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	<title>Igreja Batista do Jequiezinho</title>
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		<title>II Retiro de Casais no Master Hotel &#8211; Jequié/Ba</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 04:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias 25, 26 e 27 de maio estaremos unidos e reunidos em torno de um mesmo propósito: reafirmar a aliança que fizemos com o nosso cônjuge confiando tão somente na graça do nosso Deus. O tema deste ano é  amar outra vez.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que é o Senhor quem garante a indissolubilidade do casamento, mas Ele não nos autoriza a deixar de cuidar do amor. Pelo contrário, é nossa missão diária cuidar do amor, pois ele é planta que precisa ser regada, semente que precisa ser vigiada. Certamente sairemos deste retiro, fortalecidos para<strong> amar outra vez!</strong></p>
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		<title>Gratidão: resposta e caminho do discípulo de Jesus &#8211; 15/05/12</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 02:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[“Que me falte a luz dos olhos, mas que não me falte a gratidão”.  E.C. Dubois O Salmo 116 está rodeado de salmos que convidam a todos a louvarem a Deus (115 e 117, por exemplo). Entretanto, ele é um testemunho pessoal/individual (“Eu amo o Senhor”), porquanto começa na primeira pessoa, diferenciando-se dos salmos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/03/02/formacao-espiritual-tradicao-contemplativa/logo-grupos-de-convivencia/" rel="attachment wp-att-959"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>“Que me falte a luz dos olhos, mas que não me falte a gratidão”. </strong> E.C. Dubois</p>
<p style="text-align: left;">O Salmo 116 está rodeado de salmos que convidam a todos a louvarem a Deus (115 e 117, por exemplo). Entretanto, ele é um testemunho pessoal/individual (“Eu amo o Senhor”), porquanto começa na primeira pessoa, diferenciando-se dos salmos a sua volta. Nele, o salmista declara as razões do seu amor.</p>
<p style="text-align: left;">1-O salmista aprendeu a amar o seu Deus na “terra dos viventes”, cujos perigos são constantes e inevitáveis. No salmo 116 aparecem 13 (treze) referências a elementos que ameaçam a vida, tais como: cordéis da morte, angústias do inferno, aflição etc. Todavia, o salmista anda na presença do Senhor (“Andarei na presença do Senhor na terra dos viventes”). Quem anda a partir da consciência da presença de Deus consigo, jamais temerá qualquer território por pior que ela seja. O salmista que anda na presença divina, também ama seu Senhor porque embora não mereça foi alvo do livramento dos céus. Foi ouvido quando clamou, foi liberto quando as cordas da morte o envolveram, foi salvo quando tudo parecia perdido, encontrou descanso quando já estava sem energias.</p>
<p style="text-align: left;">2- Apesar de ser um homem de fé, momentaneamente o salmista se vê tomado por uma descrença no humano (v. 10/11). Contudo, o seu desencanto é pequeno diante da grandiosidade da bondade do seu Deus. Ao invés de focar demasiadamente o seu olhar na maldade que o cercava, o salmista resolveu direcioná-lo para as manifestações do amor que o envolvia. As lutas foram grandes, o inferno apostou tudo para derrotá-lo, as forças da morte se levantaram para destruí-lo, mas o Senhor cuidou de sua alma. Com base nessas memórias é que ele indaga: que posso fazer para retribuir tanto bem?</p>
<p style="text-align: left;">3- A resposta a indagação vai do versículo 13 até o versículo 19.  Neles, o salmista se derrama em adoração, em louvor, em gratidão. Na perspectiva do salmo, se há alguma coisa a ser dada como sinal pelos incontáveis benefícios divinos, que seja esta: oferecer a existência como culto, como celebração ao Deus eterno. Deus não exige retribuição ou qualquer espécie de pagamento pelas bênçãos recebidas, porém, o que se espera de nós é gratidão.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Exercício de reflexão:</strong> Abaixo uma linda canção de Marcello Machado “Tu tens me (nos) dado” que descreve com precisão todas as coisas que o Senhor nos dá e ensina em cada situação da vida. Diante do salmo e desta canção só nos resta a gratidão como resposta e caminho a ser feito todos os dias na presença do ETERNO. Vamos conversar um pouco sobre isso?</p>
<p style="text-align: left;">Em cada dia, um novo amanhecer.<br />
Em cada alegria, mais vontade de viver.<br />
Em cada sonho, mais motivo pra avançar.<br />
Em cada desafio, a coragem de conquistar.<br />
Em cada luta, a força pra vencer.<br />
Em cada prova, oportunidade de crescer.<br />
Em cada vitória, humildade e gratidão.</p>
<p>Em cada instante, certeza de salvação.<br />
Em cada noite, a esperança da manhã.<br />
Em cada crise, a verdadeira fé cristã.<br />
Em cada choro, o consolo da tua mão.<br />
Em cada perda, a confiança da tua direção.<br />
Em cada decisão, sabedoria pra escolher.<br />
Em cada situação, discernimento pra te ver.<br />
Em cada medo, ousadia e superação.</p>
<p>Em cada tristeza, motivos de adoração.<br />
Em cada olhar, a expressão do teu amor.<br />
Em cada frio, uma chama de calor.<br />
Em cada resposta, obediência pra te ouvir.<br />
Em cada momento, sensibilidade pra te sentir.<br />
Em cada treva, possibilidade de brilhar.<br />
Em cada perdido, a missão de evangelizar.<br />
Em cada segundo, disposição pra me doar.</p>
<p>Tu tens me dado&#8230; e eu preciso de Ti.<br />
Por toda a vida, em tudo quero te agradecer.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gente com cara de gente  é discípulo</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/05/09/gente-com-cara-de-gente-e-discipulo/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:57:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Alexandro Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”.Lc 12.1 Os fariseus eram mestres em impor aos outros fardos legalistas pesados que nem eles mesmos conseguiam cumprir. Viviam aparentemente como obedientes da lei de Moisés, contudo na realidade de suas vidas eles não conheceram o Deus de Moisés, que foi sensível a dor do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”.Lc 12.1</strong></p>
<p style="text-align: left;">Os fariseus eram mestres em impor aos outros fardos legalistas pesados que nem eles mesmos conseguiam cumprir. Viviam aparentemente como obedientes da lei de Moisés, contudo na realidade de suas vidas eles não conheceram o Deus de Moisés, que foi sensível a dor do povo escravizado no Egito. Os fariseus eram hipócritas porque apregoavam um estereotipo de servo obediente, isto é, de homens que obedeciam a Lei, mas o verdadeiro culto a Deus não nasce quando nos apresentamos em conformidade a rituais humanos, mas de um coração que ama a Deus e ao próximo como a si mesmo. <strong>Eles não eram gente com cara de gente.</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Gente com cara de Gente</strong> entende que o que torna o homem impuro não é o que entra pela boca, mas o que dela sai (Mt 15.11), porque não são as conveniências religiosas que nos aproximarão de Deus e vão definir a nossa espiritualidade, e sim do que enchemos o nosso coração diariamente, e o nosso coração deve estar cheio da Graça de Deus, que é balsamo que cura a alma.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Gente com cara de gente</strong> tem consciência das suas próprias limitações, antes de tudo percebe a trave que está em seu olho (Mt. 7.5) e por esta é  impedido de ter uma visão real do Reino de Deus. Quando não removemos diariamente esta trave vemos o Reino de Deus pela ótica das nossas limitações e queremos que os outros vejam da mesma forma e que se amoldem as nossas “achologias”.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Gente com cara de Gente </strong>vive o espetáculo da vida não como os atores, que usam vários recursos para interpretar seus personagens, como por exemplo, as máscaras de cera, e sim, vivem como discípulos de Cristo que são sinceros, ou seja, sem cera na cara (sem mascara).</p>
<p style="text-align: left;">Em fim, <strong>ser gente com cara de gente</strong> é ser discípulo que investe a sua vida no Reino para gerar outros discípulos.                                           <strong><em>     </em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Teologia e Cultura II: continuando a conversa</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/05/02/teologia-e-cultura-ii-continuando-a-conversa/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 03:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Carvalhaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje vou falar um pouco sobre um teólogo alemão e pastor luterano chamado Paul Tillich, nascido no ano de 1886. Tillich influenciou intensamente o pensamento teológico do século XX. Ele trabalhou na I Guerra Mundial como capelão, experiência que afetou profundamente seu pensamento pelo resto de sua vida. Já na década de 1930, nos tempos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vou falar um pouco sobre um teólogo alemão e pastor luterano chamado Paul Tillich, nascido no ano de 1886. Tillich influenciou intensamente o pensamento teológico do século XX. Ele trabalhou na I Guerra Mundial como capelão, experiência que afetou profundamente seu pensamento pelo resto de sua vida.</p>
<p>Já na década de 1930, nos tempos de Hitler e do Nazismo, Tillich teve de fugir para os Estados Unidos. Foi Reinhold Niehbur, um prominente teólogo que lecionava no Union Theological Seminaryem Nova York, que sugeriu aos professores daquela instituição trazerem esse teólogo que já havia ensinado nas universidades de Berlim, Marburg, Dresden e Frankfurt. O problema é que o seminário de Nova York não tinha dinheiro para empregar um novo professor. Foi preciso que todos os professores do Seminário Union abrissem mão de 5% de seu salário para formar o salário de Tillich e assim contratá-lo. Assim começou a vida de Tillich nos Estados Unidos, com sua chegada em 1933.</p>
<p>Durante a II Guerra Mundial, já nos Estados Unidos, Tillich fez programas de rádio contra o regime de Hitler, onde tentou consolar e despertar seus conterrâneos para a luta contra o ditador. Depois de trabalhar 18 anos no Union, Tillich foi trabalhar na Universidade de Harvard e depois na Universidade de Chicago, onde fica muito pouco tempo até sua morte em 1965. Foi casado com Hanna Tillich e tiveram dois filhos. (1) Tillich escreveu muito e sobre vários assuntos. Sua obra abrange história da teologia, textos filosóficos, políticos, estéticos, etc. Seu texto maior, a Teologia Sistemática, ainda é referência teológica para nossos dias. Sua obra toda é de profundo impacto. Lembro-me de uma amiga minha dizendo que ao acabar de ler o livro <em>A Coragem de Ser</em>, teve de sair para correr pelo campus da universidade, tamanha a força dessa leitura em sua vida.</p>
<p>Tillich era filósofo e teólogo e sua leitura da teologia era preponderantemente uma leitura filosófica. Talvez isso acabe afastando muitos possíveis leitores que necessitam de uma certa introdução filosófica, que não têm paciência para lidar com assuntos que demandam tempo, ou que não desenvolveram um espírito apurado para questões mais complexas.</p>
<p>O pensamento de Tilich era marcado por duas influências filósoficas fundamentais: o <em>essencialismo</em> e o <em>existencialismo</em>. O <em>essencialismo</em> é uma forma de entender o mundo a partir de um fundamento, um dado <em>a priori</em> que orienta tudo o que há, houve e haverá, uma metafísica que impõe uma presença que se manifesta mesmo em sua ausência. O essencialismo assume uma essência universal que estrutura todas as coisas, precede e define a existência. O filósofo Aristóteles chamava essa essência daquilo que move sem se mover e a tradição Judaico-Cristã apropriou-se desse conceito filosófico para nomear um ser transcendental, ou seja, Deus. O <em>essencialismo</em>, ou metafísica, também é conhecido como ontologia ou onto-teologia. A ontoteologia é a forma como a filosofia e a teologia estruturaram o pensamento em geral no Ocidente cristão e determina o comportamento, as formas de racionalidade, pensamento e entendimento, dando conteúdos e limites à noções amplas como lei, democracia, justiça, ética, perdão, sexualidade, etc. (2) Assim, assumir Deus como essência é colocar Deus num lugar que está fora de qualquer dúvida ou questão, anterior a tudo e que determina todas as coisas da vida. A essência – nesse caso Deus – existe por sí só e produz, age ou reage por seus próprios desejos. No dizer filosófico, é uma entidade autônoma, isto é, independente e auto-referencializada.</p>
<p>Já o existencialismo, que nasce com Kierkegaard, vai assumir cores mais contundentes com a obra do pensador francês Jean Paul Sartre (3), que advogava a existência como aquilo que precedia a essência. Como ele não acreditava em um ser superior, ele afirmava que a existência precedia a essência e a definia. Para ele, a existência não tem uma origem conhecida e muito menos se estrutura na essência cristã. Os cristãos saquearam esssa tradição filosófica para explicarem o seu Deus. Sartre afirmava elementos da existência humana que nunca foram contemplados pela teologia cristã. Ele nos lembrava que a existência é marcada pela ausência de sentido, pela náusea, por momentos sem saída, pelo horror, pela ansiedade e pela violência. Assim como falta à existência uma origem definida <em>a priori</em>, dada anteriormente, ela também não teria um fim definido, conhecido. O que sobra à existência são os projetos provisórios de vida que fazemos e que nos emprestam sentidos também provisórios. Por mais que possamos criticar a filosofia existencialista de Sartre, acredito não ser possível fazer teologia sem passar por seus escritos. Outro pensador fundamental que marcou esse tempo entre as décadas de 1940 e 1960 foi Albert Camus. (4)</p>
<p>O <em>essencialismo</em> e o <em>existencialismo</em> marcaram profundamente o pensamento de Tillich e em meio a elas ele construiu toda sua teologia. Foram os horrores da Segunda Guerra mundial que mostraram a Tillich o quanto nossa humanidade está imersa nas angústias, no vazio e na ameaça do nada. O mundo, a cultura e a existência humana estavam sendo constantemente ameaçadas pela falta de sentido, pela apatia, pelo medo. A teologia deveria se lançar como contrapartida à essa situação e propor alternativas à essas ameaças.</p>
<p>Para lidar com essas inquietações, Tillich trabalhou de maneira consistente a relação entre a teologia e cultura naquilo que ele mesmo chamou de <em>método da correlação</em>. Em seu livro <em>Teologia da Cultura</em>, ele detalha como deveria ser a relação entre a teologia e a cultura, entre Deus e o mundo; ou seja, entre Deus, a essência, o fundamento da vida e a existência humana. Esse método consiste basicamente nos seguintes termos: o mundo faz as perguntas e a teologia as responde. Ele cria uma mediação entre o que se pensa e o que se experimenta, a qual se dá através da cultura humana. Pelas manifestações da cultura, podemos ver a forma dos conteúdos religiosos da vida humana e aquilo que lhe é não só pertinente, mas de maior importância, de valor e sentido último.</p>
<p>Tillich e os teólogos de seu tempo estavam preocupados com a secularização da cultura e as dificuldades de se ver os aspectos religiosos da realidade. Hoje parece mais fácil falar de Deus e sua presença na cultura e através dela. Contudo, como falar de Deus nos tempos de Tillich? Como falar de Deus em meio a um mundo demolido e ferido por duas guerras que destruíram tantas pessoas, sonhos e esperanças na bondade e na capacidade de progresso da existência humana?</p>
<p>Tillich rejeita o esforço de localizar o aspecto religioso somente em um ou outro aspecto da vida – seja o estético, o político, o experimental –, mas quer ver o sentido religioso se expressando em todos as partes da estrutura humana. Para chegar a esse ponto, ele usa a metáfora da <em>profundidade</em> em contraste ao de superfície. Para ele a religião está localizada na profundidade da vida humana e manifesta o que lhe é mais visceral, infinito, fundamental, <em>incondicional</em>, o que ele também chama de <em>preocupação última</em> do ser. A religião será sempre aquilo que tece e estrutura a cultura, e esse incondicional da cultura se dá nas formas e manifestações concretas dessa cultura. Assim ele definiu sua teologia da cultura: <em>“Religião é a substância da cultura e a cultura é a forma da religião”. </em></p>
<p>Um dos grandes legados de Tillich foi desvincular a igreja do sagrado, isto é, a igreja não era mais o lócus unívoco e privilegiado onde o sagrado acontecia. A cultura, em geral, torna-se o espaço, a forma onde o religioso, o incondicional, Deus, se manifesta. Em uma palestra proferida em 1919 e intitulada &#8220;Sobre a Idéia da Teologia da Cultura&#8221;, Tilich disse que o incondicional está ativo além das fronteiras eclesiásticas e o trabalho da teologia da cultura era identificar o conteúdo religioso ou a <em>preocupação última</em> dentre as esferas ou formatos criativos da cultura que poderiam ser discerníveis. Ao fazer essa leitura, a teologia deveria cuidar para que nenhuma forma da cultura se identificasse com esse incondicional e tomar o lugar do sagrado. Esse <em>incondicional</em> assume diferentes formas na cultura humana mas não se engessa nem se deixa aprisionar por elas. É preciso que o teólogo use o imperativo do <em>princípio protestante</em> para não deixar que nenhuma forma se torne conteúdo; ou seja, que nenhuma imanência se arvore como transcendência. Em outras palavras, o <em>princípio protestante</em> teria a função de protestar toda vez que a forma da religião queira tornar-se substância, ou seja, o incondicional que se encontra no fundamento do ser se transforme no condicional, no transitório, e se fossilize em estruturas humanas que queiram assumir para si a totalidade do sentido último da existência.</p>
<p>Assim, se usarmos o método da correlação de Tillich, poderemos entender a relação entre teologia e cultura ao passarmos os olhos pela cultura e vermos por onde as pedras andam falando de Deus, ou seja, por onde Deus vai se revelando para além dos muros da igreja. Como ponto de partida, precisamos eliminar a idéia medieval de que a salvação está somente dentro da igreja e dos conteúdos cristãos, e olhar para fora de nossas fronteiras eclesiásticas, aprendendo a viver e a localizar a presença salvadora da graça entre as fronteiras do mundo e do conhecimento. Somente aí, entre fronteiras de diferentes mundos poderemos ouvir não só as perguntas da cultura, mas também poderemos elaborar as respostas da teologia sem que nunca tenhamos tido idéia nem das perguntas muito menos das respostas.</p>
<p>Cabe a nós todos, teólogos da cultura, estarmos atentos à revelação do incondicional que se manifesta por lugares onde não imaginamos e onde nossas teologias nunca nos permitiram chegar. Aqui fica a pergunta para você: Por onde o incondicional perpassa em nossa cultura brasileira? Em um próximo texto vamos começar a falar desses lugares possíveis. É o espaço do &#8220;e&#8221; que falamos no primeiro texto, espaço de entremeio onde o sagrado pode acontecer, entre a existência e a essência, entre o incondicional e o condicional, entre o transcendente e o imanente, entre o possível e o impossível.</p>
<p><strong>(1) Para uma excelente e breve introdução sobre a vida e obra de Tillich em português, veja o texto de Carlos Eduardo Brandão Calvani &#8220;Paul Tillich – Aspectos biográficos, referenciais teóricos e desafios teológicos&#8221;, in <em>Paul Tillich, Trinta Anos Depois, Introdução à Teologia Sistemática</em>, Estudos da Religião 10, (São Bernardo do Campo: Editora IMS-Edims, julho de 1995). </strong></p>
<p><strong>(2) Foi o filósofo alemão Heidegger que desenvolveu o termo filosófico chamado <em>onto-teologia</em>. Toda metafísica (algo que existe além do que é empírico, testável) vai tomar a forma de onto-teologia. No dizer de Mark A. Wrathal, &#8220;toda metafísica tenta entender o ser de todas as coisas que existem através da determinação simultânea da sua essência em seu traçado universal (o ‘onto’ da teologia), e a determinação do fundamento da totalidade de todos os seres em alguma entidade divina superior (o &#8216;teos&#8217; da onto-teologia).&#8221; (<em>Religion After Metaphysics</em>, Cambridge, MA: Cambridge University Press, 2003, p. 2) </strong></p>
<p><strong>(3) Jean Paul Sartre é o filósofo, escritor, e ativista francês conhecido como o pai do existencialismo. Sua obra <em>O Ser e O Nada</em> é uma das principais obras da filosofia do século XX. Sartre também escreveu romances e obras de teatro. Foi casado com Simone de Beauvoir, um dos nomes mais expressivos do feminismo europeu. A obra <em>O Terceiro Sexo</em>, de Beauvoir, é uma das principais obras do pensamento feminista do século XX. </strong></p>
<p><strong>(4) Veja as obras de Albert Camus: <em>O Estrangeiro</em>, <em>A Queda</em>, <em>O Homem Revoltado</em>, <em>Bodas em Tipasa</em>, etc. </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Pensando em discipulado no AT &#8211; 01/05/12</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 03:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[Leitura em grupo: Gênesis 17: 1-5 Quando ouvimos falar em discipulado a nossa mente se volta imediatamente para o NT. Com isto nos esquecemos que o NT pode ser lido através do AT. Sendo assim, o discipulado (nosso tema em questão) tem o seu ponto alto em Jesus, mas começa desde a fundação do mundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/03/02/formacao-espiritual-tradicao-contemplativa/logo-grupos-de-convivencia/" rel="attachment wp-att-959"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center">
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Leitura em grupo: Gênesis 17: 1-5</strong></p>
<p style="text-align: left;">Quando ouvimos falar em discipulado a nossa mente se volta imediatamente para o NT. Com isto nos esquecemos que o NT pode ser lido através do AT. Sendo assim, o discipulado (nosso tema em questão) tem o seu ponto alto em Jesus, mas começa desde a fundação do mundo. Deus criou o ser humano para caminhar com Ele. Ser discípulo na compreensão do Gênesis é fazer da vida um passeio com Deus. O pecado se instala exatamente no momento em que os seres humanos desprezam a companhia do Senhor.</p>
<p style="text-align: left;">1-      <strong>Andar na presença de Deus. </strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong>1.1   O verbo andar nos revela que o discipulado é um projeto de caminhada, de vivência. O discipulado não está no âmbito da teoria, mas da vida que se dispõe a caminhar na presença de Deus. O caminho do discípulo não está escrito em manuais e nem em cartilhas de igreja. O caminho do discípulo é todo o chão da existência.</p>
<p style="text-align: left;">1.2   O grande desafio que o texto nos apresenta é: fazer da vida uma eterna caminhada na companhia do Senhor.</p>
<p style="text-align: left;">1.3   A palavra <strong>PRESENÇA</strong> evoca a idéia de intimidade. Ser discípulo é fazer da vida uma relação de intimidade com o todo-poderoso <strong>(Êx. 33: 12-16)</strong>.</p>
<p style="text-align: left;">1.4   <strong>Em síntese:</strong> Ser discípulo é fazer da vida uma caminhada na companhia de Deus em direção a Jesus, o Cristo.</p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>2-      </strong><strong>Sê perfeito.</strong></p>
<p style="text-align: left;">2.1 A perfeição é decorrência do andar com Deus. A palavra perfeição na Bíblia não está vinculada a idéia de isenção de erros. Perfeição é o cumprimento do propósito para o qual você foi destinado.</p>
<p style="text-align: left;">2.2 Em consonância com o texto do AT, Jesus proclamou: <strong>“Sede perfeitos, como perfeito é o vosso pai celeste” (Mt. 5:48). </strong>A palavra traduzida por perfeito significa “ser inteiro, ser íntegro”. O contexto no qual o versículo está inserido fala sobre amar os inimigos. O Pai é perfeito porque suporta aceita e ama a todos e a cada um de nós. Na perspectiva do texto, amar o inimigo é a única possibilidade de não nos tornarmos iguais a ele. Quando alimentamos a nossa vida com ódio, vingança, rancor, desintegramos a nossa vida. A inteireza da nossa vida depende do amor. Amando somos inteiros!</p>
<p style="text-align: left;"><strong>3-      </strong><strong>Permita que Deus operacionalize mudanças radicais em você.</strong></p>
<p style="text-align: left;">3.1 Deus muda o nome de Abrão para Abraão. Conforme, a antropologia judaica o nome da pessoa revela a sua identidade (Abrão= Pai exaltado e Abraão= Pai de multidões. O nome mais longo evidentemente foi adotado por causa da promessa da sua numerosa posteridade).</p>
<p style="text-align: left;">3.2 A mudança do nome de Abrão nos conduz para o ápice da compreensão do que seja discipulado. Ser discípulo é permitir que o Espírito Santo forje em nós a identidade de Jesus Cristo. Jesus é o modelo ideal de filho que Deus deseja. “Esse é o meu Filho amado. Nele a minha alma tem prazer (a Ele ouvi)”.</p>
<p style="text-align: left;">3.3 A mudança de identidade nos permite perceber a profundidade do agir de Deus em nós. Apesar de se preocupar com as coisas mais corriqueiras da nossa vida (Sl. 139), o maior desejo de Deus é transformar os espaços mais profundos da nossa existência.</p>
<p style="text-align: left;">3.4 Abrão passou a ser outro sendo ele mesmo. Em Cristo recuperamos a nossa verdadeira identidade que foi perdida no Éden. Em Cristo podemos ver com clareza a nossa verdadeira vocação. Quantos mais humanos formos estaremos mais próximos do divino.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Para refletir:</strong> Retire o nome de Abrão no texto e ponha o seu. A voz de Deus continua a ecoar: José, Maria (por exemplo) faça da sua vida uma caminhada comigo, eu irei transformá-lo e torná-lo inteiro através do meu amor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palestras no Mandacaru</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/04/30/palestras-no-mandacaru/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 02:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mural de Avisos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do mês da família (maio), a congregação do Mandacaru estará realizando uma série de palestras sobre educação, saúde, espiritualidade e economia, todas voltadas para o contexto familiar. Confira e participe!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por ocasião do mês da família (maio), <strong>a congregação do Mandacaru</strong> estará realizando uma série de palestras sobre educação, saúde, espiritualidade e economia, todas voltadas para o contexto familiar. Confira e participe!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>“Seja luz em um Brasil em trevas”</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 02:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mural de Avisos]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o dia 22/04 aderimos a uma jornada de oração das igrejas batistas brasileiras (Junta de Missões Nacionais). Serão 100 dias de oração em favor da conversão do povo brasileiro. O tema da campanha é: “Seja luz em um Brasil em trevas” com divisa em II Crônicas 7:14. O hino oficial é 417 do cantor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o dia 22/04 aderimos a uma jornada de oração das igrejas batistas brasileiras (Junta de Missões Nacionais). Serão 100 dias de oração em favor da conversão do povo brasileiro. O tema da campanha é: <strong>“Seja luz em um Brasil em trevas”</strong> com divisa em II Crônicas 7:14. O hino oficial é 417 do cantor cristão. Além da oração diária e individual, teremos várias <strong>vigílias de oração. Cremos que </strong>&#8220;unir as mãos em <em><strong>oração</strong></em> é o começo de um <em>motim contra</em> a <em>desordem do mundo</em>&#8220;. <em><strong>Karl Barth</strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A vida em Cristo e a imitação de Jesus &#8211; 25/04/12</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 13:36:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[Leitura em grupo (Gálatas 2:20 e Colossenses 2:6-10) Não existe nenhuma outra transformação tão profunda e fascinante pela qual passe um ser humano como a de ser transformado à imagem de Jesus. Nada na vida pode ser comparado a esse processo. Nenhum projeto, prêmio, conquista, sucesso se equipara à delícia de ir percebendo gradativamente como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/03/02/formacao-espiritual-tradicao-contemplativa/logo-grupos-de-convivencia/" rel="attachment wp-att-959"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center">
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Leitura em grupo (Gálatas 2:20 e Colossenses 2:6-10)</strong></p>
<p style="text-align: left;">Não existe nenhuma outra transformação tão profunda e fascinante pela qual passe um ser humano como a de ser transformado à imagem de Jesus. Nada na vida pode ser comparado a esse processo. Nenhum projeto, prêmio, conquista, sucesso se equipara à delícia de ir percebendo gradativamente como a vida de Jesus passa a ser a nossa e, então, repetimos seu estilo de vida.</p>
<p style="text-align: left;">Essa é uma verdade simples de ser entendida, mas que tem sido muito difícil de ser vivida. Isso porque temos cometido o erro histórico de pensar à transformação à imagem de Jesus como uma mudança exterior. Desde os dias de Jesus até hoje, esse equívoco persiste, quando mergulhamos no contexto religioso no qual Jesus viveu, a tendência a exteriorização salta aos olhos. O processo de transformação à imagem de Jesus é de dentro para fora, começa no interior e em seguida assume contornos externos. A mudança exterior é um resultado da transformação interior.</p>
<p style="text-align: left;">Um dos exemplos históricos mais fascinantes da transformação á imagem de Jesus, foi, indubitavelmente, o que aconteceu em Paulo, o apóstolo. O zelo pela verdade ensinada por seus mestres, a profunda inteligência aliada a coragem de matar por amor a sua fé, fizeram de Saulo de Tarso um daqueles discípulos que qualquer mestre anseia ter, um daqueles líderes que aparecem a cada cem anos.</p>
<p style="text-align: left;">Diante da pergunta, “Saulo, Saulo porque me persegues?”, Saulo desmonta, cai no chão e levanta como Paulo. O Saulo perseguidor de Cristo começa naquele momento um processo de transformação que gerou Paulo, um dos mais destacados aliados de Jesus. Saulo teve um primeiro vislumbre da união de Jesus com seus seguidores, Paulo iria construir uma belíssima teologia para explicar essa união.</p>
<p style="text-align: left;">Quando lemos as cartas escritas por Paulo, uma expressão parece saltar dos textos e desfilar diante dos nossos olhos: <strong>“EM CRISTO”. </strong>Ele usa essa pequena construção <strong><span style="text-decoration: underline;">164 vezes</span></strong> em seus escritos. Elas estão nos dois textos que lemos no início.</p>
<p style="text-align: left;">Não é difícil entender que a repetição de determinada palavra num texto revela a ênfase dada pelo escritor. Paulo descreveu a vida de um seguidor de Jesus como UMA VIDA EM CRISTO. Ele então nos revela que há uma união entre Jesus e seus discípulos. A vida de um está interligada espiritualmente com a do outro. Como um ramo é enxertado na videira, assim a nossa vida foi espiritualmente inserida na vida de Jesus. Assim como toda videira é irrigada por uma seiva e todo corpo se mantém vivo pelo sangue que corre nas veias trazendo vida, assim a vida de Cristo, seiva e sangue de Deus, irriga a nossa e nos traz vida. Vivemos porque Ele vive em nós. Começamos a viver a verdadeira vida que ele disse que deixaria para nós, quando ele começa a viver em nós.</p>
<p style="text-align: left;">Quando dizemos que a vida de Jesus penetra interiormente a nossa, significa dizer que nossos pensamentos, emoções, sentimentos, desejos e vontade são penetrados e transformados pelos de Jesus. Mas é evidente que esse não é apenas um processo interior. Essa vida dentre de nós naturalmente se manifesta do lado de fora.</p>
<p style="text-align: left;">Essa manifestação exterior se dá basicamente em nosso comportamento. São as mudanças de ação e atitude geradas pela transformação interior que vão fazendo da nossa vida uma imagem de Jesus. Jesus não apenas vive dentro de nós, mas deixou-nos um claro modelo de vida a ser imitado. <strong>Essa vida que pulsa dentro de nós irá nos levar a querer imitá-lo, a repetir seus gestos, a seguir seus passos.</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Exercício de reflexão: </strong>Se Deus conhece o nosso coração, e Ele conhece, porque muitos “cristãos” insistem em viver de aparências? Você vive de aparência? <strong></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>COMPROMETO-ME. Pela Graça de Deus:</strong></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Vou separar regularmente tempo para oração, meditação e leitura da Bíblia;</li>
<li>Lutarei contra o pecado dentro e fora de mim;</li>
<li>Praticarei meus dons espirituais associados ao fruto do Espírito Santo;</li>
<li>Vou me esforçar para servir ao próximo e me envolver tanto quanto possível com todos os atos de justiça que visem combater estruturas sociais iníquas e injustas;</li>
<li>Buscarei oportunidades de compartilhar o maravilhoso plano de salvação, fruto do amor de Deus por todos nós;</li>
<li>Buscarei a constante prática da sua presença, tentando discerni-la em todas as coisas que compõem o meu cotidiano.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Obs.: O material deste estudo foi extraído da obra Jornada de Formação Espiritual dos autores Eduardo Rosa Pedreira e James Bryan publicado pela editora vida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O sabor da Graça</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/04/20/o-sabor-da-graca/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 18:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fannie Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quando falo da Graça, não penso em um capítulo importante da teologia. Tenho na boca um gosto de chocolate quente e nas mãos a maciez um pouco gordurosa de um croissant”. Jean Ives Leloup chegou a esse discernimento sobre a graça de Deus num momento muito turbulento da sua vida.  Ele estava na calçada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><strong>“Quando falo da Graça, não penso em um capítulo importante da teologia. Tenho na boca um gosto de chocolate quente e nas mãos a maciez um pouco gordurosa de um croissant”.</strong></p>
<p style="text-align: left;">Jean Ives Leloup chegou a esse discernimento sobre a graça de Deus num momento muito turbulento da sua vida.  Ele estava na calçada de uma lanchonete de pescadores em uma cidade francesa. Sem dinheiro, sem a sua mochila que havia sido roubada e sem perspectiva de vida, foi acordado por um garçom da delicatessen às cinco horas da manhã. Nas mãos dele, uma xícara de chocolate quente e dois croissants. Num primeiro momento Leloup não quis aceitar, pois não tinha com que pagar. Mas o rapaz o acalmou dizendo: <strong>Já está pago</strong>. Leloup perguntou: Quem pagou? Disse o garçom: uma mulher, mas ela já foi embora. Esta experiência está registrada no seu livro autobiográfico <em>O absurdo e a Graça</em>. A partir dela, gostaria de pontuar alguns aspectos da maravilhosa Graça de Deus.</p>
<p style="text-align: left;">O primeiro aspecto que nos toca quando da leitura desta experiência de Leloup é concernente à <strong>suficiência</strong> da Graça. Assim como o chocolate quente e o croissant que abasteceram o organismo faminto daquele homem, o discernimento da Graça de Deus nos permite experimentar uma sensação de abastecimento e plenitude existencial, ainda que sejam poucos os nossos recursos e que muita coisa possa faltar a nosso redor. Desta forma, ainda que sejam adversas as situações e que vivamos tempos difíceis, há uma doce voz que ecoa por todo o nosso ser e, de forma incessante, diz: “a minha Graça te basta.”</p>
<p style="text-align: left;">Outra dimensão da Graça que a experiência de Leloup nos permite recordar é a sua <strong>gratuidade. </strong>Aquele homem recebeu das mãos de um garçom tudo o que precisava para garantir a sua saciedade, o alimento lhe devolve a dignidade de um ser abastecido, pronto para dar continuidade à sua caminhada. E o melhor: tudo foi pago por um certo alguém de mãos amorosas. Assim como aquele maltrapilho, estávamos perdidos e famintos em nossos caminhos tortuosos. Por nossas próprias forças, nada poderíamos fazer; nada tínhamos para custear a nossa liberdade. Mas um Pai que é todo Amor nos olhou com misericórdia, nos alcançou com a Sua Graça e nos convidou para a novidade de vida que só é possível Nele. E o melhor: tudo foi pago por um certo alguém de pés e mãos ensangüentadas e de um coração apaixonado.</p>
<p style="text-align: left;">No entanto, <strong>a</strong> <strong>gratuidade e a suficiência da Graça não nos permitem barateá-la</strong>. Antes somos convidados a uma vida comprometida com o evangelho de Jesus Cristo, livre das amarras da maledicência, do desamor, da intolerância, do egoísmo. A compreensão da Graça que nos alcançou nos faz servos contentes, capacitados pelo Pai para uma vida capaz de influenciar outras pessoas, de anunciar Jesus nos diversos espaços por onde Ele nos enviar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jesus, a síntese das tradições de espiritualidade &#8211; 17/04/12</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 18:02:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus, nosso paradigma absoluto de espiritualidade. Quando Jesus andou aqui, vivendo e trabalhando entre todos os tipos e classes de pessoas, ele nos deu o divino paradigma para conjugar todos os verbos de nosso viver. Muitas vezes, quando nos preocupamos em explicar pontos doutrinários, apressamo-nos em expor a morte de Jesus. Ao fazer isso, esquecemo-nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/03/02/formacao-espiritual-tradicao-contemplativa/logo-grupos-de-convivencia/" rel="attachment wp-att-959"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Jesus, nosso paradigma absoluto de espiritualidade.</strong></p>
<p style="text-align: left;">Quando Jesus andou aqui, vivendo e trabalhando entre todos os tipos e classes de pessoas, ele nos deu o divino paradigma para conjugar todos os verbos de nosso viver. Muitas vezes, quando nos preocupamos em explicar pontos doutrinários, apressamo-nos em expor a morte de Jesus. Ao fazer isso, esquecemo-nos da vida de Jesus, o que é uma grande perda. Prestar atenção na vida de Jesus nos dá pistas importantes para o nosso próprio viver.</p>
<p style="text-align: left;">Jesus viveu neste mundo falido e doloroso, aprendendo a obediência com tudo que sofreu, tentado de todas as formas, como nós somos, e ainda assim permanecendo sem pecado (Hebreus 4:15 e 5:8). Somos, sim, reconciliados com Deus pela morte de Jesus, não há dúvidas disso, mas somos ainda mais “salvos” pela sua vida (Romanos 5:10). Salvos no sentido de entrar na vida eterna que ele dá, não apenas no distante céu, mas desde agora em meio ao nosso mundo falido e cheio de tristezas. Quando analisamos atentamente o modo que Jesus viveu entre nós em carne e osso, aprendemos como devemos viver (verdadeiramente viver), fortalecidos por Ele, que está conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Em seguida, iniciamos uma intencional imitação de Cristo, não de modo literal ou superficial, mas tomando o espírito e o poder em que ele viveu, e aprendendo a andar em seus passos (I Pedro 2:21).</p>
<p style="text-align: left;">Nesse sentido, podemos falar verdadeiramente de primazia dos Evangelhos, porque neles vemos Jesus vivendo e se movendo entre seres humanos, demonstrando perfeita unidade com a vontade do Pai. Somos ensinados a fazer o mesmo, assumindo a natureza da semelhança de Cristo, tomando parte da atitude, do amor, da esperança, dos sentimentos e dos hábitos de Jesus.</p>
<p style="text-align: left;">Uma das melhores coisas que podemos fazer uns pelos outros, portanto, <strong>é incentivar a imersão regular nas narrativas dos Evangelhos, ajudando uns aos outros a compreender as idéias de Jesus sobre a vida e seus conselhos para o nosso crescimento e aplicá-los constantemente em nossa experiência diária. </strong></p>
<p style="text-align: left;">Quando analisamos a vida de Jesus, fica evidente que ele tinha uma vida plena e completa com Deus. Ao ler os Evangelhos, vemos Jesus:</p>
<ul style="text-align: left;">
<li><strong>Orando (Tradição Contemplativa).</strong> Ao orar, Jesus realçava a importância da intimidade com o Pai. Marcos 1:34,35.</li>
<li><strong>Lutando contra as tentações humanas e demoníacas no deserto (Tradição de Santidade).</strong> Nessa luta, revela-se a ênfase dada por Jesus à pureza do coração (santidade interior) e à retidão do comportamento diante do mundo (santidade exterior). Mateus 4:1-4.</li>
<li><strong>Exercendo o seu ministério em meio a sinais e maravilhas (Tradição Carismática). </strong>Tais manifestações sobrenaturais apontam para a imprescindível presença dos dons do Espírito Santo capacitando Jesus a realizar a obra do Pai. João 6:1-15.</li>
<li><strong>Estendendo sua mão compassiva aos necessitados (Tradição de Justiça Social).</strong> Fica evidente a preocupação de Jesus com o cuidado ao próximo. Lucas 5:12-26.</li>
<li><strong>Proclamando as boas-novas do evangelho (Tradição Evangelical).</strong> Nota-se então a centralidade do anúncio verbal da salvação vinda do Reino de Deus na mensagem de Cristo. Mateus 4:23.</li>
<li><strong>Integrando sua espiritualidade ao cotidiano (Tradição Sacramental).</strong> Agindo dessa forma, Jesus demonstra que era em meio à sua rotina natural que ele encontrava os sinais visíveis de Deus. Lucas 2:40.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Percebemos então que da vida de Jesus emergem seis grandes ênfases:</p>
<ul style="text-align: left;">
<li><strong>INTIMIDADE </strong>com Deus por meio da devoção diária.</li>
<li><strong>SANTIDADE</strong> como conseqüência de uma vida virtuosa em pensamento, palavras e ações.</li>
<li><strong>PODER</strong> do Espírito Santo pela vivência sobrenatural de seus dons.</li>
<li><strong>COMPAIXÃO </strong>em relação a todos os necessitados.</li>
<li><strong>PROCLAMAÇÃO</strong> das boas-novas do evangelho.</li>
<li><strong>HARMONIA</strong> entre espiritualidade e vida cotidiana.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Jesus viveu essas ênfases de modo integrado, harmônico, sem dar a uma, mérito maior do que a outra. Vividas conjuntamente, essas ênfases produzirão na vida do discípulo de Jesus o verdadeiro equilíbrio que é o modelo para a vivência integral da espiritualidade cristã.</p>
<p style="text-align: left;">Obs.: O material deste estudo foi extraído da obra Jornada de Formação Espiritual dos autores Eduardo Rosa Pedreira e James Bryan publicado pela editora vida e do livro Rios de água viva de Richard Foster.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Formação espiritual: Tradição sacramental &#8211; 11/04/12</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/04/11/formacao-espiritual-tradicao-sacramental/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 13:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[(Palavra-chave: Harmonia) 1.       Buscando uma vida marcada pela totalidade: harmonia entre espiritualidade (fé) e vida cotidiana. Lucas 13:10-17 (Leitura em grupo). Numa primeira leitura, pode não parecer, mas nesse texto Jesus enfrenta a milenar divisão que fazemos entre a prática de nossa fé e a prática de nossa profissão. As pessoas em geral, e em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/03/02/formacao-espiritual-tradicao-contemplativa/logo-grupos-de-convivencia/" rel="attachment wp-att-959"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>(Palavra-chave: Harmonia)</strong></p>
<ol style="text-align: left;">
<li><strong>1.       </strong><strong>Buscando uma vida marcada pela totalidade: harmonia entre espiritualidade (fé) e vida cotidiana. Lucas 13:10-17 (Leitura em grupo).</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: left;">Numa primeira leitura, pode não parecer, mas nesse texto Jesus enfrenta a milenar divisão que fazemos entre a prática de nossa fé e a prática de nossa profissão. As pessoas em geral, e em especial os líderes religiosos, constroem um muro de separação entre as duas realidades. O ambiente de trabalho se torna um espaço muitas vezes hostil à nossa fé e nem sempre a igreja nos ajuda a ser cristãos dentro de nossa profissão.</p>
<p style="text-align: left;">Jesus atacou essa dicotomia! Para entender como ele fez isso, precisamos analisar alguns detalhes históricos do texto. Não havia nada de novo no fato de Jesus entrar numa sinagoga. Desde o início do seu ministério, nós o vemos presente nesse ambiente. Dentre outros feitos, ele se tornou conhecido por suas perturbadoras falas e atitudes nas sinagogas.</p>
<p style="text-align: left;">Na Galiléia, região onde Jesus viveu a maior parte de sua vida, os cultos eram realizados na sinagoga. No texto específico que estamos estudando, Jesus era o pregador convidado. Era sábado e repentinamente uma mulher aparece no meio do culto. A sinagoga era um espaço exclusivamente masculino. Ela transgrediu o preconceito e notada por Jesus foi liberta da sua enfermidade física e espiritual.</p>
<p style="text-align: left;">Nesse ponto, o líder da sinagoga levanta uma questão: o que Jesus acabara de fazer podia ser caracterizado como trabalho e, uma vez que era sábado, o dia de descanso estabelecido por Deus, na lógica daquele líder Jesus estava quebrando a lei divina do descanso sabático. Jesus responde a essa interpelação de maneira sutil e inteligente. Primeiro ele mostra quão hipócrita era aquele discurso, uma vez que, caso um animal, que era posse pessoal do líder, caísse em um buraco no sábado, esse mesmo líder certamente procuraria resolver a questão, até mesmo para não ter prejuízo de perder sua preciosa posse. Curar uma pessoa no sábado era trabalho, mas salvar um animal não era?</p>
<p style="text-align: left;">O mais importante na resposta de Jesus, porém, não foi a denúncia da hipocrisia. A atitude de Jesus quer mostrar-nos algo mais sutil: não existe dia sagrado e dia não sagrado. Não deve existir uma separação entre as coisas que fazemos para Deus (no caso, curar) e o trabalho (no caso, salvar o animal). Tudo está integrado, tudo deve ser feito e vivido para a glória de Deus, todos os dias! Com essa concepção, sutilmente Jesus mina o frágil muro erguido pelos religiosos para separar o tempo do trabalho e o tempo de Deus, como se um nada tivesse que ver com o outro.</p>
<p style="text-align: left;">Jesus integrou plenamente sua rotina de trabalho e sua devoção a Deus. Muitas coisas que o ouvimos falar mais tarde certamente foram aprendidas e vividas no cotidiano pouco atrativo da carpintaria de seu pai, José. Às vezes, esquecemos que Jesus foi um trabalhador braçal, cuja rotina não deveria ser das mais estimulantes. Nossas imagens de Cristo nos sugerem alguém de pele branca, quase pálida, rosto cândido e, quem sabe, mãos finas. Nada mais distante da realidade de um carpinteiro, cujos calos nas mãos eram testemunhas de sua habilidade de transformar uma madeira informe em peças artesanais. Sua pele deveria ser mais queimada do sol escaldante do que propriamente registra a brancura cândida de nossos retratos.</p>
<p style="text-align: left;">O trabalho não era um empecilho para Jesus; antes, era um sacramento de Deus. A palavra “sacramento” precisa ser entendida com clareza: <strong>SACRAMENTO É UM SINAL VISÍVEL DA GRAÇA DE DEUS OU DA PRESENÇA INVISÍVEL DE DEUS</strong>. Uma vez que, em Jesus Cristo, Deus abençoou o corpo humano, a matéria, a natureza, enfim toda a criação, podemos dizer que as coisas que nos cercam e compõem nosso cotidiano podem ser consideradas sacramentos de Deus, sinais visíveis da sua graça e da sua presença invisível. Disse o salmista: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos”. Abre-se então diante de nós a possibilidade real de vivermos de maneira sacramental, integrando tudo à nossa relação com Deus.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Exercício de Reflexão:</strong> Quais as maiores dificuldades para conciliarmos nossa espiritualidade com nosso dia-a-dia e especialmente com o trabalho?</p>
<p style="text-align: left;">COMPROMETO-ME. Pela Graça de Deus:</p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Vou separar regularmente tempo para oração, meditação e leitura da Bíblia;</li>
<li>Lutarei contra o pecado dentro e fora de mim;</li>
<li>Praticarei meus dons espirituais associados ao fruto do Espírito Santo;</li>
<li>Vou me esforçar para servir ao próximo e me envolver tanto quanto possível com todos os atos de justiça que visem combater estruturas sociais iníquas e injustas;</li>
<li>Buscarei oportunidades de compartilhar o maravilhoso plano de salvação, fruto do amor de Deus por todos nós;</li>
<li>Buscarei a constante prática da sua presença, tentando discerni-la em todas as coisas que compõem o meu cotidiano.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Obs.: O material deste estudo foi extraído da obra Jornada de Formação Espiritual dos autores Eduardo Rosa Pedreira e James Bryan publicado pela editora vida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Páscoa Cristã: significado e proposição</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 14:36:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Para nós cristãos a páscoa é uma pessoa: Jesus. Ele é a nossa festa de libertação. Ele foi quem nos deu a passagem da morte para a vida.  Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Todas as festas judaicas, incluindo a páscoa, só tem significado para nós por causa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Para nós cristãos a páscoa é uma pessoa: Jesus. Ele é a nossa festa de libertação. Ele foi quem nos deu a passagem da morte para a vida.  Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Todas as festas judaicas, incluindo a páscoa, só tem significado para nós por causa de Jesus. Sem Ele, a páscoa seria apenas a festa que narra a história de libertação de um povo. Com Ele, a páscoa deve ser celebrada na perspectiva da libertação de todos os povos. O apóstolo Paulo, na senda dessa consciência de fé, afirmou: <strong>“Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”</strong> (I Coríntios 5:7b).</p>
<p style="text-align: left;">Gostaria, entretanto, de situar o versículo acima em seu contexto. O capítulo 5 da primeira carta aos coríntios é uma dura exortação de Paulo acerca da impureza moral e ética que grassava entre os irmãos daquela comunidade de fé. A sujeira era tamanha, a título de exemplo, que um determinado irmão estava fornicando com a mulher do seu pai. Além da permissividade desenfreada, não havia entre eles nenhum vestígio de arrependimento. As mentes e corações estavam endurecidos pelo pecado. Nem fora da comunidade cristã se via atitudes tão vergonhosas. Paulo orientou aos irmãos, que o tal fornicador fosse expulso da igreja. Postura excludente? Não. A igreja não é espaço para pessoas perfeitas, mas também não é lugar para o cultivo do cinismo. A Graça de Deus nos libertou para que vivamos em novidade de vida.</p>
<p style="text-align: left;">Por conseguinte, ainda no prisma do texto bíblico em questão, celebrar a páscoa significa caminhar como gente livre em Deus. Celebrar a páscoa significa comer diariamente o pão da sinceridade e da verdade. Não podemos nos alimentar do fermento da maldade e da malícia, pois quem deles come, atesta que ainda não tomou posse do significado e da consciência do Calvário. A minha maior motivação para caminhar com a consciência limpa em Deus, é que foi também para isso que Cristo morreu por mim. Ele morreu por mim para que eu viva limpo Nele e por Ele. Nessa páscoa, o meu sincero desejo é que toda nossa vida confirme e testemunhe que o sacrifício do Cordeiro Santo não foi em vão. Que o Senhor nos livre da dissimulação e, por sua graça, mantenha a nossa frágil vida no caminho da verdade.</p>
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		<title>As vantagens da educação</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 02:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Marcos Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostar de ser professor é admitir as vantagens do nosso sistema atual de ensino. Não gosto dos particípios passados fixistas, dogmáticos, voltados para o passado como um epitáfio, por isso usarei o gerúndio aberto e dirigido para infinitas possibilidades. Estou me realizando plenamente como professor. O primeiro objetivo do professor é lutar para que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Gostar de ser professor é admitir as vantagens do nosso sistema atual de ensino. Não gosto dos particípios passados fixistas, dogmáticos, voltados para o passado como um epitáfio, por isso usarei o gerúndio aberto e dirigido para infinitas possibilidades. Estou me realizando plenamente como professor.</p>
<p style="text-align: left;">
O primeiro objetivo do professor é lutar para que os alunos o superem, o que normalmente eu consigo na segunda ou terceira aula. O restante do semestre passamos fingindo. Eu fingindo que sei mais do que eles e eles fingindo amavelmente que sabem menos do que eu.</p>
<p>Na verdade, essa imensa capacidade de ser facilmente superado, eu desenvolvi já como pai. Todo filho tem como máximo objetivo de vida superar o pai e é por isso que admiro intensamente o meu filho. Tendo me superado amplamente aos sete anos de idade, continuou vivendo e inventando outras razões mais complexas para viver.</p>
<p>Depois das primeiras aulas, passo o resto do semestre também tentando loucamente acompanhar alunos, intensificando plano de leituras, fazendo resumos, fichas de livros e revistas, pesquisando esdrúxulos sites noturnos, e descobrindo que se, no mundo eleata de Zenão, Aquiles nunca alcança a tartaruga, no mundo real da educação, o professor-tartaruga jamais poderá alcançar o aluno-Aquiles.</p>
<p>Aliás, sou muito grato aos meus alunos por nunca passarem uma prova com cinco questões, por exemplo, para responder em classe, como método de avaliação. Questões eles levantam na sala de aula e eles mesmos respondem, depois do meu constrangedor silêncio de perplexidade.</p>
<p>Guardadas as devidas proporções, sinto-me como o Deus da definição de Viktor Frank, “o interlocutor dos melhores diálogos que exercito comigo mesmo”. Diferente desse Deus que proporciona plenitude e incursões abissais na subjetividade, sou, na sala de aula, o inútil e aparvalhado interlocutor dos animados debates que os alunos travam entre si.</p>
<p>Nesse ínterim, torna-se essencial o conhecimento que os alunos têm de Paulo Freire. Tornam-se para mim os complacentes educadores-educandos que investem no crescimento desse educando-deseducado-desecaducando-destemperacaducoeducando que gentilmente chamam de professor. Tenho certeza de que só não investem comigo na defenestrada educação bancária, tão criticada por Freire, por duvidarem de encontrar em meu cérebro banco ou conta para depositarem conhecimentos.</p>
<p>Por essa conjunção de fatores, a sala de aula torna-se o meu lugar diário de refrigério, a minha sessão de terapia, o meu remédio contra qualquer tipo de doença, a minha fonte de diversão cotidiana. Encontrei no ensino o meu ócio criativo, essa mistura de trabalho, jogo e diversão que Domenico De Masi propugna. Na sala de aula, sou responsável pelo ócio e os alunos pela criatividade.</p>
<p>Encontro tanto prazer e realização no ato de ensinar que o faria de graça e até pagaria para fazer. Pena que os dirigentes públicos e privados da educação do país já descobriram isso.</p>
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		<title>Estou mudo, mas Pondé fala</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 02:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou mudo há alguns dias, a gente faz isso não porque a gente quer, mas muitas vezes é para raspar da alma as chagas virais, as coisas ruins que os becos da vida nos dão de bagagem. Outras vezes é para não escrever besteiras, dizer coisas inconvenientes que algumas pessoas não suportariam ouvir, coisa para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou mudo há alguns dias, a gente faz isso não porque a gente quer, mas muitas vezes é para raspar da alma as chagas virais, as coisas ruins que os becos da vida nos dão de bagagem. Outras vezes é para não escrever besteiras, dizer coisas inconvenientes que algumas pessoas não suportariam ouvir, coisa para um bom pseudônimo; vai ver tem algum meu por aí, mas isso não revelarei a ninguém.  E existem tantas outras razões para se ficar mudo, inclusive uma gripe nojenta com seus acompanhantes infernais.</p>
<p>Tenho tantas coisas a dizer, de assuntos do céu ao inferno, de filme a economia, passando por religião, é claro. Mas não tenho paciência para falar de nenhum desses assuntos, estou um ser preguiçoso para tanto. Minha alma está se recuperando, estive mudo e não posso sair falando tanta coisa, é preciso fazer uns exercícios de recomeço, apesar de tantos dedos me beliscarem, contudo preciso recuperar meu humor, porque se não, ou falarei de coisas melosas ou falarei de desesperança. Falando nisso, acho que venho lendo muito Luiz Felipe Pondé, ele que é o filósofo que se põe “Contra um mundo melhor”.</p>
<p>Verdade, gosto dele, acabei de ler um texto do Pondé publicado na Folha de São Paulo (14.11.2011), no qual ele diz: “Hoje acordei um tanto leviano. Em dias assim, falo a sério de filosofia”. Pois então, no texto ele é contra se combater a artificialização da beleza em nome da beleza natural, ao que argumenta que “Se Deus não existe, toda beleza artificial é permitida. Logo, viva o silicone”. Aí então ele fala do direito aos seios bonitos por parte de todas as mulheres, nada mal para um freudiano. Continuando, ele resolve falar da ontologia da mulher, “a ontologia diz o que você é”, que segundo ele “passa pelos seios, pelas pernas e pela doçura, assim como a do homem pela potência e pelo dinheiro”. Pois é, esse ex-ateu parece defender que silicone deveria ser oferecido pelos SUS para todas as mulheres pobres, na verdade ele diz isso. Imagine a fila [...].</p>
<p>Sou fã do Pondé porque ele fala e constata cada coisa que fico a pensar e a ri bastante. Quem consegue adentrar na ironia e no pessimismo de Pondé se apaixona, não é à toa que uma conhecida minha, jovem psicóloga e analista do discurso, disse que ele só não é o ídolo dela porque é feio para sê-lo. Pois bem, hoje como não queria falar de coisas de amor, nem de desesperança etc e tal, não queria nem falar, deixo que esse filósofo pessimista fale: “Colocar silicone pode ser um pedido discreto de amor. [...] A beleza artificial é uma batalha discreta contra o vazio do corpo e da alma”, escrever também o é, bem como ler. “Tudo é vaidade”.</p>
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		<title>Teologia e Cultura: Iniciando a Conversa</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 13:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Carvalhaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos conversar sobre um tema fascinante: teologia e cultura. Mas antes de começarmos, gostaria de fazer algumas observações. Em primeiro lugar, acho importante dizer que pretendo citar constantemente nomes, livros, obras artísticas, lugares e referências, permitindo ao leitor que busque se aprofundar nos temas abordados por si mesmo. Em segundo lugar, já quero alertar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Vamos conversar sobre um tema fascinante: teologia e cultura. Mas antes de começarmos, gostaria de fazer algumas observações. Em primeiro lugar, acho importante dizer que pretendo citar constantemente nomes, livros, obras artísticas, lugares e referências, permitindo ao leitor que busque se aprofundar nos temas abordados por si mesmo. Em segundo lugar, já quero alertar os leitores que os temas aqui desenvolvidos estarão sempre se movendo, em processos tanto lineares quanto de interrupção, ou seja, tanto de certezas quanto de dúvidas e isso porque Deus também trabalha na imprevisibilidade e na fraqueza da vida. Acredito que a fé torna-se madura na medida em que ela não teme a contestação e os desafios. Como dizia Paul Tillich (1), a dúvida deve fazer parte constante da fé cristã. A ausência de dúvida não significa uma fé sólida como costumamos imaginar, mas ao contrário, ela pode tornar-se dogmática, violenta e até mesmo idólatra se ela se solidificar mais nos jeitos (teologias) de acreditar em Deus do que naquilo que se acredita (Deus).</p>
<p style="text-align: left;">Nessa coluna, desenvolveremos uma teologia feita entre exclamações, interrogações, ponto-e-vírgulas e reticências. Poucos serão os pontos finais, visto que na gramática teológica ou no vocabulário da fé, que tenta dizer o indizível e definir o indefinível, estamos sempre fadados ou a dizer demais ou a não dizer o suficiente ou o necessário, ou ainda o propriamente esperado. A teologia, nosso entendimento de Deus, constrói-se também na medida em que Deus nos desconstrói, e o vento de Deus que sopra de lugares desconhecidos também nos leva para lugares inimagináveis.</p>
<p style="text-align: left;">Mas o que é teologia? Teologia é um <em>jeito</em> de falar de Deus, um <em>jeito</em> de apreender e interpretar Deus com as ferramentas que dispomos: linguagem, corpo, pensamento, tradição, inspiração etc. <em>Teo-logia</em> é o logos, a palavra que fala, manifesta e é vazada pelo <em>theos</em>, a divindade. A história da teologia é a história das inúmeras interpretrações de Deus. Deus e nossas palavras fazem parte, no dizer de Paul Ricouer (2), de uma estrutura simbólica e material que se alimentam e criam mundos reais e imaginários. A teologia também vive nesse espaço entre o real e o imaginário, enquanto ela constrói e desconstrói os mundos e as formas pelas quais esses mundos (nossa vida, nossos desejos, nossas decisões) são entendidos, expressos e desenvolvidos.</p>
<p style="text-align: left;">Nesse espaço entre o real e o imaginário, as palavras sempre vão nos faltar, fazendo do nosso trabalho teológico – e todos nós somos teólogos de um jeito ou de outro – um trabalho sempre falho e por terminar. Deus é a interrupção de nossas palavras. Estamos sempre diante de uma aporia (3), um lugar onde o falar de Deus torna-se impossível e nada podemos fazer, nem falar nem ficar em silêncio; um lugar estranho onde o Espírito revolve para além de nossa capacidade de entendimento e, muito menos, de definição. Caminhamos, então, entre tentativas de falar de Deus, pois achar a única e verdadeira descrição divina – teológica ou não-teológica – é cair nos lagos de areias movediças da idolatria e prender a Deus em gaiolas humanas para nosso próprio alívio e conforto. Não! A teologia também trabalha com o incerto, com os erros, com as impossibilidades, com os desconfortos, com o rejeitado, com o ausente. É assim que vamos fazer teologia nesse espaço, permitindo que o vento de Deus nos leve para lugares onde nossa fé temerosa nunca nos deixou ir.</p>
<p style="text-align: left;">No que se refere à cultura, existem tantas definições de cultura que não exigirei aqui uma definição única. Como conceito móvel, vamos trabalhar com suas diversas possibilidades e contradições. Teologia e cultura são indivizíveis e é nessa mistura entre o que somos, o que fomos e o que seremos que interpretamos Deus e o mundo. A teologia da cultura aponta para as formas que nós interpretamos Deus e o mundo a partir de escolhas biográficas, teóricas, lingüísticas, históricas, culturais, sociais, econômicas, artísticas, sexuais, corporais e de gênero (masculino / feminino). O acesso à Bíblia nunca é desprovido de ferramentas de interpretação que definiram, definem e definirão nosso entendimento e relação com Deus. Dessa forma, não existe &#8220;teologia pura&#8221; que venha diretamente de Deus sem passar pelos escaninhos humanos de interpretação (cultura). Vamos desenvolver esse aspecto mais pausadamente em artigos futuros.</p>
<p style="text-align: left;">E a letra &#8220;e&#8221;? A partícula &#8220;e&#8221; de &#8220;teologia <em>e</em> cultura&#8221; denota não a divisão entre teologia e cultura, mas sim a inter-relação e a interdependência entre estes dois campos, mostrando que eles não são estranhos e autônomos. E como vamos trabalhar dentro desta interdependência? Como faremos isso? Bem, vamos conversando&#8230;</p>
<p style="text-align: left;"> (1) Paul Tillich é um dos maiores teólogos protestantes do século XX. Alemão, participou como capelão da I Guerra Mundial e teve que fugir de seu país quando Hitler tomou o poder. Foi para os Estados Unidos e lá ensinou no Union Theological Seminary, na Harvard Divinity School e na Universidade de Chicago.</p>
<p style="text-align: left;">(2) Paul Ricouer é um pensador francês cristão que trabalhou com vários temas filosóficos e teológicos, como interpretação, fenomemologia, estudos bíblicos, conceitos de metáfora, utopia, ideologia, análise de Freud etc.</p>
<p style="text-align: left;">(3) Aporia é o lugar da indeterminação, onde os &#8220;nós duplos&#8221; da realidade, os entrevãos, não se desfazem, não podem ser acessados pelo nosso pensar nem ser propriamente definidos. A aporia é o lugar que denuncia as coisas que esquecemos no processo de construção do pensamento, o que inclui também a teologia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Discipulado na Ultima Ceia (Mc. 14.12-26)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 13:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Alexandro Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A realização da Ceia traz a nossa memória duas verdades bíblicas, uma para refletir e a outra para celebrar. Uma é a promessa que Ele retornará para nos buscar (“até que ele venha” – 1 Cor. 11.26), então é para celebrarmos porque a nossa esperança não está limitada a este mundo, mas o nosso Salvador nos levará [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">A realização da Ceia traz a nossa memória duas verdades bíblicas, uma para refletir e a outra para celebrar. Uma é a <strong>promessa</strong> que Ele retornará para nos buscar (<em>“até que ele venha” – 1 Cor. 11.26</em>), então é para celebrarmos porque a nossa esperança não está limitada a este mundo, mas o nosso Salvador nos levará para eternidade ao seu lado. E a outra é reflexiva, <strong>Jesus Cristo entregou a sua vida em sacrifício para me resgatar da condenação eterna</strong> (<em>1Cor. 11. 24 e 25</em>)<strong>.</strong> É desta reflexão que nasce a celebração, isto é, depende de como vivem os nesta vida para podermos celebrar na eternidade com Ele.</p>
<p style="text-align: left;">E na ultima ceia com seus discípulos o nosso Mestre, apesar de ter algumas horas de vida e de compartilhar a mesa com um traidor em um momento tão importante, a páscoa, mesmo assim, Ele concentrou toda a sua atenção, energia e emoção em dá instruções aos seus discípulos para que eles permanecessem na fé.</p>
<p style="text-align: left;">Instruções estas que definem o estilo de vida cristão só se tornam realidade através de uma relação de discipulado, onde o mestre ama ensinar e o discípulo ama aprender (v. 12). E na ultima ceia Jesus não perde a oportunidade de ensinar:</p>
<p style="text-align: left;">1. É preciso crer que Ele sabe sinalizar a nossa jornada. (v.13).</p>
<p style="text-align: left;">2. É preciso colocar a nossa vida a serviço do Mestre. (v.14-15).</p>
<p style="text-align: left;">3. É preciso fidelidade em nossos relacionamentos. (v. 18).</p>
<p style="text-align: left;">4. É preciso consciência clara de quem nós somos em Cristo. (v.19)</p>
<p style="text-align: left;">5. É preciso gratidão pelo Sacrifício de Cristo e disposição para sacrificar. (v.22-24).</p>
<p style="text-align: left;">6. É preciso ser um adorador. (v.26).</p>
<p style="text-align: left;">Manifestando estes valores do Reino de Deus estamos fazendo da nossa vida uma exposição constante do Evangelho e assim vivenciamos a espiritualidade cristã diariamente, deixando de lado o discurso vazio da religiosidade que traz não traz vida, mas morte. E a morte já foi tragada pelo nosso Cristo, portanto vivamos como Cristo viveu, porque assim com Ele e nEle somos mais que vencedores.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Celebração da Ceia em 07/11/2010</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 14:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WebMaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr. Josias pregando em manhã de celebração da Ceia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/04/dsc00239.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1072" title="dsc00239" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/04/dsc00239.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Pr. Josias pregando em manhã de celebração da Ceia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Formação espiritual: Tradição evangélical &#8211; 26/03/12</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/04/02/formacao-espiritual-tradicao-evangelica/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 16:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[(Palavra-chave: Proclamação) Buscando uma vida marcada pela proclamação do Evangelho. Lucas 4:16-21; 42-44 (Leitura em grupo). Após ser batizado no rio Jordão e ser levado para o deserto vencendo ali as tentações, Jesus cheio do poder do Espírito, segue para Nazaré, a cidade na qual foi criado. Ali, em dia de sábado, ele procura uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>(Palavra-chave: Proclamação)</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Buscando uma vida marcada pela proclamação do Evangelho. Lucas 4:16-21; 42-44 (Leitura em grupo). </strong></p>
<p style="text-align: left;">Após ser batizado no rio Jordão e ser levado para o deserto vencendo ali as tentações, Jesus cheio do poder do Espírito, segue para Nazaré, a cidade na qual foi criado. Ali, em dia de sábado, ele procura uma sinagoga, lê e explica um texto das Sagradas Escrituras.</p>
<p style="text-align: left;">Essa descrição tão despretensiosa assume contornos um pouco mais dramáticos quando mergulhamos nos detalhes históricos envolvidos na cena. Nazaré ficava na Galileia. Os habitantes dessa região, os galileus, eram considerados por seus irmãos da Judeia, judeus de segunda categoria, mestiços não pertencentes a linhagem judaica pura. Além disso, a Galileia era uma região mais pobre se comparada à Judeia, separada pela região considerada pagã, e na qual moravam os odiados samaritanos. Era um pedaço de terra inexpressivo, formado por cidades pequenas com populações pobres e fruto de uma fraca economia.</p>
<p style="text-align: left;">No entanto, ali nas sinagogas, pequenas congregações locais sem o glamour do grande templo que ficava em Jerusalém, capital poderosa da Judeia, um grupo de pessoas liderado por sacerdotes, tinha o costume de se reunir aos sábados em torno da leitura das Sagradas Escrituras. Um dos aspectos mais proeminentes desses encontros era a esperança alimentada pela vinda do Messias, o ungido de Deus que restauraria os tempos áureos do povo de Israel. Eles sonhavam com o Messias; a dura realidade, porém, era a pobreza, a desilusão dos falsos messias e o poderoso domínio dos romanos.</p>
<p style="text-align: left;">Até que um dia, um sábado como outro qualquer, Jesus, o filho do carpinteiro, aquele conhecido por todos na cidade, entra na sinagoga e afirma ser o Messias esperado, no qual se cumpriria o ano aceitável da salvação escrito no texto lido e por ele explicado. Como esse filho de carpinteiro, esse menino que vimos crescer aqui entre nós, pode falar uma bobagem dessas? Que Deus seria louco de estabelecer seu reino por intermédio dessa figura simples e comum, desse pobre Galileu? Estas e outras semelhantes devem ter sido as perguntas instigadoras do ódio deles contra Jesus, ódio que se concretizou na tentativa de o jogarem de sobre um monte. Obviamente, essa primeira reação não deteria Jesus e sua santa obsessão de espalhar o evangelho, as boas-novas das quais ele era não só o portador, mas também sua mais precisa encarnação histórica. <strong>Nessa cena, aparecem juntas as três maneiras pelas quais Deus se revela à humanidade: sua palavra escrita, a palavra viva que é Jesus e a palavra proclamada</strong>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>A palavra escrita como conhecemos hoje é a Bíblia</strong>. Em um primeiro momento, existia apenas a Torá, nome dado aos livros da Lei, os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Depois foram acrescentados os profetas. Juntos, s livros da Lei e os profetas formavam as Sagradas Escrituras nos dias de Jesus. Os cristãos trouxeram o Novo Testamento, e então a Bíblia se formou como a manuseamos hoje. É fato que um autêntico cristão terá como princípio básico de fé crer na Bíblia como a revelação escrita da mensagem de Deus para todos.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Jesus Cristo é a Palavra Viva de Deus</strong>. Nele se encontra a mais cristalina imagem divina. Ele é a expressão histórica mais concreta de quem é Deus. E, Jesus, Deus falou definitivamente com a humanidade. Jesus nos revelou um Deus cheio de amor e compaixão, capaz de curar os feridos, trazer luz aos que andam em trevas, pão aos famintos e salvação a todos os alienados de uma relação pessoal com Deus. O apóstolo Paulo resumiu de maneira maravilhosa tudo quanto poderíamos falar dessa palavra viva de Deus. Leia Colossenses 1:15-20.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>A palavra proclamada é aquela que sai dos lábios dos discípulos (as) de Jesus.</strong> Nós proclamamos a palavra viva que tem sua história registrada na palavra escrita. Precisamos proclamar essa palavra, pois por meio dela o mundo conhece a revelação de deus. Cheios da palavra viva, somos chamados a proclamar a palavra escrita e, assim, suscitarmos a fé salvadora no coração de todos aqueles que nela crêem. Proclamar essa palavra não é uma opção, mas uma maravilhosa responsabilidade. Leia Romanos 10: 13-17.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>EXERCÍCIOS</strong></p>
<p style="text-align: left;">1-       Tenha um contato mais intenso com o texto bíblico.</p>
<p style="text-align: left;">2-       Peça a deus uma oportunidade de compartilhar o Evangelho com alguém.</p>
<p style="text-align: left;">3-       Proclame também com ações.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>COMPROMETO-ME:</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pela graça de Deus:</strong></p>
<p style="text-align: left;">1-       Vou separar regularmente tempo para oração, meditação e leitura da Bíblia;</p>
<p style="text-align: left;">2-       Lutarei contra o pecado dentro e fora de mim;</p>
<p style="text-align: left;">3-       Praticarei meus dons espirituais associados ao fruto do Espírito Santo;</p>
<p style="text-align: left;">4-       Vou me esforçar para servir ao próximo e me envolver tanto quanto possível com todos os atos de justiça que visem combater estruturas sociais iníquas e injustas;</p>
<p style="text-align: left;">5-       Buscarei oportunidades de compartilhar o maravilhoso plano de salvação, fruto do amor de Deus por todos nós;</p>
<p style="text-align: left;">6-       Buscarei a constante prática da sua presença, tentando discerni-la em todas as coisas que compõem o meu cotidiano.</p>
<p style="text-align: left;">Obs.: O material deste estudo foi extraído da obra Jornada de Formação Espiritual dos autores Eduardo Rosa Pedreira e James Bryan publicado pela editora vida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>II Retiro de casais</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/03/23/ii-retiro-de-casais/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 18:11:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mural de Avisos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias 25,26 e 27 de maio acontecerá o segundo retiro de casais da IBJ. O tema deste retiro será: AMAR OUTRA VEZ. Local: Master Hotel em Jequié. Maiores informações ligar para secretaria da igreja 3525-3089. Vamos refletir juntos sobre o desafio de continuar amando apesar das crises, das dificuldades e de nós mesmos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Nos dias <strong>25,26 e 27</strong> de maio acontecerá o segundo retiro de casais da IBJ. O tema deste retiro será: AMAR OUTRA VEZ. Local: Master Hotel em Jequié. Maiores informações ligar para secretaria da igreja 3525-3089. Vamos refletir juntos sobre o desafio de continuar amando apesar das crises, das dificuldades e de nós mesmos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Discipulado: avaliação, parâmetro e prática</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 18:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda carta de Paulo aos Coríntios é uma defesa do seu apostolado. É a mais pessoal de todas as cartas paulinas. Escolhi uma porção do último capítulo (13:5-8) desta carta a fim de refletir sobre o desafio pessoal de todo discípulo (a) de Jesus Cristo. Em primeiro lugar, Paulo recomendou aos coríntios que eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">A segunda carta de Paulo aos Coríntios é uma defesa do seu apostolado. É a mais pessoal de todas as cartas paulinas. Escolhi uma porção do último capítulo (13:5-8) desta carta a fim de refletir sobre o desafio pessoal de todo discípulo (a) de Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align: left;">Em primeiro lugar, Paulo recomendou aos coríntios que eles fizessem uma <strong>AVALIAÇÃO</strong> diária de suas vidas a fim de checar o compromisso deles com o evangelho. Paulo utilizou dois verbos com o mesmo sentido: examinar e provar. Estes verbos apontam para um teste que era feito com moedas para verificar sua autenticidade. O ourives jogava a moeda no mármore e o barulho indicava se o material era de prata ou chumbo, por exemplo. O apóstolo Paulo apropriou-se desta experiência com metais para falar do exame que os coríntios precisavam fazer. A necessidade da auto-reflexividade apóia-se no fato de que a alma humana é mutável, diferentemente do metal. Pessoas que eram ouro refinado na fornalha da graça de Deus podem se tornar latão imprestável. A questão aqui não é de condenação eterna, mas de conversão diária ao conteúdo do evangelho.</p>
<p style="text-align: left;">Em segundo lugar, o <strong>PARÂMETRO</strong> deste exame é a vida de Jesus. Paulo indaga: “vocês não reconhecem que Jesus Cristo habita em vós?”. A vida de Jesus é o mármore onde minha alma deve ser testada diariamente. Estou manifestando o fruto da videira? Estou seguindo os passos de Jesus? Suas opções de vida são as minhas? Já dizia o Pr. Carlos McCord, a vida cristã é uma pessoa perfeita que habita em mim. Com base nessa certeza indubitável, preciso tomar posse da consciência de que a minha ambigüidade só será superada se eu permitir que essa vida perfeita me aperfeiçoe todos os dias.</p>
<p style="text-align: left;">Em terceiro lugar, o apóstolo Paulo diz estar orando para que os coríntios não deixem simplesmente de fazer o mal, mas para que sejam abundantes na <strong>PRÁTICA</strong> do bem. Os discípulos de Jesus devem praticar o bem embora isso traga sérias implicações sobre eles. Nossa motivação em fazer o bem consiste no fato de que não podemos lutar contra a verdade, senão estarmos a serviço dela.</p>
<p style="text-align: left;">Portanto, que a auto-reflexão cotidiana e honesta sobre o nosso viver, à luz da vida e missão de Jesus, nos conduza a prática incansável do bem. Isso é discipulado!</p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>Jovem: o Pai procura você!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 02:56:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do jubileu de prata do CONJUBAJA/abril de 2012 “O Pai está à procura&#8230;”. Esta expressão está gravada no evangelho de João, mas, precisamente, faz parte do diálogo que Jesus travou com a mulher samaritana (João 4). Elas apontam para o fato de que Pai está procurando pessoas com fome e sede Dele; Está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Por ocasião do jubileu de prata do CONJUBAJA/abril de 2012</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>“O Pai está à procura&#8230;”.</strong> Esta expressão está gravada no evangelho de João, mas, precisamente, faz parte do diálogo que Jesus travou com a mulher samaritana (João 4). Elas apontam para o fato de que Pai está procurando pessoas com fome e sede Dele; Está procurando adoradores que vivam de acordo com o seu amor fiel. Um alerta: não adianta procurar água viva na religiosidade. Somente Jesus, presença do Pai entre nós, pode saciar as nossas sedes mais profundas. Quem bebe da água da vida torna-se uma fonte de adoração, louvor e gratidão. Porque o Pai nos procura?</p>
<p style="text-align: left;">O Pai está à nossa procura porque a iniciativa é sempre Dele. O Evangelho é o anúncio do que Deus fez em nosso favor e não o contrário.</p>
<p style="text-align: left;">O Pai está à nossa procura porque Ele conta com a nossa cooperação para que o seu projeto de vida e liberdade alcance a todos.</p>
<p style="text-align: left;">O Pai está à nossa procura porque Ele deseja se relacionar conosco. Deseja ser o ouvido que nos ouve, a mão que nos segura, o colo que nos ampara, o abraço que nos conforta, a voz que nos orienta.</p>
<p style="text-align: left;">O Pai está à nossa procura porque Ele deseja que o nosso coração seja o templo da adoração.</p>
<p style="text-align: left;">O Pai está à nossa procura porque Ele quer ser o amor que nos satisfaz e realiza plenamente.</p>
<p style="text-align: left;">O Pai está à procura de pessoas que queiram, corajosamente, agir e viver como Jesus, seu Filho amado.</p>
<p style="text-align: left;">Enfim, a procura divina continua ativa na história. O Pai que nos procura incessantemente deseja que experimentemos a alegria de ser gente encontrada por seu amor e sua graça.<strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Formação espiritual: Tradição de justiça social &#8211; 18/03/12</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 14:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[(Palavra-chave: Compaixão) Buscando uma vida marcada pela compaixão (Leitura em grupo: Mateus 25: 31-46). O texto bíblico que acabamos de ler é profundamente perturbador. Nele temos um verdadeiro indicador de como Deus leva a sério o trabalho com os necessitados. Embora o texto contenha uma parábola, deve ser lido como uma revelação a respeito do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center">
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>(Palavra-chave: Compaixão)</strong></p>
<ul style="text-align: left;">
<li><strong>Buscando uma vida marcada pela compaixão (Leitura em grupo: Mateus 25: 31-46). </strong></li>
</ul>
<p style="text-align: left;">O texto bíblico que acabamos de ler é profundamente perturbador. Nele temos um verdadeiro indicador de como Deus leva a sério o trabalho com os necessitados. Embora o texto contenha uma parábola, deve ser lido como uma revelação a respeito do juízo de Deus sobre as nações. Jesus usa um símile (“Ele separará uma das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes”) para nos dar uma imagem mental de um dos critérios que Deus usará em nosso ajuste de contas final. Como um pastor separa as ovelhas em dois grupos, Jesus separará as pessoas em dois grupos: aqueles que cuidaram dos presos, nus, necessitados, doentes e aqueles que não se sensibilizaram e nada fizeram para esses a quem o Senhor chama de seus pequeninos. Cuidar de seus pequeninos é cuidar do próprio Jesus que se identifica com sua realidade. Quando servimos a esses pequeninos, estamos servindo ao próprio Cristo. Portanto, podemos ver a face de Jesus no rosto sofrido dos seus. A fé que nos salva aumenta, em vez de diminuir, nossa responsabilidade diante de Deus e daqueles a quem Ele nos pede para cuidar. Não podemos nos esconder sob o guarda-chuva da nossa fé e negligenciar aqueles que precisam do nosso cuidado. Jesus relatou essa cena final do julgamento para nos avisar que Ele espera mais, não menos, dos que o chamam de Senhor.</p>
<p style="text-align: left;">Por trás desse texto, há uma bela e longa tradição bíblica revelando o amor compassivo de Deus materializado na prática da justiça, a qual corrige as injustiças que subtraem a vida de seus amados. Se olharmos o mundo através dos olhos de Deus, veremos que a compaixão é a lente principal através da qual o Pai enxerga a todos. Isso a começar por nossos pecados, que foram eternamente perdoados na cruz e cotidianamente esquecidos com o nascer do sol a cada manhã, dando-nos novas oportunidades. Somos amados e preciosos aos olhos de Deus. Todos somos queridos por Ele.</p>
<p style="text-align: left;">Essa é a razão pela qual o tema da justiça social está tão presente em toda a Bíblia. Os Salmos estão repletos dessa verdade. Leia Salmos 82:3,4; 103:6. O autor de provérbios ainda adverte: leia Provérbios 14:31.</p>
<p style="text-align: left;">Os profetas foram os incômodos porta-vozes de Deus, lembrando a todos essa dimensão da compaixão que pratica a justiça. Pelos lábios de Isaías, ouvimos Deus dizer: “Porque eu, o Senhor, amo a justiça e odeio o roubo e toda maldade” Is. 61:8. Não foram poucos os discursos proféticos evocando o juízo de Deus sobre as nações que oprimiam os pobres. Foi nesse espírito que o profeta Miquéias nos mostrou como Deus deseja que vivamos a respeito dessa questão. Leia Miquéias 6:8.</p>
<p style="text-align: left;">Jesus encarnou essa tradição profética de compaixão. Curou enfermos, alimentou famintos, acolheu prostitutas&#8230; No entanto, nada disso o fez confundir compaixão coma a aceitação de todo e qualquer comportamento. Sua compaixão o levava à justiça e vice-versa. Jesus amou a todos porque nele residia o amor do Pai, e esse foi sempre o “gatilho” que disparava sua ação justa e compassiva em favor de todos. É nesse contexto que a cena desse julgamento deve ser compreendida.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Exercício de reflexão</span></strong></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>No texto lido, o que mais chamou sua atenção?<strong></strong></li>
<li>Você acha que, como cristãos, temos a tendência de descuidar desse chamado de Jesus para cuidar dos necessitados? Por que sim ou porque não?<strong></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Comprometo-me:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pela graça de Deus:</strong></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Vou separar regularmente tempo para oração, meditação e leitura da Bíblia;</li>
<li>Lutarei contra o pecado dentro e fora de mim;</li>
<li>Praticarei meus dons espirituais associados ao fruto do Espírito Santo;</li>
<li>Vou me esforçar para servir ao próximo e me envolver tanto quanto possível com todos os atos de justiça que visem combater estruturas sociais iníquas e injustas;</li>
<li>Buscarei oportunidades de compartilhar o maravilhoso plano de salvação, fruto do amor de Deus por todos nós;</li>
<li>Buscarei a constante prática da sua presença, tentando discerni-la em todas as coisas que compõem o meu cotidiano.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Obs.: O material deste estudo foi extraído da obra Jornada de Formação Espiritual dos autores Eduardo Rosa Pedreira e James Bryan publicado pela editora vida.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Chamado ao discipulado</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 14:35:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[“E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na coletoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu”. Mateus 9:9 A partir do excerto bíblico acima, gostaria de refletir sobre alguns aspectos do chamado ao discipulado, suas implicações e desafios para a nossa vida. O convite de Jesus a Mateus foi feito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><strong><em>“E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na coletoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu”.</em></strong> <strong>Mateus 9:9</strong></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">A partir do excerto bíblico acima, gostaria de refletir sobre alguns aspectos do chamado ao discipulado, suas implicações e desafios para a nossa vida.</p>
<p style="text-align: left;">O convite de Jesus a Mateus foi feito dentro da casa de arrecadação dos impostos. Mateus apesar de ser judeu, ajudava o império romano na exploração do seu povo. No espaço da espoliação financeira, Levi foi convidado a repensar os seus valores. Ele foi desafiado a abrir mão da suposta segurança do imposto que cobrava. A proposta do evangelho é radical, pois nos chama a uma ruptura com o modus vivendi desse mundo-sistema. Para Mateus ontem e para nós hoje o desafio permanece o mesmo: <strong>descobrir o sentido de que seguir a Jesus é o valor acima de todos os valores.</strong></p>
<p style="text-align: left;">A postura física de Mateus revela seu estado existencial. Ele estava assentado, o que nos remete a idéia de alguém escravizado, refém de uma realidade. Sua prostração deve-se ao fato de que ele estava a serviço de um sistema iníquo e injusto. Servia a uma máquina de espoliar e empobrecer pessoas, mas Jesus o desafiou a uma mudança de postura e ele aceitou. Qualquer economista repreenderia Mateus. Trocar a segurança econômica pela “incerteza” do ‘segue-me’ era uma aposta suicida. Todavia, <strong>ninguém poderá seguir efetivamente a Jesus se não abraçar o absurdo de viver somente pela fé Nele. </strong></p>
<p style="text-align: left;">Por conseguinte, no versículo 10 do mesmo texto, Jesus aparece na casa de Mateus participando de uma refeição. Jesus foi duramente criticado pelos religiosos por comer na casa de um pecador. Mateus tinha uma má fama na cidade, mas Jesus também não estava preocupado com a sua reputação. Às críticas moralistas, respondeu Ele: “misericórdia quero e não sacrifício. Porque eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento” (v. 13). No prisma da narrativa, <strong>o valor do evangelho é a misericórdia divina que acolheu o pecador Mateus e que continua acolhendo pecadores como você e eu.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As garantias da esperança: O grito dos fracos e a ira do crucificado</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/03/13/as-garantias-da-esperanca-o-grito-dos-fracos-e-a-ira-do-crucificado/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 14:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Marcos Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Apocalipse 6 a 9 Os segredos revelados &#160; Quebrar os selos é romper o silêncio proposital que escondia os desmandos do poder. Em vez da beleza da história oficial, a realidade em sua crueza é mostrada enfim. Os poetas louvavam Roma e historiadores comprometidos com o Império diziam que o poder romano transformara a terra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Apocalipse 6 a 9</strong></p>
<p>Os segredos revelados</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quebrar os selos é romper o silêncio proposital que escondia os desmandos do poder. Em vez da beleza da história oficial, a realidade em sua crueza é mostrada enfim. Os poetas louvavam Roma e historiadores comprometidos com o Império diziam que o poder romano transformara a terra toda em um reino de paz e de felicidade. Mas o Cordeiro que fora morto pelo poder romano estava quebrando selo por selo e sob uma voz de comando dos anjos, quatro cavalos temíveis mostram a sua verdadeira aparência.</p>
<p>A paisagem não é tão sedutora e encantadora como parecia. Violência, fome, morte e destruição estão se espalhando por toda a parte. Esse é o lado verdadeiro da Pax Romana. Conflitos e destruição se espalham por todo o planeta e o resultado é uma vida miserável, escondida por trás dessa máscara luminosa tão apregoada. Selo por selo, segredo por segredo, vai ficando cada vez mais claro que Roma não está no controle. Forças poderosas, animais, espalham morte e destruição por todo o canto.</p>
<p>Essa morte é estrutural, parte necessária do modo de distribuição do poder do Império, e também intencional, direcionada pelo Império aos sediciosos e rebeldes, ou àqueles que não se conformam com o estilo de vida proposto. Na questão das comunidades de Jesus, aqueles que não negociam a sua fé. A memória destes gritam e alavancam a inesperada resposta do Cordeiro.</p>
<p>Primeiro ele sela uma inumerável multidão, depois quebra o segredo do sétimo selo e responde com uma torrente de atos poderosos de juízo sobre toda a estrutura terrestre. O céu se levanta em guerra contra a terra e seus desmandos, mudando a direção de todas as coisas, ou começando as mudanças prometidas pela visão. O céu está aliado com o grito dos fracos, contra a arrogância dos poderosos. O poder é um sistema do qual todos, de certa forma participam. O juízo dos céus vem inclusive sobre escravos. Ou seja, em todas as classes sociais há pessoas que participam voluntariamente do jogo de opressão, ou aceitam as cartas desse jogo com mais facilidade. Dizendo de outra forma, com alguns pensadores, “a vítima não se torna ética por ser vítima”.o de todas as coisas, ou começando as mudanças prometidas pela visdireç</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="1">
<li>As complexas facetas da morte e da destruição</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quatro cavalos de quatro cores vão descrever as forças de destruição operando na história. Ou seja, por trás do aparato de glória, a morte e suas forças de ação imperam sobre as circunstâncias da vida cotidiana de todos os povos. Cavalos eram instrumentos de guerra mortíferos, irrompiam sobre as fileiras humanas de guerreiros causando destruição desigual.</p>
<p>Os dois primeiros cavalos, branco e vermelho, levavam cavaleiros com arco e espada, respectivamente. Os partas, nunca conquistados pelo Império Romano usavam arcos e os cavaleiros romanos usavam grandes espadas. Dois grandes impérios, com a mesma filosofia, conquista e poder, às custas dos povos mais pobres, de um comércio de exploração e espoliação, simbolizado no próximo cavalo, o cavalo negro.</p>
<p>O poder político tem como instrumento de guerra o poder econômico. O trigo e a cevada, produtos vitais para a alimentação dos povos, estavam com preços exorbitantes, mas o azeite e o vinho, produtos de exportação, essenciais para as elites romanas, não podiam ser danificados, tinham que ter prioridades para o cultivo. O resultado disso era o empobrecimento das nações periféricas, responsáveis pela produção agrícola. Os pequenos agricultores viviam dificuldades impensáveis diante do poder romano.</p>
<p>O quarto cavalo, amarelo, era o somatório de todas essas forças de morte e mais outras. Espada, fome, feras selvagens (às vezes em espetáculos públicos), doenças, às vezes evitáveis, tudo contribuía para diminuir a qualidade de vida dentro desse império que prometia paz e felicidade a todos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li>A resposta do céu à mortandade terrestre</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>O problema maior desse sistema de morte era a questão dos inocentes. O que podiam fazer as vítimas diante desse poder desigual? As revoltas eram esmagadas, as vozes discordantes silenciadas, somente podiam clamar a Deus, gesto aparentemente inútil, traduzido pela pergunta desesperada: “Até quando?”</p>
<p>Havia um Deus que se preocupava com isso? Se havia, por que a demora angustiante? Haveria alguma coerência, ou alguma esperança para as pequenas comunidades que viviam um outro tipo de vida, confiantes que Deus estava com eles? Em outras palavras, havia algum Deus do lado dos pobres ou a religião era isso mesmo, um sistema de abençoar os grandes e de acomodar e domesticar os pobres?</p>
<p>A resposta do sexto selo é contundente, os céus se levantam em indignação incontida contra todo o sistema de morte imperando na história. O sol, a lua e as estrelas se colocam poderosamente contra a terra e seu sistema perverso sobre o comando irado do Cordeiro.</p>
<p>Há um paradoxo nessa imagem, um pacífico e inofensivo cordeiro irado. Há um lado no amor que não admite conversa, age de modo irado. Às vezes queremos ser pacíficos demais, bondosos demais e generosos demais. Mas, não dá para ficar inerte diante da injustiça e do sistema de morte que impera no mundo. O pastor protestante Dietrich Bonhoeffer, quando contestado porque havia participado de uma conspiração para matar Hitler, respondeu: “Se você vê um louco descontrolado dirigindo um carro em um jardim de infância e você tem uma arma e sabe usar, o que você faria?”</p>
<p>Há muita ira dirigida para o lado errado. Muitas vezes, para as vítimas ou para quem sofre as conseqüências das injustiças. Mas há esperança quando exercitamos o nosso direito de se irar contra os poderes da morte e os sistemas de exploração que tiram a vida e a qualidade de vida de tantos. Haverá esperança quando a igreja aprender a utilizar a ira do Cordeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="3">
<li>A guerra cósmica contra os poderes da terra</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sétimo selo vai anunciar a guerra de toda a potência dos céus contra os poderes da terra, cena de batalha anunciada por toques de sete trombetas, onde os guerreiros são os astros, que irrompem inesperadamente dos céus.</p>
<p>Antes da batalha, dois intervalos. No primeiro intervalo, antes da abertura do sétimo selo, são selados 144 mil, de todas as tribos, que podem ser os mesmos descritos como uma grande multidão que ninguém podia contar, através dos significados dos símbolos. Selados para servir a Deus e para louvar a Deus. Independentemente da conotação religiosa e litúrgica atribuída a esses atos, seriam talvez duas das coisas que nos fazem humanos, o trabalho e a alegria, ou, se quisermos repetir com Edgar Morin, a prosa e a poesia. A vida é prosaica, enquanto sobrevivência, e poética, enquanto lugar estético, oportunidade do cântico, espaço para a beleza e o prazer.</p>
<p>Esse número de pessoas seladas não serão exterminados pelos sete anjos vingadores, anunciados pelas trombetas. Quando o sétimos selo é aberto, primeiro um novo tipo de intervalo, um solene silêncio, em que não há vozes dos poderosos, nem toques de artistas nem barulho algum. Então, os quatro primeiros anjos tocam as suas trombetas e a terça parte da terra e das árvores, do mar e das embarcações, dos rios, do sol, da lua e das estrelas são danificados, com morte humana inclusive, pela ação de astros celestes. Então, uma águia (símbolo do Império Romano) sai voando, pronunciando seus ais em alta voz, pelas trombetas restantes, a serem trazidas pelos três últimos anjos.</p>
<p>A quinta e a sexta trombeta, então descrevem cenas grandiosas, novamente começando com a quinta, pela queda de uma grande estrela, mas especialmente por estranhos gafanhotos, preparados como cavalos, com rostos de homens e cabelos de mulheres, dentes de leão e couraças como de ferro. Esses gafanhotos não atacavam ervas, mas pessoas e não as matavam, mas as atormentavam por cinco meses. Diante deles, as pessoas desejam a morte e não a encontram.</p>
<p>Finalmente, a sexta trombeta libera os anjos exterminadores para matar a terça parte dos seres humanos. Isso acontece no dia, mês e hora, acertados por Deus. Em outras palavras, há um tempo conhecido de Deus, onde as coisas acontecem com precisão. E, por isso, mesmo que o nosso clamor pareça não ter sido atendido, no tempo certo, as coisas acontecerão e a justiça finalmente triunfará.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por um ano eterno</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2012/03/13/por-um-ano-eterno/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 13:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Queria que este texto fosse lido ao som de uma boa trilha sonora, tal como as que estou ouvindo agora, que pode ser um pop, um jazz, um MPB, um blues ou algo semelhante de bom gosto. Queria que a leitura fosse acompanhada ao sabor de um bom mousse de maracujá, após uma saborosa refeição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queria que este texto fosse lido ao som de uma boa trilha sonora, tal como as que estou ouvindo agora, que pode ser um pop, um jazz, um MPB, um blues ou algo semelhante de bom gosto. Queria que a leitura fosse acompanhada ao sabor de um bom mousse de maracujá, após uma saborosa refeição daquelas de final de ano, preparada de um jeitinho especial. O local de leitura poderia ser a sala de sua casa e você lançado ao tapete, recostado em algum lugar confortável, e que o dia estivesse com clima ameno, para não dar fadiga.  Isso porque a serenidade e o ócio são um bom lugar e momento para se pensar sobre coisas importantes da vida, ou melhor, repensar a vida. Ainda mais se o ano estiver se findando ou começando, que é o caso.</p>
<p>Mas se lhe falta algumas dessas coisas, peço que não falte coragem, porque é preciso ter coragem para visitar os porões da alma e rever o que passou; olhar as fotografias de conquistas e as caricaturas de derrotas, o lixo e a bagunça que restou. É necessário, sobretudo, ter coragem para se desvencilhar e não repetir as promessas vazias, com tons de autoajuda, feitas ano a ano a si mesmo, aos outros e a Deus na ocasião do novo ano que chega. Na verdade, para se pensar a felicidade é preciso ter sangue no olho, portanto, é imprescindível ter muita coragem e desprendimento de si mesmo.</p>
<p>Isso porque viver é caminhar. Caminhar, sobretudo, para dentro de si mesmo e essa é a maior de todas as caminhadas, ou como disse alguém: “a grande caminhada”. E o ato de caminhar requer desprendimento, renúncia, coragem para o inusitado. Então, quem caminha para dentro não pode se prender a nada que está na rodagem, não pode deixar deter-se por aquilo que prende os passos e amarra a alma no passado ou à beira do caminho, caso contrário se estará caminhando apenas para fora. E, por tantas razões estamos presos às miragens do futuro e às coisas dispersas em nosso passado que nos fazem, no presente, lutar por elas, contudo que não nos deixam livres para caminhar para dentro, apenas para fora, quiçá, para trás. Caminhamos para fora quando nos deixamos possuir pelas coisas em si, quando nos deixamos depender de tais para dar valor à nossa vida, ou seja, quando pretendemos possuí-las para sermos alguma coisa, para sermos aceitos, quando apenas sonhamos em ser bem sucedidos, “melhorar de vida”, ou coisa do gênero.</p>
<p>A caminhada para fora é representada pelas conquistas que se pretende possuir e pelas possuídas. Entretanto, o grande problema não é conquistar, mas possuir o que se conquista, porque quando possuímos o que conquistamos é porque já fossos possuídos por tal coisa. E isso nos prende. No entanto, vale ressaltar que, coisas não são apenas objeto-objeto, mas os nossos relacionamentos coisificados também o são, por assim dizer, estamos cada vez mais coisificando as pessoas, tornando-as objetos da realização egoística de nossos prazeres social, sexual, financeira e afetivo. Isso significa dizer que estamos no grande mercado desumano em que as pessoas são coisas, cada coisa com sua embalagem customizada e sendo cada qual convidada à possessão da outra que lhe agrada. É o que chamam de liberdade pós-moderna.</p>
<p>Pessoas que caminham por desejos egoístas podem chegar a possuir tudo, mesmo sem nada ter. Isso porque suas vidas estão ligadas ao que não tem, ou ao que tem, e dependem disso para serem “felizes”. Digo, são pessoas que vivem em busca da felicidade como se fossem alcança-la a cada realização, a cada conquista. Só que “felicidade não é o lugar onde se chega. É a forma como se vai”. Não é à toa que a palavra felicidade no hebraico tem a ver com “caminhada”, “percurso”.</p>
<p>Por ser assim, estou lhe convidando a caminhar, caminhar para dentro. Isso significa “ter tudo, sem nada possuir”, pra ser menos filosófico, é sonhar, é ter planos, é querer crescer na vida, é vislumbrar um emprego melhor, uma dieta, o casamento etc. Sem, no entanto, amarrar sua felicidade a isso, porque essas coisas estão todas à margem do caminho, e se conquistadas, são pra ser apreciadas, desfrutadas, vivenciadas como o peregrino que passa a cada vila, contribui e desfruta do melhor dela, mas sabe que ali não pode ficar e que o melhor que pode levar dali vai dentro de si.</p>
<p>Pessoas assim se não conseguirem o que desejam, pelo menos, não as possuiu, por isso é ser livre ou menos preso. Com isso, se perder ou se ganhar, se errar ou se acertar, o importante é que se está caminhando. A pessoa está vivendo com o coração sempre no caminho, no verdadeiro, na vida, no que é eterno, isso porque “onde está o seu tesouro ali está o seu coração”. Por assim dizer, a eternidade é uma caminhada, sempre coletiva, para dentro da profundidade do que nos faz humanos. O que ressoa com um gesto de interpretação do que o mestre palestino disse há mais de dois mil anos: “não adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e se perder de si mesmo”.</p>
<p>Caminhar é lidar com a dor e o prazer de aprender dia a dia a renunciar, renunciar os desejos, as ambições, as paixões que grudam à nossa alma. Então, que vivamos a renúncia de tudo que tenta nos possuir. Que aprendamos a romper com o passado, com a culpa que nos possui por não ter conquistado ou perdido alguma coisa que possuíamos. Que aprendamos a lidar com o futuro e a desejar o que nos faz, de fato, pessoas melhores, pessoas mais livres de nós mesmos e das coisas, para melhor desfrutarmos de tudo o que o caminho tem a nos proporcionar. Sendo assim, não nos esqueçamos de que se somos alguma coisa, então, somos peregrinos do eterno no caminho da existência, à luz e à sombra da eternidade. Eis a felicidade, caminhe! Eis a proposta para um ano eterno, (&#8230;).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Simplesmente, Feliz 2012.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Formação espiritual: Tradição Carismática – 11/03/12</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 04:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[(Palavra-chave: Poder) 1.       Buscando uma vida marcada pelo Espírito (Leitura em grupo: João 14:15-26; 15:26, 27; 16:7-15) Os versículos lidos descrevem a origem, o caráter e o trabalho do Espírito Santo. Analisando mais detalhadamente esses textos, começamos a perceber aspectos importantes da pessoa, da presença e do trabalho do Espírito de Deus. Primeiro, vemos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>(Palavra-chave: Poder)</strong></p>
<ol style="text-align: left;">
<li><strong>1.       </strong><strong>Buscando uma vida marcada pelo Espírito (Leitura em grupo: João 14:15-26; 15:26, 27; 16:7-15) </strong></li>
</ol>
<p style="text-align: left;">Os versículos lidos descrevem a origem, o caráter e o trabalho do Espírito Santo. Analisando mais detalhadamente esses textos, começamos a perceber aspectos importantes da pessoa, da presença e do trabalho do Espírito de Deus.</p>
<p style="text-align: left;">Primeiro, vemos que o Espírito Santo é o Espírito da verdade. Ele afirma e confirma aquilo que é verdadeiro. A natureza invisível do seu trabalho faz que muitas pessoas não consigam crer em sua presença. Todos aqueles que já o receberam espiritualmente, porém, não precisam de provas, pois ele habita em nós!</p>
<p style="text-align: left;">Segundo, O Espírito é o nosso mentor. Ele nos ensina todas as coisas! Aprendemos a orar com a ajuda do Espírito Santo. Amor, alegria, paz, ternura e muito mais vêm em nossa vida como fruto de sua ação em nós. Como mentor de nossa vida, ele nos ensina, nos corrige e anda ao nosso lado, passo a passo.</p>
<p style="text-align: left;">Terceiro, o Espírito Santo é a testemunha que testifica acerca de Jesus. Quando ouvimos o evangelho, as boas-novas de que Jesus Cristo nasceu, viveu , morreu e ressuscitou dos mortos, o Espírito testifica dessas verdades em nosso coração, preparando-o para crer, aceitar e por elas viver.</p>
<p style="text-align: left;">Quarto, se por um lado o Espírito Santo é o advogado de defesa de todos os cristãos, por outro é o promotor, aquele que mostra quando este mundo está errado a respeito da relação com Deus, particularmente quanto ao pecado e ao juízo de Deus. Não fomos chamados para acusar as pessoas de pecadoras; nossa missão é deixar-nos usar por ele a fim de que, por seu intermédio, todos sejam convencidos da sua necessidade de Deus.</p>
<p style="text-align: left;">Quinto, o Espírito Santo não fala por si mesmo, mas apenas o que ouve do Pai. Ele transmite a nosso espírito os desejos do Pai. Segreda a nosso coração as verdades contidas no coração do Pai.</p>
<p style="text-align: left;">Sexto, é o consolador, aquele que nos anima, organiza a nossa mente, refaz o espírito quebrado e a alma abatida, levanta nossa vida das cinzas e nos ergue para seguir o caminho de Jesus.</p>
<p style="text-align: left;">É pelo Espírito Santo que a presença de Jesus habita nosso interior e é por intermédio dele que podemos chamar Deus de Pai. É por sua ação que experimentamos a presença de Jesus. Mas o mesmo Espírito também tem autoridade sobre este mundo afastado de Deus. A ida de Jesus e a vinda do Espírito marcaram um novo momento da obra de Deus neste mundo!</p>
<p style="text-align: left;">Um aspecto importantíssimo na tentativa de praticar a tradição carismática é a imprevisibilidade inerente ao Espírito Santo de Deus. Não é sem razão que Jesus disse que o Espírito é como o vento! Não se pode prevê-lo, pegá-lo, manipulá-lo. Embora misteriosa, a ação do Espírito Santo em nossa vida tem marcas claras. Em outras palavras, nem tudo é mistério e imprevisibilidade em nossa relação com o Espírito. Lendo a Bíblia, vemos de maneira clara algumas “pegadas” dessa ação. O Espírito Santo:</p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Dá-nos um senso espiritual de união com Jesus;</li>
<li>Dirige-nos a toda verdade de Deus;</li>
<li>Ajuda-nos a adorar a Deus;</li>
<li>Guia-nos em nossas decisões;</li>
<li>Ilumina nossa compreensão bíblica;</li>
<li>Motiva-nos à ação;</li>
<li>Dá-nos sabedoria quando ousamos compartilhar o evangelho com outros;</li>
<li>Usa-nos para realização de sinais sobrenaturais;</li>
<li>Amolece o coração daqueles com quem compartilhamos a verdade de Deus.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Acreditamos que todos aqueles que se abrem de coração à ação do Espírito podem experimentar essas marcas. O trabalho do Espírito, essencialmente, é moldar-nos à imagem de Jesus, e isso leva tempo, como todos sabemos!</p>
<p style="text-align: left;">Baseados nisso, sugerimos os seguintes exercícios:</p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Clame pela ação do Espírito Santo em sua vida.</li>
<li>Cultive o fruto do Espírito.</li>
<li>Se você ainda não fez, comece imediatamente um processo de discernimento para descobrir qual é o seu dom espiritual.</li>
<li>Leia a Bíblia na dependência do Espírito Santo.</li>
<li>Ouça o Espírito quando for tomar decisões.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">
<ol style="text-align: left;">
<li><strong>Comprometo-me:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: left;"><strong>2.1   </strong><strong>Pela graça de Deus:</strong></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Vou separar regularmente tempo para oração, meditação e leitura da Bíblia;</li>
<li>Lutarei contra o pecado dentro e fora de mim;</li>
<li>Praticarei meus dons espirituais associados ao fruto do Espírito Santo;</li>
<li>Vou me esforçar para servir ao próximo e me envolver tanto quanto possível com todos os atos de justiça que visem combater estruturas sociais iníquas e injustas;</li>
<li>Buscarei oportunidades de compartilhar o maravilhoso plano de salvação, fruto do amor de Deus por todos nós;</li>
<li>Buscarei a constante prática da sua presença, tentando discerni-la em todas as coisas que compõem o meu cotidiano.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Obs.: O material deste estudo foi extraído da obra Jornada de Formação Espiritual dos autores Eduardo Rosa Pedreira e James Bryan publicado pela editora vida.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O outro lado da vida e da história</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 13:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Marcos Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Apocalipse Cap. 4 e 5) A estrutura invisível da esperança             As pequenas comunidades da Ásia Menor precisam manter a esperança em sua vida de fé, seus valores e sua insistência em serem anunciadores de um novo mundo. Mas como manter essa força e essa pequena chama de suas candeias, se a ofuscante luz do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><strong>(Apocalipse Cap. 4 e 5)</strong></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>A estrutura invisível da esperança</strong></p>
<p style="text-align: left;">            As pequenas comunidades da Ásia Menor precisam manter a esperança em sua vida de fé, seus valores e sua insistência em serem anunciadores de um novo mundo. Mas como manter essa força e essa pequena chama de suas candeias, se a ofuscante luz do Império ostentam as vantagens de uma vida totalmente diferente da vida dos pequenos.</p>
<p style="text-align: left;">            Seria necessário ultrapassar os limites da vida em sua visibilidade cotidiana e perceber os fundamentos da estrutura de esperança que apóia a luta aparentemente inglória e impossível desses pequeninos. E aqui estaremos à volta novamente com o título do livro. Apocalipse, que significa revelação e tirar o véu. Os fundamentos da esperança estão ocultos e vivem na realidade do mistério. A palavra mistério aponta para algo que está além da visão e da audição. Precisamos ver e ouvir alguma coisa bem nova para continuarmos a insistir nos novos valores.</p>
<p style="text-align: left;">            Dizendo na linguagem do Apocalipse, quando tudo na terra parece estar perdido e apontar para o fracasso das novas iniciativas, quando o valor da insistência, da perseverança apesar de tudo, parece ser inútil é preciso deixar a terra e subir para o céu. O exilado João enxerga uma porta aberta no céu e ouve uma voz que diz: “suba para aqui”.</p>
<p style="text-align: left;">            As pequenas comunidades organizadas em torno da memória de Jesus e de sua misteriosa presença (Jesus passeia entre os candeeiros) são e não são comunidades como outras quaisquer. Como qualquer outra cumprem uma função social, política e são organizadas economicamente. Diferente das outras, o fundamento da sua ação é o mistério, a fé em uma ação que transcende a própria história, a visão de um Império infinitamente superior ao Império Romano e a audição de uma mensagem que confronta altaneiramente a ideologia vigente, com voz de trovão.</p>
<p style="text-align: left;">
<ol style="text-align: left;">
<li>Sempre há uma porta aberta para o céu.</li>
</ol>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">            Mudar a direção do olhar, enxergar além dos problemas imediatos, é aprender a ver uma porta invisível para o céu. Essa porta se torna mais visível na situação de exílio. Exatamente quando toda a esperança parece haver acabado, depois de se ter insistido em agir de modo totalmente contrário à ideologia vigente, a realidade se torna translúcida e a história encontra o seu significado.</p>
<p style="text-align: left;">            Nesse momento, os anônimos, incômodos e insistentes Joãos passam a ser os portadores da mensagem da esperança que vem através de imagens e de discursos. Há uma abundância de cânticos, poesias que se apresentam constantemente, como para mostrar que a linguagem do céu é sempre poética, espécie de dizer onde o mais importante é a forma, estética, onde as entrelinhas falam mais alto do que as linhas.</p>
<p style="text-align: left;">            Uma experiência narrada pelo próprio Martin Luther King Jr pode ilustrar essa idéia. No calor da luta pelos direitos civis dos negros nos EUA, no início de seu movimento, sempre pacífico, mas muito contestador, esse pastor batista e negro narra que estava extremamente tenso e amedrontado com as constantes ameaças de morte que sofria. Em determinada ocasião, estava tão temeroso que só pensava em uma maneira digna de abandonar o movimento. Acaba então de receber uma ameaça pelo telefone e vai preparar um café para desanuviar. De repente cai de joelhos e em voz alta começa a orar a Deus e levanta-se com a certeza de que Deus estava do seu lado, do lado da justiça, contra toda a injustiça e opressão. Daí por diante, desapareceu todo o medo e a mensagem da justiça alcançada através da luta amorosa foi levada adiante com toda coragem e ousadia. No depoimento dele, foi a certeza de que Deus estava com ele que deu forças para continuar.</p>
<p style="text-align: left;">
<ol style="text-align: left;">
<li>Suba para aqui e veja</li>
</ol>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">            Mudar para a perspectiva do céu é ter uma visão diferente. Na visão comum, o Império Romano tudo comanda e impõe um estilo de vida incapaz de ser ultrapassado, impossível de ser contestado. Na visão do céu, o Império é totalmente diferente: Deus é que tudo comanda de seu trono, junto com o seu séquito, do mesmo modo que o Império Romano conta com seus cônsules.</p>
<p style="text-align: left;">            Ao redor do trono de Deus, como se fosse ou o seu grupo de senadores, ou o seu sinédrio particular, vinte e quatro anciãos estão também em tronos de ouro. Tudo faz crer que representam os doze patriarcas hebraicos mais os doze apóstolos da tradição cristã. E a imagem transmite uma mensagem inesperada e extremamente forte.</p>
<p style="text-align: left;">            A idéia é de que a corporação humana que moveu e move a história, afinal, não é o grupo de notáveis da sociedade de então, mas ridículos pastores da insignificante tradição hebraica, para a época, unidos a desconhecidos mensageiros enviados às comunidades de gente simples; os hoje famosos apóstolos eram pessoas destituídas de qualquer poder e prestígio na sociedade.</p>
<p style="text-align: left;">            Os participantes desse grupo não vivem levantando polêmicas sem fim, nem disputando espaço, nem poder, eles celebram, cantam e dançam um cântico novo, igual e diferente, variações infindáveis sobre a glória, o poder, a honra e a sabedoria de Deus. Podemos afirmar que, em certo sentido, o segredo da história é a alegria, a canção, a poesia, e tudo isso é dom de Deus.</p>
<p style="text-align: left;">            Participam também do poder do Império do céu, quatro seres viventes cheios de olhos e cheios de asas, ou seja, são seres que vêem e voam, dotados de muita sabedoria e muita agilidade. Essa sabedoria também está em harmonia com a música celeste, cantam os mesmos cânticos e cada ser vivente tem uma aparência diferente, como a abarcar a totalidade da vida. Um tem rosto semelhante ao leão, animal selvagem, outro a novilho, animal doméstico, outro a homem, e outro a águia, animal alado. Todos são fortes, dentro da sua perspectiva, todos são sábios e todos estão unidos em torno do ideal de Deus. Portanto, toda a força, a beleza, o poder, pertencem apenas a Deus.</p>
<ol style="text-align: left;">
<li>Quem pode ler o livro de Deus.</li>
</ol>
<p style="text-align: left;">            A próxima cena descrita aqui é belíssima e cheia de possibilidades de significação. Cena dramática e misteriosa que nos lembra o desamparo em que ficamos quando não compreendemos as coisas da vida e da história. Há um livro na mão direita de Deus, selado com sete selos e escrito por dentro e por fora, mas não há ninguém capaz de ler o livro. É essa a pergunta dramática do anjo: Quem é digno de ler o livro? E a resposta é ninguém e o resultado é o choro desconsolado do exilado.</p>
<p style="text-align: left;">            Em uma cultura predominantemente oral, a questão do livro, a interpretação do que está escrito, começa a ter cada vez mais importância e é disputa de sábios e entendidos. Quem pode entender os escritos dos hebreus? Quem pode ler a linguagem dos astros? Quem tem o direito de dizer e dar significado a fatos corriqueiros? Quem pode falar em nome de Deus.</p>
<p style="text-align: left;">            A resposta é contundente: em nenhum lugar da terra existe uma voz, um sábio, um intérprete confiável daquilo que está escrito no livro de Deus. Em outras palavras, toda palavra humana é relativa e todos os escritos e pronunciamentos sejam de quem for, mesmo do imperador, não é absolutamente confiável. Para o exilado João que sobe ao céu esperançoso, a reação é o choro sem medida e sem controle. Não há palavra de esperança porque não há quem entenda ou tenha o direito de entender o livro de Deus.</p>
<p style="text-align: left;">            Mas a cena continua e aparece subitamente uma figura estranha, a qual vai continuar aparecendo durante a mensagem de Apocalipse: um cordeiro, como que morto, com sete chifres e sete olhos. Parte da mensagem é explicada: os sete olhos são os sete espíritos de Deus, o resto está implícito, em jogos complexos de imagens. Cordeiro que é leão, da linhagem de Davi, que surge do meio do trono, e que passa a receber as mesmas homenagens oferecidas anteriormente somente a Deus.</p>
<p style="text-align: left;">            É a cerimônia de divinização da vítima do Império Romano, um ser humano que está no seio do próprio Deus, na tradição dos faraós e dos próprios imperadores, mas paradoxalmente, passara despercebido pela história oficial, mais um crucificado, vítima entre vítimas. Ele é agora a garantia transcendental da esperança das comunidades, em sua luta por serem parábolas do Império de Deus na história. Somente ele pode falar em nome de Deus e explicar o livro de Deus, ninguém mais.</p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>Tamar, uma história de força, raça e gana</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 02:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do Dia Internacional da Mulher Gostaria de refletir sobre a vida de uma mulher que apesar de ser violentada pelos homens da sua casa não se permitiu ocupar a posição de vítima em uma sociedade machista e patriarcal, pois resolveu ser protagonista da sua própria história. Refiro-me a Tamar. Ela figura entre as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Por ocasião do Dia Internacional da Mulher</strong></p>
<p style="text-align: left;">Gostaria de refletir sobre a vida de uma mulher que apesar de ser violentada pelos homens da sua casa não se permitiu ocupar a posição de vítima em uma sociedade machista e patriarcal, pois resolveu ser protagonista da sua própria história. Refiro-me a Tamar. Ela figura entre as mulheres que são citadas na genealogia de Jesus (Mt. 1:3). O texto, porém, que nos serve de base para esta reflexão é o capítulo 38 do Gênesis.</p>
<p style="text-align: left;">O primeiro homem a violentá-la foi o seu marido, Er. Ele aparece no texto como um homem perverso. O diagnóstico da sua perversidade foi dado pelo próprio Deus, a ponto do juízo divino sentenciá-lo a morte (v.7). Não aparece explicitamente na narrativa nenhuma agressão de Er contra Tamar. Entretanto, o que se diz do seu caráter aponta para o modelo de esposo que ele era.</p>
<p style="text-align: left;">Por ocasião da morte de Er, Onã, seu irmão, deveria casar-se com Tamar. Onã não deu a devida atenção à lei do levirato (Dt. 25:5-11).  Ele derramava o seu sêmen na terra, a fim de não suscitar descendência ao irmão falecido (v.9). Tamar foi violentada pelo capricho malvado do seu cunhado. A ira divina também não poupou Onã (v.10).</p>
<p style="text-align: left;">O terceiro homem a violentá-la foi seu próprio sogro, Judá. O desejo de Tamar era ter um filho, pois a falta dele em seu contexto acarretava sérias implicações sociais etc. Judá pediu que Tamar esperasse por Selá, seu filho mais moço (v.11). Selá tornou-se homem e Judá não honrou a sua palavra (v.14). Tamar também foi violentada pela insensibilidade do seu sogro.</p>
<p style="text-align: left;">O que me encanta em Tamar é que ela não ficou prostrada ante a violência machista. Ela foi sujeito da sua própria autonomia. Numa sociedade patriarcal que a vitimava, ela corajosamente lutou para escrever uma nova história. Tamar buscou a justiça/direito por caminhos não convencionais. Disfarçou-se de prostituta, engravidando do seu sogro. Assim, ela desmascarou a injustiça da uma sociedade que privilegiava os machos. Judá, em seguida, teve que reconhecer que Tamar era mais justa que ele (Vv. 15-26).</p>
<p style="text-align: left;">Por conseguinte, Tamar foi abençoada com dois filhos (v.27). Um ela chamou de Perez que significa irromper e o outro chamou de Zera que significa amanhecer, brilhar (Vv. 28-30). Tamar é um protótipo da mulher que não desiste de lutar. A história dela nos garante que Deus sempre fará raiar um novo dia para quem tem força, raça e gana.</p>
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		<title>Por ocasião do culto de posse do Pr. Sandro em 07.03.12 na congregação do Mandacaru</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 13:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Em João 10 temos a descrição dos limites e insuficiência da nossa prática pastoral. A meu ver esse texto apresenta duas verdades basilares: 1) Jesus é a referência absoluta de toda prática pastoral. 2) Toda prática que foge a essa referência torna-se inevitavelmente diabólica. O discurso do capítulo 10 está situado numa festa mais recente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Em João 10 temos a descrição dos limites e insuficiência da nossa prática pastoral. A meu ver esse texto apresenta duas verdades basilares: 1) Jesus é a referência absoluta de toda prática pastoral. 2) Toda prática que foge a essa referência torna-se inevitavelmente diabólica.</p>
<p style="text-align: left;">O discurso do capítulo 10 está situado numa festa mais recente do povo de Israel. Refiro-me a festa das luzes que celebrava a dedicação do templo de Jerusalém. Nesta festividade, o capítulo 34 do profeta Ezequiel dos textos lidos era o mais importante. Ezequiel 34 narra a acusação de Deus aos pastores infiéis que dispersam, usurpam e oprimem as ovelhas. Portanto, Jesus utilizou o contexto da festa para apresentar-se como o bom e sumo pastor. Jesus apresentou um novo modelo de pastorado, radicalmente centrado no amor e no cuidado. Nas palavras de Alastair Campbell: <strong>“O cuidado pastoral é, em essência, surpreendentemente simples. Tem um propósito fundamental: ajudar as pessoas a conhecer o amor, tanto como algo a receber como algo a dar”.  </strong></p>
<p style="text-align: left;">Declarada a limitação da nossa prática pastoral por aquele que é capaz de dar a vida por suas ovelhas, resta-nos a esperança de não sermos, a semelhança dos fariseus, pastores e pastoras que pesam a vida das ovelhas com mandamentos castradores e alienantes.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>“O ladrão veio para matar, roubar e destruir&#8230;” </strong>Situado neste contexto percebemos que esta afirmação está diretamente relacionada aos lideres religiosos do tempo de Jesus, especialmente os fariseus e escribas, e não ao diabo como geralmente interpretamos. O alerta do BOM PASTOR é que o nosso ministério, embora religioso, carrega em si a possibilidade de ser diabolicamente destrutivo e mortífero.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>“Mas Eu vim para que tenham vida em abundância”</strong>. Se nossa prática pastoral pode tornar-se o “ministério da morte”, ela também pode vir-a-ser expressão finita da vida infinitamente abundante do BOM PASTOR.</p>
<p style="text-align: left;">Que não tenhamos a petulância de nos considerarmos BONS PASTORES, mas, já será motivo de grande celebração e esperança, se não formos MERCENÁRIOS, como fora denunciado por Jesus. <strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ilusão de vaidade</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 02:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois não acredito nesse homem. Veja bem, menino. Prefiro lhe explicar minhas razões Do que aos que pensam ser você tão inocente, E não percebem a regularidade dos atos, porque a distração É a amiga mais íntima dos que pensam ver, Mas são cegos de si mesmos, por não assumirem A dissimulada brincadeira que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois não acredito nesse homem.</p>
<p>Veja bem, menino.</p>
<p>Prefiro lhe explicar minhas razões</p>
<p>Do que aos que pensam ser você tão inocente,</p>
<p>E não percebem a regularidade dos atos, porque a distração</p>
<p>É a amiga mais íntima dos que pensam ver,</p>
<p>Mas são cegos de si mesmos, por não assumirem</p>
<p>A dissimulada brincadeira que é viver.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Toda liberdade é vaidosa, e por isso mesmo</p>
<p>Deixa de ser o que anuncia. Pois bem, é preciso</p>
<p>Nela crer para ir em direção ao que</p>
<p>Se deseja sem saber, mas é desejo, é prazer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nada é livre neste mundo, nem o vento</p>
<p>Que sopra um querer obedecente</p>
<p>De outra vontade oculta aos displicentes.</p>
<p>Livre mesmo é o que sabe que não é livre,</p>
<p>Por saber escolher ao que quer se assujeitar.</p>
<p>Ainda assim não é tão livre no verbo</p>
<p>De decisão, revelante de uma cisão</p>
<p>Profundamente escondida, mas pulsante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A vaidade é a mãe dos homens livres,</p>
<p>É filha do desejo rebelado; dos gananciosos</p>
<p>É deusa; dos sábios é vizinha mal educada.</p>
<p>Mas é serva dos poucos que sabem</p>
<p>Brincar de pique-esconde: ora o poder é dela,</p>
<p>Outra vez é deles; na procura eles a encontra,</p>
<p>Na caçada no lugar secreto estão a se esconder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Viver é uma brincadeira, quiçá, boba,</p>
<p>Quem brinca ganha, mas também chora</p>
<p>Por não vencer. Criança não quer só brincar,</p>
<p>Quer jogar o jogo da aparente inocência</p>
<p>Do poder prazeroso que há em se ganhar ou se perder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Menino, vai brincar.  Pelo menos</p>
<p>Com apenas um simples doce lhe enganam.</p>
<p>Mas aí dos que a si mesmos se enganam,</p>
<p>Saboreando de seus pensamentos sofisticados</p>
<p>Preparados com a doçura velada</p>
<p>Da ilusão de liberdade. Triste,</p>
<p>Eles passam mal e emagrecem no trono</p>
<p>Como reis do próprio (des)prazer</p>
<p>Assentados ao odor de suas (de)cisões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Corram, fechem porta e janela.</p>
<p>Lá vem ele, lá vem ele! &#8211; Ele quem?</p>
<p>Corram, tampem boca e nariz.</p>
<p>Lá vem ele, lá vem ele! &#8211; Ele quem?</p>
<p>O alívio do rei. – Que rei?</p>
<p>O rei que está dentro da barriga de todos nós.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aprendendo a desaprender</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 16:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Na senda de Maturana, Morin e de tantas outras vozes, penso que, desaprender tornou-se um dos maiores desafios hodiernos. Aprender a sermos humanos, solidários, cuidadosos, amorosos, passa inevitavelmente pela desaprendizagem do egoísmo, da indiferença, do narcisismo, do individualismo. Aprender a construir um novo mundo implica necessariamente em desaprender os velhos arranjos sociais. Entre montanhas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Na senda de Maturana, Morin e de tantas outras vozes, penso que, desaprender tornou-se um dos maiores desafios hodiernos. Aprender a sermos humanos, solidários, cuidadosos, amorosos, passa inevitavelmente pela desaprendizagem do egoísmo, da indiferença, do narcisismo, do individualismo. Aprender a construir um novo mundo implica necessariamente em desaprender os velhos arranjos sociais.</p>
<p style="text-align: left;">Entre montanhas e vales, sinagogas e aldeias, terras e mares os discípulos de Jesus foram desafiados a desaprender. Nas palavras de Cecília Meireles: <strong><em>“Não te aflijas com a pétala que voa, também é ser deixar de ser assim”.</em></strong></p>
<p style="text-align: left;">Desaprender a pegar pedras, porque todos nós estamos em flagrante constante diante de Deus <strong>(João 8).</strong></p>
<p style="text-align: left;">Desaprender a rotular as pessoas de amaldiçoadas, porque a glória de Deus pode ser vista nos lugares mais inesperados <strong>(João 9).</strong></p>
<p style="text-align: left;">Desaprender a busca insana pelo poder, porque quem deveria ser servido se fez servo <strong>(João 13). </strong></p>
<p style="text-align: left;">Desaprender a confiar em si mesmos, porque até o mais fiel pode negar a Deus <strong>(João 18). </strong></p>
<p style="text-align: left;">Desaprender a estrada do palácio, porque o caminho da vontade divina era a cruz <strong>(Mateus 16). </strong></p>
<p style="text-align: left;">Desaprender o culto das exterioridades, porque o que contamina o homem é o que sai do seu interior <strong>(Mateus 15).</strong></p>
<p style="text-align: left;">Será que desaprenderam mesmo? O Novo Testamento nos diz que não. O processo de desaprendizagem não parou depois da morte e ressurreição de Jesus. Disse o Senhor: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Todavia, a história da igreja cristã comprova de todas as formas que ela não atentou para este imperativo com sabor de convite.</p>
<p style="text-align: left;">Por conseguinte, a dor do despetalar sempre vem acompanhada com o prazer de florescer em Deus, pois <strong><em>“quem está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram tudo se fez novo” (2ª Coríntios 5:17).  </em></strong>Eis a pedagogia de todo discípulo (a): Aprender a ser gente em Deus significa desaprender diariamente a presunção de querer ser sem Ele.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Formação espiritual: Tradição de santidade &#8211; 05/03/12</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 16:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de Convivência]]></category>

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		<description><![CDATA[ (Palavra-chave: virtude/santidade) 1.       Buscando uma vida marcada pela virtude. A santidade de Jesus (Mateus 4:1-11. Leitura em grupo). Há neste texto bíblico uma relação interessante entre o batismo e a tentação de Jesus. Um dos aspectos envolvidos no ato do batismo é a confirmação de uma relação. As águas significam, entre outras coisas, que há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><strong><a href="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png"><img class="size-full wp-image-959" title="Logo - Grupos de Convivência" src="http://www.ibjequiezinho.com/site/wp-content/uploads/2012/03/Logo-Grupos-de-Convivência.png" alt="" width="391" height="124" /></a></strong></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong> (Palavra-chave: virtude/santidade)</strong></p>
<ol style="text-align: left;">
<li><strong>1.       </strong><strong>Buscando uma vida marcada pela virtude. A santidade de Jesus (Mateus 4:1-11. Leitura em grupo).</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: left;">Há neste texto bíblico uma relação interessante entre o batismo e a tentação de Jesus. Um dos aspectos envolvidos no ato do batismo é a confirmação de uma relação. As águas significam, entre outras coisas, que há uma relação entre aquele que é batizado e o Deus que batiza. Foi assim com Jesus. A voz do céu confirma que Ele era o Filho amado do Pai. É interessante notar que, logo após a confirmação do batismo, o Espírito que havia pousado como pomba sobre ele, o leva ao deserto para ser tentado. Aqui aparece outra confirmação: as águas confirmam simbolicamente, mas o deserto testaria na prática essa confirmação. No rio, o Pai disse que Jesus era o Filho amado; no deserto, Jesus seria testado se amava o Pai o suficiente para recusar as ofertas do diabo.</p>
<p style="text-align: left;">Talvez a expressão “para ser tentado” cause estranheza a muitos de nós. Como o próprio Espírito de Deus pôde levar Jesus à tentação? Uma tradução melhor dessa expressão seria “para ser testado”. Aqui reside uma diferença sutil: Deus testa, mas o diabo tenta. O alvo do teste é o crescimento; o da tentação é a queda e a culpa. O Espírito conduz Jesus ao deserto, e durante um período de oração e jejum Jesus seria testado em sua capacidade de responder ao assalto demoníaco à sua alma com relação ao Pai e a sua missão. Vencer tais tentações no início de sua caminhada seria definitivo para que Jesus continuasse em direção à cruz.</p>
<p style="text-align: left;">Existem muitas explicações sobre as tentações de Jesus e o que elas significam. No entanto, um simples fato salta aos olhos: o que o diabo queria era induzir Jesus ao pecado, começando em seu interior, incitando pensamentos e desejos, para levá-los a ações pecaminosas. O que estava em jogo, entre outras coisas, era a virtude, a santidade e a busca pela pureza do pensamento e da ação.</p>
<p style="text-align: left;">Jesus disse não às tentações e assim escolheu a virtude em do vício, a pureza em vez da impureza, a santidade em vez do pecado. Fez essa escolha por amor ao PAI. Jesus não era apenas o Filho amado; amava o Pai o suficiente para ser santo. É fundamental perceber que a santidade de Jesus se deu no contexto de uma relação amorosa com o Pai e por causa dele. Se perdermos isso de vista, transformaremos a busca da santidade em moralidade exterior, cheia de arrogância e julgamentos.</p>
<p style="text-align: left;">A consistente resposta de Jesus ao diabo nos ensina muito sobre a natureza do pecado e a importância de buscar uma vida santa interna e externamente diante de Deus e para com todos que nos cercam.</p>
<p style="text-align: left;">Santidade é algo que Deus deseja para nossa vida, simplesmente porque essa é a melhor maneira de viver. Os mandamentos do Senhor não tiram a cor e o brilho da nossa vida; ao contrário, levam a uma vida realmente abundante. O plano de Deus é completo e pleno; o pecado fragmenta e divide a nossa vida. Apesar de, na superfície, o pecado se apresentar como algo que satisfaz nosso intenso desejo, por baixo dessa atraente aparência reside um mortífero veneno que destrói nossa alegria e plenitude.</p>
<p style="text-align: left;">Jesus é a encarnação histórica da santidade. Quando no deserto ele disse não às sedutoras tentações do diabo, estabeleceu um modelo a ser seguido; A santidade não vem como resultado direto da obediência; no entanto, a obediência aproxima-nos do Deus santo, e a convivência com sua santidade nos torna santos. Obedecer sem amar é cumprir leis que nos transformarão em pessoas arrogantes, neuróticas e distantes do ideal de Deus. Jesus venceu as tentações no deserto por amor ao Pai, e esse amor o impeliu à obediência, transformado-o no paradigma de santidade.</p>
<ol style="text-align: left;">
<li><strong>2.       </strong><strong>Exercício de reflexão</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: left;">2.1   No texto lido, o que mais chamou sua atenção?</p>
<p style="text-align: left;">2.2   Por que temos a tendência de transformar essa dimensão de santidade em algo puramente exterior?</p>
<p style="text-align: left;">2.3   Você acha qua a santidade é uma preocupação em nossa igreja atual? Por que sim ou por que não?</p>
<ol style="text-align: left;">
<li><strong>3.       </strong><strong>Comprometo-me:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: left;"><strong>3.1   </strong><strong>Pela graça de Deus:</strong></p>
<p style="text-align: left;">3.1.1          Vou separar regularmente tempo para oração, meditação e leitura da Bíblia;</p>
<p style="text-align: left;">3.1.2          Lutarei contra o pecado dentro e fora de mim;</p>
<p style="text-align: left;">3.1.3          Praticarei meus dons espirituais associados ao fruto do Espírito Santo;</p>
<p style="text-align: left;">3.1.4          Vou me esforçar para servir ao próximo e me envolver tanto quanto possível com todos os atos de justiça que visem combater estruturas sociais iníquas e injustas;</p>
<p style="text-align: left;">3.1.5          Buscarei oportunidades de compartilhar o maravilhoso plano de salvação, fruto do amor de Deus por todos nós;</p>
<p style="text-align: left;">3.1.6          Buscarei a constante prática da sua presença, tentando discerni-la em todas as coisas que compõem o meu cotidiano.</p>
<p style="text-align: left;">Obs.: O material deste estudo foi extraído da obra Jornada de Formação Espiritual dos autores Eduardo Rosa Pedreira e James Bryan publicado pela editora vida.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Tapeceiro &#8211; Stênio Marcius</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 04:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
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		</item>
		<item>
		<title>Tiago Vianna na IBJ &#8211; Pra onde Ir</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 03:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
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		<title>Gerson Borges &#8211; Janelas</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 03:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
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