento de tratamento. O deserto existencial é hospital e universidade de Deus para nós. É Nele que Deus nos trata e nos ensina.</p>
<p>O que podemos aprender com essa experiência do povo de Israel:</p>
<p>I-                 <u>É nos desertos da vida, o lugar que Deus nos cura. </u></p>
<p><u> </u></p>
<p>No Egito Deus fere a água (<a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/7/25+">Ex. 7:25</a>), aqui Ele cura as águas. O Egito foi para o povo de Israel lugar de morte e de sofrimento, mas o deserto deveria ser lugar de cura.</p>
<p>1.1 <u> Deus queria retirar o Egito do povo</u><u>. </u></p>
<p>O povo já havia saído do Egito, mas existencialmente o Egito estava dentro deles. Na teologia de Paulo, encontramos a expressão &#8220;despojai-vos&#8221;, que nos remete ao entendimento deste processo de santificação que devemos corajosamente abraçar. Devemos retirar do nosso corpo as roupas do Egito: prostituição, impureza, mentiras, contendas, dissensões, facções&#8230;</p>
<p>1.2 <u> Deus queria curar o povo do mal da projeção</u><u>. </u></p>
<p>O povo murmura contra Moises. Quando o seu deserto chegar não acuse ninguém. Assuma a responsabilidade. Como diz o profeta Jeremias: &#8220;Do que se queixa o homem vivente, queixe-se cada um dos seus próprios pecados&#8221;.</p>
<p>1.3 <u>Deus queria curar o povo do pecado da ingratidão</u><u>. </u></p>
<p>Bastou as águas de Mara para o povo esquecer o milagre da passagem pelo mar vermelho. Três dias foram suficientes para o povo esquecer o que Deus havia feito. Espata-me como esquecemos rapidamente o que Deus já fez por nós. Deste modo, basta um novo deserto, uma nova dificuldade, para esquecermos o livramento que Deus nos proporcionou no deserto de ontem. O povo de Deus sofre da síndrome de Goodfield, ou seja, não conseguimos armazenar experiências recentes. Exemplo: Filme &#8220;Como se fosse a primeira vez&#8221;.</p>
<p>No <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/sl/103/2+">Salmo 103:2</a> encontramos a seguinte oração: &#8220;Bendize ó minha alma ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios&#8221;. O salmista estava falando consigo mesmo. Exortando o seu próprio ser à não se esquecer da bondade de Deus.</p>
<p>II-              É nos desertos da vida, o lugar que Deus nos dá responsabilidades.</p>
<p>O Deus que cura só pode ser vivenciado quando as condições de obediência são atendidas. Deste modo, a vida cristã é mais do que milagres, antes, fundamentalmente, é vida de obediência.</p>
<p>Não podemos nos esquecer de que as bênçãos de Deus não se recebe por decreto (positivismo filosófico), mas por obediência e disciplina.</p>
<p>Não fundamente a sua fé em milagres. Milagre é crer em Deus quando o milagre não vem.</p>
<p>O apostolo Paulo escrevendo aos irmãos filipenses, declarou: &#8220;E achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz&#8221;. A obediência de Jesus ao projeto do pai foi integra e porque não dizer, radical.</p>
<p>No <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/7/25+">versículo 25</a> Deus exige compromisso do povo, pois em função da &#8220;murmuração&#8221; quem quiser seguir a caminhada tem a responsabilidade de comprometer-se com Deus.</p>
<p>O murmurador é alguém que não ouve. O murmurador só fala, só acusa, só vê erros. Nesta perspectiva, o murmurador não consegue ouvir a voz de Deus. Quando ouvimos a voz de Deus percebemos que o deserto é um privilégio dos que saíram do Egito.</p>
<p>III-          <u>É nos desertos da vida o lugar que Deus provê abundantemente. </u></p>
<p>O texto inicia com a falta e termina com abundância. Confirmando assim, que quando somos comprometidos com Deus em nossa caminhada de fé, mesmo que haja dificuldades, Deus sempre estará presente para nos abençoar.</p>
<p>Nos desertos percebemos que é nos grandes momentos de necessidade que Deus atende o seu povo em sofrimento, evidenciando o seu cuidado. Pois aonde Deus está pode haver dificuldades, mas nunca existirá padecimento.</p>
<p>No deserto ficamos na posição de dependência de Deus, e esse é o melhor lugar para se estar. No deserto aprendemos que o Deus que prova é o mesmo que provê. No deserto aprendemos que vida no seu sentido mais pleno é se alimentar de Deus! Como disse Jesus a satanás: &#8220;Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus&#8221;.</p>
<p>Finalizo esta reflexão mencionando sinteticamente as lições basilares dos desertos da vida:</p>
<p>1-   Deus quer te aperfeiçoar.</p>
<p>2-   Deus quer que você tenha uma melhor percepção da presença dele em sua vida.</p>
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