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	<title>Igreja Batista do Jequiezinho</title>
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		<title>Segunda no Alto</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 16:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Segunda é um dia que se pudéssemos tiraríamos da semana. Depois do domingo com seu marasmo, vem a segunda com suas atividades, trabalhos e obrigações. Mas as segundas ficaram melhores depois que uma turma começou a se reunir no alto. Do alto da prefeitura, posição geográfica privilegiada, eles tem uma visão maravilhosa da sua cidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda é um dia que se pudéssemos tiraríamos da semana. Depois do domingo com seu marasmo, vem a segunda com suas atividades, trabalhos e obrigações. Mas as segundas ficaram melhores depois que uma turma começou a se reunir no alto. Do alto da prefeitura, posição geográfica privilegiada, eles tem uma visão maravilhosa da sua cidade. A altitude do local aponta para outra altitude. Eles pensam nas coisas do alto, buscam as coisas do alto (Colossenses 3:1-2). Não são alienados, posto que do <strong>ALTO</strong> recebem  inspiração, discernimento e coragem para agir nas realidades que são da história, da vida. Portanto, na informalidade do bate-papo, no diálogo aberto e respeitoso, na reflexão dos temas que os incomodam e desafiam, no partilhar da palavra, na comunhão e oração coletiva, os Jovens da <strong>IGREJA BATISTA DO JEQUIEZINHO</strong>, vão para o alto, buscar do<strong> ALTO</strong>, construir uma juventude cristã engajada nas questões pertinentes da terra.</p>
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		<title>“Cristo em vós é a esperança da glória” Cl. 1:27b</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Deus morando dentro de nós é ponto específico da fé cristã. Paulo considera isso um mistério que esteve oculto por séculos e gerações, mas que agora fora revelado. Quero apontar três esperanças que resultam da verdade de que Cristo habita em mim e em você. Em primeiro lugar, Cristo em mim é a esperança de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Deus morando dentro de nós é ponto específico da fé cristã. Paulo considera isso um mistério que esteve oculto por séculos e gerações, mas que agora fora revelado. Quero apontar três esperanças que resultam da verdade de que Cristo habita em mim e em você.</p>
<p style="text-align: left;">Em primeiro lugar, Cristo em mim é a esperança de uma nova vida. Paulo lembra aos irmãos colossenses como era a vida deles antes da esperança do evangelho. Conforme o texto “separados de Deus e inimigos dele” (v.21). Entretanto, por causa do sacrifício do cordeiro eterno eles foram apresentados a Deus “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (v.22). Cristo em mim é a esperança de um ser humano conforme a imagem daquele que o criou. Cristo em mim é a esperança de uma vida santa (<strong>aspecto espiritual</strong>. Uma vida que dê testemunho da transparência absoluta do Senhor. Nele não há treva alguma. Somos chamados para andar na luz, manifestando a transparência do Senhor.); Inculpável (<strong>aspecto psíquico. </strong>Uma vida livre do sentimento da culpa neurótica/superego exigente. Por mais que nos esforcemos jamais atingiremos a perfeição moral e da culpa existencial, isto é, da discrepância entre o eu real e o eu ideal. Eu queria ser melhor, mas não consigo! Deus em Cristo já me aceitou.); E Irrepreensível (<strong>aspecto ético-moral</strong>. Uma vida honesta, justa, responsável e pacífica.). Deus em Cristo me restaurou integralmente.</p>
<p style="text-align: left;">Em segundo lugar, toda esperança que eu preciso pra viver já está em mim. Logo, não preciso buscar essa esperança fora de mim (Quem procura razões para viver fora de si é o otimista. Com o esperançoso é diferente!). Nas palavras de Camus “e no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível”. Jesus é o verão que habita em mim. Ele é o sol da justiça que me aquece e ilumina. Cristo em mim é a esperança que eu preciso para encarar minhas fraquezas. Cristo em mim é a esperança que eu preciso para não desistir no dia da tribulação. Cristo em mim é a esperança que eu preciso para retomar diariamente o ânimo de viver.</p>
<p style="text-align: left;">Por conseguinte, nossa geração tem perdido gradativamente a esperança da glória. Estamos tão focados nas coisas periféricas, que temos nos esquecido das essenciais. Nossa esperança atravessa o tempo kronos e se projeta para a eternidade. Somos peregrinos neste mundo. Isso, por sua vez, não deve significar descompromisso histórico, social, político. Entretanto, nossa pátria é outra. “Se esperamos por Cristo apenas nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”, exorta Paulo.  Nossos pés estão fincados no chão da história, mas nossos olhos já devem estar voltados para a eternidade. Amém!  Maranata, ora vem Senhor Jesus!</p>
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		<title>Andar na Luz</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme a compreensão joanina, a genuína comunhão entre os irmãos só é possível se cada um estiver disposto a andar na luz (I Jo. 1:5-7). Isso também vale para nossa comunhão com Deus. Assim sendo, lendo a primeira epístola de João descobri que andar na luz significa: Andar na luz é ter a coragem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Conforme a compreensão joanina, a genuína comunhão entre os irmãos só é possível se cada um estiver disposto a andar na luz (I Jo. 1:5-7). Isso também vale para nossa comunhão com Deus. Assim sendo, lendo a primeira epístola de João descobri que andar na luz significa:</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é ter a coragem de trazer a vida todos os dias para a verdade, a fim de que toda dissimulação seja aniquilada.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é confessar diariamente os meus pecados na certeza de que o sangue do cordeiro me purifica de todos eles.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é manifestar, ainda que precariamente por causa da minha ambigüidade, a santidade e a transparência absoluta d’Aquele que é LUZ.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é fazer o caminho do amor na direção do outro como única possibilidade de amar a Deus.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é confiar somente na fidelidade e justiça d’Aquele que tem poder para perdoar e salvar.</p>
<p style="text-align: left;">Andar na luz é andar na contramão do mundo-sistema e suas concupiscências, porquanto carrega a semente de Deus dentro de si e vive pela fé.</p>
<p style="text-align: left;">Certamente se você ler o texto joanino descobrirá outros ensinamentos sobre o significado de andar na luz.  Todavia, o mais importante é que vivamos na luz para que a nossa comunhão com o outro e com o Pai seja uma realidade. Que a nossa igreja seja um espaço iluminado pela comunhão de pessoas que romperam com as trevas da indiferença porque deram adesão a luz do amor.</p>
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		<title>Em Nome da Justiça &#8211; João Alexandre</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 04:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
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		<title>Grupos de Convivência</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 03:13:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você deseja mais integração no corpo de Cristo, espaço para acolher e ser acolhido, oportunidade de serviço, comunhão e mutualidade, então faça parte de um dos nossos grupos de convivência. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você deseja mais integração no corpo de Cristo, espaço para acolher e ser acolhido, oportunidade de serviço, comunhão e mutualidade, então faça parte de um dos nossos grupos de convivência.</p>
<p>Para maiores informações, sugerimos que você entre em contato com os respectivos lideres dos grupos.</p>

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			<li><a href='#'>
			Grupo I
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		<li><a href='#'>
			Grupo II
		</a></li>
		</ul> <!-- .et-tabs-control --> 
		<div class='et-tabs-content'>
			<div class='et_slidecontent'>
			<strong>Líderes:</strong> Jonas e Nanai. Dia de reunião: sábado. Contato: (73) 3525-2013
		</div> 
		<div class='et_slidecontent'>
			<strong>Líderes:</strong> Sérgio e Vanessa. Dia de reunião: quarta. Contato: (73) 8855-0528
		</div>
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		<title>Jorge Camargo &#8211; Imensidão</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 03:52:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Testando este texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Testando este texto.</p>
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		<title>Oração: a arma da revolução cristã.  Dia 06 de março, na IBJ</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 03:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Unir as mãos em oração é o começo de um motim contra a desordem do mundo” Karl Barth. No dia 06 de março teremos o início da série de reflexões, Oração: a arma da revolução cristã. Venha também orar conosco, pois o Pai está pronto a nos ouvir com carinho. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[“Unir as mãos em oração é o começo de um motim contra a desordem do mundo” Karl Barth. No dia 06 de março teremos o início da série de reflexões, Oração: a arma da revolução cristã. Venha também orar conosco, pois o Pai está pronto a nos ouvir com carinho. ]]></content:encoded>
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		<title>Escola Bíblica Dominical</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 03:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A EBD é um espaço de formação e transformação. Na EBD nos apropriamos da Bíblia para interpretar a nossa vida hoje. A partir dessa aproximação (a Bíblia da vida) buscamos viver de acordo com os princípios e valores do Reino de Deus. Esperamos você para aprendermos juntos sobre e com o Pai, 
todos os domingos a partir das 9h
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[A EBD é um espaço de formação e transformação. Na EBD nos apropriamos da Bíblia para interpretar a nossa vida hoje. A partir dessa aproximação (a Bíblia da vida) buscamos viver de acordo com os princípios e valores do Reino de Deus. Esperamos você para aprendermos juntos sobre e com o Pai, 
todos os domingos a partir das 9h
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		<title>Ano do Discipulado</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 03:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabemos que o discipulado acontece todo dia na vida daquele que caminha com Jesus. Entretanto, em 2012 nos debruçaremos em reflexão com mais intensidade sobre este tema. Todas as nossas atividades, projetos e ações terão o discipulado como tema norteador. O nosso desejo é ser, efetivamente, em Jequié, uma comunidade de discípulos e discípulas que abraçam diariamente o desafio de ser gente em Deus]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Sabemos que o discipulado acontece todo dia na vida daquele que caminha com Jesus. Entretanto, em 2012 nos debruçaremos em reflexão com mais intensidade sobre este tema. Todas as nossas atividades, projetos e ações terão o discipulado como tema norteador. O nosso desejo é ser, efetivamente, em Jequié, uma comunidade de discípulos e discípulas que abraçam diariamente o desafio de ser gente em Deus]]></content:encoded>
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		<title>Carta de um velho apóstolo para uma Senhora</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 00:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A carta é a pequenina 2ª epístola do velho apóstolo João e a senhora é uma comunidade de fé muito amada, chamada assim simbolicamente. João tem muitas coisas a dizer a esta igreja, mas prefere fazê-lo pessoalmente. Adianta, porém, os temas que ele considerava mais necessários. Na sua carta um misto de saudade, alegria e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A carta é a pequenina 2ª epístola do velho apóstolo João e a senhora é uma comunidade de fé muito amada, chamada assim simbolicamente. João tem muitas coisas a dizer a esta igreja, mas prefere fazê-lo pessoalmente. Adianta, porém, os temas que ele considerava mais necessários. Na sua carta um misto de saudade, alegria e preocupação.</p>
<p>Se é verdade o adágio popular: “os melhores perfumes estão nos menores frascos”, a segunda epístola de João carrega na brevidade das suas palavras (treze versículos apenas) o aroma inconfundível da mensagem do evangelho. Trata-se de uma síntese de um homem amadurecido no amor de Deus. A síntese da consciência de alguém experimentado na vida em sua caminhada com o Filho do Pai e com o Pai do Filho.</p>
<p>Em primeiro lugar, o velho apóstolo diz estar alegre porque alguns filhos da senhora eleita estavam andando na verdade. O que significa andar na verdade? Não é seguir um conjunto de leis e/ou proposições. Antes é viver num relacionamento dinâmico e transformador com o Pai por intermédio do Filho.</p>
<p>Em segundo lugar, o apóstolo do amor ressalta que a sua carta não tem nenhuma novidade. Ele relembra um princípio básico, original que deveria orientar a jornada existencial daqueles irmãos: “amemos uns aos outros”. O chamado do evangelho não consiste em viver de novidades, mas viver em novidade de vida. O amor é o caminho da maturidade. É por ele que os irmãos deveriam andar.</p>
<p>Em terceiro lugar, o ancião também faz um alerta: os irmãos deveriam tomar cuidado com o espírito do anticristo.  No contexto de João, o anticristo era o gnosticismo que propagava a idéia de que Jesus não veio em forma humana. Tal espírito se apresenta de formas diversas ao longo da história. Entretanto, sua identidade é única, posto que sempre consiste numa negação do evangelho em sua essência.Quem crê em Cristo não está isento de assumir uma postura e pensamento que negue o nome dEle. Convivemos com esta possibilidade o tempo inteiro. O exercício do auto-exame aparece como um caminho viável para que a nossa vida continue sendo uma afirmação do evangelho. Nas palavras joaninas: “olhai por vós mesmos&#8230;” Quem deixa de olhar para si mesmo à luz da Palavra corre o sério risco de perder o que já ganhou.</p>
<p>Por fim, enquanto o encontro pessoal não chega, João enviou para a senhora a Palavra que nunca a deixaria desencontrada. Seja esta Palavra a mesma que orienta o nosso viver até o dia do encontro com o Senhor dos Senhores.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jubileu de diamante</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 11:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[75 anos da IBJ Pensando em nosso jubileu de diamante, fui fisgado pelo livro do profeta Zacarias, especialmente pelo capítulo 7 versículo 11. Está escrito: “E fizeram de seus corações um DIAMANTE, para não escutarem os ensinamentos e as palavras que o Senhor enviara por seu Espírito, por intermédio dos antigos profetas (&#8230;)”. Você pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>75 anos da IBJ</strong></p>
<p>Pensando em nosso jubileu de diamante, fui fisgado pelo livro do profeta Zacarias, especialmente pelo capítulo 7 versículo 11. Está escrito: <strong>“E fizeram de seus corações um DIAMANTE, para não escutarem os ensinamentos e as palavras que o Senhor enviara por seu Espírito, por intermédio dos antigos profetas (&#8230;)”. </strong></p>
<p>Você pode estar se perguntando: porque o pastor escolheu um texto tão “duro” para a primeira pastoral do mês do nosso aniversário? Não é tempo de celebração? Penso que podemos celebrar perfeitamente todas as vitórias que o Senhor nos permitiu alcançar, sem deixar de fazer uma reflexão séria e profunda sobre a nossa caminhada. E nada melhor que a lúcida e honesta palavra profética (denúncia/anúncio) para nos ajudar no desafio permanente da autocrítica.</p>
<p>Em primeiro lugar, o profeta Zacarias denunciou que os interesses do povo não se compatibilizavam com os propósitos divinos. O pastor Eugene Peterson intitulou este capítulo da seguinte forma: “O povo estava interessado em religião e o Senhor Deus em pessoas”. Está em pauta a questão do jejum, disciplina espiritual extremante importante para os judeus. Acontece que não era tempo de jejuar, mas de observar as palavras do Senhor: <strong>“Sejam justos uns com os outros; Amem o próximo; Sejam misericordiosos uns para com os outros; Não tirem vantagens de viúvas, órfãos, estrangeiros e pobres; Não tramem maldades uns contra os outros. Isso é terrível” </strong>(Vv.9,10).</p>
<p>Em segundo lugar, Zacarias anunciou o amor fiel do Senhor apesar da dureza de coração do seu povo. O capítulo 8 abre com uma palavra de restauração. Iaweh promete reunir todo o povo e tornar Jerusalém, a Cidade da Verdade. A imagem que aparece no texto é digna de menção: <strong>“Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas e se encherão de meninos e meninas que nelas brincarão”</strong> (8:4,5).</p>
<p>Por conseguinte, somos desafiados pelo profeta Zacarias a: 1) Priorizar as pessoas e não a religiosidade vazia e fria. Nossa relação com o outro é mais importante pra Deus do que atividade religiosa; 2) Ser um sinal do Reino de Deus. Nossas relações devem manifestar com clareza o modelo de sociedade que Deus deseja. E como está o nosso coração? Que o passar dos anos não endureça o nosso coração como um diamante, mas que permitamos que o Senhor o amoleça diariamente com o óleo do seu Espírito e com o sangue do seu Filho.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A travessia</title>
		<link>http://www.ibjequiezinho.com/site/2011/08/30/a-travessia/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[De thanatos (morte) para zôè (vida) Consoante F. W. Nietzsche, em seu livro Assim Falou Zaratustra, “o que é de grande valor no homem é ser ele uma ponte e não um fim. O que se pode amar no homem é ele ser uma passagem, um ocaso”. Por sermos seres inacabados estamos o tempo inteiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong><strong> </strong><strong> </strong></p>
<p><strong>De thanatos (morte) para zôè (vida)</strong></p>
<p>Consoante F. W. Nietzsche, em seu livro Assim Falou Zaratustra, <strong>“o que é de grande valor no homem é ser ele uma ponte e não um fim. O que se pode amar no homem é ele ser uma passagem, um ocaso”.</strong> Por sermos seres inacabados estamos o tempo inteiro fazendo travessias. A mais significativa de todas elas foi discernida pelo apóstolo João. Disse ele: <strong>“Quem ama já <span style="text-decoration: underline;">passou </span>da morte para a vida&#8230;” </strong>(I Jo. 3:14).</p>
<p>Quando olhamos para a vida de João, conforme as narrativas dos evangelhos sinóticos, nos deparamos com alguém que percorreu um longo caminho para chegar ao discernimento exposto nas palavras supracitadas. João teve que enfrentar os monstros que habitavam em seu interior: preconceito, intolerância e ambição pelo poder. Tais monstros são as forças da morte que criam obstáculos para que não façamos a passagem para a vida.</p>
<p>Em Lucas 9:49 aparece um João preconceituoso. João proibiu um homem de expulsar demônios em nome de Jesus, só porque o mesmo não pertencia ao grupo “oficial” dos discípulos. Jesus o repreendeu dizendo: <strong>“Não o impeça. Quem não é contra nós, é por nós” </strong>(v.50).</p>
<p>Em Lucas 9:51-56 aparece um João intolerante.  João sugere que Jesus autorize que desça fogo dos céus para dizimar todas as pessoas de uma cidade samaritana que não quiseram hospedar o mestre. Jesus retrucou: <strong>“O Filho do homem não veio para destruir a vida das pessoas, mas para salvá-las” </strong>(v.56).</p>
<p>Em Mateus 20:20-28 aparece um João ambicioso pelo poder. A mãe de João e Tiago acompanhada por seus filhos pede a Jesus um lugar especial para eles em seu reino: que um se assente à sua direita e o outro à esquerda. Jesus os chama a parte e diz: <strong>“Nas nações as pessoas importantes mandam nas outras. Entre vós não será assim. Quem quiser ser importante seja o servo. O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir”</strong> (Vv. 25-28).</p>
<p>Por conseguinte, fica claro que as respostas de Jesus ajudaram João a fazer a passagem da morte para a vida, isto é, do preconceito para o acolhimento, da intolerância para a paz, da ambição pelo poder para o serviço. O amor que ajudou João é o mesmo que está à nossa disposição nessa decisiva travessia. <strong> </strong></p>
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		<title>Projetos existenciais</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião da semana em foco dos Jovens Nessa pastoral gostaria de refletir sobre dois projetos existenciais que estão diante de nós e, especialmente, dentro de nós. Na primeira epístola joanina (Cap.3) encontramos o projeto do pecado (diabólico) e o projeto do amor (simbólico). Tanto o pecado como o amor são princípios que fazem parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por ocasião da semana em foco dos Jovens</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Nessa pastoral gostaria de refletir sobre dois projetos existenciais que estão diante de nós e, especialmente, dentro de nós. Na primeira epístola joanina (Cap.3) encontramos o projeto do pecado (diabólico) e o projeto do amor (simbólico). Tanto o pecado como o amor são princípios que fazem parte do nosso ser. Todavia, quem fez a experiência no amor de Deus, embora não possa negar a sua natureza pecaminosa, tornou-se livre do domínio do pecado.</p>
<p>Para nos ajudar na compreensão do projeto diabólico aparece no texto uma figura vetero-testamentária: Cain. Cain é um arquétipo das pessoas que encarnam o projeto desagregador do pecado (v.12). A história dele é marcada pelo ódio, inveja e homicídio. Quem tem o pecado como paradigma da sua ação sempre estará disposto a tirar a vida dos outros. No caso de Cain, a vida de Abel foi ceifada literalmente. Contudo, existem múltiplas formas de aniquilar a vida do outro. A indiferença, contrário do amor, é uma maneira violenta de assassinar alguém. Por outro lado, não amar é morar no inferno, é diabolizar a própria existência.</p>
<p>Por conseguinte, o apóstolo João nos apresenta o projeto do amor. (v.23). Amar é a identidade plena dos filhos e filhas de Deus. No projeto do amor não tiramos, mas doamos a vida. O nosso paradigma é o próprio Deus-Pai que nos amou sem limites doando o seu Filho (v.16). Nas palavras joaninas, “quem ama já passou da morte para a vida” (v.14). <strong>Só amando é que poderemos fazer a travessia da sepultura para a ressurreição. Viver em plenitude é fazer este percurso todos os dias confiando tão somente no poder do amor divino.</strong></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
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		<title>Ouvindo o coração de Deus</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 14:31:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir da parábola do Pai amoroso (mais conhecida como do Filho pródigo) gostaria de refletir sobre uma comunidade que ouve o coração de Deus.  O Filho mais velho representa as comunidades judaicas que não aceitavam que as comunidades gentílicas fossem inseridas no projeto do Reino de Deus. Jesus foi criticado duramente pelos judeus por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir da parábola do Pai amoroso (mais conhecida como do Filho pródigo) gostaria de refletir sobre uma comunidade que ouve o coração de Deus.  O Filho mais velho representa as comunidades judaicas que não aceitavam que as comunidades gentílicas fossem inseridas no projeto do Reino de Deus. Jesus foi criticado duramente pelos judeus por comer com publicanos e pecadores. Jesus contou a parábola supracitada para revelar o coração do Pai. O Filho mais velho, portanto, simboliza as comunidades que não ouvem o coração divino. O Pai, porém, insiste com elas para que discirnam as razões pela quais Ele aceita a todo filho que volta para casa, arrependido.</p>
<p>A comunidade do filho mais velho é marcada pelo <strong>RESSENTIMENTO.</strong> O filho mais velho ficou ressentido porque o Pai aceitou o filho esbanjador. Todavia, a comunidade que ouve o coração do Pai é marcada pelo <strong>PERDÃO</strong>. Alguém já disse que perdoar é lembrar sem dor. Em segundo lugar, a comunidade do filho mais velho é marcada pelo <strong>FINGIMENTO</strong>. O mais velho fingia que amava. Para tanto, ele trabalhava duro. Trabalho sem satisfação, sem realização. Já a comunidade que ouve o coração do Pai é lugar da <strong>AUTENTICIDADE.</strong> A verdade é bem-vinda! O trabalho flui da relação com o Pai. O trabalho produz gozo, alegria, satisfação plena. Como diz um hino do cantor cristão: “No serviço do meu Rei eu sou feliz, satisfeito e abençoado&#8230;”. Em último lugar, a comunidade do filho mais velho se afirma na <strong>COMPARAÇÃO.</strong> O filho diz: “há tanto tempo eu trabalho para o Senhor e nunca me deste um cabrito, mas vindo esse teu filho&#8230;”. Nessa comunidade prevalece o ego presunçoso, o orgulho, os méritos. A comunidade que ouve o coração do Pai é espaço da <strong>COMPAIXÃO.</strong> Disse o Pai: “Filho você está comigo o tempo inteiro, mas teu irmão estava morto e reviveu. Celebrar era necessário”. Quem tem compaixão não se compara ao outro, antes, coloca-se no lugar dele, sente em si a dor alheia.</p>
<p>A parábola não diz o que aconteceu depois da conversa do Pai com o filho mais velho. A estória não terminou e por isso aguarda uma resposta de todo aquele que dela se aproxima. O que a nossa igreja deseja ser: a comunidade do filho mais velho ou uma comunidade que ouve e age conforme o coração do Pai?</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Do eterno retorno à casa do Pai</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 14:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[(à luz da parábola do filho pródigo) Gostaria de fazer uso deste espaço para partilhar com os irmãos um pouco do que experienciamos em nossas andanças pelo Rio de Janeiro.  Estivemos durante três dias imersos numa atmosfera de investimento na espiritualidade cristã que foi mediado por um discernimento: o de que todo dia é dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(à luz da parábola do filho pródigo)</p>
<p>Gostaria de fazer uso deste espaço para partilhar com os irmãos um pouco do que experienciamos em nossas andanças pelo Rio de Janeiro.  Estivemos durante três dias imersos numa atmosfera de investimento na espiritualidade cristã que foi mediado por um discernimento: o de que <strong>todo dia é dia de retorno à casa do Pai.</strong></p>
<p>Assim como o filho pródigo, somos convidados pelas distrações diárias (ansiedades, temores, excesso de atividades) a achar que um contato íntimo e contínuo com o Pai só será possível na eternidade. Nesses dias que nos retiramos para cuidar da alma e, a partir do discernimento da palavra de Deus, fomos atraídos à compreensão de que o Pai deseja receber-nos, diariamente, em Sua casa.</p>
<p>É preciso que entendamos que não se trata de um retorno geográfico, ou de nos dirigirmos à igreja nos dias de culto. Antes somos desafiados a um retorno existencial, a uma rendição que põe a nossa alma de joelhos ante ao Pai que nos acolhe em seus braços vigorosos e, também, ternos. Seu abraço nos convida ainda a abrirmos mão da velha arrogância que supunha, erroneamente, conhecer todos os caminhos. Precisamos, portanto, ter o coração aberto para receber as novas sandálias do Pai que prenunciam a liberdade Nele e reconhecer a situação de escravos que nos impúnhamos em nossa incircuncisa humanidade.</p>
<p>A casa do Pai é uma realidade que aguarda a cada um de nós agora mesmo. Basta que nos voltemos para Ele com o coração de filho, contrito, deslumbrado com o Seu <strong>amor</strong> teimoso, com o Seu <strong>cuidado</strong> ininterrupto, com o Seu <strong>abraço</strong> que lança fora todo o nosso medo. Que seja nosso desejo o retorno diário a esse Abraço do Pai. Ao contrário do irmão mais velho, sigamos o exemplo de Jesus Cristo que ao se fazer irmão nosso, mostrou o caminho para que todos nós tivéssemos acesso à graciosa casa do Pai.</p>
<p><strong>Fannie Novais</strong></p>
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		<title>Liberdade em Cristo</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 20:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos nos aproximando dos festejos juninos e muitas igrejas ficam preocupadas com a possibilidade de seus membros apostatarem da fé. Por causa disso surge a necessidade de retiros espirituais para que todos fujam da aparência do mal. Quando penso nisso lembro-me imediatamente do texto de colossenses 2:20-23 que diz: “Se, pois, estais mortos com Cristo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos nos aproximando dos festejos juninos e muitas igrejas ficam preocupadas com a possibilidade de seus membros apostatarem da fé. Por causa disso surge a necessidade de retiros espirituais para que todos fujam da aparência do mal. Quando penso nisso lembro-me imediatamente do texto de colossenses 2:20-23 que diz: <strong>“</strong><strong>Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum contra os impulsos da carne”.</strong></p>
<p>O apóstolo Paulo escreve a comunidade de fé em colossos a fim de orientá-la quanto ao seu posicionamento numa sociedade ao mesmo tempo repressora e permissiva. Qual o caminho a seguir? É bom ressalatar que o jovem cristianismo (novas comunidades de Jesus), nesse contexto, estava tentanto afirmar a sua identidade frente a muitas religiões e sistemas filosóficos, inclusive o judaísmo. Alguns cristãos estavam querendo aliar a fé cristã aos preceitos judaicos ou tentanto introduzir elementos do gnosticismo, por exemplo.</p>
<p>A expressão “rudimentos do mundo” aponta para o sistema filosófico dos “iluminados” que estava sorrateiramente se infiltrando na comunidade de fé e sendo internalizado pelos irmãos colossenses. Os iluminados criam que o mundo era mau, a matéria é ruim, corpo é prisão da alma e tinham regras alimentares que segundo eles conduziam os praticantes ao caminho da iluminação. Por acharem que a matéria era má se entregavam a toda sorte de bacanais e orgias. Por outro lado, alguns irmãos não tinham coragem de fazer uma ruptura com os critérios rigorosos, os cerimoniais higienistas e a moral proibitiva judaica. Para esses, tais práticas e princípios deveriam ser preservados.</p>
<p>Portanto, Paulo é enfático no seu posicionamento: nem a permissividade dos iluminados nem a repressão do judaísmo tem algum efeito contra os impulsos da carne. O caminho apontado pelo apóstolo é o da liberdade em Cristo. Em suas cartas a ética dessa liberdade é exaltada. Em I tessalonicenses 5:21 está escrito: <strong>“Examinai tudo e  fiquem com o que é bom</strong>”. Em tito 1:15 encontramos: “<strong>Tudo é puro para os puros”</strong>. Retiros ou qualquer outra atividade é apenas placebo quando não fizemos uma experiência genuína de conversão. Quem está sepultado com Cristo não precisa temer o contato com nenhuma realidade, posto que foi liberto e está guardado no amor de Deus. Creio que nenhuma fuga é necessária quando a verdade do evangelho encontrou lugar em nós. Ser livre é discernir essa verdade. <strong> </strong><strong> </strong></p>
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		<title>A homoafetividade e a Bíblia: Um Posicionamento.</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 20:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Nestes últimos dias temos assistido a evocação dos textos bíblicos para refutar a decisão do TSJ em considerar estável a união entre os homoafetivos. Discursos religiosos inflamados! Por outro lado, a quem considere a Bíblia como livro preconceituoso por não admitir a vivência da sexualidade humana fora da relação homem e mulher (heterossexual). A bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestes últimos dias temos assistido a evocação dos textos bíblicos para refutar a decisão do TSJ em considerar estável a união entre os homoafetivos. Discursos religiosos inflamados! Por outro lado, a quem considere a Bíblia como livro preconceituoso por não admitir a vivência da sexualidade humana fora da relação homem e mulher (heterossexual). A bem da verdade, a pena que se aplicava no antigo Israel para os homossexuais da época é uma afronta irreparável e inconcebível a vida. O apedrejamento de outrora tem suas reverberações em nossos dias, o que também deve suscitar nossa indignação e repúdio. Textos bíblicos podem estar a serviço das pedras do preconceito. Entretanto, por razões teológicas considero a relação heterossexual, a união de um homem com uma mulher, como a que melhor manifesta a vontade de Deus para as relações humanas.</p>
<p>Encontramos tanto no AT como no NT uma reprovação clara a Homossexualidade. A homoafetividade é considerada como pecado, mudança do modo natural das relações íntimas e prática incompatível com os cidadãos do Reino de Deus. Entretanto, o contexto do NT, mais amplamente, nos remete a promiscuidade praticada e incentivada pelo Império Romano, o que incluía bacanais hetero e homossexuais. As comunidades de Jesus precisavam se posicionar eticamente, dar uma resposta teológica a situação. A contundência dos argumentos paulinos e de outros escritores neotestamentários é compatível com a perversão da sexualidade promovida por Roma. Pretendia-se apontar um caminho de equilíbrio e plenitude para a vivência da sexualidade.</p>
<p>No AT temos o livro de cantares que, para mim, trata o tema da sexualidade humana da forma mais bela possível. Nele a sexualidade tem cheiro, sabor, toque, fogo. Mas até o livro mais apaixonado e apaixonante da Bíblia, apresenta o modelo do amor entre homem e mulher como expressão do projeto de Deus para a humanidade. O corpo dele é para ela e vice-versa. Cada um é para o outro jardim de prazer e delícias.</p>
<p>Sinceramente não desejei que o postulado do TSJ fosse outro (estamos num estado laico), porém espero e oro pela revisão, no mínimo, do texto do projeto de lei 122 (PL 122) que confere aos homossexuais o status de intocáveis. Concordo com Arnaldo Jabor, não podemos rotular os heterossexuais de reacionários, nem os homoafetivos de revolucionários. A questão por seu alto grau de complexidade merece ser discutida com cuidado e amor.</p>
<p>Por conseguinte, confesso que meu discurso é ideológico, ele se assenta sobre as minhas convicções teológicas, sobre a minha educação familiar e visão de mundo. Todavia, em tempos de instabilidade e impermanências os argumentos apresentados acima têm me servido como ponto de apoio sem que eu perca a abertura para o diálogo.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Pastores do cuidado</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 02:21:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do dia do Pastor Creio que o cuidado é uma marca imprescindível a alguém que deseja pastorear vidas. Essa é a instrução que encontramos na primeira carta de Pedro. Está escrito: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo CUIDADO dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por ocasião do dia do Pastor</strong></p>
<p>Creio que o cuidado é uma marca imprescindível a alguém que deseja pastorear vidas. Essa é a instrução que encontramos na primeira carta de Pedro. Está escrito: <strong>“</strong><strong>Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo CUIDADO dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” </strong>I Pe. 5:2,3. Nas palavras do teólogo Leonardo Boff, <strong>“cuidar é mais que um ato, é uma atitude de ocupação e envolvimento afetivo com o outro”.</strong></p>
<p>Os versículos supracitados apresentam as características de um pastor/líder que faz do cuidado a sua principal atitude ministerial. O autor as apresenta contrastando com as características que são incompatíveis com um autêntico ministro do evangelho. Assim sendo, o ministério pastoral pode produzir vida ou morte, libertação ou opressão, conscientização ou alienação, esperança ou desespero.</p>
<p>Os pastores do cuidado lideram voluntariamente e não por força. Existem lideres que encaram seus ministérios como obrigação. Tais pastores deveriam fazer a oração de Davi registrada no versículo 12 do salmo 51 que diz: <strong>“dá-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário”. </strong>O rei Davi, arrependido pelo adultério com Bate-Seba, pediu a Deus o mesmo espírito que habitava o jovem que enfrentou Golias. O jovem pastor Davi não tinha as habilidades de um soldado ou general de guerra, mas tinha uma confiança inabalável no seu Deus. Ele não foi forçado a lutar com o gigante filisteu. Ele voluntariamente se disponibilizou para ser um instrumento de libertação do seu povo.</p>
<p>Em segundo lugar, os pastores do cuidado lideram de boa vontade e não com ganância. À semelhança do profeta Elizeu, que recusou a oferta de Naamã como pagamento pela cura da lepra, os pastores deveriam ver a possibilidade de servir a Deus como o maior pagamento que eles podem receber. O obreiro é digno do seu salário, mas o que se espera dele é que não faça da lógica do acúmulo e da vantagem a motivação do seu labor. Não estamos autorizados a barganhar as bênçãos divinas. Fomos chamados para ministrar a palavra que diz: <strong>“Ó vós, todos os que têm sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei! Vinde, comprai sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” </strong>Is. 55:1.</p>
<p>Em terceiro lugar, os pastores do cuidado são autoridades de vida e não dominadores.  Estamos num tempo de falência das referências. Tem faltado integridade, sinceridade, transparência, honestidade&#8230; Os dominadores se apóiam em sua função, mas os lideres do cuidado inspiram e desafiam o povo de Deus através do seu exemplo de vida. Do bom pastor se dizia: <strong>“e as multidões se maravilhavam da sua doutrina, porque ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas</strong>” Mc. 1:22.</p>
<p>Por conseguinte, no versículo quatro do mesmo texto encontramos uma promessa para os pastores do cuidado. Está escrito: <strong>“E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa de glória”.</strong> Que esta palavra nos incentive a continuar cuidando das vidas que o Senhor nos confiou!</p>
<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cheios de força e plenos de vida na pós-modernidade</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 19:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[“Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido! Tu que me penetras a alma E qual turbilhão invades minha vida. Tu, o Incompreensível, meu Semelhante. Quero Te conhecer e a Ti servir”. (“Oração ao Deus Desconhecido”, Friedrich Nietzsche). Ela “seduz nossos sentidos, mexe com nossos desejos, revolve nossas aspirações, fala com nosso inconsciente, nos propõe novas experiências, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido! </em><em>Tu que me penetras a alma </em></strong></p>
<p><strong><em></em><em>E qual turbilhão invades minha vida.</em></strong></p>
<p><em><strong> Tu, o Incompreensível, meu Semelhante.</strong></em></p>
<p><em><strong>Quero Te conhecer e a Ti servir”.</strong></em></p>
<p><strong><em></em>(“Oração ao Deus Desconhecido”, Friedrich Nietzsche).</strong></p>
<p>Ela “seduz nossos sentidos, mexe com nossos desejos, revolve nossas aspirações, fala com nosso inconsciente, nos propõe novas experiências, novas atitudes, novas ações<em>”</em>, isto é a propaganda<em>. </em>Todos nós já fomos levados para um mundo aparentemente perfeito e encantado por uma propaganda e já não mais podemos fugir dela. Dizem os estudiosos que “ela se fundamenta no desejo subconsciente de um mundo melhor”, é, pois, no seio dessa sociedade propagandista de consumo que as pessoas buscam o seu <em>estilo de vida</em> ou, se preferir, <em>lifestyle, </em>e a expressão nasce como um conceito.</p>
<p>Essa expressão diz mais sobre a época em que estamos vivendo do que imaginamos, ela nos diz que cada um tem o direito de ter seu estilo próprio, ser diferente, formar sua identidade, que pressupõe escolhas a serem feitas nesse infindável mercado em que “a embalagem é o produto”, e que tudo se tornou mercadoria. E se se pode escolher até o <em>estilo de vida</em>, então se fala de liberdade. Eis a pós-modernidade.</p>
<p>O que marca a pós-modernidade é a vontade de liberdade, perdemos nossa segurança, mas nossa vontade de liberdade parece ter ampliado, assegura o filósofo Zygmunt Bauman.  Os homens dessa época já não têm mais onde se segurar, porque na pós-modernidade cada um cria o seu sentido, outros dizem que não existe mais sentido algum. Já não há mais uma única razão, há razões; não há verdade absoluta, há verdades e a Ciência não é mais a única detentora dessas; não há mais fixidez, o presente é eternizado, alargado, pois “tudo é, ao mesmo tempo, agora”. Enfim, vivemos no tempo em que “tudo que é sólido se desmancha no ar”, da diferença, do pluralismo, do relativismo, da arte de esquecer, da suposta liberdade &#8211; e ser livre hoje não significa não acreditar em nada, pelo contrário é acreditar em muitas coisas, pois não existe um único Deus, há vários deuses, e todos são de igual importância, dizem os pós-modernos. Nós estamos no Panteão pós-modernista semelhante ao que Paulo encontrou em Atenas (Atos 17, 16-34).</p>
<p>Aí cabe o questionamento, como ter um estilo de vida que nos permita gozar da vida plena oferecida por Cristo Jesus? Como viver cheio de força sem ser engolido pelo mal-estar de nosso século?</p>
<p>Aprendamos então com Paulo, apóstolo. Ele teve atitudes pós-modernas sem, no entanto, relativizar a sua fé, isso significa dizer que a fé é o meio pelo qual nos mantemos fortes, firmes, sem a qual não podemos agradar a Deus. Paulo ao se deparar com diversos ídolos em Atenas não ousou em dizer “estou certo e vocês errados”, mas, ao ser interrogado na Câmara Municipal, disse: “vejo que em todas as coisas vocês são religiosos”. Isso pressupõe que eles são preocupados com assuntos eternos, ele não depreciou os atenienses, buscou o que era comum para, a partir daí, desenvolver sua argumentação.</p>
<p>Nós, cristãos, vamos a cada dia ter de viver com pessoas que acreditam que “Deus morreu” e outras tantas que têm fé em tudo, menos num Deus pessoal revelado por meio de Cristo Jesus, porquanto precisamos aprender com o apóstolo dos gentios a não querer empurrar goela abaixo a nossa verdade e nem, necessariamente, querer ser dono da mesma, mas entender que Deus não está longe de cada um deles, porque “Nele [todos nós] vivemos, nos movemos e existimos” (At 17. 27,28). Por outro lado, é preciso compreender, como o apóstolo, que em Cristo, apresentado como o “DEUS DESCONHECIDO” no Areópago, está a plenitude do conhecimento, da vida (Colossenses 2. 2,3). Ou seja, precisamos aprender a conviver com o pluralismo, com a relatividade sem relativizar nossa confiança, e é por meio dessa confiança na plenitude revelada em Cristo que escolhemos nosso <em>estilo de vida</em> nos mantendo cheios de força na pós-modernidade.</p>
<p>Não é difícil perceber que umas das consequências dessa liberdade/libertinagem de nosso tempo é um mal-estar generalizado, por falta de sentido, de certezas, por incidência de catástrofes e, também, porque, assim como afirma Bauman, “os homens e mulheres pós-modernos trocaram um quinhão de suas possibilidades de segurança por um quinhão de felicidade”, essa suposta “felicidade” é conquistada por uma liberdade que só a sociedade de consumo pode trazer. O que resta então são incertezas e ambivalências, o que traz um mal-estar diante de um mundo caótico. Por isso vemos pessoas que se escondem atrás de estilos de vida consumista e customizado, tentam preencher um vazio com essa liberdade de consumir a tudo que se tornou mercadológico, inclusive a religião. Isso é fruto de uma “cultura que já não pode mais proporcionar uma explicação adequada do mundo que nos permita construir ou ordenar nossas vidas” [Mike Featherstone]. Eis a <em>nova desordem do mundo</em>.</p>
<p>É nesse cenário de caoticidade que nós já nos encontramos. Portanto nós, os cristãos, precisamos saber que a Bíblia é a Verdade revelada, mas nem toda “verdade” está contida nela; entender que existem muitas verdades, contudo a plenitude do conhecimento e da verdade está no <em>Logos</em>, encarnado e ressurreto, Jesus Cristo. Ele quem traz sentido à vida de quem com ele se relaciona, por isso que precisamos viver com ele e por meio dele o nosso <em>estilo de vida</em>.</p>
<p>Um <em>estilo de vida</em> nos limites da plenitude só é possível atendendo ao convite de Jesus, o <em>Logos</em> que ordena e dá sentido à vida: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11. 28-30). Para aplicarmos o que o Mestre nazareno está propondo é preciso compreendê-lo em seu contexto.</p>
<p>A espiritualidade judaica é de ação, portanto um rabino, que é essencialmente o interprete da Lei de Moisés, deve interpretá-la para discernir como os seguidores da <em>Torah</em> deveriam agir, ou não. A preocupação dele era dizer “o que pode e o que não pode” no intento de tentar interpreta a intenção original de Deus ao proferir o mandamento.</p>
<p>Cada rabino tem sua lista de proibições e permissões, fruto da interpretação da <em>Torah</em>, é a essa lista que se chama de o jugo do rabino, ao passo que cada discípulo deste deve obedecer a esse jugo. Um discípulo para ser rabino precisava do testemunho de, no mínimo, dois outros rabinos, ao que analisavam a interpretação deste da Lei para conferir se ele cumpria ou abolia a Lei. Se a interpretação cumprisse a Lei, ele estava hábil para ter seu próprio jugo e discípulos, tendo a chave do reino, do contrário era considerado abolidor da Lei e não aceito como mestre.</p>
<p>É nesse contexto que Jesus, tendo o testemunho de João Batista e da voz do próprio Deus (Mateus 4. 13-17), afirma: “não pensem que vim abolir a Lei e os Profetas; não vim abolir, mas cumprir” (5.17); “Tomem sobre vocês o meu jugo aprendam de mim, (&#8230;), e vocês encontrarão descanso para suas almas.” (11. 28-30). Esse descanso é porque Jesus não veio nos dá um amontoado de regrinhas de ação ou, simplesmente, mais uma nova interpretação da Lei, mas veio nos mostrar e dar o princípio da própria vida, porque ele é a fonte da mesma e a verdade encarnada (João 14.6), com quem precisamos nos relacionar.</p>
<p>Eis uma liberdade que verdadeiramente liberta (João 8, 32, 36), Jesus &#8211; verdade e vida &#8211; que traz descanso para a nossa pseudoliberdade e mal-estar pós-modernos. Relacionar-se com Jesus não é ser meramente religioso, é relacionamento com o Divino; é <em>estilo de vida</em> sob influência da eternidade; é espiritualidade inteligente e libertação da propagandagem pós-moderna de vida plena aqui e agora, mas é vida plena aqui e além nos limites do Reino de Deus. Porquanto, assim podemos dizer, como o pai da pós-modernidade Nietzsche, em algum raro momento de fé fez sua oração “Ao Deus Desconhecido”: Q<em>uero Te conhecer e a Ti servir./ Tu que me penetras a alma/ E qual turbilhão invades minha vida.</em></p>
<p style="text-align: left;">Lucas Nascimento</p>
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		<title>Uma MÃE amada</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 13:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quero chamar sua atenção para a cena registrada no evangelho de João cap. 19: 25-27 (Pretendo fazer uma leitura devocional do referido texto a fim de homenagear nossas mamães). Maria estava junto à cruz do seu filho, acompanhada de outras mulheres. Ali também estava o discípulo a quem Jesus amava, João. Ele olha para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero chamar sua atenção para a cena registrada no evangelho de João cap. 19: 25-27 (Pretendo fazer uma leitura devocional do referido texto a fim de homenagear nossas mamães). Maria estava junto à cruz do seu filho, acompanhada de outras mulheres. Ali também estava o discípulo a quem Jesus amava, João. Ele olha para a sua mãe e diz: <strong>“Mulher, eis aí o teu filho”. </strong>Depois olha para João e o responsabiliza dizendo: <strong>“Eis a tua mãe”. </strong>Deveríamos ler esse texto diariamente para sabermos como tratar a nossa mãe. Até no ápice da sua agonia, Jesus não se esqueceu daquela que lhe carregou no ventre.</p>
<p>Jesus entregou sua mãe aos cuidados do discípulo amado. Jesus não poderia oferecer-lhe outra realidade que não fosse de amor. Quantos filhos entregam as suas mães às realidades mais cruéis. Não são capazes de providenciar espaços de amor para elas. Maria não tinha mais seu marido, José. Jesus, sabendo que a morte se aproximava, não podia deixar sua mãe sem o devido amparo.</p>
<p>João prontamente a recebeu em sua casa, pois quem recebe amor (ele era o discípulo amado) é impelido a amar. Não podemos nos esquecer que fomos amados e somos amados por nossa mãe. Somos filhos e filhas do cuidado amoroso dela. Fomos gerados em seu ventre, amamentados em seus seios, higienizados por suas mãos, observados por seus olhos, aquecidos por seus braços. O homem de trinta e três anos que estava na cruz se lembrou de todos esses detalhes. Ele não poderia ser egoísta e pensar apenas em sua dor. Uma espada estava trespassando a alma dela. Ela também não poderia evitar aquele momento. Ela sabia, mesmo que isso lhe pesasse o coração, que seu filho primogênito foi gerado para que o mundo fosse salvo pelo amor do Pai manifestado nele.</p>
<p>Que todos nós, filhos e filhas, biológicos ou adotivos, sigamos o exemplo de Jesus e de João. Cuidar das nossas mães significa possibilitar espaços de amor para elas. Seja este espaço nosso coração e/ou nossa casa, seja o coração e/ou casa de quem pode igualmente acolhê-las em nosso lugar.</p>
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		<title>Vida Plena VIII</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 13:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vida plena em minha casa, eu quero! No capítulo 12:1-11 do evangelho de João temos o registro de uma família amada por Jesus. Ela era composta por três irmãos: Maria, Marta e Lázaro. Somos informados pelo texto que Jesus foi convidado para um jantar naquela residência. A refeição é mais que um momento para comer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Vida plena em minha casa, eu quero!</em></strong></p>
<p>No capítulo 12:1-11 do evangelho de João temos o registro de uma família amada por Jesus. Ela era composta por três irmãos: Maria, Marta e Lázaro. Somos informados pelo texto que Jesus foi convidado para um jantar naquela residência. A refeição é mais que um momento para comer e beber. Sentados à mesa somos desafiados a resignificar as nossas relações com o outro. Somos convocados à uma vida fraterna, amorosa, solidária. A comensalidade é a possibilidade de um novo mundo, de novas arrumações sociais.</p>
<p>O texto não se reporta ao pai nem a mãe desses irmãos. Não sabemos se já haviam morrido ou se o autor da narrativa os omitiu propositalmente. Suspeitamos que a narrativa deseja realçar a fraternidade como traço maior de todas as famílias, inclusive da família humana da qual todos fazemos parte. Não queremos com isso desmerecer ou ofuscar a figura paterna e/ou materna. Desejamos apenas afirmar que até autoridade dos pais deve ser fraternalmente amorosa.</p>
<p>Naquela casa em Betânia os irmãos desempenhavam funções diferentes, embora interligadas. Marta servia, Maria adorava e lázaro testemunhava. A vida plena que tanto desejamos para nossas famílias pode se manifestar se a nossa casa for um espaço de serviço, adoração e testemunho.</p>
<p>O serviço realizado por Marta desafia aos maridos da nossa igreja a servirem as suas esposas, vice-versa. Isso também vale para os filhos e filhas que devem servir amorosamente a seus pais. Nossas famílias não precisam de opressores ou opressoras, de mandões ou mandonas e sim de gente disposta a servir motivada pelo amor. No capítulo seguinte (13) Jesus apresenta a toalha como símbolo do serviço. Agora numa refeição com seus discípulos, a última ceia, ele inverte a lógica do poder. No seu reino até o senhor, serve.</p>
<p>Maria adorava sem fazer contas. A gratidão de Maria pode ser atribuída a ressurreição do seu irmão (Cap. 11). Adoração é uma resposta de gratidão àquele cujo amor liquidou todas as nossas dívidas. O nosso nardo puro por mais caro que seja não pode ser comparado ao valor do amor que recebemos diariamente do Senhor. Sigamos o exemplo de Maria, gente que sabe que aos pés de Jesus existe um tesouro bem maior.</p>
<p>Uma multidão ficou à porta daquela casa. Diz o texto que não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro. A vida de Lázaro era um testemunho suficiente do amor poderoso de Jesus. Os judeus a partir de então pensavam em matar não só a Jesus, mas também a Lázaro, pois muitas pessoas passaram a crer no Filho de Deus por causa dele. O texto não menciona uma palavra pronunciada por Lázaro acerca da sua fé em Jesus, o milagre que acontecera em sua vida era o bastante.</p>
<p>Que as nossas famílias manifestem a vida plena em Cristo a partir do serviço amoroso, da adoração grata e do testemunho vivencial.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Vida Plena VII</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 20:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A pedagogia da Vida Plena Por ocasião do mês da EBD “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim” (João 6:45). Citando os profetas (Isaías 54:13/Jeremias 31:33), Jesus apresenta uma nova interpretação causando uma ruptura com o ensino da Torah na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A pedagogia da Vida Plena</strong></p>
<p><strong><em>Por ocasião do mês da EBD</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong>“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”</strong> (João 6:45). Citando os profetas (Isaías 54:13/Jeremias 31:33), Jesus apresenta uma nova interpretação causando uma ruptura com o ensino da Torah na sinagoga (v.59). A pedagogia de Jesus produz libertação e gera vida, enquanto a pedagogia da sinagoga produz alienação gerando morte.</p>
<p><strong>Em primeiro lugar, o texto se reporta a questão da abrangência do ensino.</strong> Ao citar o texto do profeta Isaías, Jesus faz uma supressão. O texto não é citado literalmente. A promessa foi feita a Jerusalém e a seus filhos. Todos os israelitas seriam discípulos do Senhor. A expressão “teus filhos” referindo-se somente aos judeus é suprimida. Para Jesus todos seriam ensinados por Deus. O que era particular, isto é, de um povo, agora é uma proposta universal, uma realidade possível a todas as pessoas, em todos os lugares. Com tal interpretação Jesus desbanca o pernicioso nacionalismo e exclusivismo judaico quanto ao conhecimento de Deus.</p>
<p><strong>Em segundo lugar, o Deus que ensina é Pai</strong>. O Pai não ensina a observar leis, mas a se comprometer com o verbo que se fez carne. Para aprender é preciso ouvi-lo. Para ouvir o som do céu é necessário abrir os ouvidos internos. È com os pés no chão da vida e no secreto do coração que a voz do Pai ecoa. Os catedráticos da religião judaica ensinam leis que produzem culpa, o Pai ensina por intermédio do Filho o amor que produz vida abundante.</p>
<p><strong>Em terceiro lugar, quem ouve o Pai e aprende dele necessariamente dá adesão ao Filho.</strong> Os judeus não ouvem o Pai porque pensam que Jesus, filho de José, não poderia ser a expressão exata do ser de Deus (Vv. 41, 42). Eles consideram o divino como uma dimensão distante e inconciliável com o humano. Os judeus por conhecerem seu pai e sua mãe não poderiam considerá-lo como o pão da vida, superior ao maná do deserto. Por outro lado, muitos dos seus seguidores foram embora (Vv. 60-66), porque não desejavam um compromisso com o conteúdo do evangelho e as implicações que traria pra suas vidas (Vv. 51-58). É nesse contexto que Pedro representando o grupo dos doze discípulos declara: <strong><em>“Para quem iremos nós? Só tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos e conhecemos que tu és o Cristo, o santo de Deus”</em></strong> (Vv.68,69). Quem ouve e aprende do Pai não conhece outro caminho que não seja Jesus. Todavia, no grupo dos doze existe um adversário (Vv. 70, 71). Judas representa àqueles que rejeitam O Caminho por causa dos seus atalhos e estradas suicidas.</p>
<p>Por conseguinte, a pedagogia da vida plena é inclusiva porquanto possível a todas as pessoas; é afetiva porquanto quem ensina é um Deus-Pai e engajada porquanto se compromete com Jesus, único e exclusivo caminho que possibilita uma humanidade reconciliada com Deus.  <strong> </strong></p>
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		<title>Vida Plena VI</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 12:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A Palavra nas palavras Antes do kosmos, da escrita e do relógio (Jo. 1.1a) A Palavra, dabar, logos Coisa que acontece, sabedoria “E disse Deus: haja luz” Força criadora (Jo. 1.3) Palavra divina na carne humana (Jo. 1.14a) Tendas armadas, Deus acampado (Jo. 1.14b) Palavra, símbolo: água, pão, videira (Jo. 4.10; 6.33; 15.1) Palavra, poder: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Palavra nas palavras</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Antes do kosmos, da escrita e do relógio (Jo. 1.1a)</p>
<p>A Palavra, dabar, logos</p>
<p>Coisa que acontece, sabedoria</p>
<p>“E disse Deus: haja luz”</p>
<p>Força criadora (Jo. 1.3)</p>
<p>Palavra divina na carne humana (Jo. 1.14a)</p>
<p>Tendas armadas, Deus acampado (Jo. 1.14b)</p>
<p>Palavra, símbolo: água, pão, videira</p>
<p>(Jo. 4.10; 6.33; 15.1)</p>
<p>Palavra, poder: bacia nas mãos, toalha na cintura (Jo. 13:1)</p>
<p>Palavra, pessoa, verdade: conhecer, conviver (Jo. 17:3, 17)</p>
<p>Palavra, sinais: vida plena (Jo. 20.30,31)</p>
<p>Casamento, alegria (Jo. 2.11)</p>
<p>Funeral, ressurreição (Jo. 11.25)</p>
<p>Palavra, cruz: amor sem limites (Jo. 19.34)</p>
<p>Palavra e palavras</p>
<p>palavras insuficientes, teologias (21.25)</p>
<p>Palavra pra sempre, Jesus</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Vida Plena V</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 20:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecer, o verbo da vida plena Na chamada oração sacerdotal (Jo. Cap. 17) que está embutida nos discursos de despedida (Caps. 13-17), Jesus definiu a vida eterna nestas palavras: “a vida eterna é esta: que a conheçam a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo. 17:3). A vida plena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Conhecer, o verbo da vida plena</strong></p>
<p>Na chamada oração sacerdotal (Jo. Cap. 17) que está embutida nos discursos de despedida (Caps. 13-17), Jesus definiu a vida eterna nestas palavras: <strong>“a vida eterna é esta: que a <span style="text-decoration: underline;">conheçam</span> a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” </strong>(Jo. 17:3). A vida plena consiste em conhecer o Deus que se revelou por meio do Filho (Jo. 1:18). Há uma relação indissociável entre o que envia e o que fora enviado. Em Jesus revela-se a humanidade do divino. Fazer a experiência desse conhecimento é provar da vida em sua plenitude.</p>
<p>O primeiro a desconfiar desse paradoxo (humanidade do divino), segundo o evangelho joanino, foi Natanael (Jo. 1:43-51). As informações de Felipe sobre o messias (Jesus de Nazaré, filho de José), não condiziam com o estereótipo cristalizado na cabeça de Natanael. Daí a pergunta: <strong>“pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”</strong>. Todavia, quando Jesus o viu, declarou: <strong>“Aqui está um verdadeiro israelita, em quem não há nada de falso”</strong>. A declaração vai tão profundamente ao coração que Natanael, estupefato, pergunta: <strong>“de onde me conheces?”</strong> E Jesus responde: <strong>“Antes que Felipe te chamasse te vi quando estavas debaixo da figueira”. </strong>Natanael com a alma desnudada exclama: <strong>“Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!”</strong>. Num primeiro momento, por causa dos seus preconceitos, Natanael não concebe a idéia do Deus de Israel se revelar a partir de um filho de carpinteiro, oriundo de uma aldeia desprezível. Jesus, por sua vez, toca nas esperanças mais profundas da alma de Natanael. A figueira é uma das árvores que simbolizam o povo de Deus. Natanael era o representante de todo um povo que aguardava o messias-redentor. As esperanças escondidas em Natanael já eram conhecidas por Ele (Jesus) e Nele elas se concretizariam. Num segundo momento, Natanael (dom de Deus) conhece e reconhece que em Jesus de Nazaré, Deus se fez gente como a gente e com a gente. Felipe, que já o havia conhecido, tinha toda razão!</p>
<p>A palavra-chave do versículo 3 do capítulo 17 de João é o verbo ‘Conhecer’. No Antigo Testamento encontramos esse verbo especialmente no livro do profeta Oséias. O conhecimento de Deus é o tema-central do referido profeta. Disse Ele: <strong>“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”</strong> (Os. 6:3a). O verbo hebraico conhecer (yada) significa conviver intimamente, experimentar. O sentido do verbo no evangelho de João é o mesmo (termo correspondente em grego, ginóskosin). Conhecer a Deus não é uma atividade intelectual, mas fundamentalmente experiencial.</p>
<p>Por conseguinte, creio que uma estória haverá de elucidar o que significa conhecer na perspectiva teológica em questão. Havia certo professor de geografia na cidade de Salvador que amava estudar os rios. Ele conhecia os maiores rios do mundo. Conhecia até mesmo o rio de contas. Sabia sua profundidade, sua extensão, quais cidades eram cortadas por ele, onde desembocava, enfim. Por outro lado, D. Maria da cidade de Jequié, morava às margens do rio de contas, tomava banho nele, retirava dele o sustento da família, dormia e acordava ouvindo o som de suas águas. Quem conhece mais o rio: Aquele que estuda sobre ele ou aquela que convive, que depende dele para viver? No prisma do texto bíblico supracitado, conhecer a Deus está mais para o conhecimento de D. Maria do que o do erudito docente. Concordo plenamente com a assertiva:<strong> “estudar sobre Deus é fascinante, mas conhecê-lo pessoalmente transforma a vida”. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Vida Plena IV</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 16:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Amor, o fruto da vida plena No evangelho de João (Cap. 15) somos chamados a permanecer e a produzir (essa é a disposição correta dos verbos, o que implica na assimilação legitima da espiritualidade cristã). Permanecer na videira para produzir o fruto que o agricultor deseja. Nós somos os ramos que recebem da mesma seiva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Amor, o fruto da vida plena</strong></p>
<p>No evangelho de João (Cap. 15) somos chamados a permanecer e a produzir (essa é a disposição correta dos verbos, o que implica na assimilação legitima da espiritualidade cristã). Permanecer na videira para produzir o fruto que o agricultor deseja. Nós somos os ramos que recebem da mesma seiva da videira verdadeira. Alguns ramos, entretanto, não colaboram com a videira e assim não produzem o fruto esperado pelo agricultor da vida. O fruto que se espera de nós é o amor. O amor é o fruto que revela a nossa conexão à videira. Os ramos que não produzem tal fruto são cortados e queimados no fogo. O ramo que não manifesta o fruto do amor da videira por intermédio da sua existência atesta a sua desvinculação da vinha do Pai.</p>
<p>Cada ramo deve buscar na videira e apenas nela a satisfação plena. Nenhum ramo pode alimentar o outro com a seiva. A seiva que possibilita a produção do fruto vem exclusivamente da videira. Sem ela somos incapazes de produzir o fruto do amor. Nos alimentamos mutuamente da videira e cooperamos com ela para que o amor de Deus seja visível em nós. A insatisfação e improdutividade de muitos ramos reside no fato de que a fonte de satisfação não está na videira, mas em outros iguais e frágeis ramos. Assim sendo, teremos uma vida mais satisfeita e produtiva de amor se discernirmos que a videira verdadeira é a única fonte inesgotável da seiva que tanto necessitamos.</p>
<p>O fruto que se pede dos ramos aparece em forma de mandamento (instrução pra vida). Disse a videira: <strong><em>“O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como amei vocês. Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos”</em></strong> (Vv. 12, 13). Um só mandamento, posto que um só fruto é necessário. Nas palavras de Agostinho: “ama e faze o que quiseres”. Todas as coisas que edificam, embelezam, fortalecem, amadurecem a vida decorrem do fruto pedido. Observem que o paradigma do fruto é sempre a videira. A medida agora não é “a si mesmo”, mas “como eu vos amei”. Se a videira pede o fruto de amor é porque ela mesma é capaz de colocar a seiva necessária nos ramos para que eles o produzam. Deus não pede nada de nós sem que ele tenha nos dado o poder para realizar. O amor que tanto se espera dos ramos já está dentro deles. Fiel é a palavra que diz: “E amor de Deus está sendo derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi outorgado” (Rm. 5:5). Sejamos, pois, ramos que produzem o fruto amor sem parar para que o nome do Agricultor seja glorificado em nosso viver. Amém!</p>
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		<title>ERTE, árvore acolhedora</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 17:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Discurso proferido no dia 26.02.2011 na Igreja Batista Monte Carmelo, Jaguaquara – Bahia, por ocasião dos 10 anos da Escola Rural Taylor-Egídio (ERTE). Quero saudar a todos os presentes no nome d’Aquele que recorria à realidade rural/campestre para falar dos mistérios do Reino do seu Pai. Refiro-me a Jesus da desprezível Nazaré e a parábola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Discurso proferido no dia 26.02.2011 na Igreja Batista Monte Carmelo, Jaguaquara – Bahia, por ocasião dos 10 anos da Escola Rural Taylor-Egídio (ERTE).</strong></p>
<p>Quero saudar a todos os presentes no nome d’Aquele que recorria à realidade rural/campestre para falar dos mistérios do Reino do seu Pai. Refiro-me a Jesus da desprezível Nazaré e a parábola do grão de mostarda. Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Esse era o questionamento preconceituoso dos citadinos de Jerusalém. A melhor coisa que Deus nos podia oferecer, seu Filho, veio do lugar onde ninguém esperaria que Deus surgisse. Os países de primeiro mundo perguntam: Pode vir alguma coisa boa do Brasil? O sudeste do Brasil pergunta: Pode vir alguma coisa boa do nordeste? O Nordeste pergunta: pode vir alguma coisa boa da Zona Rural de Jaguaquara? A Erte testemunha que SIM há uma década.</p>
<p>Conto agora a parábola supracitada. <strong><em>“</em></strong><strong><em>Então Jesus perguntou: Com que se parece o Reino de Deus? Com que o compararei? É como um grão de mostarda que um homem semeou em sua horta. Ele cresceu e se tornou uma árvore, e as aves do céu fizeram ninhos em seus ramos&#8221;. </em></strong>Lc. 13:18,19.</p>
<p>Para o evangelho de Lucas o anúncio do Reino de Deus é a ação da missão de Jesus. Nesta perspectiva, o plantar do Reino de Deus é uma ação humana. O Reino de Deus é uma semente que o homem planta perto de si. O ser humano propicia o ambiente necessário para que ele cresça. O grão de mostarda serve para descrever a aparente insignificância do Reino de Deus. Entretanto, assim como o grão de mostarda carrega em si a potência de ser uma árvore para acolher passarinhos, o Reino de Deus serve para aquilo que nós jamais esperávamos que ele servisse.</p>
<p>A Erte é um sinal da presença do Reino de Deus perto de nós. Tal qual semente de mostarda que se tornou árvore para acolher passarinhos, a ERTE tem sido abrigo de muitas esperanças e possibilidades de um mundo melhor. Em cada criança campestre que a ERTE acolhe, renasce a utopia possível de um mundo em que seja menos difícil amar.</p>
<p>Relata a diretora, Sonilda Sampaio, em seu texto sobre a história da escola, que ao receber o primeiro ônibus de crianças no mês de março do ano de 2001, a equipe de professores e funcionários perguntava entre si: <strong>“o que será?” “Como nos misturaremos e envolveremos nossas vidas neste grande espaço?” </strong>Dez anos após estes questionamentos a resposta que a história nos dá é que a colheita sempre será abundante se teimosamente plantarmos com fé, esperança e amor. Nas palavras do Pr. Marcos Monteiro: <strong>“Fé no processo de transformação, amor entre educandos e educadores e esperança de que a festa e a poesia derrotem a dor e a opressão”. </strong></p>
<p>Por falar em poesia cito o Pr. José Jorge que ao ver as mesmas crianças saindo do ônibus escreveu <strong>“pedras por lapidar</strong>”. Creio, porém, que a experiência se deu de forma dialética: as crianças, pedras preciosas, que precisavam de lapidação ensinaram que numa proposta de pedagogia libertadora, progressista e cristã todos precisam ser lapidados, inclusive quem tem a missão de ensinar. Entenda-se por lapidar, consoante Valter César &#8211; editor do livro ‘Erte, por um ser integral’- <strong>“a instrumentalização de vidas para servir ao bem comum, inserindo-as no universo vivencial de fazedores da diferença”. </strong>Fico a pensar na revoada de transformações que os meninos e meninas da ERTE farão na história. No prisma da parábola em questão, hoje eles estão nos ramos da grande árvore ERTE, amanhã estarão alçando vôos em espaços que não podemos mensurar.</p>
<p>Na ERTE Deus recebe cuidados especiais. Deus é cuidado em cada criança que é acolhida. Lembro-me da experiência do Pr. Carlos Queiroz que ao se aproximar de uma criança da ERTE que com vergonha escondia o rosto com as mãos, assim interpretou: <strong>“Ela não quis me envergonhar com o brilho de Jesus que resplandecia em sua face”. </strong>Se o critério para o juízo final é o nosso cuidado com o outro, isto é, se alimentamos os famintos, demos de beber ao sedento, vestimos quem estava nu e visitamos quem estava preso, todos e todas que trabalham na ERTE haverão de ouvir: <strong>“Vinde benditos de meu Pai para o reino eterno que está preparado para vós antes da fundação do mundo”,</strong> posto que, quem cuida dos pequeninos cuida do próprio Deus. Sobre cuidar de Deus a ERTE tem muito a ensinar a todos nós! E sobre o cuidado de Deus com a ERTE, temos tido evidências desde 2001. Esse mesmo cuidado nos reúne nesta noite e nos encoraja a prosseguir.</p>
<p>Gostaria de finalizar me reportando ao versículo-chave da ERTE:<strong> “O Senhor te guiará continuamente e fartará a tua alma em lugares secos e fortificará os teus ossos. E tu serás como um jardim regado cujas águas nunca faltam” </strong>(v. 11). O referido versículo é uma promessa feita àqueles que lutam pela causa do pobre, do faminto, do oprimido, dos proscritos da sociedade, conforme o livro do profeta Isaías (Cap. 58). Esta promessa irrevogável é reafirmada a ERTE hoje à noite. Àquele que financia suas causas promete orientação, fartura, renovação das forças físicas, emocionais e abundância de vida. Nosso desejo é que a ERTE continue sendo árvore acolhedora para que o Senhor a transforme continuamente em um belo jardim onde esperanças renascem e a vida sempre triunfa! Amém!</p>
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		<title>Vida Plena III</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 17:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Os sinais da vida plena O evangelho de João pode ser considerado o evangelho dos sinais. Ele começa e termina falando dos sinais realizados por Jesus. Em João 2:11, lemos: “Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele”. Já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os sinais da vida plena</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O evangelho de João pode ser considerado o evangelho dos sinais. Ele começa e termina falando dos sinais realizados por Jesus. Em João 2:11, lemos: <strong><em>“Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele”. </em></strong>Já em João 20:30,31, lemos: <strong>“<em>Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome”</em>. </strong>Os sinais apontam para a ação contínua de Deus em favor da vida. Os sinais também objetivam o despertamento da fé em relação à vida proposta por Deus em Jesus. Todavia, muitos rejeitaram estes sinais por estarem enraizados em projetos de morte. Segue abaixo os sinais da vida plena, conforme o evangelho supracitado.</p>
<p><strong>O primeiro sinal</strong> acontece num casamento em Caná da Galiléia. O milagre da água transformada em vinho apontava para um novo povo que surgiria pela fé em Jesus (2:11).</p>
<p><strong>No segundo sinal</strong> (4:54), o oficial do rei (representando os pagãos), após a cura do seu filho que estava à beira da morte, crê em Jesus juntamente com toda a sua casa (4:53).</p>
<p><strong>O</strong> <strong>terceiro sinal</strong> é a cura do paralítico (5:1-14). Enquanto o paralitico crê sem saber quem o curara (5:13), vindo mais tarde a conhecer Jesus no templo e a testemunhar d’Ele aos judeus (5:14,15), as autoridades religiosas procuram matar Jesus. Para Jesus, porém, o trabalho em favor da vida não podia parar (5:16), apesar dos riscos.</p>
<p><strong>O</strong> <strong>quarto sinal</strong> é a multiplicação dos pães (6:1-15). A multidão queria aclamá-lo rei. Jesus foge para uma montanha, posto que a sua missão não era oferecer pão e circo para a  alienação do povo. A proposta era de libertação e vida comprometida com Ele.</p>
<p><strong>O</strong> <strong>quinto sinal</strong> mostra Jesus andando sobre as águas (6:16-21). Os discípulos entram no barco e deixam Jesus sozinho na montanha. O mar estava bravo. Eles tinham navegado cerca de 5 a 6 km. Jesus andando sobre o mar se aproxima da embarcação. Imediatamente o barco chegou à praia para onde iam. O mar (símbolo do mal) só pode ser vencido com a companhia de Jesus.</p>
<p><strong>O sexto sinal</strong> é a cura do cego de nascença (9:1-41). O cego crê em Jesus indo se lavar no tanque de siloé. O cego obedece à voz do Bom Pastor e passa a ver, entretanto, os religiosos continuam cegos em suas tradições.</p>
<p><strong>O sétimo sinal</strong> é a ressurreição de Lázaro (11:1-44). O que parecia irreversível reverteu-se perante o chamado da voz da vida: <em>“Lázaro, vem para fora”</em> (11:43). Alguns judeus creram, outros decretaram a morte de Jesus (11:45-50).</p>
<p>Por conseguinte, Deus continua dando sinais de que a luta em favor da vida não pode parar. Todos os sinais de Deus testificam a vitória da vida sobre o mal, sobre a morte, sobre a opressão. Que a nossa igreja, inspirada nas palavras de Jesus <strong><em>“aquele que crê em mim fará as obras que eu faço” </em></strong>(14:12), realize sinais de vida e seja um sinal histórico da vida eterna.</p>
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		<title>Vida Plena II</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 17:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Luz e trevas Gosto da tese que considera o primeiro capítulo do evangelho de João (prólogo) uma releitura do primeiro capítulo do gênesis. Em Gênesis, encontramos: “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia. E havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luz e trevas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Gosto da tese que considera o primeiro capítulo do evangelho de João (prólogo) uma releitura do primeiro capítulo do gênesis. Em Gênesis, encontramos: <em>“No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia. E havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: haja luz e houve luz”</em> (Gn. 1:1-3). Já no evangelho de João, lemos: <em>“No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a extinguiram”</em> (Jo. 1:1-4). Se em gênesis temos a narrativa da criação do mundo, em João temos a nova criação que se estabelece na vida daquele que crê no verbo eterno.</p>
<p>Na perspectiva da releitura do gênesis no evangelho de João, gostaria de destacar o binômio luz/trevas. Em gênesis, a treva é um dado primordial e a criação da luz acontece para constituir ciclo com ela. Entretanto, em João a treva só é mencionada depois da afirmação da existência da vida com luz do homem. Luz e treva são dois projetos antagônicos, a saber: vida plena (luz) e o da morte em vida (trevas). Ao rejeitar a luz o ser humano estabelece as trevas em si mesmo. Em Jesus é dada ao ser humano a possibilidade de sair das trevas e passar à zona da luz. Sair da esfera da ira e entrar no âmbito do amor divino.</p>
<p>O tema vida-luz/morte-treva é desenvolvido durante todo o evangelho joanino. A postura de vida das pessoas diante dos sinais realizados por Jesus aponta para o estado delas, se de luz ou de trevas. Nicodemos, por exemplo, vai procurar Jesus à noite (Jo. 3:1,2). Ele tinha medo de romper com a escuridão do seu sistema religioso. Viver na luz, por sua vez, é dar adesão a vida plena que Jesus comunica!</p>
<p>O ponto alto do tema vida-luz no evangelho de João se dá no momento em que Jesus se apresenta como a luz do mundo. Disse Ele: <em>“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida</em>” (Jo. 8:12). Jesus disse isso em plena festa das tendas que tinha a luz como um dos seus símbolos mais importantes. Antes dessa afirmação, Jesus disse à mulher que seria apedrejada: <em>“Nem eu te condeno. Vai e não peques mais”</em> (Jo. 8:11). Jesus é a luz que desnuda a hipocrisia dos religiosos apedrejadores, mas, é também, a luz que oferece condições de vida nova e plena para quem deseja reconstruir a sua história.</p>
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		<title>Vida Plena I</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 13:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poço, piscina e os rios de água viva. Ficamos sabendo por meio do evangelho de João que Deus em Cristo estava propondo vida plena a toda humanidade. O projeto de vida apresentado no gênesis, ganha seu sentido pleno e absoluto em Jesus. Concretamente Jesus propôs vida plena a diversas pessoas, conforme as narrativas joaninas. Propôs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Poço, piscina e os rios de água viva.</em></strong></p>
<p>Ficamos sabendo por meio do evangelho de João que Deus em Cristo estava propondo vida plena a toda humanidade. O projeto de vida apresentado no gênesis, ganha seu sentido pleno e absoluto em Jesus. Concretamente Jesus propôs vida plena a diversas pessoas, conforme as narrativas joaninas. Propôs vida a um religioso (Nicodemos), propôs a gente “poderosa” (oficial do império), propôs a uma mulher “sedenta de amor” (Samaritana), propôs a uma mulher de conduta moral questionável (a adúltera), propôs a uma família enlutada (Maria, Marta e Lázaro), propôs a um doente desesperançoso (paralítico do tanque de betesda), propôs a um homem considerado amaldiçoado de nascença (cego), enfim. Tais narrativas nos aproximam dessa mesma vida, lembrando-nos que essa proposta também é feita a gente como a mim e a você.</p>
<p>O evangelho de João também é cheio de símbolos. Os símbolos apontam para realidades que lhe transcendem. Um desses símbolos que me chamam a atenção é a água. Destaco aqui duas narrativas que estão ligadas a esse símbolo, a saber: a da mulher samaritana (4:1-45) e a do paralitico do tanque de betesda (5:1-18). A samaritana estava perto de um poço e o paralitico perto de uma piscina (tanque). A samaritana buscava água para matar a sede. O paralítico esperava o anjo que agitava as águas para a sua cura, de acordo com a crendice popular. O fato é que tanto no poço, quanto na piscina as águas ficam paradas. Em águas assim não se pode saciar a sede da vida, nem caminhar em plenitude. As águas do poço de Jacó não poderiam satisfazer as sedes da alma da samaritana, nem as águas do tanque de betesda poderiam firmar os passos do paralítico. Essas são as águas da religião. Todavia, Jesus faz brotar dentro daqueles que nele crêem rios de água viva. Essas águas que jorram do nosso interior apaziguam os nossos mais profundos desejos e nos mantém no caminho da liberdade em Deus. Quem crê no Bom Pastor não precisa de poços nem de piscinas, posto que a realidade da vida com Deus é água que jorra para a vida eterna. Essas águas só confirmam no meu coração a certeza de que Deus não sabe propor outra coisa que não seja vida por intermédio do Filho do seu amor.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Igreja: Proclamadora da Vida Plena</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 15:24:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[A noção de vida ficou muito mais complexa depois da descoberta de um microorganismo (bactéria) capaz de se desenvolver e se reproduzir utilizando arsênio, um elemento químico tóxico para a maioria dos seres vivos em nosso planeta. Na verdade a recente descoberta só fez confirmar o tamanho da nossa ignorância diante dos mistérios da vida. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A noção de vida ficou muito mais complexa depois da descoberta de um microorganismo (bactéria) capaz de se desenvolver e se reproduzir utilizando arsênio, um elemento químico tóxico para a maioria dos seres vivos em nosso planeta. Na verdade a recente descoberta só fez confirmar o tamanho da nossa ignorância diante dos mistérios da vida. Parafraseando Lao Tsé, “quando mais falamos da ‘vida’, menos a compreendemos. O melhor é auscultá-la em silêncio”.</p>
<p>A Bíblia desde as suas primeiras páginas nos diz que o Senhor Deus é aquele que cria, sustenta e comunica a vida. A vida é um tema familiar nas Escrituras Sagradas. A vida por sua vez, não é apenas uma palavra recorrente na Palavra de Deus (livro), mas a ênfase da mesma. A Bíblia é uma interpretação da vida à luz da fé. Nas palavras do Pr. Ágabo Borges, a Bíblia conta, celebra, defende, ora, curte, abre as fronteiras da vida. Entretanto, foi a Palavra de Deus feita gente (Jesus) que nos trouxe o sentido pleno da vida.</p>
<p>No Novo Testamento temos três palavras significando ‘vida’. A primeira é Bios (bioV), vida, vida diária (Lc. 8:24; II Tm. 2:4; etc.). A segunda é psiqué (yuch), alma, vida em seus aspectos físicos, vida terrena em si, alma enquanto centro da vida interior (Lc. 12:20; Mt. 2:20;  Jo. 12:27; etc.).  A terceira é dzoê, vida espiritual, eterna, incriada, plena. Em português, utilizamos apenas um vocábulo para designar toda forma de vida, o que muitas vezes nos distancia da riqueza das palavras bíblicas. O distanciamento lingüístico (as palavras mencionadas são gregas) desfavorece um mergulho mais profundo nos textos. Todavia, o que desconhecemos linguisticamente, conhecemos como verdade divina aplicada na vida pelo Espírito (Jo. 14:26).</p>
<p>Nos evangelhos, especialmente em João, o vocábulo grego zwh (dzoê) aparece com freqüência. Ora se diz que Jesus é esta vida, ora Ele mesmo a utiliza para definir sua missão e a si mesmo. Alguns textos joaninos onde ocorre a referida palavra: “A <span style="text-decoration: underline;">vida</span> estava nele e a <span style="text-decoration: underline;">vida </span>era a luz dos homens” (1:4); “(&#8230;) Eu vim para que tenham <span style="text-decoration: underline;">vida</span> e a tenham em abundância” (10:10b);  “Eu sou o caminho, a verdade e a <span style="text-decoration: underline;">vida</span>” (14:6); etc. Dzoê é a vida criada em nós pela fé em Jesus! Dzoê é a vida de Deus em nossa vida!</p>
<p>Essa vida plena (“nascer de novo”) é a que Jesus propôs a Nicodemos (3:3). Nicodemos pensou em termos biológicos, por isso retrucou: “Como pode um homem nascer sendo velho?” (3:4). Ele não a discerne, pois estava fixo ao conceito. Rigidez de pensamento é próprio da alma religiosa. Jesus contrapõe a ignorância do religioso de alma petrificada propondo vida: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a <span style="text-decoration: underline;">vida</span> (zwh) eterna” (3:16). Jesus convidou Nicodemos a provar da vida de Deus que se manifesta na existência daquele que crê no seu amor sem limites. É essa vida plena que nossa igreja está sendo desafiada a proclamar.</p>
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		<title>Pensando em Gratidão</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 04:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta pastoral nasceu numa viagem que fiz com Fannie para Vitória da Conquista. Ouvíamos Moana quando um trecho de uma canção nos chamou a atenção.  A referida cantora se reportava ao salmo 116, mas, precisamente, ao questionamento do salmista: “que darei eu por todos os benefícios que o Senhor me tem feito?” (v.12). No mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta pastoral nasceu numa viagem que fiz com Fannie para Vitória da Conquista. Ouvíamos Moana quando um trecho de uma canção nos chamou a atenção.  A referida cantora se reportava ao salmo 116, mas, precisamente, ao questionamento do salmista: <strong>“que darei eu por todos os benefícios que o Senhor me tem feito?” (v.12).</strong> No mesmo instante Fannie leu o salmo inteiro e começamos a louvar a Deus por todas as vitórias alcançadas neste ano.</p>
<p>Aproveitando o ensejo do penúltimo domingo de 2010 gostaria de refletir sobre gratidão, considerando o versículo mencionado no contexto do salmo a que pertence.</p>
<p>O Salmo 116 está rodeado de salmos que convidam a todos a louvarem a Deus (115 e 117, por exemplo). Entretanto, ele é um testemunho pessoal/individual (“Eu amo o Senhor”), porquanto começa na primeira pessoa, diferenciando-se dos salmos a sua volta. Nele, o salmista declara as razões do seu amor.</p>
<p>O salmista aprendeu a amar o seu Deus na “terra dos viventes”, cujos perigos são constantes e inevitáveis. No salmo 116 aparecem 13 (treze) referências a elementos que ameaçam a vida, tais como: cordéis da morte, angústias do inferno, aflição etc. Todavia, o salmista anda na presença do Senhor (“Andarei na presença do Senhor na terra dos viventes”). Quem anda a partir da consciência da presença de Deus consigo, jamais temerá qualquer território por pior que ela seja. O salmista que anda na presença divina, também ama seu Senhor porque embora não mereça foi alvo do livramento dos céus. Foi ouvido quando clamou, foi liberto quando as cordas da morte o envolveram, foi salvo quando tudo parecia perdido, encontrou descanso quando já estava sem energias.</p>
<p>Apesar de ser um homem de fé, momentaneamente o salmista se vê tomado por uma descrença no humano (v. 10/11). Contudo, o seu desencanto é pequeno diante da grandiosidade da bondade do seu Deus. Ao invés de focar demasiadamente o seu olhar na maldade que o cercava, o salmista resolveu direcioná-lo para as manifestações do amor que o envolvia. As lutas foram grandes, o inferno apostou tudo para derrotá-lo, as forças da morte se levantaram para destruí-lo, mas o Senhor cuidou de sua alma. Com base nessas memórias é que ele indaga: que posso fazer para retribuir tanto bem?</p>
<p>A resposta a indagação vai do versículo 13 até o versículo 19.  Neles, o salmista se derrama em adoração, em louvor, em gratidão. Na perspectiva do salmo, se há alguma coisa a ser dada como sinal pelos incontáveis benefícios divinos, que seja esta: oferecer a existência como culto, como celebração ao Deus eterno. Deus não exige retribuição ou qualquer espécie de pagamento pelas bênçãos recebidas, porém, o que se espera de nós é gratidão.</p>
<p>Por conseguinte, no ano que se finda muitas algemas foram quebradas, laços de morte foram desfeitos, crises foram superadas. Portanto, que a gratidão não se aparte dos nossos corações, que o louvor não suma dos nossos lábios e que toda nossa vida seja um culto amoroso ao Deus que continuamente cuida de nós. <strong> </strong></p>
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		<title>A linguagem da esperança</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 13:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma nova e antiga linguagem Vivemos em um mundo de muitos pronunciamentos e falas. Quase sempre nos reduzimos ou nos guiamos por aquilo que chamamos linguagem lógica, racional, cartesiana*. Mas outras linguagens preenchem o nosso mundo, clamando por atenção. O livro de Apocalipse é escrito nessa outra linguagem, a linguagem dos símbolos que ocupa um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ol>
<li><strong>Uma nova e antiga linguagem</strong></li>
</ol>
<p>Vivemos em um mundo de muitos pronunciamentos e falas. Quase sempre nos reduzimos ou nos guiamos por aquilo que chamamos linguagem lógica, racional, cartesiana*. Mas outras linguagens preenchem o nosso mundo, clamando por atenção. O livro de Apocalipse é escrito nessa outra linguagem, a linguagem dos símbolos que ocupa um outro tipo de lugar e revela um outro tipo de lógica na nossa maneira de viver.</p>
<p>As experiências místicas, a vivência erótica, o deslumbramento estético, a paixão artística, o arrebatamento quase descontrolado diante de um jogo de futebol, apontam para elementos que chamamos de arquetípicos* e que precisam de uma outra linguagem, mais simbólica, ou mítica, para expressão.</p>
<p>Diante da intensidade apaixonada da vida, diante dos cumes e abismos das relações humanas, é preciso outra linguagem. Essa linguagem nós não escolhemos, ela nos escolhe. Nos vem através de sonhos, de imagens multicoloridas, em que as construções não obedecem regras. Essa linguagem tem sido discriminada e desprezada pela civilização ocidental, mas clama por atenção, nesses momentos de desespero e de crise.</p>
<p>Se existe uma linguagem da esperança, a esperança é dessa nova e antiga linguagem que fala à profundeza de nossas interrogações.</p>
<p>Determinado pastor afirmou que “sonhos e visões são a linguagem do Espírito”. De certo modo, podemos sonhar de olhos abertos e aprender com os nossos sonhos. Mas a linguagem dos sonhos, a linguagem do corpo, a linguagem do coração invade a nossa lógica, desmontando preconceitos, mas criando libertações mais profundas do que estamos afeitos a encontrar.</p>
<p>Essa é a linguagem dos céus, mas dialeticamente linguagem da terra, quando vivida de modo radical, ou pela raiz, como a palavra “radical” nos lembra.</p>
<ol>
<li><strong>O que revela o Apocalipse?</strong></li>
</ol>
<p>A palavra revelação (Ap. 1,1) aponta para uma realidade escondida, “entre véus” que precisa ser demonstrada, “tirado o véu”. Aquilo que está acima da compreensão, da linguagem objetiva, além da capacidade de nossa visão ou de nossa audição, está sendo visto e ouvido agora.</p>
<p>Ver, ouvir, escrever e ler, são verbos que estão na estrutura lingüística de todo o livro. A cultura do tempo de Apocalipse é predominantemente oral, e a palavra falada é sempre a palavra do cotidiano. O texto escrito servia de apoio para o ouvir e o falar. E João vai escrever o que viu e ouviu.</p>
<p>Como o visto e o ouvido vem dessa outra linguagem, ela precisa ser descrita muito mais através de imagens do que de frases argumentativas. Vozes, “como de trombeta” (Ap 1,10), como “o som de muitas águas” (Ap 1,15), são as vozes que revelam o segredo oculto do olhar e do ouvir comuns.</p>
<p>Esse João, que tem de escrever o que tem o privilégio de ver e de ouvir, está preso na ilha de Patmos por causa do testemunho e da palavra.</p>
<p>Dificilmente seria um desses João, com quem estamos familiarizados de outros textos bíblicos, mas algum líder influente da Ásia Menor, que vive de modo radical o que ele considera a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus. Não podemos confundir Palavra de Deus com a nossa Bíblia de hoje, porque não existia ainda, mas com a totalidade das vivências em torno da pessoa e palavras de Jesus de Nazaré.</p>
<p>João parece ser um desses discípulos com o qual o Império Romano tem dificuldades, porque ele não faz concessões. Ao mesmo tempo, sendo influente e respeitado, não tiveram a coragem de aplicar-lhe a pena de morte, mas o exílio.</p>
<p>Na Ilha de Patmos, no exílio da poderosa proposta de globalização perpetrada pelo Império Romano, a revelação vem ao exilado, ao que está do outro lado. Somente há clareza e lucidez nas margens e nos interstícios do poder; somente ali o Espírito pode desvendar o mistério de uma história que se encontra acima e além do trivial.</p>
<p>A revelação apresenta algumas faces e conteúdos que podem ser resumidos da seguinte maneira. Há mais força e esperança para a vida de um desconhecido João, exilado por causa da sua integridade radical, transgressor e opositor da lei romana, do que para aqueles que seguem cegamente a ideologia vigente, o discurso do Império.</p>
<p>Essa esperança é devida ao fato de que o Reino de Deus é maior do que qualquer outro poder estabelecido na face da terra, e Jesus, o crucificado, tem uma face mais luminosa do que toda a luz que Roma possa reunir. Jesus é a fiel testemunha e o principal dos mortos, aquele que vive sempre e que é soberano sobre todos os reinos da terra. O seu reino é reino de amor e de liberdade. (Ap 1,5).</p>
<p>João, portanto, testemunha radical de Jesus e como Jesus, é colocado por ele no seu reino (Ap 1,6). Há, portanto, uma política de Deus e de Jesus Cristo que não pode ser apagada ou destruída por nenhum poder vigente.</p>
<p>As comunidades de Jesus devem ser comunidades de inúmeros Joãos e Joanas dispostas a não negociar os seus valores, mas a vivê-los mesmo que sejam ameaçadas de exílio ou de morte. Para isso, precisam conhecer a revelação de que, enquanto testemunhas de uma nova linguagem, são mais fortes do que o Império ameaçador (Ap 1,11).</p>
<ol>
<li><strong>Comunidades iluminadas e iluminadoras</strong></li>
</ol>
<p>As comunidades são vistas como luminares e sua luz vem do centro. Elas são como astros em torno do sol e o sol é Jesus. Mas um Jesus igual e diferente ao mesmo tempo. Semelhante a um homem, ou “filho do homem”, mas com o rosto brilhante como a luz do sol no momento mais quente do dia (Ap 1, 16). Se quisermos comparar com a mulher do capítulo 17, a Grande Meretriz, ela está vestida luxuosamente, mas não tem luz própria. A luz está nas comunidades de Jesus (vinda do fato de que o próprio Jesus as ilumina) e não no Império Romano.</p>
<p>A luz da comunidade vem da impressão causada pelas palavras de Jesus que são como uma espada afiada de dois gumes que sai de sua boca, e pelo olhar chamejante do próprio Jesus. Ele é aquele que vive, esteve morto, mas se encontra vivo novamente, pelos séculos dos séculos, e tem as chaves da morte e do inferno (Ap 1, 9-18)..</p>
<p>Na administração do direito, nos limites do seu Império, Roma retinha para si o poder da morte. A pena capital somente ela podia decretar e decretava quando se sentia ameaçada em seus valores e em seu poder. Jesus era aquele que cumprira a pena de morte, como uma ameaça ao Império, mas que a morte não conseguira destruir. Mostrara-se mais poderoso do que Roma e mais poderoso ainda do que a própria morte.</p>
<p>As comunidades de Jesus poderiam viver um novo tipo de vida, novas relações políticas, econômicas e afetivas. Poderiam ser comunidades de iguais e comunidades de acolhimento e solidariedade em um mundo que privilegiava o direito do mais forte e que cultuava a riqueza, o poder (enquanto capacidade de infligir dor) e o prazer individualista e ególatra.</p>
<p>O tempo do Apocalipse não é o mesmo tempo histórico, a que estamos acostumados. Essas coisas acontecerão “breve”, mas precisam ser aguardadas com cuidado. O que podemos notar é que o Apocalipse foi e é, como o próprio Jesus. Ou repetindo as palavras sobre Deus, “era, é e há de vir” (Ap 1, 8). Serviu para os tempos de Jesus, serve para o tempo de hoje, e servirá sempre que houver propostas globalizantes de poderes imperiais e comunidades de valores semelhantes aos valores de Jesus.</p>
<p>A história seria a história de poderes bestiais e a besta do nosso século seria o capital, o novo nome para Mamom, que ergue os seus altares e que exige sacrifícios, especialmente sacrifícios humanos.</p>
<p>Aparentemente, é um sistema bondoso e humano, mas, quando confrontado, mostra sua face bestial e maléfica. É um sistema perseguidor, produtor de guerras, mas especialmente sedutor e, quando menos esperamos, estamos repetindo o seu discurso e vivendo os seus valores.</p>
<p>O desafio do Apocalipse é aprendermos a ser radicalmente diferentes, como o João, ou a vivermos mesmo que apenas de modo simbólico o seu exílio.</p>
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		<title>Soldado de Cristo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 13:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do óbito do ir. Zé Galdino No dia 29/11 (segunda-feira) às 17:21h, por intermédio do Ir. Rovenate, fui informado do falecimento do ir. Zé Galdino. Ao chegar a sua casa encontrei um soldado sobre a cama. Do ponto-de-vista secular, sargento aposentado da polícia militar da Bahia. Pela fé, soldado de Jesus Cristo. Após [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por ocasião do óbito do ir. Zé Galdino</em></strong></p>
<p>No dia 29/11 (segunda-feira) às 17:21h, por intermédio do Ir. Rovenate, fui informado do falecimento do ir. Zé Galdino. Ao chegar a sua casa encontrei um soldado sobre a cama. Do ponto-de-vista secular, sargento aposentado da polícia militar da Bahia. Pela fé, soldado de Jesus Cristo. Após muito tempo de batalha contra as enfermidades, celebra-se, paradoxalmente, uma vitória a despeito da dor pungente da morte: Galdino partiu para unir-se ao exército dos remidos na glória celestial.   Uma de suas filhas disse-me que havia pensado no pai no dia anterior ao ler as palavras do apóstolo Paulo à Timóteo, a saber: <strong><em>“Combati o bom combati, acabei a carreira, guardei a fé” (II Tm. 4:7).</em></strong> Estas palavras foram escritas numa masmorra romana, fétida e lúgubre, onde Paulo aguardava a sua sentença de morte. À porta da cela, um soldado romano à serviço do império sanguinário e opressor. Dentro dela, um íntegro combatente do evangelho, um missionário apaixonado, um escritor magistral, um exímio plantador de igrejas, um pastor que ofereceu a sua vida a serviço do Reino de Deus. Nesta mesma carta, o experiente soldado Paulo exorta o jovem soldado Timóteo a perseverar na fé em Jesus e a cumprir a missão para o qual fora incumbido. Disse Paulo: <strong><em>“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Jesus (&#8230;)Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (II Tm. 2: 1,3, 4). </em></strong></p>
<p>O que há de se dizer do soldado de Jesus Cristo, Zé Galdino? Em primeiro lugar, da sua força e resistência física, sobretudo, espiritual. O apóstolo Paulo tinha um espinho na carne, provavelmente uma enfermidade da qual não podia se livrar. Mas o seu Senhor o confortava dizendo: <strong><em>“a minha graça te basta porque o meu poder se aperfeiçoa na tua fraqueza” (II Co. 12:9). </em></strong>A força do soldado Galdino tinha como fonte a maravilhosa graça do seu Senhor. Foi pelo poder da graça divina que ele resistiu os dias maus. Se para o filósofo Nietzsche <strong><em>“quem tem porque viver suporta qualquer como”. </em></strong>Na perspectiva do evangelho, que tem a graça de Deus suporta peste, fome, nudez, perigo, espada, perseguição, posto que está guardado no amor do Pai. Vale ressaltar, a força de sua família e, especialmente de sua esposa, a ir. Lita. Força com a suavidade do cuidado amoroso!</p>
<p>Destaca-se também no soldado Galdino a força do seu caráter. Esposo apaixonado que colhia rosas/flores no caminho para sua amada. Um soldado que compreendia e vivenciava as recomendações do soldado Paulo: <strong><em>“amai as vossas mulheres como Cristo amou a igreja” (Ef. 5:25)</em></strong>. Desse imperativo fez o seu lema conjugal. Um Pai querido, admirado. Filhos e filhas reverenciam sua existência digna e seu caminhar decente. Netos e bisnetos o definem como avô incomparável! Um vizinho gentil, daqueles que nos faz sentir que Deus mora ao lado. Registro aqui tudo o que ouvi a respeito desse admirável soldado de Jesus. Não tive o privilégio de conhecê-lo em pleno gozo da sua saúde. Não esquecerei as vezes que celebrei a ceia com ele. E da lembrança do meu rosto e nome quando a ir. Lita perguntava: “Zé, você reconhece essa pessoa?”. Ao que ele respondia muitas vezes balbuciando: “Pr. Josias”.</p>
<p>Galdino, o combate já findou, a carreira também, mas o que mais importa é que a fé ficou guardada. Quem guardou a fé como você e Paulo, pode afirmar destemidamente: <strong><em>“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o senhor, Justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (II Tm. 4:8). </em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
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		<title>Estrutura da esperança em Apocalipse</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 18:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>

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		<description><![CDATA[1.Um antigo projeto de globalização Falamos muito de globalização nos dias de hoje e isso tem um aspecto político e econômico de muita amplitude que nos atinge a todos. Mas projetos de globalização não são novos. Na época do Apocalipse, o mundo vivia um projeto de globalização política e econômica em que o centro era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1.Um antigo projeto de globalização</strong></p>
<p>Falamos muito de globalização nos dias de hoje e isso tem um aspecto político e econômico de muita amplitude que nos atinge a todos. Mas projetos de globalização não são novos. Na época do Apocalipse, o mundo vivia um projeto de globalização política e econômica em que o centro era a cidade de Roma. O Império Romano ocupava quase todo o mundo conhecido e parecia ser forte e indestrutível. Aparentemente era vantajoso existir esse império, mas havia conseqüências terríveis, especialmente para os pequenos países e para as pessoas mais pobres. Ap. 17, 1-5.</p>
<p>Espalhadas pelo mundo todo, as comunidades de Jesus viviam dilemas diversos, entre acomodações, cooperações e oposições radicais. Começara como um movimento de pobres, mas a essa altura já havia ricos nas pequenas igrejas. Com isso, as questões de poder e as questões econômicas ficavam mais confusas e algumas pessoas participantes das igrejas eram fascinados pelo poder do Império Romano. As primeiras palavras do livro são dirigidas exatamente as comunidades que vivem na Ásia Menor esses dilemas e que estão tendentes a viverem um processo de acomodação e mais ainda de sedução diante do fulgurante poder do Império.</p>
<p>Para muitos estudiosos, o livro não tenha sido escrito em época de perseguição, mas em época que cooperar com o sistema trazia vantagens. Para essas pequenas comunidades, portanto, o perigo maior não seria a ameaça de morte, mas a oferta de um estilo de vida que repetiria a ideologia e a injustiça subjacente perpetrada pelas estruturas. Participar de um projeto de poder é muito sedutor e é difícil manter a coerência diante da propaganda e das facilidades oferecidas para aqueles e aquelas que cooperam. As pequenas comunidades de seguidores e seguidoras de Jesus, especialmente essas da Ásia Menor, tinham de se deparar com questões bem práticas que a situação da época oferecia.</p>
<p>Por exemplo, o Império Romano oferecia paz e prosperidade para toda a humanidade, o que parecia ser uma oferta irresistível em um mundo de muita miséria e muita violência. Qual o preço a ser pago? O preço da liberdade e da consciência individual. Oferecia até mesmo liberdade religiosa, desde que se submetessem à religião oficial e ao culto ao imperador.</p>
<p>No mundo cotidiano, essa estrutura se refletia nas relações de favores e de proteção que os mais pobres necessitavam. Patronos beneficentes se cercavam de clientes que dependiam de sua boa vontade para viverem. Eram fonte de provisão alimentar, em sua pobreza, e representantes diante dos dilemas da vida. Somente um patrono poderia representá-los diante de demandas jurídicas. Fora desse tipo de relação, aparentemente benévola, eles não eram realmente cidadãos.</p>
<p>O sistema, portanto, fornecia vantagens gerais e provisão cotidiana para os mais necessitados. Essa oferta maravilhosa somente era desmascarada quando alguém se opunha à força e à política romana. Nesse momento, o Estado mostrava a sua face mais cruel e totalmente desumana. Por isso, o Estado é descrito com imagens de animais e não de qualquer animal. O Estado não é humano, é bestial; o poder constituído age com a força instintiva de um predador que espreita a sua presa à espera do momento adequado para o bote. Ap. 17,6-8.</p>
<p>A águia, um dos símbolos do Império Romano, não é somente beleza, imponência, vigor, e capacidade de voar acima de todas as coisas, é também ave de rapina que se lança subitamente sobre pequenos pássaros e outros animais. As pequenas nações subjugadas e exploradas, e os inúmeros rebeldes crucificados, eram o atestado da face bestial do sistema. Roma se gabava de carrear todas as riquezas do mundo para o seu próprio proveito. De certo modo, para alimentar o estilo de vida dos principais cidadãos romanos, porque o povo, de um modo geral, nunca participava das benesses de um sistema que tinha como marca principal a exclusão.</p>
<p>Talvez o principal dano causado pelo sistema, fosse a sensação difusa de que não havia nenhuma outra alternativa. A burocracia romana, o tribunal romano e o exército romano ocupavam praticamente o mundo conhecido, em uma embalagem de ostentação de poder e glória que fascinava e assustava ao mesmo tempo. O poder político era religioso. O imperador era ao mesmo tempo governador e sacerdote, oficiante dos cultos públicos. Ainda mais, ele era um deus, o filho de Deus, principal divindade viva, repetindo uma idéia que se reportava aos faraós egípcios, nessa mistura entre poder político e poder religioso que gera em todos um misto de admiração e impotência.</p>
<p><strong>2. </strong><strong>Pequenas comunidades de esperança</strong></p>
<p>Nesse imenso arcabouço, as comunidades de Jesus, apesar de pequenas, seriam comunidades de esperança, apontando para uma outra lógica, diferente da lógica imperial. Em vez do poder, o amor; em vez da ganância, a partilha; em vez da hierarquia, a mutualidade. Ap. 3,7-8. Trocar a ansiedade da competição pela alegria da cooperação, o servir à disciplina pela disciplina de servir, o amor ao poder pelo poder do amor, não seria tarefa fácil diante das gigantescas forças de conformação existentes. Então, como manter a esperança?</p>
<p>O livro de Apocalipse, dentro de uma tradição complexa, trabalha com uma abundância de imagens, dentro delas, as principais que apontam o desafio maior de todos. Jesus Cristo, aquele que ainda morto vive, é o filho de Deus que está derrubando Roma, a cidade imperial, e construindo uma nova cidade celestial. Esta nova cidade é imensa, é a nova Jerusalém, construída na terra, mas descida do céu. Dentro da linguagem dos símbolos, é uma nova ordem, baseada no modo de Deus governar, não o Deus do poder, mas o Deus do amor, não o Deus de Roma, mas o Deus de Jesus, o carpinteiro de Nazaré, que tendo aparência de cordeiro, realmente é o Senhor de toda a terra.</p>
<p>Jesus Cristo, o leão de Judá, a raiz de Davi, o vencedor de todos os impérios, inclusive o império da morte, Aquele que vive eternamente estava atuando nas suas comunidades para lhes dar a vitória final. Essa é a estrutura da esperança em Apocalipse. Jesus, e não o imperador romano, é o verdadeiro Filho de Deus, o poder de Deus para derrotar todos os poderes que impedem a vida de se organizar justa, alegre e amorosamente. Jesus não é um animal, mas um ser humano concreto, vindo do povo simples, com ele haverá a humanização do poder político e do poder econômico. Ap. 1,13.</p>
<p>Quem anuncia tudo isso é um certo João, que muitos pensam que seja o João irmão de Tiago, mas não há muita certeza disso. De todo o jeito é um conhecido João das igrejas da Ásia Menor que não aceita de modo algum participar do sistema e, por isso, é banido. Exilado para uma ilha, onde tem visões da terra e do céu, em uma linguagem que não é nova, cheia de imagens, que precisam ser interpretadas, mas onde mesmo sozinho, abandonado, sem terra e sem família, escreve uma mensagem de esperança para as comunidades e para toda a humanidade. Ap. 1,4.</p>
<p><strong>3. </strong><strong>Viver a esperança apocalíptica hoje.</strong></p>
<p>Hoje também participamos de um projeto de globalização, dentro de um sistema que seria talvez a besta predadora de hoje em dia: o sistema capitalista. Carreando riquezas do mundo todo para um pequeno grupo de nações e de pessoas privilegiadas, esse animal maligno mostra sua face bestial em forma de um sistema de exclusão e competição que cria uma crescente espiral de violência. Os valores desse sistema, competitividade, lucro, poder, geram um excesso de egoísmo e de individualismo que ameaçam as comunidades de Jesus.</p>
<p>Tendemos a repetir no cotidiano aquilo que as estruturas trazem embutidas. Viver uma lógica diferente da lógica geral não é tarefa fácil, nem mesmo para quem vive dentro de comunidades de fé em Jesus Cristo. Mas Jesus precisa ser o nosso modelo e a nossa garantia de poder para vencer a influência da besta apocalíptica do nosso mundo de hoje, vivendo a esperança apocalíptica de um mundo radicalmente melhor do que este. Ap. 21,1-2</p>
<p style="text-align: right;">Pr. Marcos Monteiro</p>
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		<title>Teologia Doméstica: Jesus em nossa casa</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 02:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pr. Josias Novais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Observações importantes: 1) As referências deste estudo têm como base a edição contemporânea de Almeida da bíblia do ministro. Logo, pode haver pequenas diferenças de acordo com a versão que você adotar. 2) Os espaços não foram preenchidos propositalmente, a fim de estimulá-lo à leitura e discernimento dos textos. No evangelho de Marcos encontramos Jesus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Observações importantes:<span style="text-decoration: underline;"> </span></strong><strong>1) As referências deste estudo têm como base a edição contemporânea de Almeida da bíblia do ministro. Logo, pode haver pequenas diferenças de acordo com a versão que você adotar.</strong><strong> </strong><strong>2) Os espaços não foram preenchidos propositalmente, a fim de estimulá-lo à leitura e discernimento dos textos.</strong></p>
<p>No evangelho de Marcos encontramos Jesus em constante movimentação. Entrava e saia de aldeias e povoados, entrava e saia na sinagoga dos judeus (na sinagoga deles), entravava e saia das casas. Este último espaço foi visitado pelo Filho de Deus não raras vezes. São pelo menos onze vezes em que o mestre esteve no espaço doméstico curando, celebrando e ensinando. A farta ocorrência dessas visitas confirmou em meu coração a verdade de que a nossa família é um espaço privilegiado da ação e vivência da Graça de Deus. A partir de agora vamos passear com Jesus nas casas por ele freqüentadas (algumas vezes na sua própria casa) para meditarmos nas lições ali enunciadas.</p>
<p>A primeira casa mencionada é a de Simão e André <strong>(1.29).</strong> Jesus cura a sogra de Simão de uma febre e logo em seguida ela passou a servi-los. A mulher foi libertada do mal que a impossibilitava de servir. Minha casa será um espaço de _________________amoroso; Jesus agora aparece em sua casa e cura um paralítico conduzido por quatro amigos <strong>(2.1).</strong> Antes da cura física, Jesus o chama de filho e diz que os pecados dele estavam perdoados. É a primeira e única vez no evangelho de marcos que se fala de perdão de pecados. Minha casa será um espaço do _________________restaurador; Depois vai a casa de Levi para jantar <strong>(2.15).</strong> Foi acusado de comer com cobradores de impostos e pecadores. Diante das acusações afirma que os doentes é que precisam de médicos e não os sãos. Minha casa será um espaço de __________________; Jesus entra numa casa (o dono não é mencionado, <strong>3.20</strong>). Foi acusado de estar possesso por belzebu e em nome dele expulsar demônios. Jesus anuncia que a blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável. Minha casa será um espaço de __________________; Jesus vai a casa de Jairo <strong>(5.37).</strong> Sua filha estava enferma. Antes de Jesus chegar a casa dele, os seus servos trouxeram uma notícia desesperadora: “sua filha está morta”. Jesus, porém disse: “Não temas, crê somente”. Minha casa será um espaço de __________________nas possibilidades divinas; Nas quatro menções seguintes: <strong>7.17, 9.28, 9.33, 10.10 </strong>Jesus encontra-se em sua casa. Nela Jesus ensinou lições preciosas para seus discípulos. Na perspectiva dos textos mencionados, minha casa será um espaço de: __________________, ___________________, ________________, __________________. Na penúltima ocorrência Jesus está na casa de Simão, o leproso <strong>(14.3).</strong> Subitamente uma mulher derrama um perfume muito caro sobre Jesus. Minha casa será um espaço de _____________________. A última casa serviu para a celebração da ceia (páscoa) de Jesus com seus discípulos <strong>(14.13-16).</strong> Minha casa será um espaço de pessoas ____________________pela ação transformadora do amor de Deus.</p>
<p>Por conseguinte, em Jesus sabemos que Deus habita não apenas nos céus, mas que Ele é presença viva em cada casa que lhe abre a porta. Abra as portas da sua casa e da sua vida e deixe a luz do céu entrar. Amém!</p>
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